A burrice de Laila não pára. Além de ter ficado indignada com a revelação de Charlene, ela estava confusa demais para ter uma ação correta. Incrível. Laila finalmente encontrou um defeito nos olhos azuis de Dionísio: a falta de seletividade. Não podia ser, ela imaginava que ele fosse mais criterioso. Que decepção! Será mesmo que Dionísio havia usado Laila apenas para causar ciúmes em Charlene? Tem louco para tudo.
Quando chegou em casa, Laila impulsivamente discou o número de Dionísio.
“Alô? Dionísio? É Laila. Tudo bem?”
“Oi Laila. Tudo bem e você?”
“Estou ótima. Estou te ligando para você ver como eu sou uma menina de palavra. Prometi que ligaria. Liguei.” Laila queria deixar claro que o motivo de ela ter ligado era porque ele pediu e ela prometeu, e não porque estava correndo atrás.
“Gostei que ligou, viu?”
“Mas e aí? Podemos fazer algo hoje?” arriscou a nervosa Laila
“Hoje não vai dar. Estamos maltratando nossos calouros.” Respondeu o insensível Dionísio
Laila ficou sem paciência. Como isso? Ela “quase morre” para ligar pra ele e recebe um não? A partir daí, Laila agiu o mais impulsivamente possível. E a conversa por telefone que estava indo bem, começou a desabar.
“Ah, então tá. Marcamos outro dia mesmo.”
“Sim. Outro dia. Mas saiba que eu adorei que você me ligou.”
“Que bom. Preciso falar com você pessoalmente.”
“Pessoalmente? Ah não! Fala agora.” Dionísio parecia surpreso.
“Só conversei com uma amiga sua. Ela me falou quem você realmente é.” Respondeu Laila segurando o choro.
“Que amiga? Vai me dizer que é a Charlene?” perguntou Dionísio em tom de deboche.
“É ela sim.”
“O que ela te disse? Agora você vai falar.”
“Não. Meus créditos estão acabando e eu te falo pessoalmente. Mas preciso te tirar sarro. Ô coragem a tua, não?” disse Laila bufando.
“Não tem problema. Eu te ligo. Tchau.”
Ele ligou novamente e já perguntou:
“O que ela te disse? Quero saber de tudo. Acabei de brigar com ela ontem.” Quis saber Dionísio.
“Nooooooossaaa! Quanta preocupação com a opinião dela a seu respeito.” Respondeu Laila impulsivamente.
“Claro. Ela deve ter é me difamado para você. Isso sim. Usou meu nome em vão. Conte-me.” Insistiu Dionísio.
Laila contou a conversa que teve com Charlene. Menos a parte em que Laila disse à Charlene que estava com Dionísio para enciumar Carlinhos. Porque isso era uma grande mentira.
“O QUEEEEEEE? Fazer ciúmes em Charlene com você. Nossa Laila, não acredite nela. MEU DEEEUS. Que menina idiota ela. Nada a ver.” Dionísio parecia perplexo.
“Tudo bem, Dionísio, só estou contando o que houve. Fiquei ‘de cara’ também. Mas era isso. Já acabei. Até qualquer dia. Tchau!!!!” e deste modo Laila bateu o telefone.
Ela chorou muito com essa situação, depois ligou para Nina, que também tinha acabado de levar um baque. As duas desabafaram.
Agora, analisando a situação. Estava Laila com a razão? Ela sabia que agira por impulso e que também dessa vez, perdera Dionísio para sempre. Foi horrível.
Contudo, o que deixou Laila zangada, foi que ela se esforçou para ligar para Dionísio, e ele insensivelmente disse não. Ele bem poderia levar em consideração a coragem que Laila precisou ter para discar seu número e ligar. Ele é um privilegiado. Laila nunca liga para homem nenhum.
Depois disso, Laila não correu mais atrás, e tampouco ele. O amor-próprio de Laila é maior que seu amor por Dionísio, e ela sabia que naquela hora ela precisava se valorizar acima de tudo. Foi doloroso para ela ficar sem aqueles olhos azuis, porém qualquer decepção para Laila parece imperdoável. E ela sofre muito mais do que deveria por conta disso.
Apesar de Laila se sentir burra (até hoje) por não procurar mais por Dionísio, ela tem orgulho de si mesma também. Ela merece um homem que corra atrás e a valorize. Com toda certeza, Dionísio achou que ela iria atrás, mas ela não é capaz de fazer isso. O que tiver de ser será. O difícil é esquecer Dionísio, e isso é o que realmente dói em Laila até os dias atuais.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A REVELAÇÃO DE CHARLENE E O DRAMA DE NINA
Depois de muito pensar e consultar suas amigas, Laila resolveu que ligaria para Dionísio, e que isso não passaria de quinta-feira.
Já era quinta-feira. Laila estava novamente em sua aula de consultoria de moda, quando recebeu uma mensagem em seu celular. Era Nina:
Amiga, se puder vir aqui depois de sua aula, eu agradeceria muito. Estou triste. O motivo é o mesmo de sempre.
Laila ficou tão triste quanto a sua amiga. Não sei se isso já foi mencionado antes, mas elas em quase cem por cento das vezes pareciam ler o pensamento uma da outra, sem precisar falar.
Então, resumirei o drama de Nina:
Ela conheceu um rapaz do curso de engenharia elétrica, do quinto ano. Seu nome é Newton, e tinha uma característica estranha: ele é melancólico, popularmente falando, emo. Pobre Nina, mal sabia ela que se apaixonar por emos significava cilada garantida.
Nina sempre se correspondia com Newton pelo MSN e desta forma ambos acabaram se interessando em se conhecer melhor e quiçá ter um relacionamento. O absurdo foi que Newton, como todo emo, demorou cerca de nove meses para tomar uma atitude digna de um homem e isso deixava Nina possessa.
Contudo, depois de nove meses de pura embolação, Nina e Newton deram o seu primeiro beijo, em seu primeiro e único encontro romântico.
Melancolias a vista a partir disso. Newton sempre teve sua auto-estima quase inexistente, e nunca teve peito para assumir algo com Nina.
Pobre Nina. Perdeu um precioso tempo se importando e sofrendo por Newton.
Não pensem vocês que eu tenho algo contrário ao movimento emo. Jamais. O estilo de cada pessoa merece ser respeitado. O que relato aqui é que as atitudes emo de Newton aborreciam Nina.
Após esse rápido resumo, voltemos à Laila. Ela, assim que saiu de sua aula, atendeu ao pedido de sua melhor amiga, ou seja, foi imediatamente vê-la.
