A burrice de Laila não pára. Além de ter ficado indignada com a revelação de Charlene, ela estava confusa demais para ter uma ação correta. Incrível. Laila finalmente encontrou um defeito nos olhos azuis de Dionísio: a falta de seletividade. Não podia ser, ela imaginava que ele fosse mais criterioso. Que decepção! Será mesmo que Dionísio havia usado Laila apenas para causar ciúmes em Charlene? Tem louco para tudo.
Quando chegou em casa, Laila impulsivamente discou o número de Dionísio.
“Alô? Dionísio? É Laila. Tudo bem?”
“Oi Laila. Tudo bem e você?”
“Estou ótima. Estou te ligando para você ver como eu sou uma menina de palavra. Prometi que ligaria. Liguei.” Laila queria deixar claro que o motivo de ela ter ligado era porque ele pediu e ela prometeu, e não porque estava correndo atrás.
“Gostei que ligou, viu?”
“Mas e aí? Podemos fazer algo hoje?” arriscou a nervosa Laila
“Hoje não vai dar. Estamos maltratando nossos calouros.” Respondeu o insensível Dionísio
Laila ficou sem paciência. Como isso? Ela “quase morre” para ligar pra ele e recebe um não? A partir daí, Laila agiu o mais impulsivamente possível. E a conversa por telefone que estava indo bem, começou a desabar.
“Ah, então tá. Marcamos outro dia mesmo.”
“Sim. Outro dia. Mas saiba que eu adorei que você me ligou.”
“Que bom. Preciso falar com você pessoalmente.”
“Pessoalmente? Ah não! Fala agora.” Dionísio parecia surpreso.
“Só conversei com uma amiga sua. Ela me falou quem você realmente é.” Respondeu Laila segurando o choro.
“Que amiga? Vai me dizer que é a Charlene?” perguntou Dionísio em tom de deboche.
“É ela sim.”
“O que ela te disse? Agora você vai falar.”
“Não. Meus créditos estão acabando e eu te falo pessoalmente. Mas preciso te tirar sarro. Ô coragem a tua, não?” disse Laila bufando.
“Não tem problema. Eu te ligo. Tchau.”
Ele ligou novamente e já perguntou:
“O que ela te disse? Quero saber de tudo. Acabei de brigar com ela ontem.” Quis saber Dionísio.
“Nooooooossaaa! Quanta preocupação com a opinião dela a seu respeito.” Respondeu Laila impulsivamente.
“Claro. Ela deve ter é me difamado para você. Isso sim. Usou meu nome em vão. Conte-me.” Insistiu Dionísio.
Laila contou a conversa que teve com Charlene. Menos a parte em que Laila disse à Charlene que estava com Dionísio para enciumar Carlinhos. Porque isso era uma grande mentira.
“O QUEEEEEEE? Fazer ciúmes em Charlene com você. Nossa Laila, não acredite nela. MEU DEEEUS. Que menina idiota ela. Nada a ver.” Dionísio parecia perplexo.
“Tudo bem, Dionísio, só estou contando o que houve. Fiquei ‘de cara’ também. Mas era isso. Já acabei. Até qualquer dia. Tchau!!!!” e deste modo Laila bateu o telefone.
Ela chorou muito com essa situação, depois ligou para Nina, que também tinha acabado de levar um baque. As duas desabafaram.
Agora, analisando a situação. Estava Laila com a razão? Ela sabia que agira por impulso e que também dessa vez, perdera Dionísio para sempre. Foi horrível.
Contudo, o que deixou Laila zangada, foi que ela se esforçou para ligar para Dionísio, e ele insensivelmente disse não. Ele bem poderia levar em consideração a coragem que Laila precisou ter para discar seu número e ligar. Ele é um privilegiado. Laila nunca liga para homem nenhum.
Depois disso, Laila não correu mais atrás, e tampouco ele. O amor-próprio de Laila é maior que seu amor por Dionísio, e ela sabia que naquela hora ela precisava se valorizar acima de tudo. Foi doloroso para ela ficar sem aqueles olhos azuis, porém qualquer decepção para Laila parece imperdoável. E ela sofre muito mais do que deveria por conta disso.
Apesar de Laila se sentir burra (até hoje) por não procurar mais por Dionísio, ela tem orgulho de si mesma também. Ela merece um homem que corra atrás e a valorize. Com toda certeza, Dionísio achou que ela iria atrás, mas ela não é capaz de fazer isso. O que tiver de ser será. O difícil é esquecer Dionísio, e isso é o que realmente dói em Laila até os dias atuais.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A REVELAÇÃO DE CHARLENE E O DRAMA DE NINA
Depois de muito pensar e consultar suas amigas, Laila resolveu que ligaria para Dionísio, e que isso não passaria de quinta-feira.
Já era quinta-feira. Laila estava novamente em sua aula de consultoria de moda, quando recebeu uma mensagem em seu celular. Era Nina:
Amiga, se puder vir aqui depois de sua aula, eu agradeceria muito. Estou triste. O motivo é o mesmo de sempre.
Laila ficou tão triste quanto a sua amiga. Não sei se isso já foi mencionado antes, mas elas em quase cem por cento das vezes pareciam ler o pensamento uma da outra, sem precisar falar.
Então, resumirei o drama de Nina:
Ela conheceu um rapaz do curso de engenharia elétrica, do quinto ano. Seu nome é Newton, e tinha uma característica estranha: ele é melancólico, popularmente falando, emo. Pobre Nina, mal sabia ela que se apaixonar por emos significava cilada garantida.
Nina sempre se correspondia com Newton pelo MSN e desta forma ambos acabaram se interessando em se conhecer melhor e quiçá ter um relacionamento. O absurdo foi que Newton, como todo emo, demorou cerca de nove meses para tomar uma atitude digna de um homem e isso deixava Nina possessa.
Contudo, depois de nove meses de pura embolação, Nina e Newton deram o seu primeiro beijo, em seu primeiro e único encontro romântico.
Melancolias a vista a partir disso. Newton sempre teve sua auto-estima quase inexistente, e nunca teve peito para assumir algo com Nina.
Pobre Nina. Perdeu um precioso tempo se importando e sofrendo por Newton.
Não pensem vocês que eu tenho algo contrário ao movimento emo. Jamais. O estilo de cada pessoa merece ser respeitado. O que relato aqui é que as atitudes emo de Newton aborreciam Nina.
Após esse rápido resumo, voltemos à Laila. Ela, assim que saiu de sua aula, atendeu ao pedido de sua melhor amiga, ou seja, foi imediatamente vê-la.
“Amiga, eu vi a sua mensagem agora. O que Newton te fez dessa vez?” perguntou a aflita Laila.
“Eu acho que ele brincou comigo esse tempo todo.” Respondeu Nina em prantos
“Por que? Ah, seja o que for ele vai apanhar. Arrebento-lhe a fuça.” Grunhiu Laila.
“Lembra da ex dele? Daysi?” perguntou Nina.
“A Daysi é ex dele? Eu jurava que ela era sapatão. Não acredito. Que tem ela?” indagou Laila indignada.
“É, ela parece uma muié-macho mesmo. Mas eu acho que eles voltaram a namorar amiga.” Disse Nina entre lágrimas. “Eu vi recados dele para ela na internet. E eram muito melosos.” Continuou a triste garota. Laila tentou consolá-la de todo jeito, porém somente o tempo traria o consolo pleno.
Novamente preciso destacar que é apenas uma história. Não há nada errado em uma mulher ser homossexual, ou ter um estilo masculino de ser. A autora que vos fala é contra qualquer tipo de preconceito.
Após a triste conversa de Laila e Nina, Laila estava indo embora e encontrou Charlene no caminho. Charlene é uma garota muito rica, mas não sabe aproveitar o dinheiro que tem. Fisicamente? Uma negação. Uma menina excessivamente gorda, branquela e com o nariz avantajado. Além disso, ela tem dentes tortos e é insuportável.
Quando a garota-negação-física encontrou Laila, deu um falso sorriso e disse:
“Oi queridinha. Quanta saudade!”
