Uma coisa Laila já havia percebido. A noite prometia... micos. Estavam elas quatro, naquele ônibus lotado. Entre a diversidade de pessoas lá dentro, havia um garoto loiro, alto e de olhos azuis que remeteu a Laila a imagem de Dionísio. Estava demorando. Por um momento, Laila sentiu a falta do perfeito-de-olhos-azuis-que-a-fizera-sonhar, mas logo em seguida, ela se lembrou da palavra de ordem daquela noite: DIVERSÃO.
Bella não parava de repetir: "Meninas, vamos descer antes, ninguém pode nos ver chegando de ônibus. Muito menos um conhecido"
Laila concordava plenamente, Um conhecido, ou conhecida verem-nas chegando de condução coletiva na balada? Nem em seus pesadelos.
O problema era que, onde tinha antes duas loiras, agora eram quatro. As duas Bellas, Janice e Laila. Bella e Janice eram de outra cidade, não conheciam os caminhos, E como Laila e Bella raramente andavam de ônibus na vida (muito menos à noite), não sabiam direito onde descer. Mico à vista.
O ônibus já estava passando em frente ao local do show, lotado e vagarosamente. A "boa notícia", era que lá havia um ponto de parada e obviamente, o ônibus parou. Bella berrava:
" Vamos descer depois, pelamordedeus, aí voltamos o caminho a pé."
"Não tem necessidade. Nada a ver se descermos aqui." Disse Janice sem paciência.
Laila começou:
" Nãããããããão. Vamos pra frente, aqui tem muita gente, e é claro que algum conhecido nos verá."
Mal Laila terminou de falar, um cara lá fora gritou:
"TENHO INGRESSOS A 10 REAIS!!!"
Laila deu um salto do ônibus que obrigou as outras três a irem atrás. Foi tudo tão rápido que todos os passageiros do ônibus deram risada, inclusive o clone-do-Dionísio-que-encarava-Laila. Tudo bem. Ingresso barato garantido.
Laila e Bella praticamente assediatam o vendedor de ingressos, que para se ver livre delas, chegou a aceitar pechinchas. Ingressos comprados. Hora de entrar no show.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Programa de índio. As farofeiras Laila e Bella.
Após a entrega do dinheiro para a compra dos ingressos do show, Laila (a pé) e Bella saíram em disparada para conseguir achar algum lugar que vendesse os ingressos... às 10 da noite. Deus as ajude. Como elas estavam a pé, o recurso foi pegar a condução pública, transporte coletivo.
Ai meu Deus, que coisa de pobre. Mas Laila já estava mais do que envolvida em tudo isso, agora ela iria até o fim. E outra, a ordem era se divertir, e muito.
O combinado era: Laila e Bella chegariam ao terminal e encontrariam a xará de Bella, a outra Bella acompanhada de sua amiga Janice. Laila não fazia idéia de quem eram elas. Mas se Bella garante que elas são legais, Laila confia.
Quando o ônibus chegou ao terminal, Laila e Bella estavam com o dinheiro contado para a compra dos ingressos, elas teriam que sair de lá de dentro do terminal e rezar para achar algum lugar aberto com ingressos baratos. Já que Laila iria a um show de pagode, não ía pagar mais caro por isso. Seria o fim.
De repente, Bella teve um desejo, como se estivesse grávida:
" Quero comer coxinha!" exclamou, acendendo o mesmo desejo em Laila.
" Ora, teremos que sair do terminal, de ualquer forma, além dos ingressos, compraremos coxinhas." Laila deu a idéia.
"É. Coxinha tem em qualquer boteco." concordou a animada Bella, enquanto as duas saíam do terminal. Foi aí que começaram as trapalhadas.
O local que vendia ingressos antecipados (e mais baratos) já havia fechado, e o pior, todos os botecos em que elas entravam, tinham o ítem coxinha em falta. Até elas acharem em uma lanchonete um risóles de frango. Parecido pelo menos.
"É melhor que comamos isso logo, ou pagaremos mico frente a Bella e Janice." Disse Bella.
As duas praticamente engoliram o risoles inteiro e voltaram ao terminal. Dentro do terminal havia um barzinho com duas enormes coxinhas na "vitrine". Laila e Bella se entreolharam e murmuraram em coro:
" Duas loias juntas, não dá uma!"
Não demorou muito, a xará de Bella e sua amiga Janice chegaram. Bella as apresentou para Laila, que fez amizade com elas rapidamente.
Deste modo, as quatro pegaram o próximo ônibus com destino ao local do show. Ônibus lotado por sinal. Elas precisavam se cuidar, para não passar vegonha, não transparecer que elas estavam indo até uma balada de ônibus. Ô coisa de pobre, hein?
Ai meu Deus, que coisa de pobre. Mas Laila já estava mais do que envolvida em tudo isso, agora ela iria até o fim. E outra, a ordem era se divertir, e muito.
O combinado era: Laila e Bella chegariam ao terminal e encontrariam a xará de Bella, a outra Bella acompanhada de sua amiga Janice. Laila não fazia idéia de quem eram elas. Mas se Bella garante que elas são legais, Laila confia.
Quando o ônibus chegou ao terminal, Laila e Bella estavam com o dinheiro contado para a compra dos ingressos, elas teriam que sair de lá de dentro do terminal e rezar para achar algum lugar aberto com ingressos baratos. Já que Laila iria a um show de pagode, não ía pagar mais caro por isso. Seria o fim.