“Amiga, eu vi a sua mensagem agora. O que Newton te fez dessa vez?” perguntou a aflita Laila.
“Eu acho que ele brincou comigo esse tempo todo.” Respondeu Nina em prantos
“Por que? Ah, seja o que for ele vai apanhar. Arrebento-lhe a fuça.” Grunhiu Laila.
“Lembra da ex dele? Daysi?” perguntou Nina.
“A Daysi é ex dele? Eu jurava que ela era sapatão. Não acredito. Que tem ela?” indagou Laila indignada.
“É, ela parece uma muié-macho mesmo. Mas eu acho que eles voltaram a namorar amiga.” Disse Nina entre lágrimas. “Eu vi recados dele para ela na internet. E eram muito melosos.” Continuou a triste garota. Laila tentou consolá-la de todo jeito, porém somente o tempo traria o consolo pleno.
Novamente preciso destacar que é apenas uma história. Não há nada errado em uma mulher ser homossexual, ou ter um estilo masculino de ser. A autora que vos fala é contra qualquer tipo de preconceito.
Após a triste conversa de Laila e Nina, Laila estava indo embora e encontrou Charlene no caminho. Charlene é uma garota muito rica, mas não sabe aproveitar o dinheiro que tem. Fisicamente? Uma negação. Uma menina excessivamente gorda, branquela e com o nariz avantajado. Além disso, ela tem dentes tortos e é insuportável.
Quando a garota-negação-física encontrou Laila, deu um falso sorriso e disse:
“Oi queridinha. Quanta saudade!”
“Oi florzinha. Saudades mesmo.” Respondeu Laila tão falsamente quanto a outra.
“Nossa. Você e Dionísio estão juntos? Eu vi vocês no show do Jorge e Matheus!” perguntou a gorda irônica.
“Sim. Estamos nos conhecendo ainda.” Respondeu a desconfiada Laila
“Você sabia que eu já fiquei com ele? E mais, ele corre atrás de mim até hoje.” Falou a gorda convencida.
“Jura?” indagou a irônica Laila, “ mas eu nem sei se gosto dele, você sabe que eu ainda amo Carlinhos. Dionísio causa ciúmes nele e isso muito me interessa.” Laila mentiu, qualquer um vê que tudo o que Laila queria era Dionísio.
“Então. Olha só. Dionísio está com você porque queria me fazer ciúmes. Ele sempre arrastou asa para mim.” Retrucou Charlene.
Aaaai, coitada dessa Charlene. Uma frustrada. Essa é a verdade. E com uma desculpa qualquer, Laila conseguiu se livrar de Charlene. Com muita raiva e louca para ligar para Dionísio quando chegar em casa e tirar essa história a limpo.
Já era quinta-feira. Laila estava novamente em sua aula de consultoria de moda, quando recebeu uma mensagem em seu celular. Era Nina:
Amiga, se puder vir aqui depois de sua aula, eu agradeceria muito. Estou triste. O motivo é o mesmo de sempre.
Laila ficou tão triste quanto a sua amiga. Não sei se isso já foi mencionado antes, mas elas em quase cem por cento das vezes pareciam ler o pensamento uma da outra, sem precisar falar.
Então, resumirei o drama de Nina:
Ela conheceu um rapaz do curso de engenharia elétrica, do quinto ano. Seu nome é Newton, e tinha uma característica estranha: ele é melancólico, popularmente falando, emo. Pobre Nina, mal sabia ela que se apaixonar por emos significava cilada garantida.
Nina sempre se correspondia com Newton pelo MSN e desta forma ambos acabaram se interessando em se conhecer melhor e quiçá ter um relacionamento. O absurdo foi que Newton, como todo emo, demorou cerca de nove meses para tomar uma atitude digna de um homem e isso deixava Nina possessa.
Contudo, depois de nove meses de pura embolação, Nina e Newton deram o seu primeiro beijo, em seu primeiro e único encontro romântico.
Melancolias a vista a partir disso. Newton sempre teve sua auto-estima quase inexistente, e nunca teve peito para assumir algo com Nina.
Pobre Nina. Perdeu um precioso tempo se importando e sofrendo por Newton.
Não pensem vocês que eu tenho algo contrário ao movimento emo. Jamais. O estilo de cada pessoa merece ser respeitado. O que relato aqui é que as atitudes emo de Newton aborreciam Nina.
Após esse rápido resumo, voltemos à Laila. Ela, assim que saiu de sua aula, atendeu ao pedido de sua melhor amiga, ou seja, foi imediatamente vê-la.
“Amiga, eu vi a sua mensagem agora. O que Newton te fez dessa vez?” perguntou a aflita Laila.
“Eu acho que ele brincou comigo esse tempo todo.” Respondeu Nina em prantos
“Por que? Ah, seja o que for ele vai apanhar. Arrebento-lhe a fuça.” Grunhiu Laila.
“Lembra da ex dele? Daysi?” perguntou Nina.
“A Daysi é ex dele? Eu jurava que ela era sapatão. Não acredito. Que tem ela?” indagou Laila indignada.
“É, ela parece uma muié-macho mesmo. Mas eu acho que eles voltaram a namorar amiga.” Disse Nina entre lágrimas. “Eu vi recados dele para ela na internet. E eram muito melosos.” Continuou a triste garota. Laila tentou consolá-la de todo jeito, porém somente o tempo traria o consolo pleno.
Novamente preciso destacar que é apenas uma história. Não há nada errado em uma mulher ser homossexual, ou ter um estilo masculino de ser. A autora que vos fala é contra qualquer tipo de preconceito.
Após a triste conversa de Laila e Nina, Laila estava indo embora e encontrou Charlene no caminho. Charlene é uma garota muito rica, mas não sabe aproveitar o dinheiro que tem. Fisicamente? Uma negação. Uma menina excessivamente gorda, branquela e com o nariz avantajado. Além disso, ela tem dentes tortos e é insuportável.
Quando a garota-negação-física encontrou Laila, deu um falso sorriso e disse:
“Oi queridinha. Quanta saudade!”
“Oi florzinha. Saudades mesmo.” Respondeu Laila tão falsamente quanto a outra.
“Nossa. Você e Dionísio estão juntos? Eu vi vocês no show do Jorge e Matheus!” perguntou a gorda irônica.
“Sim. Estamos nos conhecendo ainda.” Respondeu a desconfiada Laila
“Você sabia que eu já fiquei com ele? E mais, ele corre atrás de mim até hoje.” Falou a gorda convencida.