“Oi florzinha. Saudades mesmo.” Respondeu Laila tão falsamente quanto a outra.
“Nossa. Você e Dionísio estão juntos? Eu vi vocês no show do Jorge e Matheus!” perguntou a gorda irônica.
“Sim. Estamos nos conhecendo ainda.” Respondeu a desconfiada Laila
“Você sabia que eu já fiquei com ele? E mais, ele corre atrás de mim até hoje.” Falou a gorda convencida.
“Jura?” indagou a irônica Laila, “ mas eu nem sei se gosto dele, você sabe que eu ainda amo Carlinhos. Dionísio causa ciúmes nele e isso muito me interessa.” Laila mentiu, qualquer um vê que tudo o que Laila queria era Dionísio.
“Então. Olha só. Dionísio está com você porque queria me fazer ciúmes. Ele sempre arrastou asa para mim.” Retrucou Charlene.
Aaaai, coitada dessa Charlene. Uma frustrada. Essa é a verdade. E com uma desculpa qualquer, Laila conseguiu se livrar de Charlene. Com muita raiva e louca para ligar para Dionísio quando chegar em casa e tirar essa história a limpo.
Já era quinta-feira. Laila estava novamente em sua aula de consultoria de moda, quando recebeu uma mensagem em seu celular. Era Nina:
Amiga, se puder vir aqui depois de sua aula, eu agradeceria muito. Estou triste. O motivo é o mesmo de sempre.
Laila ficou tão triste quanto a sua amiga. Não sei se isso já foi mencionado antes, mas elas em quase cem por cento das vezes pareciam ler o pensamento uma da outra, sem precisar falar.
Então, resumirei o drama de Nina:
Ela conheceu um rapaz do curso de engenharia elétrica, do quinto ano. Seu nome é Newton, e tinha uma característica estranha: ele é melancólico, popularmente falando, emo. Pobre Nina, mal sabia ela que se apaixonar por emos significava cilada garantida.
Nina sempre se correspondia com Newton pelo MSN e desta forma ambos acabaram se interessando em se conhecer melhor e quiçá ter um relacionamento. O absurdo foi que Newton, como todo emo, demorou cerca de nove meses para tomar uma atitude digna de um homem e isso deixava Nina possessa.
Contudo, depois de nove meses de pura embolação, Nina e Newton deram o seu primeiro beijo, em seu primeiro e único encontro romântico.
Melancolias a vista a partir disso. Newton sempre teve sua auto-estima quase inexistente, e nunca teve peito para assumir algo com Nina.
Pobre Nina. Perdeu um precioso tempo se importando e sofrendo por Newton.
Não pensem vocês que eu tenho algo contrário ao movimento emo. Jamais. O estilo de cada pessoa merece ser respeitado. O que relato aqui é que as atitudes emo de Newton aborreciam Nina.
Após esse rápido resumo, voltemos à Laila. Ela, assim que saiu de sua aula, atendeu ao pedido de sua melhor amiga, ou seja, foi imediatamente vê-la.
“Amiga, eu vi a sua mensagem agora. O que Newton te fez dessa vez?” perguntou a aflita Laila.
“Eu acho que ele brincou comigo esse tempo todo.” Respondeu Nina em prantos
“Por que? Ah, seja o que for ele vai apanhar. Arrebento-lhe a fuça.” Grunhiu Laila.
“Lembra da ex dele? Daysi?” perguntou Nina.
“A Daysi é ex dele? Eu jurava que ela era sapatão. Não acredito. Que tem ela?” indagou Laila indignada.
“É, ela parece uma muié-macho mesmo. Mas eu acho que eles voltaram a namorar amiga.” Disse Nina entre lágrimas. “Eu vi recados dele para ela na internet. E eram muito melosos.” Continuou a triste garota. Laila tentou consolá-la de todo jeito, porém somente o tempo traria o consolo pleno.
Novamente preciso destacar que é apenas uma história. Não há nada errado em uma mulher ser homossexual, ou ter um estilo masculino de ser. A autora que vos fala é contra qualquer tipo de preconceito.
Após a triste conversa de Laila e Nina, Laila estava indo embora e encontrou Charlene no caminho. Charlene é uma garota muito rica, mas não sabe aproveitar o dinheiro que tem. Fisicamente? Uma negação. Uma menina excessivamente gorda, branquela e com o nariz avantajado. Além disso, ela tem dentes tortos e é insuportável.
Quando a garota-negação-física encontrou Laila, deu um falso sorriso e disse:
“Oi queridinha. Quanta saudade!”
“Oi florzinha. Saudades mesmo.” Respondeu Laila tão falsamente quanto a outra.
“Nossa. Você e Dionísio estão juntos? Eu vi vocês no show do Jorge e Matheus!” perguntou a gorda irônica.
“Sim. Estamos nos conhecendo ainda.” Respondeu a desconfiada Laila
“Você sabia que eu já fiquei com ele? E mais, ele corre atrás de mim até hoje.” Falou a gorda convencida.
“Jura?” indagou a irônica Laila, “ mas eu nem sei se gosto dele, você sabe que eu ainda amo Carlinhos. Dionísio causa ciúmes nele e isso muito me interessa.” Laila mentiu, qualquer um vê que tudo o que Laila queria era Dionísio.
“Então. Olha só. Dionísio está com você porque queria me fazer ciúmes. Ele sempre arrastou asa para mim.” Retrucou Charlene.
Aaaai, coitada dessa Charlene. Uma frustrada. Essa é a verdade. E com uma desculpa qualquer, Laila conseguiu se livrar de Charlene. Com muita raiva e louca para ligar para Dionísio quando chegar em casa e tirar essa história a limpo.
PREPARAÇÃO PARA UM CHURRASCO E DÚVIDA DE QUANDO LIGAR PARA ELE
Depois do dia da surpresa, aí sim tudo começou a regredir. Primeiramente foi o dia em que Laila encontrou Dionísio on line no MSN, e ele chamou a sua atenção. O encontro - surpresa foi em uma quinta-feira, o encontro on line aconteceu na próxima segunda-feira, à noite. A conversa foi assim:
Dionísio diz: Pensei que você fosse me ligar.
Laila diz: Desculpa. Ainda não pude ligar para você. Essa semana eu ainda te ligo. Pode ser?
Dionísio diz: Pode sim... Mas... Poderíamos sair agora?
Laila (buuuuuurraaaa) diz: Agora é muito em cima da hora. Meu pai não deixaria.
Dionísio diz: Tudo bem. Mas me liiiiigue. Cumpra a promessa dona Laila.
Laila diz: Tudo bem, eu ligarei sim. Beijos.
Dionísio diz: Beijos e tchau.
Depois dessa curta conversa, Laila saiu do MSN e foi tomar banho. Tudo normal. Ela precisaria dormir cedo para acordar cedo. Teria aula, e das pesadas no outro dia. Terça-feira normal. A classe de Laila estava animada, pois teriam churrasco de boas vindas aos calouros do curso de moda e de engenharia eletrônica (Dionísio e Carlinhos faziam engenharia civil). Como os alunos curso de moda e de engenharia eletrônica eram muito amigos e unidos, eles resolveram juntar os churrascos de calouros e fazer um só, para deste modo, eles também dividirem as despesas.
O plano era mais ou menos assim: todos os veteranos estourariam uma bexiga e dentro da bexiga tinha o nome de um calouro. O calouro que saísse para cada pessoa precisaria obedecê-la no dia do churrasco e usar um apetrecho que seu respectivo veterano designasse a ele. E outra coisa: como os dois cursos estavam misturados, uma veterana de moda poderia tirar um calouro de engenharia elétrica e vice-versa.
Chegou a vez de Laila estourar a sua bexiga. O nome que saiu lá de dentro era Léo. Laila não tinha idéia de quem era, porém sabia que ele fazia engenharia elétrica. Também isso era tudo o que ela sabia.
Paralelo a isso, Laila estava “se enrolando” para ligar para Dionísio. O medo dela era ser desvalorizada por ele. Porque mulher que liga atrás, geralmente é tachada de “fácil” ou “oferecida”. Em contrapartida, Dionísio havia pedido a ela que ligasse. Então, se ela ligasse, talvez ele pudesse não ter essa má impressão. Mas ela deveria demorar mais um pouquinho. Assim ela não pareceria desesperada por ele.