De repente, Bella teve um desejo, como se estivesse grávida:
" Quero comer coxinha!" exclamou, acendendo o mesmo desejo em Laila.
" Ora, teremos que sair do terminal, de ualquer forma, além dos ingressos, compraremos coxinhas." Laila deu a idéia.
"É. Coxinha tem em qualquer boteco." concordou a animada Bella, enquanto as duas saíam do terminal. Foi aí que começaram as trapalhadas.
O local que vendia ingressos antecipados (e mais baratos) já havia fechado, e o pior, todos os botecos em que elas entravam, tinham o ítem coxinha em falta. Até elas acharem em uma lanchonete um risóles de frango. Parecido pelo menos.
"É melhor que comamos isso logo, ou pagaremos mico frente a Bella e Janice." Disse Bella.
As duas praticamente engoliram o risoles inteiro e voltaram ao terminal. Dentro do terminal havia um barzinho com duas enormes coxinhas na "vitrine". Laila e Bella se entreolharam e murmuraram em coro:
" Duas loias juntas, não dá uma!"
Não demorou muito, a xará de Bella e sua amiga Janice chegaram. Bella as apresentou para Laila, que fez amizade com elas rapidamente.
Deste modo, as quatro pegaram o próximo ônibus com destino ao local do show. Ônibus lotado por sinal. Elas precisavam se cuidar, para não passar vegonha, não transparecer que elas estavam indo até uma balada de ônibus. Ô coisa de pobre, hein?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Regra número 1: nunca depender do Home
Passado o churrasco dos calouros, o episódio do beijo entre Laila e o calouro de engenharia elétrica, e seu tele desentendimento com Dionísio, tudo estava indo bem. Os pais de Laila estavam se preparando para uma viagem de férias para Salvador-BA.
Laila teria que passar uma semana em casa, sozinha, com seus dois irmãos e sua avó para cuidar da pirralhada. Tudo certo. Era uma quinta-feira, Laila estava na casa de Bella, na sexta-feira, teria um show de um grupo de pagode: Pagodando, o nome. Laila odeia pagode, Bella ama. E mais, ela ama pagodando. Problema, não. Laila tinha como conseguir ingressos grátis. O pecado foi contar a novidade a Bella.
"Nossa. Aí você vai comigo né?" implorou Bella empolgada.
"Bella, meu amor, eu não gosto de pagode." respondeu a paciente Laila. "Eu não vou".
"Mas sair sem você não tem graça! Vamos, por mim!" insistiu Bella.
"Tudo bem. Se eu conseguir ingressos, eu vou." se rendeu Laila.
"Obaaaa! Aí você vai conhecer a minha xará, a Bella. Aí vamos juntas né? Você vai amar Bella."
"Sim. Sei que vou." Disse Laila rindo da empolgação de Bella.
Elas combinaram tudo para o dia seguinte. Os pais de Laila já estavam na Bahia, e ela teria que se virar para ir ao show... de pagode.
O que não fazemos por nossas amigas? Tudo bem, seria divertido, ela estaria na companhia de sua melhor amiga.
O pai de Laila encarregou seu subordinado, Home, de providenciar ingressos para Laila. Assim, Laila registrou o telefone do Home em seu celular para que na noite de sexta-feira, ela pudesse ligar para ele.
E chega a noite de sexta-feira, Laila estava na casa de Bella e logo ligou para o Home.
" Alô" disse a voz do Home.
"Oi. É a Laila. Tudo bem?" sempre educada, Laila. " Quero saber dos ingressos. Você conseguiu?"
"Desculpa Laila, mas não vai dar" respondeu o insensível Home.
"Tudo bem. Tchau." falou Laila triste e aliviada ao mesmo tempo.
Agora que Laila havia se acostumado e se animado com a idéia do show do Pagodando, ela não ía mais? Ah não! Ela ligou para seu pai.
"Pai, o Home não tem os ingressos!" disse Laila com a voz chorosa.
" Como não? Espera, filha, vou ligar para ele. Já te ligo." respondeu o pai de Laila encerrando a ligação.
" Bella," disse Laila. "O meu pai vai falar com o Home. Ele tá bravo. Coitado do Home."
"Ahh, esse Home, se não era pra dar certo, por que prometeu?" respondeu a indignada Bella.
O celular de Laila tocou novamente. Era seu pai dizendo que o Home daria um jeito de dar ingressos à Laila e Bella. Elas vibraram. O celular de Laila tocou uma outra vez. Era o Home:
"Laila, daqui a pouco passarei em sua casa e deixarei dois ingressos com você, ligarei quando estiver perto", e desligou o telefone.
Laila ficou eufórica.
"Bella, o Home vai lá em casa. Precisamos correr para lá."
As duas saíram em disparada para a casa de Laila, esperar o Home, enquanto elas se arrumavam para ir ao show, o celular de Laila tornou a tocar
" O HOOOOOMEEEEEEE" gritaram Laila e Bella em couro. Um dos irmãos de Laila olhou assustado para as duas.
Laila olhou em frente a sua casa, Lá estava o Home:
"Oi. Eu quero entregar o dinheiro para que vocêsa comprem o ingresso. Ordens de teu pai." disse o Home.
"Não. Dinheiro não." começou Laila, mas o Home insistiu repetindo:
" Ordens de seu pai" e saiu.
Existe só Dionísio no mundo??