“Jura?” indagou a irônica Laila, “ mas eu nem sei se gosto dele, você sabe que eu ainda amo Carlinhos. Dionísio causa ciúmes nele e isso muito me interessa.” Laila mentiu, qualquer um vê que tudo o que Laila queria era Dionísio.
“Então. Olha só. Dionísio está com você porque queria me fazer ciúmes. Ele sempre arrastou asa para mim.” Retrucou Charlene.
Aaaai, coitada dessa Charlene. Uma frustrada. Essa é a verdade. E com uma desculpa qualquer, Laila conseguiu se livrar de Charlene. Com muita raiva e louca para ligar para Dionísio quando chegar em casa e tirar essa história a limpo.
PREPARAÇÃO PARA UM CHURRASCO E DÚVIDA DE QUANDO LIGAR PARA ELE
Depois do dia da surpresa, aí sim tudo começou a regredir. Primeiramente foi o dia em que Laila encontrou Dionísio on line no MSN, e ele chamou a sua atenção. O encontro - surpresa foi em uma quinta-feira, o encontro on line aconteceu na próxima segunda-feira, à noite. A conversa foi assim:
Dionísio diz: Pensei que você fosse me ligar.
Laila diz: Desculpa. Ainda não pude ligar para você. Essa semana eu ainda te ligo. Pode ser?
Dionísio diz: Pode sim... Mas... Poderíamos sair agora?
Laila (buuuuuurraaaa) diz: Agora é muito em cima da hora. Meu pai não deixaria.
Dionísio diz: Tudo bem. Mas me liiiiigue. Cumpra a promessa dona Laila.
Laila diz: Tudo bem, eu ligarei sim. Beijos.
Dionísio diz: Beijos e tchau.
Depois dessa curta conversa, Laila saiu do MSN e foi tomar banho. Tudo normal. Ela precisaria dormir cedo para acordar cedo. Teria aula, e das pesadas no outro dia. Terça-feira normal. A classe de Laila estava animada, pois teriam churrasco de boas vindas aos calouros do curso de moda e de engenharia eletrônica (Dionísio e Carlinhos faziam engenharia civil). Como os alunos curso de moda e de engenharia eletrônica eram muito amigos e unidos, eles resolveram juntar os churrascos de calouros e fazer um só, para deste modo, eles também dividirem as despesas.
O plano era mais ou menos assim: todos os veteranos estourariam uma bexiga e dentro da bexiga tinha o nome de um calouro. O calouro que saísse para cada pessoa precisaria obedecê-la no dia do churrasco e usar um apetrecho que seu respectivo veterano designasse a ele. E outra coisa: como os dois cursos estavam misturados, uma veterana de moda poderia tirar um calouro de engenharia elétrica e vice-versa.
Chegou a vez de Laila estourar a sua bexiga. O nome que saiu lá de dentro era Léo. Laila não tinha idéia de quem era, porém sabia que ele fazia engenharia elétrica. Também isso era tudo o que ela sabia.
Paralelo a isso, Laila estava “se enrolando” para ligar para Dionísio. O medo dela era ser desvalorizada por ele. Porque mulher que liga atrás, geralmente é tachada de “fácil” ou “oferecida”. Em contrapartida, Dionísio havia pedido a ela que ligasse. Então, se ela ligasse, talvez ele pudesse não ter essa má impressão. Mas ela deveria demorar mais um pouquinho. Assim ela não pareceria desesperada por ele.
Meu Deus. Por que somos assim? Querendo sempre projetar impressões neles? Se fizermos assim, ele vai pensar isso. Se fizermos assado, ele vai pensar aquilo. Há algo que aprendemos observando a vida de Laila. Não importa como façamos quando ele está interessado em nós. Não vai ser uma atitude isolada que muda a opinião de um homem. Eles não têm essa percepção toda. Sinceramente, homem é “bicho burro” demais para toda essa percepção, a não ser que seja gay.
Mas voltando à sequência de acontecimentos: Laila infernizava a vida das coitadas Nina e Bella para saber se deveria ligar para ele. A resposta era unânime: SIM. LIGA LOGO, SE NÃO QUER PERDER OS OLHOS AZUIS.
Por que não ouvir as amigas? Elas sempre têm conselhos ótimos para nós. Por quê, mesmo pedindo opiniões alheias, acabamos agindo por nós mesmas? Essas perguntas vão sempre pairar na cabeça de Laila.
Dionísio diz: Pensei que você fosse me ligar.
Laila diz: Desculpa. Ainda não pude ligar para você. Essa semana eu ainda te ligo. Pode ser?
Dionísio diz: Pode sim... Mas... Poderíamos sair agora?
Laila (buuuuuurraaaa) diz: Agora é muito em cima da hora. Meu pai não deixaria.
Dionísio diz: Tudo bem. Mas me liiiiigue. Cumpra a promessa dona Laila.
Laila diz: Tudo bem, eu ligarei sim. Beijos.
Dionísio diz: Beijos e tchau.
Depois dessa curta conversa, Laila saiu do MSN e foi tomar banho. Tudo normal. Ela precisaria dormir cedo para acordar cedo. Teria aula, e das pesadas no outro dia. Terça-feira normal. A classe de Laila estava animada, pois teriam churrasco de boas vindas aos calouros do curso de moda e de engenharia eletrônica (Dionísio e Carlinhos faziam engenharia civil). Como os alunos curso de moda e de engenharia eletrônica eram muito amigos e unidos, eles resolveram juntar os churrascos de calouros e fazer um só, para deste modo, eles também dividirem as despesas.
O plano era mais ou menos assim: todos os veteranos estourariam uma bexiga e dentro da bexiga tinha o nome de um calouro. O calouro que saísse para cada pessoa precisaria obedecê-la no dia do churrasco e usar um apetrecho que seu respectivo veterano designasse a ele. E outra coisa: como os dois cursos estavam misturados, uma veterana de moda poderia tirar um calouro de engenharia elétrica e vice-versa.
Chegou a vez de Laila estourar a sua bexiga. O nome que saiu lá de dentro era Léo. Laila não tinha idéia de quem era, porém sabia que ele fazia engenharia elétrica. Também isso era tudo o que ela sabia.
Paralelo a isso, Laila estava “se enrolando” para ligar para Dionísio. O medo dela era ser desvalorizada por ele. Porque mulher que liga atrás, geralmente é tachada de “fácil” ou “oferecida”. Em contrapartida, Dionísio havia pedido a ela que ligasse. Então, se ela ligasse, talvez ele pudesse não ter essa má impressão. Mas ela deveria demorar mais um pouquinho. Assim ela não pareceria desesperada por ele.