Meu Deus. Por que somos assim? Querendo sempre projetar impressões neles? Se fizermos assim, ele vai pensar isso. Se fizermos assado, ele vai pensar aquilo. Há algo que aprendemos observando a vida de Laila. Não importa como façamos quando ele está interessado em nós. Não vai ser uma atitude isolada que muda a opinião de um homem. Eles não têm essa percepção toda. Sinceramente, homem é “bicho burro” demais para toda essa percepção, a não ser que seja gay.
Mas voltando à sequência de acontecimentos: Laila infernizava a vida das coitadas Nina e Bella para saber se deveria ligar para ele. A resposta era unânime: SIM. LIGA LOGO, SE NÃO QUER PERDER OS OLHOS AZUIS.
Por que não ouvir as amigas? Elas sempre têm conselhos ótimos para nós. Por quê, mesmo pedindo opiniões alheias, acabamos agindo por nós mesmas? Essas perguntas vão sempre pairar na cabeça de Laila.
Dionísio diz: Pensei que você fosse me ligar.
Laila diz: Desculpa. Ainda não pude ligar para você. Essa semana eu ainda te ligo. Pode ser?
Dionísio diz: Pode sim... Mas... Poderíamos sair agora?
Laila (buuuuuurraaaa) diz: Agora é muito em cima da hora. Meu pai não deixaria.
Dionísio diz: Tudo bem. Mas me liiiiigue. Cumpra a promessa dona Laila.
Laila diz: Tudo bem, eu ligarei sim. Beijos.
Dionísio diz: Beijos e tchau.
Depois dessa curta conversa, Laila saiu do MSN e foi tomar banho. Tudo normal. Ela precisaria dormir cedo para acordar cedo. Teria aula, e das pesadas no outro dia. Terça-feira normal. A classe de Laila estava animada, pois teriam churrasco de boas vindas aos calouros do curso de moda e de engenharia eletrônica (Dionísio e Carlinhos faziam engenharia civil). Como os alunos curso de moda e de engenharia eletrônica eram muito amigos e unidos, eles resolveram juntar os churrascos de calouros e fazer um só, para deste modo, eles também dividirem as despesas.
O plano era mais ou menos assim: todos os veteranos estourariam uma bexiga e dentro da bexiga tinha o nome de um calouro. O calouro que saísse para cada pessoa precisaria obedecê-la no dia do churrasco e usar um apetrecho que seu respectivo veterano designasse a ele. E outra coisa: como os dois cursos estavam misturados, uma veterana de moda poderia tirar um calouro de engenharia elétrica e vice-versa.
Chegou a vez de Laila estourar a sua bexiga. O nome que saiu lá de dentro era Léo. Laila não tinha idéia de quem era, porém sabia que ele fazia engenharia elétrica. Também isso era tudo o que ela sabia.
Paralelo a isso, Laila estava “se enrolando” para ligar para Dionísio. O medo dela era ser desvalorizada por ele. Porque mulher que liga atrás, geralmente é tachada de “fácil” ou “oferecida”. Em contrapartida, Dionísio havia pedido a ela que ligasse. Então, se ela ligasse, talvez ele pudesse não ter essa má impressão. Mas ela deveria demorar mais um pouquinho. Assim ela não pareceria desesperada por ele.
Meu Deus. Por que somos assim? Querendo sempre projetar impressões neles? Se fizermos assim, ele vai pensar isso. Se fizermos assado, ele vai pensar aquilo. Há algo que aprendemos observando a vida de Laila. Não importa como façamos quando ele está interessado em nós. Não vai ser uma atitude isolada que muda a opinião de um homem. Eles não têm essa percepção toda. Sinceramente, homem é “bicho burro” demais para toda essa percepção, a não ser que seja gay.
Mas voltando à sequência de acontecimentos: Laila infernizava a vida das coitadas Nina e Bella para saber se deveria ligar para ele. A resposta era unânime: SIM. LIGA LOGO, SE NÃO QUER PERDER OS OLHOS AZUIS.
Por que não ouvir as amigas? Elas sempre têm conselhos ótimos para nós. Por quê, mesmo pedindo opiniões alheias, acabamos agindo por nós mesmas? Essas perguntas vão sempre pairar na cabeça de Laila.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
SURPRESA SIMPLES, PORÉM MAIS PERFEITA IMPOSSÍVEL
O mais frustrante é saber que toda mulher é ensinada para ser estratégica quando o assunto é manter um homem interessado. Como o termo popular diz “fazer charminho” ou “se fazer de difícil”. Não discordo de que esse tipo de estratégia seja eficaz, em vários casos isso funciona se usado em poucas quantidades, e apenas para dar aquela impressão de mistério no rapaz. Mas quando Laila tenta ser estratégica, ela sempre acaba sendo uma “burra de carteirinha”. A razão a qual faço tal afirmação é a recusa de Laila a todos os convites feitos por Dionísio depois que passou o show do Jorge e Matheus. E também ela não cumpriu a promessa que fez ao rapaz de ligar para ele. Todas as outras vezes que eles se encontraram foram por acaso.
Uma dessas vezes foi o dia em que Laila estava voltando de uma longa aula prática de consultoria de moda. Ela e sua colega de classe, Ramona, estavam voltando a pé alegremente, rindo e jogando conversa fora enquanto caminhavam. Na mesma rua em que estavam as duas, morava um colega de classe de Dionísio, um cara muito badalado por sinal, que sempre reunia seus amigos em sua casa para beber e jogar baralho.
Laila e Ramona passaram na frente da casa do badalado rapaz e, como não poderia ser diferente, estava uma pequena turma de meninos reunida na fachada da casa. Dionísio estava entre e eles e, lógico, Laila logo o avistou e com um sorriso envergonhado no rosto acenou para o seu príncipe que logo retribuiu o aceno com aqueles olhos perfeitos encarando os comuns olhos de Laila. Apesar de sentir aquela palpitação anormal e disparada em seu coração, Laila não comentou nada com Ramona, pois não confiava suficientemente nela para tratar desses assuntos.
Quando em certa rua Laila se separou de Ramona, um quarteirão após, estava Laila andando tranquilamente, quando ela vê um par de olhos familiarmente perfeito encostado em um murinho logo adiante na esquina.
“Oooooi” disse o par de olhos familiarmente perfeito sorridente.
“DIONÍSIO???? Meu Deus, que susto, o que faz aí? Você estava lá, agora está aqui, assim de repente.” Falou Laila surpresa e muito ofegante.
“Eu segui você. Queria falar contigo.” Respondeu Dionísio.
“Nossa, eu não acredito que fez isso por mim.” Respondeu ela com as pernas trêmulas.
“Sim, eu corri para passar de você, mudei de rua para que você não me visse, queria fazer uma surpresa.” Falou ele.
Que perfeito. Laila jamais imaginara que ele fosse fazer dessas. Além de tudo, ela estava descobrindo um Dionísio romântico, apesar da característica típica dos garotos do curso de engenharia: o jeito xucro e rude. Tanto Dionísio quanto Carlinhos sempre fizeram questão de mostrar a todos em sua volta de que essa característica é marca registrada de suas personalidades. Entretanto diferentemente de Carlinhos, Dionísio se fazia de romântico para Laila. Apesar de não admitir nem sob tortura.
“Nossa, teve aula de que hoje? Está toda descabelada?” perguntou Dionísio em um tom irônico.
“É. Estou mesmo, eu sei. Mas credoo. Olha o tipo, seu grosso.” Respondeu Laila com um certo charme na voz.
“Xucro, é assim que eu sou. Cresci assim, no lombo do cavalo e com o estilo rústico de ser.” Respondeu ele rindo e MASCANDO UM MATINHO. É! Isso mesmo. Bizarro, mas para Laila ele estava um charme.
Laila sorriu de tal afirmação e se controlou para que não suspirasse e tentou mudar de assunto:
“Eu estava na aula de consultoria de moda. E você? O que conta?”