Era manhã de sexta-feira. Laila havia se esquecido completamente do churrasco para os calouros de moda e engenharia elétrica. E o pior: ela precisava bolar algum apetrecho para seu calouro sorteado, Léo. Era complicado, Laila não o conhecia e sabia vagamente quem era o indivíduo. Ela não conseguia pensar em nada, pois Dionísio povoou sua mente durante a noite.
O problema era que o churrasco era no presente dia, às quatro da tarde e Laila precisava levar o “presentinho” a ele até esse horário. Como a única informação que ela tinha sobre o calouro era que ele passou no vestibular de engenharia elétrica na primeira colocação, ela resolveu “homenageá-lo” com o apetrecho. Partindo do princípio de que as acadêmicas de moda têm criatividade de sobra, com Laila não poderia ser diferente, ela fez uma camiseta Pink com purpurinas, plumas e paetês. Com o número 1 na parte de trás, e na parte de frente com os dizeres: “é só mandar e eu desço até o chão, chão, chão!” O coitado não teve escolha sem ser usar e obedecer a Laila em tudo.
O churrasco foi perfeito. Como Laila estava com o coração partido por conta de Dionísio, ela queria ir lá para esquecê-lo, mesmo que só por uma noite. No mundo dos universitários, o melhor remédio para dor-de-cotovelo é beber, beber e beber. Foi o que Laila fez. Ela se embriagou, ainda mais porque os calouros estavam servindo cerveja, ela precisava beber.
Estava Laila bebendo e dançando com suas colegas de curso, Léo chegou ao local da festa. Um dos calouros que já conhecia Laila (que já estava torta) avisou-a da chegada do seu calouro sorteado. E que ele estava lá fora, com outros garotos. A “alegre” Laila chegou ao meio dos garotos e perguntou:
“QUEM AQUI É LÉO?”
Um garoto se manifestou. Ele não era bonito, mas tinha o seu charme. No começo, Laila não achou nada interessante nele. Pois bem, era um garoto magricela demais para o gosto de Laila, cabelos castanhos, olhos castanhos e estatura média-baixa. Ele é gente boa.
“ Sou eu. Você é a minha veterana?” perguntou o magricela.
“Sim. Aqui está meu apetrecho. Você vai usar.” Ordenou a torta Laila.
“Claro. Uso com todo carinho.” Respondeu Léo vestindo a camisa purpurinada.
Laila voltou a dançar com suas amigas. Elas dançaram, riram, beberam, cantaram, se abraçaram muito. Foi um momento realmente divertido. Mas algo faltava. Laila ainda sentia falta de Dionísio. Por muitas vezes engolia o choro toda vez que ouvia uma música sertaneja. Apesar de tudo, a noite foi perfeita.
Depois de tanto dançar, algumas das amigas de Laila já haviam ido embora. Umas andando, outras carregadas. Normal. Porém Laila não queria ir embora, se ela fosse embora ela choraria lembrando-se de Dionísio. Até que em uma determinada hora, Léo chamou Laila para conversar, e ela foi.
“Amei te conhecer. Eu na poderia ter sido sorteado para melhor veterana.” Flertou Léo.
“Ah é? Que bom. Me dá um gole?” perguntou Laila tomando o copo de cerveja que estava na mão de Léo.
“Veteraaaaana, você está bebendo demais.” Dizia Léo risonho.
“Nem tô. Aai eu sei que tô. Mas me deixa.” Disse Laila.
Incrivelmente, aquele garoto magricela passou a atrair Laila de uma forma incontrolável. É claro que ela jamais admitiria isso a ninguém. Ela repentinamente sentiu vontade de beijá-lo. E ele correspondia com o olhar. Logo a beijou.
Laila não sabia direito o que estava fazendo, mas estava gostando da situação. O beijo de Léo era muito bom, relaxante, melhor descrevendo o momento. Léo era simpático e carinhoso, apesar de magricela. Foi útil para Laila lembrar que Dionísio não é o único homem do mundo. Não mesmo.
O problema era que o churrasco era no presente dia, às quatro da tarde e Laila precisava levar o “presentinho” a ele até esse horário. Como a única informação que ela tinha sobre o calouro era que ele passou no vestibular de engenharia elétrica na primeira colocação, ela resolveu “homenageá-lo” com o apetrecho. Partindo do princípio de que as acadêmicas de moda têm criatividade de sobra, com Laila não poderia ser diferente, ela fez uma camiseta Pink com purpurinas, plumas e paetês. Com o número 1 na parte de trás, e na parte de frente com os dizeres: “é só mandar e eu desço até o chão, chão, chão!” O coitado não teve escolha sem ser usar e obedecer a Laila em tudo.
O churrasco foi perfeito. Como Laila estava com o coração partido por conta de Dionísio, ela queria ir lá para esquecê-lo, mesmo que só por uma noite. No mundo dos universitários, o melhor remédio para dor-de-cotovelo é beber, beber e beber. Foi o que Laila fez. Ela se embriagou, ainda mais porque os calouros estavam servindo cerveja, ela precisava beber.
Estava Laila bebendo e dançando com suas colegas de curso, Léo chegou ao local da festa. Um dos calouros que já conhecia Laila (que já estava torta) avisou-a da chegada do seu calouro sorteado. E que ele estava lá fora, com outros garotos. A “alegre” Laila chegou ao meio dos garotos e perguntou:
“QUEM AQUI É LÉO?”