Meu Deus. Por que somos assim? Querendo sempre projetar impressões neles? Se fizermos assim, ele vai pensar isso. Se fizermos assado, ele vai pensar aquilo. Há algo que aprendemos observando a vida de Laila. Não importa como façamos quando ele está interessado em nós. Não vai ser uma atitude isolada que muda a opinião de um homem. Eles não têm essa percepção toda. Sinceramente, homem é “bicho burro” demais para toda essa percepção, a não ser que seja gay.
Mas voltando à sequência de acontecimentos: Laila infernizava a vida das coitadas Nina e Bella para saber se deveria ligar para ele. A resposta era unânime: SIM. LIGA LOGO, SE NÃO QUER PERDER OS OLHOS AZUIS.
Por que não ouvir as amigas? Elas sempre têm conselhos ótimos para nós. Por quê, mesmo pedindo opiniões alheias, acabamos agindo por nós mesmas? Essas perguntas vão sempre pairar na cabeça de Laila.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
SURPRESA SIMPLES, PORÉM MAIS PERFEITA IMPOSSÍVEL
O mais frustrante é saber que toda mulher é ensinada para ser estratégica quando o assunto é manter um homem interessado. Como o termo popular diz “fazer charminho” ou “se fazer de difícil”. Não discordo de que esse tipo de estratégia seja eficaz, em vários casos isso funciona se usado em poucas quantidades, e apenas para dar aquela impressão de mistério no rapaz. Mas quando Laila tenta ser estratégica, ela sempre acaba sendo uma “burra de carteirinha”. A razão a qual faço tal afirmação é a recusa de Laila a todos os convites feitos por Dionísio depois que passou o show do Jorge e Matheus. E também ela não cumpriu a promessa que fez ao rapaz de ligar para ele. Todas as outras vezes que eles se encontraram foram por acaso.
Uma dessas vezes foi o dia em que Laila estava voltando de uma longa aula prática de consultoria de moda. Ela e sua colega de classe, Ramona, estavam voltando a pé alegremente, rindo e jogando conversa fora enquanto caminhavam. Na mesma rua em que estavam as duas, morava um colega de classe de Dionísio, um cara muito badalado por sinal, que sempre reunia seus amigos em sua casa para beber e jogar baralho.
Laila e Ramona passaram na frente da casa do badalado rapaz e, como não poderia ser diferente, estava uma pequena turma de meninos reunida na fachada da casa. Dionísio estava entre e eles e, lógico, Laila logo o avistou e com um sorriso envergonhado no rosto acenou para o seu príncipe que logo retribuiu o aceno com aqueles olhos perfeitos encarando os comuns olhos de Laila. Apesar de sentir aquela palpitação anormal e disparada em seu coração, Laila não comentou nada com Ramona, pois não confiava suficientemente nela para tratar desses assuntos.
Quando em certa rua Laila se separou de Ramona, um quarteirão após, estava Laila andando tranquilamente, quando ela vê um par de olhos familiarmente perfeito encostado em um murinho logo adiante na esquina.
“Oooooi” disse o par de olhos familiarmente perfeito sorridente.
“DIONÍSIO???? Meu Deus, que susto, o que faz aí? Você estava lá, agora está aqui, assim de repente.” Falou Laila surpresa e muito ofegante.
“Eu segui você. Queria falar contigo.” Respondeu Dionísio.
“Nossa, eu não acredito que fez isso por mim.” Respondeu ela com as pernas trêmulas.
“Sim, eu corri para passar de você, mudei de rua para que você não me visse, queria fazer uma surpresa.” Falou ele.
Que perfeito. Laila jamais imaginara que ele fosse fazer dessas. Além de tudo, ela estava descobrindo um Dionísio romântico, apesar da característica típica dos garotos do curso de engenharia: o jeito xucro e rude. Tanto Dionísio quanto Carlinhos sempre fizeram questão de mostrar a todos em sua volta de que essa característica é marca registrada de suas personalidades. Entretanto diferentemente de Carlinhos, Dionísio se fazia de romântico para Laila. Apesar de não admitir nem sob tortura.
“Nossa, teve aula de que hoje? Está toda descabelada?” perguntou Dionísio em um tom irônico.
“É. Estou mesmo, eu sei. Mas credoo. Olha o tipo, seu grosso.” Respondeu Laila com um certo charme na voz.
“Xucro, é assim que eu sou. Cresci assim, no lombo do cavalo e com o estilo rústico de ser.” Respondeu ele rindo e MASCANDO UM MATINHO. É! Isso mesmo. Bizarro, mas para Laila ele estava um charme.
Laila sorriu de tal afirmação e se controlou para que não suspirasse e tentou mudar de assunto:
“Eu estava na aula de consultoria de moda. E você? O que conta?”
“Eu vou para um jantar hoje, com meu pai. To com tanta vontade de carne, churrasco. Nossa, tomara que tenha costela bovina e com muita sorte, carne de CARNEIRO.” Quando ele disse o nome da última iguaria, seus olhos azuis pareciam brilhar mais do que o normal que Laila não conteve o riso. Ai, mesmo tendo consciência da babaquice da situação e das palavras de Dionísio, Laila jamais esquecerá essas célebres frases ditas por ele. Seu coração dói sempre que se lembra disso. Chega a chorar de saudade desse simples dia.
“Eu estudei demais por hoje. Estou cansada por demais. Acho que vou pegar um ônibus pra ir embora.” disse Laila que realmente estava cansada.
“Vai a pé. É mais saudável. Não gasta dinheiro com ônibus, não.” Recomendou o ecológico Dionísio.
Foi uma situação engraçada. Laila jamais se esquecerá disso. Com toda certeza. Após isso, eles se despediram, cada um foi para sua respectiva casa. E Laila dormiu como um anjo, sonhou a noite toda com seu xucro de olhos azuis. No fim de semana ele viajaria. E ela ficaria na cidade mesmo. Fim de semana comum. Porém com um ar mágico, pois o seu príncipe de olhos azuis a seguiu, pensou nela, disse que tinha saudade...
Uma dessas vezes foi o dia em que Laila estava voltando de uma longa aula prática de consultoria de moda. Ela e sua colega de classe, Ramona, estavam voltando a pé alegremente, rindo e jogando conversa fora enquanto caminhavam. Na mesma rua em que estavam as duas, morava um colega de classe de Dionísio, um cara muito badalado por sinal, que sempre reunia seus amigos em sua casa para beber e jogar baralho.