“Eu vou para um jantar hoje, com meu pai. To com tanta vontade de carne, churrasco. Nossa, tomara que tenha costela bovina e com muita sorte, carne de CARNEIRO.” Quando ele disse o nome da última iguaria, seus olhos azuis pareciam brilhar mais do que o normal que Laila não conteve o riso. Ai, mesmo tendo consciência da babaquice da situação e das palavras de Dionísio, Laila jamais esquecerá essas célebres frases ditas por ele. Seu coração dói sempre que se lembra disso. Chega a chorar de saudade desse simples dia.
“Eu estudei demais por hoje. Estou cansada por demais. Acho que vou pegar um ônibus pra ir embora.” disse Laila que realmente estava cansada.
“Vai a pé. É mais saudável. Não gasta dinheiro com ônibus, não.” Recomendou o ecológico Dionísio.
Foi uma situação engraçada. Laila jamais se esquecerá disso. Com toda certeza. Após isso, eles se despediram, cada um foi para sua respectiva casa. E Laila dormiu como um anjo, sonhou a noite toda com seu xucro de olhos azuis. No fim de semana ele viajaria. E ela ficaria na cidade mesmo. Fim de semana comum. Porém com um ar mágico, pois o seu príncipe de olhos azuis a seguiu, pensou nela, disse que tinha saudade...
Uma dessas vezes foi o dia em que Laila estava voltando de uma longa aula prática de consultoria de moda. Ela e sua colega de classe, Ramona, estavam voltando a pé alegremente, rindo e jogando conversa fora enquanto caminhavam. Na mesma rua em que estavam as duas, morava um colega de classe de Dionísio, um cara muito badalado por sinal, que sempre reunia seus amigos em sua casa para beber e jogar baralho.
Laila e Ramona passaram na frente da casa do badalado rapaz e, como não poderia ser diferente, estava uma pequena turma de meninos reunida na fachada da casa. Dionísio estava entre e eles e, lógico, Laila logo o avistou e com um sorriso envergonhado no rosto acenou para o seu príncipe que logo retribuiu o aceno com aqueles olhos perfeitos encarando os comuns olhos de Laila. Apesar de sentir aquela palpitação anormal e disparada em seu coração, Laila não comentou nada com Ramona, pois não confiava suficientemente nela para tratar desses assuntos.
Quando em certa rua Laila se separou de Ramona, um quarteirão após, estava Laila andando tranquilamente, quando ela vê um par de olhos familiarmente perfeito encostado em um murinho logo adiante na esquina.
“Oooooi” disse o par de olhos familiarmente perfeito sorridente.
“DIONÍSIO???? Meu Deus, que susto, o que faz aí? Você estava lá, agora está aqui, assim de repente.” Falou Laila surpresa e muito ofegante.
“Eu segui você. Queria falar contigo.” Respondeu Dionísio.
“Nossa, eu não acredito que fez isso por mim.” Respondeu ela com as pernas trêmulas.
“Sim, eu corri para passar de você, mudei de rua para que você não me visse, queria fazer uma surpresa.” Falou ele.
Que perfeito. Laila jamais imaginara que ele fosse fazer dessas. Além de tudo, ela estava descobrindo um Dionísio romântico, apesar da característica típica dos garotos do curso de engenharia: o jeito xucro e rude. Tanto Dionísio quanto Carlinhos sempre fizeram questão de mostrar a todos em sua volta de que essa característica é marca registrada de suas personalidades. Entretanto diferentemente de Carlinhos, Dionísio se fazia de romântico para Laila. Apesar de não admitir nem sob tortura.
“Nossa, teve aula de que hoje? Está toda descabelada?” perguntou Dionísio em um tom irônico.
“É. Estou mesmo, eu sei. Mas credoo. Olha o tipo, seu grosso.” Respondeu Laila com um certo charme na voz.
“Xucro, é assim que eu sou. Cresci assim, no lombo do cavalo e com o estilo rústico de ser.” Respondeu ele rindo e MASCANDO UM MATINHO. É! Isso mesmo. Bizarro, mas para Laila ele estava um charme.
Laila sorriu de tal afirmação e se controlou para que não suspirasse e tentou mudar de assunto:
“Eu estava na aula de consultoria de moda. E você? O que conta?”
“Eu vou para um jantar hoje, com meu pai. To com tanta vontade de carne, churrasco. Nossa, tomara que tenha costela bovina e com muita sorte, carne de CARNEIRO.” Quando ele disse o nome da última iguaria, seus olhos azuis pareciam brilhar mais do que o normal que Laila não conteve o riso. Ai, mesmo tendo consciência da babaquice da situação e das palavras de Dionísio, Laila jamais esquecerá essas célebres frases ditas por ele. Seu coração dói sempre que se lembra disso. Chega a chorar de saudade desse simples dia.
“Eu estudei demais por hoje. Estou cansada por demais. Acho que vou pegar um ônibus pra ir embora.” disse Laila que realmente estava cansada.
“Vai a pé. É mais saudável. Não gasta dinheiro com ônibus, não.” Recomendou o ecológico Dionísio.
Foi uma situação engraçada. Laila jamais se esquecerá disso. Com toda certeza. Após isso, eles se despediram, cada um foi para sua respectiva casa. E Laila dormiu como um anjo, sonhou a noite toda com seu xucro de olhos azuis. No fim de semana ele viajaria. E ela ficaria na cidade mesmo. Fim de semana comum. Porém com um ar mágico, pois o seu príncipe de olhos azuis a seguiu, pensou nela, disse que tinha saudade...
Show do Jorge e Mateus (parte 3)
O desespero tomou conta do coração de Laila, e se seu príncipe ficasse zangado e nunca mais quisesse vê-la novamente? E ainda por causa de Zé Roberto? Mas como poderia Laila imaginar que ambos eram amigos? Ela também nunca foi adivinha, além de ser uma azarada de carteirinha.
Uma história de amor à primeira vista não poderia terminar assim. Com muito impulso, ela puxou Nina e Alícia e foi procurar por Dionísio. Achou. Ele estava parado sozinho encarando-a profundamente. Como de costume, aqueles olhos azuis puxaram Laila para perto dele de um modo tão involuntário que ela nem se deu conta de que já estava em seus braços novamente. Eles se abraçaram apertadamente e ficaram ali por um tempo, somente eles, parecia que o resto do povo havia desaparecido. Eles conversaram muito. Laila teve a impressão de que já conhecia Dionísio há muito tempo. Dos seus sonhos. Pois bem, só se fosse.
“Você é linda Lailinha. Linda mesmo.” Disse Dionísio sorridente.
“Obrigada!” respondeu Laila timidamente, e sem coragem de falar mais nada.
“Jamais parei de pensar em você desde o dia em que te conheci. Sempre te procuro lá na faculdade, mas é raro os dias em que eu te vejo.” Continuou ele, com aqueles olhos mais vivos do que nunca.
“Eu também nunca te vejo. Acho que temos horários de aula diferentes, por isso nos desencontramos.” Respondeu ela, sentindo que seu coração a qualquer momento poderia sair pulando de dentro de seu peito. O tempo poderia muito bem parar naquele momento. Tudo parecia estar perfeito. Não havia problema que apagasse a alegria que Laila estava sentindo naquela hora. E um confortável silêncio se fez.
Dionísio quebrou aquele silêncio perfeito com a crucial pergunta:
“De onde você conhece Zé Roberto?” perguntou ele sério.
“Olha, não conheço direito, acho que o conheço de uma festa, por que me pergunta?” respondeu Laila nervosa (acha que o conhece de uma festa??? Então jure.)
“Porque ele me disse que te conhecia, mas que você nunca o tratou muito bem. Mas você faz bem em não ‘dar moral’ a ele, em minha opinião, ele é meio louco.” Disse ele, para a surpresa de Laila, risonho.
“É, eu sei que louco ele é. Todos falam isso.” Disse Laila aliviada.
“Sim, ele tem fama de não ‘não bater bem da bola’. Louca seria você se ‘desse moral’ a ele.” Falou um risonho Dionísio.