Um garoto se manifestou. Ele não era bonito, mas tinha o seu charme. No começo, Laila não achou nada interessante nele. Pois bem, era um garoto magricela demais para o gosto de Laila, cabelos castanhos, olhos castanhos e estatura média-baixa. Ele é gente boa.
“ Sou eu. Você é a minha veterana?” perguntou o magricela.
“Sim. Aqui está meu apetrecho. Você vai usar.” Ordenou a torta Laila.
“Claro. Uso com todo carinho.” Respondeu Léo vestindo a camisa purpurinada.
Laila voltou a dançar com suas amigas. Elas dançaram, riram, beberam, cantaram, se abraçaram muito. Foi um momento realmente divertido. Mas algo faltava. Laila ainda sentia falta de Dionísio. Por muitas vezes engolia o choro toda vez que ouvia uma música sertaneja. Apesar de tudo, a noite foi perfeita.
Depois de tanto dançar, algumas das amigas de Laila já haviam ido embora. Umas andando, outras carregadas. Normal. Porém Laila não queria ir embora, se ela fosse embora ela choraria lembrando-se de Dionísio. Até que em uma determinada hora, Léo chamou Laila para conversar, e ela foi.
“Amei te conhecer. Eu na poderia ter sido sorteado para melhor veterana.” Flertou Léo.
“Ah é? Que bom. Me dá um gole?” perguntou Laila tomando o copo de cerveja que estava na mão de Léo.
“Veteraaaaana, você está bebendo demais.” Dizia Léo risonho.
“Nem tô. Aai eu sei que tô. Mas me deixa.” Disse Laila.
Incrivelmente, aquele garoto magricela passou a atrair Laila de uma forma incontrolável. É claro que ela jamais admitiria isso a ninguém. Ela repentinamente sentiu vontade de beijá-lo. E ele correspondia com o olhar. Logo a beijou.
Laila não sabia direito o que estava fazendo, mas estava gostando da situação. O beijo de Léo era muito bom, relaxante, melhor descrevendo o momento. Léo era simpático e carinhoso, apesar de magricela. Foi útil para Laila lembrar que Dionísio não é o único homem do mundo. Não mesmo.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O TELEFONEMA FATAL
A burrice de Laila não pára. Além de ter ficado indignada com a revelação de Charlene, ela estava confusa demais para ter uma ação correta. Incrível. Laila finalmente encontrou um defeito nos olhos azuis de Dionísio: a falta de seletividade. Não podia ser, ela imaginava que ele fosse mais criterioso. Que decepção! Será mesmo que Dionísio havia usado Laila apenas para causar ciúmes em Charlene? Tem louco para tudo.
Quando chegou em casa, Laila impulsivamente discou o número de Dionísio.
“Alô? Dionísio? É Laila. Tudo bem?”
“Oi Laila. Tudo bem e você?”
“Estou ótima. Estou te ligando para você ver como eu sou uma menina de palavra. Prometi que ligaria. Liguei.” Laila queria deixar claro que o motivo de ela ter ligado era porque ele pediu e ela prometeu, e não porque estava correndo atrás.
“Gostei que ligou, viu?”
“Mas e aí? Podemos fazer algo hoje?” arriscou a nervosa Laila
“Hoje não vai dar. Estamos maltratando nossos calouros.” Respondeu o insensível Dionísio
Laila ficou sem paciência. Como isso? Ela “quase morre” para ligar pra ele e recebe um não? A partir daí, Laila agiu o mais impulsivamente possível. E a conversa por telefone que estava indo bem, começou a desabar.
“Ah, então tá. Marcamos outro dia mesmo.”
“Sim. Outro dia. Mas saiba que eu adorei que você me ligou.”
“Que bom. Preciso falar com você pessoalmente.”
“Pessoalmente? Ah não! Fala agora.” Dionísio parecia surpreso.
“Só conversei com uma amiga sua. Ela me falou quem você realmente é.” Respondeu Laila segurando o choro.
“Que amiga? Vai me dizer que é a Charlene?” perguntou Dionísio em tom de deboche.
“É ela sim.”
“O que ela te disse? Agora você vai falar.”
“Não. Meus créditos estão acabando e eu te falo pessoalmente. Mas preciso te tirar sarro. Ô coragem a tua, não?” disse Laila bufando.
“Não tem problema. Eu te ligo. Tchau.”
Ele ligou novamente e já perguntou:
“O que ela te disse? Quero saber de tudo. Acabei de brigar com ela ontem.” Quis saber Dionísio.
“Nooooooossaaa! Quanta preocupação com a opinião dela a seu respeito.” Respondeu Laila impulsivamente.
“Claro. Ela deve ter é me difamado para você. Isso sim. Usou meu nome em vão. Conte-me.” Insistiu Dionísio.
Laila contou a conversa que teve com Charlene. Menos a parte em que Laila disse à Charlene que estava com Dionísio para enciumar Carlinhos. Porque isso era uma grande mentira.
“O QUEEEEEEE? Fazer ciúmes em Charlene com você. Nossa Laila, não acredite nela. MEU DEEEUS. Que menina idiota ela. Nada a ver.” Dionísio parecia perplexo.
“Tudo bem, Dionísio, só estou contando o que houve. Fiquei ‘de cara’ também. Mas era isso. Já acabei. Até qualquer dia. Tchau!!!!” e deste modo Laila bateu o telefone.