Laila e Ramona passaram na frente da casa do badalado rapaz e, como não poderia ser diferente, estava uma pequena turma de meninos reunida na fachada da casa. Dionísio estava entre e eles e, lógico, Laila logo o avistou e com um sorriso envergonhado no rosto acenou para o seu príncipe que logo retribuiu o aceno com aqueles olhos perfeitos encarando os comuns olhos de Laila. Apesar de sentir aquela palpitação anormal e disparada em seu coração, Laila não comentou nada com Ramona, pois não confiava suficientemente nela para tratar desses assuntos.
Quando em certa rua Laila se separou de Ramona, um quarteirão após, estava Laila andando tranquilamente, quando ela vê um par de olhos familiarmente perfeito encostado em um murinho logo adiante na esquina.
“Oooooi” disse o par de olhos familiarmente perfeito sorridente.
“DIONÍSIO???? Meu Deus, que susto, o que faz aí? Você estava lá, agora está aqui, assim de repente.” Falou Laila surpresa e muito ofegante.
“Eu segui você. Queria falar contigo.” Respondeu Dionísio.
“Nossa, eu não acredito que fez isso por mim.” Respondeu ela com as pernas trêmulas.
“Sim, eu corri para passar de você, mudei de rua para que você não me visse, queria fazer uma surpresa.” Falou ele.
Que perfeito. Laila jamais imaginara que ele fosse fazer dessas. Além de tudo, ela estava descobrindo um Dionísio romântico, apesar da característica típica dos garotos do curso de engenharia: o jeito xucro e rude. Tanto Dionísio quanto Carlinhos sempre fizeram questão de mostrar a todos em sua volta de que essa característica é marca registrada de suas personalidades. Entretanto diferentemente de Carlinhos, Dionísio se fazia de romântico para Laila. Apesar de não admitir nem sob tortura.
“Nossa, teve aula de que hoje? Está toda descabelada?” perguntou Dionísio em um tom irônico.
“É. Estou mesmo, eu sei. Mas credoo. Olha o tipo, seu grosso.” Respondeu Laila com um certo charme na voz.
“Xucro, é assim que eu sou. Cresci assim, no lombo do cavalo e com o estilo rústico de ser.” Respondeu ele rindo e MASCANDO UM MATINHO. É! Isso mesmo. Bizarro, mas para Laila ele estava um charme.
Laila sorriu de tal afirmação e se controlou para que não suspirasse e tentou mudar de assunto:
“Eu estava na aula de consultoria de moda. E você? O que conta?”
“Eu vou para um jantar hoje, com meu pai. To com tanta vontade de carne, churrasco. Nossa, tomara que tenha costela bovina e com muita sorte, carne de CARNEIRO.” Quando ele disse o nome da última iguaria, seus olhos azuis pareciam brilhar mais do que o normal que Laila não conteve o riso. Ai, mesmo tendo consciência da babaquice da situação e das palavras de Dionísio, Laila jamais esquecerá essas célebres frases ditas por ele. Seu coração dói sempre que se lembra disso. Chega a chorar de saudade desse simples dia.
“Eu estudei demais por hoje. Estou cansada por demais. Acho que vou pegar um ônibus pra ir embora.” disse Laila que realmente estava cansada.
“Vai a pé. É mais saudável. Não gasta dinheiro com ônibus, não.” Recomendou o ecológico Dionísio.
Foi uma situação engraçada. Laila jamais se esquecerá disso. Com toda certeza. Após isso, eles se despediram, cada um foi para sua respectiva casa. E Laila dormiu como um anjo, sonhou a noite toda com seu xucro de olhos azuis. No fim de semana ele viajaria. E ela ficaria na cidade mesmo. Fim de semana comum. Porém com um ar mágico, pois o seu príncipe de olhos azuis a seguiu, pensou nela, disse que tinha saudade...
Show do Jorge e Mateus (parte 3)
O desespero tomou conta do coração de Laila, e se seu príncipe ficasse zangado e nunca mais quisesse vê-la novamente? E ainda por causa de Zé Roberto? Mas como poderia Laila imaginar que ambos eram amigos? Ela também nunca foi adivinha, além de ser uma azarada de carteirinha.
Uma história de amor à primeira vista não poderia terminar assim. Com muito impulso, ela puxou Nina e Alícia e foi procurar por Dionísio. Achou. Ele estava parado sozinho encarando-a profundamente. Como de costume, aqueles olhos azuis puxaram Laila para perto dele de um modo tão involuntário que ela nem se deu conta de que já estava em seus braços novamente. Eles se abraçaram apertadamente e ficaram ali por um tempo, somente eles, parecia que o resto do povo havia desaparecido. Eles conversaram muito. Laila teve a impressão de que já conhecia Dionísio há muito tempo. Dos seus sonhos. Pois bem, só se fosse.
“Você é linda Lailinha. Linda mesmo.” Disse Dionísio sorridente.
“Obrigada!” respondeu Laila timidamente, e sem coragem de falar mais nada.
“Jamais parei de pensar em você desde o dia em que te conheci. Sempre te procuro lá na faculdade, mas é raro os dias em que eu te vejo.” Continuou ele, com aqueles olhos mais vivos do que nunca.
“Eu também nunca te vejo. Acho que temos horários de aula diferentes, por isso nos desencontramos.” Respondeu ela, sentindo que seu coração a qualquer momento poderia sair pulando de dentro de seu peito. O tempo poderia muito bem parar naquele momento. Tudo parecia estar perfeito. Não havia problema que apagasse a alegria que Laila estava sentindo naquela hora. E um confortável silêncio se fez.
Dionísio quebrou aquele silêncio perfeito com a crucial pergunta:
“De onde você conhece Zé Roberto?” perguntou ele sério.
“Olha, não conheço direito, acho que o conheço de uma festa, por que me pergunta?” respondeu Laila nervosa (acha que o conhece de uma festa??? Então jure.)
“Porque ele me disse que te conhecia, mas que você nunca o tratou muito bem. Mas você faz bem em não ‘dar moral’ a ele, em minha opinião, ele é meio louco.” Disse ele, para a surpresa de Laila, risonho.
“É, eu sei que louco ele é. Todos falam isso.” Disse Laila aliviada.
“Sim, ele tem fama de não ‘não bater bem da bola’. Louca seria você se ‘desse moral’ a ele.” Falou um risonho Dionísio.