Mas que alívio para Laila, não? Zé Roberto não havia contado sobre o breve envolvimento que ele e Laila tiveram. Mas por que será? Será que se ele contasse, Dionísio não acreditaria e ainda fizesse chacota? As verdadeiras razões de Zé Roberto ela não sabia. Mas o que isso importava? Laila estava feliz. Isso sim importava.
Após um longo tempo, Dionísio perguntou a Laila:
“Posso te levar embora?”
“Ai! Não vai dar. Vou dormir na casa de Nina, já combinamos tudo.” Mentiu a burra da Laila. Ui se arrependimento desse dinheiro, Laila com toda certeza seria a garota mais rica do mundo.
“Mas que horas você deverá estar em casa?” perguntou um Dionísio esperançoso.
“Umas dez da manhã. Por que?” respondeu Laila (sim aquela burra) sem entender muito o porquê da pergunta.
“Então, vamos comigo agora e, às dez, eu te devolvo para a tua amiga e você vai para a tua casa. Por favor, vem comigo que você não se arrependerá.”
“Realmente não posso. Já combinei tudo com Nina e não vou faltar com ela” respondeu a burra Laila.
Indignante, ela poderia dormir na casa de Nina quando quisesse, a sua amiga com certeza não ficaria chateada com ela. Ao contrário, ela a apoiaria com toda certeza. Mas não, Laila é demasiadamente idiota de não ir com ele.
“Tudo bem. Mas ainda essa semana a gente sai de novo. Você me promete?” perguntou Dionísio com seus olhos azuis.
“Prometo.” Respondeu a burra.
“Então me liga? Sempre eu que ligo, agora é a tua vez. Quero que você ligue para mim.”
“Ligarei”
“Tudo bem. Preciso ir.” Falou o príncipe de olhos singulares. E após um interminável e mágico beijo, foi embora.
Uma história de amor à primeira vista não poderia terminar assim. Com muito impulso, ela puxou Nina e Alícia e foi procurar por Dionísio. Achou. Ele estava parado sozinho encarando-a profundamente. Como de costume, aqueles olhos azuis puxaram Laila para perto dele de um modo tão involuntário que ela nem se deu conta de que já estava em seus braços novamente. Eles se abraçaram apertadamente e ficaram ali por um tempo, somente eles, parecia que o resto do povo havia desaparecido. Eles conversaram muito. Laila teve a impressão de que já conhecia Dionísio há muito tempo. Dos seus sonhos. Pois bem, só se fosse.
“Você é linda Lailinha. Linda mesmo.” Disse Dionísio sorridente.
“Obrigada!” respondeu Laila timidamente, e sem coragem de falar mais nada.
“Jamais parei de pensar em você desde o dia em que te conheci. Sempre te procuro lá na faculdade, mas é raro os dias em que eu te vejo.” Continuou ele, com aqueles olhos mais vivos do que nunca.
“Eu também nunca te vejo. Acho que temos horários de aula diferentes, por isso nos desencontramos.” Respondeu ela, sentindo que seu coração a qualquer momento poderia sair pulando de dentro de seu peito. O tempo poderia muito bem parar naquele momento. Tudo parecia estar perfeito. Não havia problema que apagasse a alegria que Laila estava sentindo naquela hora. E um confortável silêncio se fez.
Dionísio quebrou aquele silêncio perfeito com a crucial pergunta:
“De onde você conhece Zé Roberto?” perguntou ele sério.
“Olha, não conheço direito, acho que o conheço de uma festa, por que me pergunta?” respondeu Laila nervosa (acha que o conhece de uma festa??? Então jure.)
“Porque ele me disse que te conhecia, mas que você nunca o tratou muito bem. Mas você faz bem em não ‘dar moral’ a ele, em minha opinião, ele é meio louco.” Disse ele, para a surpresa de Laila, risonho.
“É, eu sei que louco ele é. Todos falam isso.” Disse Laila aliviada.
“Sim, ele tem fama de não ‘não bater bem da bola’. Louca seria você se ‘desse moral’ a ele.” Falou um risonho Dionísio.
Mas que alívio para Laila, não? Zé Roberto não havia contado sobre o breve envolvimento que ele e Laila tiveram. Mas por que será? Será que se ele contasse, Dionísio não acreditaria e ainda fizesse chacota? As verdadeiras razões de Zé Roberto ela não sabia. Mas o que isso importava? Laila estava feliz. Isso sim importava.
Após um longo tempo, Dionísio perguntou a Laila:
“Posso te levar embora?”
“Ai! Não vai dar. Vou dormir na casa de Nina, já combinamos tudo.” Mentiu a burra da Laila. Ui se arrependimento desse dinheiro, Laila com toda certeza seria a garota mais rica do mundo.
“Mas que horas você deverá estar em casa?” perguntou um Dionísio esperançoso.
“Umas dez da manhã. Por que?” respondeu Laila (sim aquela burra) sem entender muito o porquê da pergunta.
“Então, vamos comigo agora e, às dez, eu te devolvo para a tua amiga e você vai para a tua casa. Por favor, vem comigo que você não se arrependerá.”
“Realmente não posso. Já combinei tudo com Nina e não vou faltar com ela” respondeu a burra Laila.
Indignante, ela poderia dormir na casa de Nina quando quisesse, a sua amiga com certeza não ficaria chateada com ela. Ao contrário, ela a apoiaria com toda certeza. Mas não, Laila é demasiadamente idiota de não ir com ele.
“Tudo bem. Mas ainda essa semana a gente sai de novo. Você me promete?” perguntou Dionísio com seus olhos azuis.
“Prometo.” Respondeu a burra.
“Então me liga? Sempre eu que ligo, agora é a tua vez. Quero que você ligue para mim.”
“Ligarei”
“Tudo bem. Preciso ir.” Falou o príncipe de olhos singulares. E após um interminável e mágico beijo, foi embora.
Show do Jorge e Mateus (parte 2)
Elas estavam no meio do show, a dupla se apresentava de maneira perfeita, Laila e Nina sabiam cantar todas as canções e cantavam empolgadas. Nisso, Dionísio estava vindo em direção a Laila:
“Oooooooiiii” disse Laila quente e vermelha, nervosa que tava.
“A gente, aqui, novamente” respondeu Dionísio, com aqueles olhos azuis fixos nos olhos de Nina, ele parecia tão seguro de si.
“Sim, eu sei” respondeu Laila trêmula.
“Que saudade” falou Dionísio e logo em seguida já a beijou repentinamente. Um beijo demorado, e perfeito. Laila se sentia nas nuvens, a voz de Jorge e Mateus estava cada vez mais distante.
Como nem tudo é 100%, durante o beijo estonteante, um garoto arrancou o chapéu de Dionísio, que garoto esse? Zé Roberto. (aquele que Laila beijou no mesmo dia em que conheceu Dionísio). Sim, pasmem leitores, Zé Roberto e Dionísio eram super amigos. Maravilha. Passou um tempo e Dionísio disse a Laila que iria dar uma volta e que depois a encontrava.
Ui, bela notícia, dois garotos que Laila beijou em uma mesma noite, amigos. E muito amigos. Não importa. Laila não fala com Zé Roberto e pronto. Isso não vai atrapalhar ela com Dionísio, certo? Errado.
Estava tocando uma música animada, para dançar aos pares. Zé Roberto tentou puxar Laila para dançar. Ela recusou na hora, e Dionísio estava perto. Quando ele viu a cena foi logo dar risada de seu amigo, que a menina recusou a dança. Mas logo após um cochicho dos dois, aqueles olhos azuis de Dionísio baixaram e ficaram muito sérios. Ele olhou para Laila com uma expressão zangada demais e saiu de perto.
Aaaaaaaaaai. Laila se virou para Nina e Alícia com um desespero:
“Meninas, perdi meu Dionísio pra sempre.”
“Calma Laila, ele não pode ficar bravo, vocês não são namorados.” Dizia Alícia tentando tranquilizar a amiga.
“É, vocês já se acertam” completou Nina.