Ela chorou muito com essa situação, depois ligou para Nina, que também tinha acabado de levar um baque. As duas desabafaram.
Agora, analisando a situação. Estava Laila com a razão? Ela sabia que agira por impulso e que também dessa vez, perdera Dionísio para sempre. Foi horrível.
Contudo, o que deixou Laila zangada, foi que ela se esforçou para ligar para Dionísio, e ele insensivelmente disse não. Ele bem poderia levar em consideração a coragem que Laila precisou ter para discar seu número e ligar. Ele é um privilegiado. Laila nunca liga para homem nenhum.
Depois disso, Laila não correu mais atrás, e tampouco ele. O amor-próprio de Laila é maior que seu amor por Dionísio, e ela sabia que naquela hora ela precisava se valorizar acima de tudo. Foi doloroso para ela ficar sem aqueles olhos azuis, porém qualquer decepção para Laila parece imperdoável. E ela sofre muito mais do que deveria por conta disso.
Apesar de Laila se sentir burra (até hoje) por não procurar mais por Dionísio, ela tem orgulho de si mesma também. Ela merece um homem que corra atrás e a valorize. Com toda certeza, Dionísio achou que ela iria atrás, mas ela não é capaz de fazer isso. O que tiver de ser será. O difícil é esquecer Dionísio, e isso é o que realmente dói em Laila até os dias atuais.
Quando chegou em casa, Laila impulsivamente discou o número de Dionísio.
“Alô? Dionísio? É Laila. Tudo bem?”
“Oi Laila. Tudo bem e você?”
“Estou ótima. Estou te ligando para você ver como eu sou uma menina de palavra. Prometi que ligaria. Liguei.” Laila queria deixar claro que o motivo de ela ter ligado era porque ele pediu e ela prometeu, e não porque estava correndo atrás.
“Gostei que ligou, viu?”
“Mas e aí? Podemos fazer algo hoje?” arriscou a nervosa Laila
“Hoje não vai dar. Estamos maltratando nossos calouros.” Respondeu o insensível Dionísio
Laila ficou sem paciência. Como isso? Ela “quase morre” para ligar pra ele e recebe um não? A partir daí, Laila agiu o mais impulsivamente possível. E a conversa por telefone que estava indo bem, começou a desabar.
“Ah, então tá. Marcamos outro dia mesmo.”
“Sim. Outro dia. Mas saiba que eu adorei que você me ligou.”
“Que bom. Preciso falar com você pessoalmente.”
“Pessoalmente? Ah não! Fala agora.” Dionísio parecia surpreso.
“Só conversei com uma amiga sua. Ela me falou quem você realmente é.” Respondeu Laila segurando o choro.
“Que amiga? Vai me dizer que é a Charlene?” perguntou Dionísio em tom de deboche.
“É ela sim.”
“O que ela te disse? Agora você vai falar.”
“Não. Meus créditos estão acabando e eu te falo pessoalmente. Mas preciso te tirar sarro. Ô coragem a tua, não?” disse Laila bufando.
“Não tem problema. Eu te ligo. Tchau.”
Ele ligou novamente e já perguntou:
“O que ela te disse? Quero saber de tudo. Acabei de brigar com ela ontem.” Quis saber Dionísio.
“Nooooooossaaa! Quanta preocupação com a opinião dela a seu respeito.” Respondeu Laila impulsivamente.
“Claro. Ela deve ter é me difamado para você. Isso sim. Usou meu nome em vão. Conte-me.” Insistiu Dionísio.
Laila contou a conversa que teve com Charlene. Menos a parte em que Laila disse à Charlene que estava com Dionísio para enciumar Carlinhos. Porque isso era uma grande mentira.
“O QUEEEEEEE? Fazer ciúmes em Charlene com você. Nossa Laila, não acredite nela. MEU DEEEUS. Que menina idiota ela. Nada a ver.” Dionísio parecia perplexo.
“Tudo bem, Dionísio, só estou contando o que houve. Fiquei ‘de cara’ também. Mas era isso. Já acabei. Até qualquer dia. Tchau!!!!” e deste modo Laila bateu o telefone.
Ela chorou muito com essa situação, depois ligou para Nina, que também tinha acabado de levar um baque. As duas desabafaram.
Agora, analisando a situação. Estava Laila com a razão? Ela sabia que agira por impulso e que também dessa vez, perdera Dionísio para sempre. Foi horrível.
Contudo, o que deixou Laila zangada, foi que ela se esforçou para ligar para Dionísio, e ele insensivelmente disse não. Ele bem poderia levar em consideração a coragem que Laila precisou ter para discar seu número e ligar. Ele é um privilegiado. Laila nunca liga para homem nenhum.
Depois disso, Laila não correu mais atrás, e tampouco ele. O amor-próprio de Laila é maior que seu amor por Dionísio, e ela sabia que naquela hora ela precisava se valorizar acima de tudo. Foi doloroso para ela ficar sem aqueles olhos azuis, porém qualquer decepção para Laila parece imperdoável. E ela sofre muito mais do que deveria por conta disso.
Apesar de Laila se sentir burra (até hoje) por não procurar mais por Dionísio, ela tem orgulho de si mesma também. Ela merece um homem que corra atrás e a valorize. Com toda certeza, Dionísio achou que ela iria atrás, mas ela não é capaz de fazer isso. O que tiver de ser será. O difícil é esquecer Dionísio, e isso é o que realmente dói em Laila até os dias atuais.