Mas que alívio para Laila, não? Zé Roberto não havia contado sobre o breve envolvimento que ele e Laila tiveram. Mas por que será? Será que se ele contasse, Dionísio não acreditaria e ainda fizesse chacota? As verdadeiras razões de Zé Roberto ela não sabia. Mas o que isso importava? Laila estava feliz. Isso sim importava.
Após um longo tempo, Dionísio perguntou a Laila:
“Posso te levar embora?”
“Ai! Não vai dar. Vou dormir na casa de Nina, já combinamos tudo.” Mentiu a burra da Laila. Ui se arrependimento desse dinheiro, Laila com toda certeza seria a garota mais rica do mundo.
“Mas que horas você deverá estar em casa?” perguntou um Dionísio esperançoso.
“Umas dez da manhã. Por que?” respondeu Laila (sim aquela burra) sem entender muito o porquê da pergunta.
“Então, vamos comigo agora e, às dez, eu te devolvo para a tua amiga e você vai para a tua casa. Por favor, vem comigo que você não se arrependerá.”
“Realmente não posso. Já combinei tudo com Nina e não vou faltar com ela” respondeu a burra Laila.
Indignante, ela poderia dormir na casa de Nina quando quisesse, a sua amiga com certeza não ficaria chateada com ela. Ao contrário, ela a apoiaria com toda certeza. Mas não, Laila é demasiadamente idiota de não ir com ele.
“Tudo bem. Mas ainda essa semana a gente sai de novo. Você me promete?” perguntou Dionísio com seus olhos azuis.
“Prometo.” Respondeu a burra.
“Então me liga? Sempre eu que ligo, agora é a tua vez. Quero que você ligue para mim.”
“Ligarei”
“Tudo bem. Preciso ir.” Falou o príncipe de olhos singulares. E após um interminável e mágico beijo, foi embora.
Uma história de amor à primeira vista não poderia terminar assim. Com muito impulso, ela puxou Nina e Alícia e foi procurar por Dionísio. Achou. Ele estava parado sozinho encarando-a profundamente. Como de costume, aqueles olhos azuis puxaram Laila para perto dele de um modo tão involuntário que ela nem se deu conta de que já estava em seus braços novamente. Eles se abraçaram apertadamente e ficaram ali por um tempo, somente eles, parecia que o resto do povo havia desaparecido. Eles conversaram muito. Laila teve a impressão de que já conhecia Dionísio há muito tempo. Dos seus sonhos. Pois bem, só se fosse.
“Você é linda Lailinha. Linda mesmo.” Disse Dionísio sorridente.
“Obrigada!” respondeu Laila timidamente, e sem coragem de falar mais nada.
“Jamais parei de pensar em você desde o dia em que te conheci. Sempre te procuro lá na faculdade, mas é raro os dias em que eu te vejo.” Continuou ele, com aqueles olhos mais vivos do que nunca.
“Eu também nunca te vejo. Acho que temos horários de aula diferentes, por isso nos desencontramos.” Respondeu ela, sentindo que seu coração a qualquer momento poderia sair pulando de dentro de seu peito. O tempo poderia muito bem parar naquele momento. Tudo parecia estar perfeito. Não havia problema que apagasse a alegria que Laila estava sentindo naquela hora. E um confortável silêncio se fez.
Dionísio quebrou aquele silêncio perfeito com a crucial pergunta:
“De onde você conhece Zé Roberto?” perguntou ele sério.
“Olha, não conheço direito, acho que o conheço de uma festa, por que me pergunta?” respondeu Laila nervosa (acha que o conhece de uma festa??? Então jure.)
“Porque ele me disse que te conhecia, mas que você nunca o tratou muito bem. Mas você faz bem em não ‘dar moral’ a ele, em minha opinião, ele é meio louco.” Disse ele, para a surpresa de Laila, risonho.
“É, eu sei que louco ele é. Todos falam isso.” Disse Laila aliviada.
“Sim, ele tem fama de não ‘não bater bem da bola’. Louca seria você se ‘desse moral’ a ele.” Falou um risonho Dionísio.
Mas que alívio para Laila, não? Zé Roberto não havia contado sobre o breve envolvimento que ele e Laila tiveram. Mas por que será? Será que se ele contasse, Dionísio não acreditaria e ainda fizesse chacota? As verdadeiras razões de Zé Roberto ela não sabia. Mas o que isso importava? Laila estava feliz. Isso sim importava.
Após um longo tempo, Dionísio perguntou a Laila:
“Posso te levar embora?”
“Ai! Não vai dar. Vou dormir na casa de Nina, já combinamos tudo.” Mentiu a burra da Laila. Ui se arrependimento desse dinheiro, Laila com toda certeza seria a garota mais rica do mundo.
“Mas que horas você deverá estar em casa?” perguntou um Dionísio esperançoso.
“Umas dez da manhã. Por que?” respondeu Laila (sim aquela burra) sem entender muito o porquê da pergunta.
“Então, vamos comigo agora e, às dez, eu te devolvo para a tua amiga e você vai para a tua casa. Por favor, vem comigo que você não se arrependerá.”
“Realmente não posso. Já combinei tudo com Nina e não vou faltar com ela” respondeu a burra Laila.
Indignante, ela poderia dormir na casa de Nina quando quisesse, a sua amiga com certeza não ficaria chateada com ela. Ao contrário, ela a apoiaria com toda certeza. Mas não, Laila é demasiadamente idiota de não ir com ele.
“Tudo bem. Mas ainda essa semana a gente sai de novo. Você me promete?” perguntou Dionísio com seus olhos azuis.
“Prometo.” Respondeu a burra.
“Então me liga? Sempre eu que ligo, agora é a tua vez. Quero que você ligue para mim.”
“Ligarei”
“Tudo bem. Preciso ir.” Falou o príncipe de olhos singulares. E após um interminável e mágico beijo, foi embora.
Show do Jorge e Mateus (parte 2)
Elas estavam no meio do show, a dupla se apresentava de maneira perfeita, Laila e Nina sabiam cantar todas as canções e cantavam empolgadas. Nisso, Dionísio estava vindo em direção a Laila:
“Oooooooiiii” disse Laila quente e vermelha, nervosa que tava.
“A gente, aqui, novamente” respondeu Dionísio, com aqueles olhos azuis fixos nos olhos de Nina, ele parecia tão seguro de si.
“Sim, eu sei” respondeu Laila trêmula.
“Que saudade” falou Dionísio e logo em seguida já a beijou repentinamente. Um beijo demorado, e perfeito. Laila se sentia nas nuvens, a voz de Jorge e Mateus estava cada vez mais distante.