“Eu acho que não.” Suspirou Laila sem muita esperança.
“Oooooooiiii” disse Laila quente e vermelha, nervosa que tava.
“A gente, aqui, novamente” respondeu Dionísio, com aqueles olhos azuis fixos nos olhos de Nina, ele parecia tão seguro de si.
“Sim, eu sei” respondeu Laila trêmula.
“Que saudade” falou Dionísio e logo em seguida já a beijou repentinamente. Um beijo demorado, e perfeito. Laila se sentia nas nuvens, a voz de Jorge e Mateus estava cada vez mais distante.
Como nem tudo é 100%, durante o beijo estonteante, um garoto arrancou o chapéu de Dionísio, que garoto esse? Zé Roberto. (aquele que Laila beijou no mesmo dia em que conheceu Dionísio). Sim, pasmem leitores, Zé Roberto e Dionísio eram super amigos. Maravilha. Passou um tempo e Dionísio disse a Laila que iria dar uma volta e que depois a encontrava.
Ui, bela notícia, dois garotos que Laila beijou em uma mesma noite, amigos. E muito amigos. Não importa. Laila não fala com Zé Roberto e pronto. Isso não vai atrapalhar ela com Dionísio, certo? Errado.
Estava tocando uma música animada, para dançar aos pares. Zé Roberto tentou puxar Laila para dançar. Ela recusou na hora, e Dionísio estava perto. Quando ele viu a cena foi logo dar risada de seu amigo, que a menina recusou a dança. Mas logo após um cochicho dos dois, aqueles olhos azuis de Dionísio baixaram e ficaram muito sérios. Ele olhou para Laila com uma expressão zangada demais e saiu de perto.
Aaaaaaaaaai. Laila se virou para Nina e Alícia com um desespero:
“Meninas, perdi meu Dionísio pra sempre.”
“Calma Laila, ele não pode ficar bravo, vocês não são namorados.” Dizia Alícia tentando tranquilizar a amiga.
“É, vocês já se acertam” completou Nina.
“Eu acho que não.” Suspirou Laila sem muita esperança.
O show de Jorge e Mateus (parte 1)
Essa é uma passagem que eu não mudarei o nome dos artistas do show porque foi realmente especial, Jorge e Mateus é uma das minhas duplas preferidas, e foi uma noite realmente perfeita para Laila.
Fazia tempo que Laila não via Dionísio, ela já tinha até se conformado de que Dionísio era passado e que eles jamais “ficariam” novamente.
Foi assim: Laila combinou de ir ao show com uma de suas melhores amigas: Nina, uma fã incondicional da dupla, e também de música sertaneja. Para comprar o ingresso, Laila fez milagres, vendeu alguns livros no “sebo acadêmico” e roupas que ela não usava mais no brechó. Vencida a etapa do ingresso, Laila recebeu um telefonema de Alícia dizendo que também iria ao show, que elas se encontrariam lá. O fato de ela estar acompanhada de duas de suas melhores amigas, (exceto Bella, que naquela época estava merecendo apanhar) já prometeria uma noite perfeita.
Foi chegando perto do grande momento quando Laila já estava na casa de Nina se arrumando. Nessa hora, Laila se lembrou de Dionísio, repetirei aqui as palavras de Laila e Nina, exatamente como foram pronunciadas:
“Será que Dionísio vai estar lá também?” perguntou Laila a Nina
“Não sei né, amiga, eu acho que sim porque sertanejo é sertanejo.” Respondeu Nina empolgada.
“É, eu sei que ele ama sertanejo.” Falou Laila. “Mas se ele ‘chegar a mim’, eu vou cortar”, continuou ela com um tom duvidoso.
“Aham. Sei”, respondeu Nina desdenhosa.
Já era hora de ir. Elas foram a pé mesmo, Nina mora perto do local do show. Chegando lá, o clube estava lotado. Tinham uns “veios” encarando Nina, o que fizeram as meninas rir muito. Alícia já estava ligando pra Laila avisando que já estava lá também e elas tinham que se encontrar. Laila puxou Nina para elas irem atrás de Alícia.
Nesse meio tempo, até encontrar Alícia, Laila avistou Dionísio, que a olhava sem disfarçar. Ao contrário de Laila que tentou disfarçar de todo jeito. Até que ela teve a brilhante idéia de “jerico”:
“Ai Nina, vem cá, vamos passar bem na frente dele com jeito de esnobes”. Pobre Nina, não teve alternativa sem ser concordar. Nina achou engraçado, pois embora ela também tenha achado Dionísio bonito, ela achou que ele era o mais estilo “capiar” de todos os garotos daquele lugar.
Elas passaram, ele olhou. Elas continuaram andando com um ar de “passei na tua frente poderosa e não te vi”, e encontraram Alícia com três amigas. Ali elas permaneceram até o show iniciar.
Fazia tempo que Laila não via Dionísio, ela já tinha até se conformado de que Dionísio era passado e que eles jamais “ficariam” novamente.
Foi assim: Laila combinou de ir ao show com uma de suas melhores amigas: Nina, uma fã incondicional da dupla, e também de música sertaneja. Para comprar o ingresso, Laila fez milagres, vendeu alguns livros no “sebo acadêmico” e roupas que ela não usava mais no brechó. Vencida a etapa do ingresso, Laila recebeu um telefonema de Alícia dizendo que também iria ao show, que elas se encontrariam lá. O fato de ela estar acompanhada de duas de suas melhores amigas, (exceto Bella, que naquela época estava merecendo apanhar) já prometeria uma noite perfeita.
Foi chegando perto do grande momento quando Laila já estava na casa de Nina se arrumando. Nessa hora, Laila se lembrou de Dionísio, repetirei aqui as palavras de Laila e Nina, exatamente como foram pronunciadas:
“Será que Dionísio vai estar lá também?” perguntou Laila a Nina
“Não sei né, amiga, eu acho que sim porque sertanejo é sertanejo.” Respondeu Nina empolgada.
“É, eu sei que ele ama sertanejo.” Falou Laila. “Mas se ele ‘chegar a mim’, eu vou cortar”, continuou ela com um tom duvidoso.
“Aham. Sei”, respondeu Nina desdenhosa.
Já era hora de ir. Elas foram a pé mesmo, Nina mora perto do local do show. Chegando lá, o clube estava lotado. Tinham uns “veios” encarando Nina, o que fizeram as meninas rir muito. Alícia já estava ligando pra Laila avisando que já estava lá também e elas tinham que se encontrar. Laila puxou Nina para elas irem atrás de Alícia.
Nesse meio tempo, até encontrar Alícia, Laila avistou Dionísio, que a olhava sem disfarçar. Ao contrário de Laila que tentou disfarçar de todo jeito. Até que ela teve a brilhante idéia de “jerico”:
“Ai Nina, vem cá, vamos passar bem na frente dele com jeito de esnobes”. Pobre Nina, não teve alternativa sem ser concordar. Nina achou engraçado, pois embora ela também tenha achado Dionísio bonito, ela achou que ele era o mais estilo “capiar” de todos os garotos daquele lugar.
Elas passaram, ele olhou. Elas continuaram andando com um ar de “passei na tua frente poderosa e não te vi”, e encontraram Alícia com três amigas. Ali elas permaneceram até o show iniciar.
e a história não acabou ainda
Seria razoavelmente ótimo se realmente a história medíocre de Laila terminasse assim. O fato é que a autora se frustrou com tantos acontecimentos absurdos no decorrer de tudo isso que resolveu por bem esboçar um final satisfatório. Entretanto, não se pode simplesmente esboçar um final quando se trata da vida real.
Laila não se casou com Carlinhos, ele nunca fizera tal pedido. Ela teve mais encontros com Dionísio, e muitas aventuras (vãs aventuras) por aí. Carlinhos, complicado dizer. Laila não o ama mais. Na verdade, nunca amou. O que ela sentiu por ele sempre foi uma forte atração física, no máximo uma forte paixão, que é muito fácil de confundir com amor. Normal, isso acontece. O inconformável é o tempo que Laila perdeu gostando dele. Normal também. Mulher é uma criatura burra, ingênua. Sempre acha que é especial. Que grande bobagem! Para eles, somos todas iguais, por mais puras, prendadas, autênticas ou educadas que sejamos.