A REVELAÇÃO DE CHARLENE E O DRAMA DE NINA
Depois de muito pensar e consultar suas amigas, Laila resolveu que ligaria para Dionísio, e que isso não passaria de quinta-feira.
Já era quinta-feira. Laila estava novamente em sua aula de consultoria de moda, quando recebeu uma mensagem em seu celular. Era Nina:
Amiga, se puder vir aqui depois de sua aula, eu agradeceria muito. Estou triste. O motivo é o mesmo de sempre.
Laila ficou tão triste quanto a sua amiga. Não sei se isso já foi mencionado antes, mas elas em quase cem por cento das vezes pareciam ler o pensamento uma da outra, sem precisar falar.
Então, resumirei o drama de Nina:
Ela conheceu um rapaz do curso de engenharia elétrica, do quinto ano. Seu nome é Newton, e tinha uma característica estranha: ele é melancólico, popularmente falando, emo. Pobre Nina, mal sabia ela que se apaixonar por emos significava cilada garantida.
Nina sempre se correspondia com Newton pelo MSN e desta forma ambos acabaram se interessando em se conhecer melhor e quiçá ter um relacionamento. O absurdo foi que Newton, como todo emo, demorou cerca de nove meses para tomar uma atitude digna de um homem e isso deixava Nina possessa.
Contudo, depois de nove meses de pura embolação, Nina e Newton deram o seu primeiro beijo, em seu primeiro e único encontro romântico.
Melancolias a vista a partir disso. Newton sempre teve sua auto-estima quase inexistente, e nunca teve peito para assumir algo com Nina.
Pobre Nina. Perdeu um precioso tempo se importando e sofrendo por Newton.
Não pensem vocês que eu tenho algo contrário ao movimento emo. Jamais. O estilo de cada pessoa merece ser respeitado. O que relato aqui é que as atitudes emo de Newton aborreciam Nina.
Após esse rápido resumo, voltemos à Laila. Ela, assim que saiu de sua aula, atendeu ao pedido de sua melhor amiga, ou seja, foi imediatamente vê-la.
“Amiga, eu vi a sua mensagem agora. O que Newton te fez dessa vez?” perguntou a aflita Laila.
“Eu acho que ele brincou comigo esse tempo todo.” Respondeu Nina em prantos
“Por que? Ah, seja o que for ele vai apanhar. Arrebento-lhe a fuça.” Grunhiu Laila.
“Lembra da ex dele? Daysi?” perguntou Nina.
“A Daysi é ex dele? Eu jurava que ela era sapatão. Não acredito. Que tem ela?” indagou Laila indignada.
“É, ela parece uma muié-macho mesmo. Mas eu acho que eles voltaram a namorar amiga.” Disse Nina entre lágrimas. “Eu vi recados dele para ela na internet. E eram muito melosos.” Continuou a triste garota. Laila tentou consolá-la de todo jeito, porém somente o tempo traria o consolo pleno.
Novamente preciso destacar que é apenas uma história. Não há nada errado em uma mulher ser homossexual, ou ter um estilo masculino de ser. A autora que vos fala é contra qualquer tipo de preconceito.
Após a triste conversa de Laila e Nina, Laila estava indo embora e encontrou Charlene no caminho. Charlene é uma garota muito rica, mas não sabe aproveitar o dinheiro que tem. Fisicamente? Uma negação. Uma menina excessivamente gorda, branquela e com o nariz avantajado. Além disso, ela tem dentes tortos e é insuportável.
Quando a garota-negação-física encontrou Laila, deu um falso sorriso e disse:
“Oi queridinha. Quanta saudade!”
“Oi florzinha. Saudades mesmo.” Respondeu Laila tão falsamente quanto a outra.
“Nossa. Você e Dionísio estão juntos? Eu vi vocês no show do Jorge e Matheus!” perguntou a gorda irônica.
“Sim. Estamos nos conhecendo ainda.” Respondeu a desconfiada Laila
“Você sabia que eu já fiquei com ele? E mais, ele corre atrás de mim até hoje.” Falou a gorda convencida.
“Jura?” indagou a irônica Laila, “ mas eu nem sei se gosto dele, você sabe que eu ainda amo Carlinhos. Dionísio causa ciúmes nele e isso muito me interessa.” Laila mentiu, qualquer um vê que tudo o que Laila queria era Dionísio.
“Então. Olha só. Dionísio está com você porque queria me fazer ciúmes. Ele sempre arrastou asa para mim.” Retrucou Charlene.
Aaaai, coitada dessa Charlene. Uma frustrada. Essa é a verdade. E com uma desculpa qualquer, Laila conseguiu se livrar de Charlene. Com muita raiva e louca para ligar para Dionísio quando chegar em casa e tirar essa história a limpo.
Já era quinta-feira. Laila estava novamente em sua aula de consultoria de moda, quando recebeu uma mensagem em seu celular. Era Nina:
Amiga, se puder vir aqui depois de sua aula, eu agradeceria muito. Estou triste. O motivo é o mesmo de sempre.
Laila ficou tão triste quanto a sua amiga. Não sei se isso já foi mencionado antes, mas elas em quase cem por cento das vezes pareciam ler o pensamento uma da outra, sem precisar falar.
Então, resumirei o drama de Nina:
Ela conheceu um rapaz do curso de engenharia elétrica, do quinto ano. Seu nome é Newton, e tinha uma característica estranha: ele é melancólico, popularmente falando, emo. Pobre Nina, mal sabia ela que se apaixonar por emos significava cilada garantida.