Como nem tudo é 100%, durante o beijo estonteante, um garoto arrancou o chapéu de Dionísio, que garoto esse? Zé Roberto. (aquele que Laila beijou no mesmo dia em que conheceu Dionísio). Sim, pasmem leitores, Zé Roberto e Dionísio eram super amigos. Maravilha. Passou um tempo e Dionísio disse a Laila que iria dar uma volta e que depois a encontrava.
Ui, bela notícia, dois garotos que Laila beijou em uma mesma noite, amigos. E muito amigos. Não importa. Laila não fala com Zé Roberto e pronto. Isso não vai atrapalhar ela com Dionísio, certo? Errado.
Estava tocando uma música animada, para dançar aos pares. Zé Roberto tentou puxar Laila para dançar. Ela recusou na hora, e Dionísio estava perto. Quando ele viu a cena foi logo dar risada de seu amigo, que a menina recusou a dança. Mas logo após um cochicho dos dois, aqueles olhos azuis de Dionísio baixaram e ficaram muito sérios. Ele olhou para Laila com uma expressão zangada demais e saiu de perto.
Aaaaaaaaaai. Laila se virou para Nina e Alícia com um desespero:
“Meninas, perdi meu Dionísio pra sempre.”
“Calma Laila, ele não pode ficar bravo, vocês não são namorados.” Dizia Alícia tentando tranquilizar a amiga.
“É, vocês já se acertam” completou Nina.
“Eu acho que não.” Suspirou Laila sem muita esperança.
“Oooooooiiii” disse Laila quente e vermelha, nervosa que tava.
“A gente, aqui, novamente” respondeu Dionísio, com aqueles olhos azuis fixos nos olhos de Nina, ele parecia tão seguro de si.
“Sim, eu sei” respondeu Laila trêmula.
“Que saudade” falou Dionísio e logo em seguida já a beijou repentinamente. Um beijo demorado, e perfeito. Laila se sentia nas nuvens, a voz de Jorge e Mateus estava cada vez mais distante.
Como nem tudo é 100%, durante o beijo estonteante, um garoto arrancou o chapéu de Dionísio, que garoto esse? Zé Roberto. (aquele que Laila beijou no mesmo dia em que conheceu Dionísio). Sim, pasmem leitores, Zé Roberto e Dionísio eram super amigos. Maravilha. Passou um tempo e Dionísio disse a Laila que iria dar uma volta e que depois a encontrava.
Ui, bela notícia, dois garotos que Laila beijou em uma mesma noite, amigos. E muito amigos. Não importa. Laila não fala com Zé Roberto e pronto. Isso não vai atrapalhar ela com Dionísio, certo? Errado.
Estava tocando uma música animada, para dançar aos pares. Zé Roberto tentou puxar Laila para dançar. Ela recusou na hora, e Dionísio estava perto. Quando ele viu a cena foi logo dar risada de seu amigo, que a menina recusou a dança. Mas logo após um cochicho dos dois, aqueles olhos azuis de Dionísio baixaram e ficaram muito sérios. Ele olhou para Laila com uma expressão zangada demais e saiu de perto.
Aaaaaaaaaai. Laila se virou para Nina e Alícia com um desespero:
“Meninas, perdi meu Dionísio pra sempre.”
“Calma Laila, ele não pode ficar bravo, vocês não são namorados.” Dizia Alícia tentando tranquilizar a amiga.
“É, vocês já se acertam” completou Nina.
“Eu acho que não.” Suspirou Laila sem muita esperança.
O show de Jorge e Mateus (parte 1)
Essa é uma passagem que eu não mudarei o nome dos artistas do show porque foi realmente especial, Jorge e Mateus é uma das minhas duplas preferidas, e foi uma noite realmente perfeita para Laila.
Fazia tempo que Laila não via Dionísio, ela já tinha até se conformado de que Dionísio era passado e que eles jamais “ficariam” novamente.
Foi assim: Laila combinou de ir ao show com uma de suas melhores amigas: Nina, uma fã incondicional da dupla, e também de música sertaneja. Para comprar o ingresso, Laila fez milagres, vendeu alguns livros no “sebo acadêmico” e roupas que ela não usava mais no brechó. Vencida a etapa do ingresso, Laila recebeu um telefonema de Alícia dizendo que também iria ao show, que elas se encontrariam lá. O fato de ela estar acompanhada de duas de suas melhores amigas, (exceto Bella, que naquela época estava merecendo apanhar) já prometeria uma noite perfeita.
Foi chegando perto do grande momento quando Laila já estava na casa de Nina se arrumando. Nessa hora, Laila se lembrou de Dionísio, repetirei aqui as palavras de Laila e Nina, exatamente como foram pronunciadas:
“Será que Dionísio vai estar lá também?” perguntou Laila a Nina
“Não sei né, amiga, eu acho que sim porque sertanejo é sertanejo.” Respondeu Nina empolgada.
“É, eu sei que ele ama sertanejo.” Falou Laila. “Mas se ele ‘chegar a mim’, eu vou cortar”, continuou ela com um tom duvidoso.
“Aham. Sei”, respondeu Nina desdenhosa.
Já era hora de ir. Elas foram a pé mesmo, Nina mora perto do local do show. Chegando lá, o clube estava lotado. Tinham uns “veios” encarando Nina, o que fizeram as meninas rir muito. Alícia já estava ligando pra Laila avisando que já estava lá também e elas tinham que se encontrar. Laila puxou Nina para elas irem atrás de Alícia.
Nesse meio tempo, até encontrar Alícia, Laila avistou Dionísio, que a olhava sem disfarçar. Ao contrário de Laila que tentou disfarçar de todo jeito. Até que ela teve a brilhante idéia de “jerico”:
“Ai Nina, vem cá, vamos passar bem na frente dele com jeito de esnobes”. Pobre Nina, não teve alternativa sem ser concordar. Nina achou engraçado, pois embora ela também tenha achado Dionísio bonito, ela achou que ele era o mais estilo “capiar” de todos os garotos daquele lugar.
Elas passaram, ele olhou. Elas continuaram andando com um ar de “passei na tua frente poderosa e não te vi”, e encontraram Alícia com três amigas. Ali elas permaneceram até o show iniciar.
Fazia tempo que Laila não via Dionísio, ela já tinha até se conformado de que Dionísio era passado e que eles jamais “ficariam” novamente.