Carlinhos hoje está sozinho, é possível que nenhuma garota o queira por perto, pelo menos não para ter um relacionamento duradouro. O que mais me admira é ver o quanto Laila se sente bem e mal ao mesmo tempo com essa situação. Isso também não importa, ele merece ficar sozinho por um tempo, precisa aprender tanta coisa. Afinal, quem não precisa aprender? Mas o caso de Carlinhos é que ele é demasiadamente ignorante para aprender rápido, ele necessita “se ferrar” para repensar seus conceitos.
Quanto a Dionísio, Laila confessa que até hoje nunca o esqueceu completamente. Principalmente quando ela se lembra daqueles ímpares olhos azuis claro. Seu coração ainda palpita quando se lembra de seu olhar, ninguém tem igual. E isso sempre vai doer no coração de Laila, apesar de que essa passagem na vida dela também foi superada, não totalmente, nunca será totalmente esquecido. Mas pelo menos não há mágoas de Dionísio. Apenas culpa. Pela tamanha burrice de Laila, que o deixou escapar por entre os dedos.
Como foi? Além daquele primeiro encontro, de maior impacto, Laila teve outros encontros com o príncipe de olhos ímpares. Um mais perfeito que o outro. Mas contarei aqui dois desses encontros que foram marcantes e o triste final.
Laila não se casou com Carlinhos, ele nunca fizera tal pedido. Ela teve mais encontros com Dionísio, e muitas aventuras (vãs aventuras) por aí. Carlinhos, complicado dizer. Laila não o ama mais. Na verdade, nunca amou. O que ela sentiu por ele sempre foi uma forte atração física, no máximo uma forte paixão, que é muito fácil de confundir com amor. Normal, isso acontece. O inconformável é o tempo que Laila perdeu gostando dele. Normal também. Mulher é uma criatura burra, ingênua. Sempre acha que é especial. Que grande bobagem! Para eles, somos todas iguais, por mais puras, prendadas, autênticas ou educadas que sejamos.
Carlinhos hoje está sozinho, é possível que nenhuma garota o queira por perto, pelo menos não para ter um relacionamento duradouro. O que mais me admira é ver o quanto Laila se sente bem e mal ao mesmo tempo com essa situação. Isso também não importa, ele merece ficar sozinho por um tempo, precisa aprender tanta coisa. Afinal, quem não precisa aprender? Mas o caso de Carlinhos é que ele é demasiadamente ignorante para aprender rápido, ele necessita “se ferrar” para repensar seus conceitos.
Quanto a Dionísio, Laila confessa que até hoje nunca o esqueceu completamente. Principalmente quando ela se lembra daqueles ímpares olhos azuis claro. Seu coração ainda palpita quando se lembra de seu olhar, ninguém tem igual. E isso sempre vai doer no coração de Laila, apesar de que essa passagem na vida dela também foi superada, não totalmente, nunca será totalmente esquecido. Mas pelo menos não há mágoas de Dionísio. Apenas culpa. Pela tamanha burrice de Laila, que o deixou escapar por entre os dedos.
Como foi? Além daquele primeiro encontro, de maior impacto, Laila teve outros encontros com o príncipe de olhos ímpares. Um mais perfeito que o outro. Mas contarei aqui dois desses encontros que foram marcantes e o triste final.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Após um longo tempo de beijo, Laila se afastou:
" O que pensa que está fazendo?", perguntou, mas amando a situação.
" Eu tenho muita saudade", respondeu Carlinhos com uma expressão extremamente feliz e satisfeita.
" Você é muito abusado e mentiroso." disse Laila em tom defesa.
Ela estava realmente surpresa com o beijo de Carlinhos, não o beijava fazia um ano, e estava com muita saudade. Mas o que fez ele voltar atrás? Saudade? Será que depois de perceber que tinha a perdido para Dionísio, ele começou a valorizar? E o namoro tinha salvação?
Carlinhos recuou e disse que realmente a amava, que se não gostasse mais dela, ele jamais iria atrás. Laila, mesmpo desconfiada, aceitou o argumento do rapaz. O único problema de Carlinhos é que , além de ele se sentir um pavão, ela sabia que ele estava atrás dela para "mostrar" a Dionísio quão mais conquistador ele era. E outra, ele se sentira ameaçado. Como ele teria certeza de que Laila ainda o amava se entrou outro na jogada?
Para Laila não importavam muito as razões de Carlinhos, o fato era que Dionísio não a queria mais, pelo que ela tinha visto na internet, e Carlinhos, mesmo que para se mostrar, estava disposto a tentar algo. Logo, por que não arriscar? Pelo menos para ver o que vai dar.
Após essa festa, eles saíram juntos muitas outras vezes, mas o problema era que Carlinhos não mudara nada. Ele continuava "se sentindo um pavão", e o pior, era muito ciumento. A ponto de não deixar Laila nem ter suas próprias amigas por perto. Muito desconfiado de todas. Era terrível. Sufocante.
Sem falar em um dia específico em que Laila estava conversando com Nina no pátio da faculdade, e Carlinhos chegou. Ele estava conversando normalmente, até ver Dionísio passando por perto. Ele abraçou Laila de um jeito tão forte que parecia que ela iria morrer enforcada. Ela precisava tomar uma atitude. Ela estava odiando a situação de estar ali com ele. Ainda mais que ela não havia esquecido Dionísio. Pelo menos não totalmente. e outra: o canaval estava chegando e ela precisava estar solteira na ocasião. Ela poderia estar comprometida, mas ela tinha que estar curtindo a situação, e não querendo sumir cada vez que o visse.
Ela resolveu chamar Carlinhos para uma conversa na véspera do carnaval. Mas descobriu que ele estava viajando, com amigos (e amigas), na praia. Como isso? E sem avisar??
"Que cachorro" pensou Laila quando desligou o telefone após várias tentativas de entrar em contato. Mas após sua descoberta, ela desencanou e resolveu ligar para Alícia.
"Oi amiga, você vem?" perguntou Laila quando Alícia antendeu ao telefone.
" Vou sim. Me espera amanhã no local de sempre. Beijos. Tchau." respondeu Alícia.
Nem bem ela desligou o telefone, ele tocou novamente. Dessa vez era Thomas, aquele bonitinho do shopping e do parque.
"Alô. Laila?"
" Sim?"
" Thomas aqui. Podemos nos ver? Que tal?"
Ela ficou pensando se iria, tinha acabado de "terminar" com Carlinhos, e não era nada oficial. Por outro lado, ele tinha a sacaneado indo para a praia sem nem ao menos telefonar. Estava decidido. Ela iria ver Thomas, não importava mais nada.
" O que pensa que está fazendo?", perguntou, mas amando a situação.
" Eu tenho muita saudade", respondeu Carlinhos com uma expressão extremamente feliz e satisfeita.
" Você é muito abusado e mentiroso." disse Laila em tom defesa.
Ela estava realmente surpresa com o beijo de Carlinhos, não o beijava fazia um ano, e estava com muita saudade. Mas o que fez ele voltar atrás? Saudade? Será que depois de perceber que tinha a perdido para Dionísio, ele começou a valorizar? E o namoro tinha salvação?
Carlinhos recuou e disse que realmente a amava, que se não gostasse mais dela, ele jamais iria atrás. Laila, mesmpo desconfiada, aceitou o argumento do rapaz. O único problema de Carlinhos é que , além de ele se sentir um pavão, ela sabia que ele estava atrás dela para "mostrar" a Dionísio quão mais conquistador ele era. E outra, ele se sentira ameaçado. Como ele teria certeza de que Laila ainda o amava se entrou outro na jogada?
Para Laila não importavam muito as razões de Carlinhos, o fato era que Dionísio não a queria mais, pelo que ela tinha visto na internet, e Carlinhos, mesmo que para se mostrar, estava disposto a tentar algo. Logo, por que não arriscar? Pelo menos para ver o que vai dar.