Nina sempre se correspondia com Newton pelo MSN e desta forma ambos acabaram se interessando em se conhecer melhor e quiçá ter um relacionamento. O absurdo foi que Newton, como todo emo, demorou cerca de nove meses para tomar uma atitude digna de um homem e isso deixava Nina possessa.
Contudo, depois de nove meses de pura embolação, Nina e Newton deram o seu primeiro beijo, em seu primeiro e único encontro romântico.
Melancolias a vista a partir disso. Newton sempre teve sua auto-estima quase inexistente, e nunca teve peito para assumir algo com Nina.
Pobre Nina. Perdeu um precioso tempo se importando e sofrendo por Newton.
Não pensem vocês que eu tenho algo contrário ao movimento emo. Jamais. O estilo de cada pessoa merece ser respeitado. O que relato aqui é que as atitudes emo de Newton aborreciam Nina.
Após esse rápido resumo, voltemos à Laila. Ela, assim que saiu de sua aula, atendeu ao pedido de sua melhor amiga, ou seja, foi imediatamente vê-la.
“Amiga, eu vi a sua mensagem agora. O que Newton te fez dessa vez?” perguntou a aflita Laila.
“Eu acho que ele brincou comigo esse tempo todo.” Respondeu Nina em prantos
“Por que? Ah, seja o que for ele vai apanhar. Arrebento-lhe a fuça.” Grunhiu Laila.
“Lembra da ex dele? Daysi?” perguntou Nina.
“A Daysi é ex dele? Eu jurava que ela era sapatão. Não acredito. Que tem ela?” indagou Laila indignada.
“É, ela parece uma muié-macho mesmo. Mas eu acho que eles voltaram a namorar amiga.” Disse Nina entre lágrimas. “Eu vi recados dele para ela na internet. E eram muito melosos.” Continuou a triste garota. Laila tentou consolá-la de todo jeito, porém somente o tempo traria o consolo pleno.
Novamente preciso destacar que é apenas uma história. Não há nada errado em uma mulher ser homossexual, ou ter um estilo masculino de ser. A autora que vos fala é contra qualquer tipo de preconceito.
Após a triste conversa de Laila e Nina, Laila estava indo embora e encontrou Charlene no caminho. Charlene é uma garota muito rica, mas não sabe aproveitar o dinheiro que tem. Fisicamente? Uma negação. Uma menina excessivamente gorda, branquela e com o nariz avantajado. Além disso, ela tem dentes tortos e é insuportável.
Quando a garota-negação-física encontrou Laila, deu um falso sorriso e disse:
“Oi queridinha. Quanta saudade!”
“Oi florzinha. Saudades mesmo.” Respondeu Laila tão falsamente quanto a outra.
“Nossa. Você e Dionísio estão juntos? Eu vi vocês no show do Jorge e Matheus!” perguntou a gorda irônica.
“Sim. Estamos nos conhecendo ainda.” Respondeu a desconfiada Laila
“Você sabia que eu já fiquei com ele? E mais, ele corre atrás de mim até hoje.” Falou a gorda convencida.
“Jura?” indagou a irônica Laila, “ mas eu nem sei se gosto dele, você sabe que eu ainda amo Carlinhos. Dionísio causa ciúmes nele e isso muito me interessa.” Laila mentiu, qualquer um vê que tudo o que Laila queria era Dionísio.
“Então. Olha só. Dionísio está com você porque queria me fazer ciúmes. Ele sempre arrastou asa para mim.” Retrucou Charlene.
Aaaai, coitada dessa Charlene. Uma frustrada. Essa é a verdade. E com uma desculpa qualquer, Laila conseguiu se livrar de Charlene. Com muita raiva e louca para ligar para Dionísio quando chegar em casa e tirar essa história a limpo.
PREPARAÇÃO PARA UM CHURRASCO E DÚVIDA DE QUANDO LIGAR PARA ELE
Depois do dia da surpresa, aí sim tudo começou a regredir. Primeiramente foi o dia em que Laila encontrou Dionísio on line no MSN, e ele chamou a sua atenção. O encontro - surpresa foi em uma quinta-feira, o encontro on line aconteceu na próxima segunda-feira, à noite. A conversa foi assim:
Dionísio diz: Pensei que você fosse me ligar.
Laila diz: Desculpa. Ainda não pude ligar para você. Essa semana eu ainda te ligo. Pode ser?
Dionísio diz: Pode sim... Mas... Poderíamos sair agora?
Laila (buuuuuurraaaa) diz: Agora é muito em cima da hora. Meu pai não deixaria.
Dionísio diz: Tudo bem. Mas me liiiiigue. Cumpra a promessa dona Laila.
Laila diz: Tudo bem, eu ligarei sim. Beijos.
Dionísio diz: Beijos e tchau.
Depois dessa curta conversa, Laila saiu do MSN e foi tomar banho. Tudo normal. Ela precisaria dormir cedo para acordar cedo. Teria aula, e das pesadas no outro dia. Terça-feira normal. A classe de Laila estava animada, pois teriam churrasco de boas vindas aos calouros do curso de moda e de engenharia eletrônica (Dionísio e Carlinhos faziam engenharia civil). Como os alunos curso de moda e de engenharia eletrônica eram muito amigos e unidos, eles resolveram juntar os churrascos de calouros e fazer um só, para deste modo, eles também dividirem as despesas.