Foi assim: Laila combinou de ir ao show com uma de suas melhores amigas: Nina, uma fã incondicional da dupla, e também de música sertaneja. Para comprar o ingresso, Laila fez milagres, vendeu alguns livros no “sebo acadêmico” e roupas que ela não usava mais no brechó. Vencida a etapa do ingresso, Laila recebeu um telefonema de Alícia dizendo que também iria ao show, que elas se encontrariam lá. O fato de ela estar acompanhada de duas de suas melhores amigas, (exceto Bella, que naquela época estava merecendo apanhar) já prometeria uma noite perfeita.
Foi chegando perto do grande momento quando Laila já estava na casa de Nina se arrumando. Nessa hora, Laila se lembrou de Dionísio, repetirei aqui as palavras de Laila e Nina, exatamente como foram pronunciadas:
“Será que Dionísio vai estar lá também?” perguntou Laila a Nina
“Não sei né, amiga, eu acho que sim porque sertanejo é sertanejo.” Respondeu Nina empolgada.
“É, eu sei que ele ama sertanejo.” Falou Laila. “Mas se ele ‘chegar a mim’, eu vou cortar”, continuou ela com um tom duvidoso.
“Aham. Sei”, respondeu Nina desdenhosa.
Já era hora de ir. Elas foram a pé mesmo, Nina mora perto do local do show. Chegando lá, o clube estava lotado. Tinham uns “veios” encarando Nina, o que fizeram as meninas rir muito. Alícia já estava ligando pra Laila avisando que já estava lá também e elas tinham que se encontrar. Laila puxou Nina para elas irem atrás de Alícia.
Nesse meio tempo, até encontrar Alícia, Laila avistou Dionísio, que a olhava sem disfarçar. Ao contrário de Laila que tentou disfarçar de todo jeito. Até que ela teve a brilhante idéia de “jerico”:
“Ai Nina, vem cá, vamos passar bem na frente dele com jeito de esnobes”. Pobre Nina, não teve alternativa sem ser concordar. Nina achou engraçado, pois embora ela também tenha achado Dionísio bonito, ela achou que ele era o mais estilo “capiar” de todos os garotos daquele lugar.
Elas passaram, ele olhou. Elas continuaram andando com um ar de “passei na tua frente poderosa e não te vi”, e encontraram Alícia com três amigas. Ali elas permaneceram até o show iniciar.
e a história não acabou ainda
Seria razoavelmente ótimo se realmente a história medíocre de Laila terminasse assim. O fato é que a autora se frustrou com tantos acontecimentos absurdos no decorrer de tudo isso que resolveu por bem esboçar um final satisfatório. Entretanto, não se pode simplesmente esboçar um final quando se trata da vida real.
Laila não se casou com Carlinhos, ele nunca fizera tal pedido. Ela teve mais encontros com Dionísio, e muitas aventuras (vãs aventuras) por aí. Carlinhos, complicado dizer. Laila não o ama mais. Na verdade, nunca amou. O que ela sentiu por ele sempre foi uma forte atração física, no máximo uma forte paixão, que é muito fácil de confundir com amor. Normal, isso acontece. O inconformável é o tempo que Laila perdeu gostando dele. Normal também. Mulher é uma criatura burra, ingênua. Sempre acha que é especial. Que grande bobagem! Para eles, somos todas iguais, por mais puras, prendadas, autênticas ou educadas que sejamos.
Carlinhos hoje está sozinho, é possível que nenhuma garota o queira por perto, pelo menos não para ter um relacionamento duradouro. O que mais me admira é ver o quanto Laila se sente bem e mal ao mesmo tempo com essa situação. Isso também não importa, ele merece ficar sozinho por um tempo, precisa aprender tanta coisa. Afinal, quem não precisa aprender? Mas o caso de Carlinhos é que ele é demasiadamente ignorante para aprender rápido, ele necessita “se ferrar” para repensar seus conceitos.
Quanto a Dionísio, Laila confessa que até hoje nunca o esqueceu completamente. Principalmente quando ela se lembra daqueles ímpares olhos azuis claro. Seu coração ainda palpita quando se lembra de seu olhar, ninguém tem igual. E isso sempre vai doer no coração de Laila, apesar de que essa passagem na vida dela também foi superada, não totalmente, nunca será totalmente esquecido. Mas pelo menos não há mágoas de Dionísio. Apenas culpa. Pela tamanha burrice de Laila, que o deixou escapar por entre os dedos.
Como foi? Além daquele primeiro encontro, de maior impacto, Laila teve outros encontros com o príncipe de olhos ímpares. Um mais perfeito que o outro. Mas contarei aqui dois desses encontros que foram marcantes e o triste final.
Laila não se casou com Carlinhos, ele nunca fizera tal pedido. Ela teve mais encontros com Dionísio, e muitas aventuras (vãs aventuras) por aí. Carlinhos, complicado dizer. Laila não o ama mais. Na verdade, nunca amou. O que ela sentiu por ele sempre foi uma forte atração física, no máximo uma forte paixão, que é muito fácil de confundir com amor. Normal, isso acontece. O inconformável é o tempo que Laila perdeu gostando dele. Normal também. Mulher é uma criatura burra, ingênua. Sempre acha que é especial. Que grande bobagem! Para eles, somos todas iguais, por mais puras, prendadas, autênticas ou educadas que sejamos.
Carlinhos hoje está sozinho, é possível que nenhuma garota o queira por perto, pelo menos não para ter um relacionamento duradouro. O que mais me admira é ver o quanto Laila se sente bem e mal ao mesmo tempo com essa situação. Isso também não importa, ele merece ficar sozinho por um tempo, precisa aprender tanta coisa. Afinal, quem não precisa aprender? Mas o caso de Carlinhos é que ele é demasiadamente ignorante para aprender rápido, ele necessita “se ferrar” para repensar seus conceitos.
Quanto a Dionísio, Laila confessa que até hoje nunca o esqueceu completamente. Principalmente quando ela se lembra daqueles ímpares olhos azuis claro. Seu coração ainda palpita quando se lembra de seu olhar, ninguém tem igual. E isso sempre vai doer no coração de Laila, apesar de que essa passagem na vida dela também foi superada, não totalmente, nunca será totalmente esquecido. Mas pelo menos não há mágoas de Dionísio. Apenas culpa. Pela tamanha burrice de Laila, que o deixou escapar por entre os dedos.
Como foi? Além daquele primeiro encontro, de maior impacto, Laila teve outros encontros com o príncipe de olhos ímpares. Um mais perfeito que o outro. Mas contarei aqui dois desses encontros que foram marcantes e o triste final.
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