O plano era mais ou menos assim: todos os veteranos estourariam uma bexiga e dentro da bexiga tinha o nome de um calouro. O calouro que saísse para cada pessoa precisaria obedecê-la no dia do churrasco e usar um apetrecho que seu respectivo veterano designasse a ele. E outra coisa: como os dois cursos estavam misturados, uma veterana de moda poderia tirar um calouro de engenharia elétrica e vice-versa.
Chegou a vez de Laila estourar a sua bexiga. O nome que saiu lá de dentro era Léo. Laila não tinha idéia de quem era, porém sabia que ele fazia engenharia elétrica. Também isso era tudo o que ela sabia.
Paralelo a isso, Laila estava “se enrolando” para ligar para Dionísio. O medo dela era ser desvalorizada por ele. Porque mulher que liga atrás, geralmente é tachada de “fácil” ou “oferecida”. Em contrapartida, Dionísio havia pedido a ela que ligasse. Então, se ela ligasse, talvez ele pudesse não ter essa má impressão. Mas ela deveria demorar mais um pouquinho. Assim ela não pareceria desesperada por ele.
Meu Deus. Por que somos assim? Querendo sempre projetar impressões neles? Se fizermos assim, ele vai pensar isso. Se fizermos assado, ele vai pensar aquilo. Há algo que aprendemos observando a vida de Laila. Não importa como façamos quando ele está interessado em nós. Não vai ser uma atitude isolada que muda a opinião de um homem. Eles não têm essa percepção toda. Sinceramente, homem é “bicho burro” demais para toda essa percepção, a não ser que seja gay.
Mas voltando à sequência de acontecimentos: Laila infernizava a vida das coitadas Nina e Bella para saber se deveria ligar para ele. A resposta era unânime: SIM. LIGA LOGO, SE NÃO QUER PERDER OS OLHOS AZUIS.
Por que não ouvir as amigas? Elas sempre têm conselhos ótimos para nós. Por quê, mesmo pedindo opiniões alheias, acabamos agindo por nós mesmas? Essas perguntas vão sempre pairar na cabeça de Laila.
Dionísio diz: Pensei que você fosse me ligar.
Laila diz: Desculpa. Ainda não pude ligar para você. Essa semana eu ainda te ligo. Pode ser?
Dionísio diz: Pode sim... Mas... Poderíamos sair agora?
Laila (buuuuuurraaaa) diz: Agora é muito em cima da hora. Meu pai não deixaria.
Dionísio diz: Tudo bem. Mas me liiiiigue. Cumpra a promessa dona Laila.
Laila diz: Tudo bem, eu ligarei sim. Beijos.
Dionísio diz: Beijos e tchau.
Depois dessa curta conversa, Laila saiu do MSN e foi tomar banho. Tudo normal. Ela precisaria dormir cedo para acordar cedo. Teria aula, e das pesadas no outro dia. Terça-feira normal. A classe de Laila estava animada, pois teriam churrasco de boas vindas aos calouros do curso de moda e de engenharia eletrônica (Dionísio e Carlinhos faziam engenharia civil). Como os alunos curso de moda e de engenharia eletrônica eram muito amigos e unidos, eles resolveram juntar os churrascos de calouros e fazer um só, para deste modo, eles também dividirem as despesas.
O plano era mais ou menos assim: todos os veteranos estourariam uma bexiga e dentro da bexiga tinha o nome de um calouro. O calouro que saísse para cada pessoa precisaria obedecê-la no dia do churrasco e usar um apetrecho que seu respectivo veterano designasse a ele. E outra coisa: como os dois cursos estavam misturados, uma veterana de moda poderia tirar um calouro de engenharia elétrica e vice-versa.
Chegou a vez de Laila estourar a sua bexiga. O nome que saiu lá de dentro era Léo. Laila não tinha idéia de quem era, porém sabia que ele fazia engenharia elétrica. Também isso era tudo o que ela sabia.
Paralelo a isso, Laila estava “se enrolando” para ligar para Dionísio. O medo dela era ser desvalorizada por ele. Porque mulher que liga atrás, geralmente é tachada de “fácil” ou “oferecida”. Em contrapartida, Dionísio havia pedido a ela que ligasse. Então, se ela ligasse, talvez ele pudesse não ter essa má impressão. Mas ela deveria demorar mais um pouquinho. Assim ela não pareceria desesperada por ele.
Meu Deus. Por que somos assim? Querendo sempre projetar impressões neles? Se fizermos assim, ele vai pensar isso. Se fizermos assado, ele vai pensar aquilo. Há algo que aprendemos observando a vida de Laila. Não importa como façamos quando ele está interessado em nós. Não vai ser uma atitude isolada que muda a opinião de um homem. Eles não têm essa percepção toda. Sinceramente, homem é “bicho burro” demais para toda essa percepção, a não ser que seja gay.
Mas voltando à sequência de acontecimentos: Laila infernizava a vida das coitadas Nina e Bella para saber se deveria ligar para ele. A resposta era unânime: SIM. LIGA LOGO, SE NÃO QUER PERDER OS OLHOS AZUIS.
Por que não ouvir as amigas? Elas sempre têm conselhos ótimos para nós. Por quê, mesmo pedindo opiniões alheias, acabamos agindo por nós mesmas? Essas perguntas vão sempre pairar na cabeça de Laila.
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