Após essa festa, eles saíram juntos muitas outras vezes, mas o problema era que Carlinhos não mudara nada. Ele continuava "se sentindo um pavão", e o pior, era muito ciumento. A ponto de não deixar Laila nem ter suas próprias amigas por perto. Muito desconfiado de todas. Era terrível. Sufocante.
Sem falar em um dia específico em que Laila estava conversando com Nina no pátio da faculdade, e Carlinhos chegou. Ele estava conversando normalmente, até ver Dionísio passando por perto. Ele abraçou Laila de um jeito tão forte que parecia que ela iria morrer enforcada. Ela precisava tomar uma atitude. Ela estava odiando a situação de estar ali com ele. Ainda mais que ela não havia esquecido Dionísio. Pelo menos não totalmente. e outra: o canaval estava chegando e ela precisava estar solteira na ocasião. Ela poderia estar comprometida, mas ela tinha que estar curtindo a situação, e não querendo sumir cada vez que o visse.
Ela resolveu chamar Carlinhos para uma conversa na véspera do carnaval. Mas descobriu que ele estava viajando, com amigos (e amigas), na praia. Como isso? E sem avisar??
"Que cachorro" pensou Laila quando desligou o telefone após várias tentativas de entrar em contato. Mas após sua descoberta, ela desencanou e resolveu ligar para Alícia.
"Oi amiga, você vem?" perguntou Laila quando Alícia antendeu ao telefone.
" Vou sim. Me espera amanhã no local de sempre. Beijos. Tchau." respondeu Alícia.
Nem bem ela desligou o telefone, ele tocou novamente. Dessa vez era Thomas, aquele bonitinho do shopping e do parque.
"Alô. Laila?"
" Sim?"
" Thomas aqui. Podemos nos ver? Que tal?"
Ela ficou pensando se iria, tinha acabado de "terminar" com Carlinhos, e não era nada oficial. Por outro lado, ele tinha a sacaneado indo para a praia sem nem ao menos telefonar. Estava decidido. Ela iria ver Thomas, não importava mais nada.
Nisso, Carlinhos apareceu em sua casa com um buquê de flores. orquídeas amarelas e um anel de brilhantes:
" Casa comigo Laila, esquece tudo o que passou?"
Laila sem hesitar respondeu que sim. Foi o casamento do ano. Suas amigas foram madrinhas ( 4 madrinhas em um casamento, algo em incomum.)
O fato é que. Eles viveram felizes para sempre.
domingo, 31 de maio de 2009
Quem era o príncipe agora?
Ela foi ao encontro dele:
"Oi, quanto tempo, não?" disse Laila com a voz trêmula, sem coragem de encará-lo diretamente.
" Senti saudades, sabia?" respondeu Dionísio, com seus olhos azuis, mais azuis do que nunca. Além de azuis, brilhantes, a impressão que Laila teve era que a cor dos olhos de Dionísio refletiam a cor do céu. Que estava extremamente lindo naquela manhã.
"O que está fazendo aqui?" perguntou Laila, mas como ela se sentiu boba naquela hora. O que estaria uma pessoa fazendo na faculdade em horário de aula? Era óbvio. Porém a resposta do príncipe de olhos azuis surpreendeu a garota:
" Na verdade só vim para cá agora por que eu sabia que você teria aula nesse horário. Não tenho aula agora." falou Dionísio mirando aquele par de olhos nos olhos castanhos de Laila.
" Como sabia?" perguntou Laila mais trêmula do que antes.
"Eu pesquisei teus horários no departamento de moda." respondeu com aqueles olhos lindos fixos nos olhos de Laila.
Era muito perfeito o que estava acontecendo ali. Dionísio, o prínicipe com o qual Laila tem sonhado desde o dia daquela festa inesquecível, estava dizendo que pesquisou os horários de aula dela, que queria vê-la, que não a esqueceu. Uma felicidade imensa tomou conta de Laila, seu coração parecia que saltaria do peito, e ela tremia como se estivesse de vestido no Pólo Norte.
"E o carnaval? Onde vai passar?" perguntou ela, tentando quebrar o clima que a deixou muito tímida.
" Vou viajar com meu irmão. E você?"
"Eu vou ficar aqui mesmo, Alícia passará os dias lá em casa. Lembra dela?"
"Lembro. Era a garota que estava com você na festa aquele dia, não é?"
Enquanto eles conversavam, o celular de Laila tocou mais uma vez. Dessa vez era seu pai, era aniversário dele, e ela combinou de almoçar com ele e sua mãe.
Ela se despediu de Dionísio que resolveu acompanhá-la até onde o pai de Laila esperaria por ela. Eles conversaram mais alguns assuntos, mas nada muito importante. Até que eles chegaram perto de onde o pai de Laila estava, se despediram e cada um seguiu seu destino.
Laila passou uma tarde agradável depois do almoço com seu pai. Como sempre, ela foi até a casa de Bella contar os acontecimentos recentes. Tanto com relação a Dionísio, como a Carlinhos. Elas fofocaram fazendo as unhas e hidratando o cabelo.
"Esse creme é ótimo," dizia Bella com os cabelos lambuzados, " uma amiga minha falou que o resultado melhora ainda mais quando combinamos a um creme corporal. É um truque que ela usa, e dá certo."
Com certeza, o que mais as agradava em fazer juntas era hidratar os cabelos. Já que Laila havia os tingido de loiro mais claro ainda do que de costume.
Durante toda essa sessão de beleza, Laila animada decidiu em deixar um recado na caixa de entrada de Dionísio. Ele estava on line.
"Que pena que não conversamos por mais tempo hoje."
Para a surpresa de Laila, ela percebeu que Dionísio viu o recado, mas ignorou-o e apagou. Foi desconcertante. Talvez ele não fosse o príncipe que ela sempre sonhou.
Quando terminaram a hidratação, elas resolveram dar uma volta pelo centro da cidade, ou melhor, pelo shopping, olhar mais roupas e bijuterias. Quando estavam saindo da lojinha de bijuterias, elas encontraram com Thomas e um amigo. Thomas, aquele garoto mais novo que Laila sempre via no parque. Ele estava muito lindo, com uma camiseta branca, aquele seu cabelo preto muito macio visivelmente, e seu olhar preto muito expressivo.
" Oi meninas!", disse Thomas, ao mesmo tempo que estava gentil, muito tímido.
"Olá, Tom!" responderam as meninas em coro. E ele foi embora.
" Você viu como ele te olhou?" perguntou Bella sorridente
" Vi. Ai como ele tá gatinho, não vou aguentar sem me 'divertir' com ele. Como Dionísio resolveu 'se achar' no direito de me ignorar. Se ele não quer tem quem queira."
"Aham." respondeu Bella com desdém, sabendo que Laila jamais o esqueceria fácil. Isso só seria possível se ela e Carlinhos reatassem.
Elas continuaram caminhando pelo shopping até a hora de ir embora. Elas se despediram e Laila seguiu para sua casa. Naquela mesma noite, ela recebeu uma ligação de Ramona, sua colega de faculdade, a convidando para uma festa que seria na casa de alguns amigos. Em seguida, ela recebeu outra ligação, desas vez era Nikolas, um garoto da mesma classe de Dionísio e Carlinhos, a convidou para a mesma festa, e assim ela descobriu que a festa seria na casa de Nikolas.
Ela se animou com a idéia e resolveu ir. Nikolas disse que a buscaria em casa, e em seguida passaria na casa de Ramona para pegá-la também. Quando chegaram lá, a festa estava muito animada, mas ela sentiu a ausência de Dionísio, o qual Laila alimentava esperanças de encontrar por lá. Mas não importava, ele a ignorou. Não é tão importante assim. E Carlinhos? De repente ela sentiu um enorme vontade de vê-lo. Talvez até mesmo beijá-lo. Ai Carlinhos, como ela pensa nele ainda. Era muita indecisão naquela hora.
" Bem no fim, você veio..." a voz de Carlinhos surpreendeu Laila.
" Oi." começou a garota com suas bochechas vermelhas. " Resolvi vir assim que Nikolas me ligou."
"Ligou a meu pedido por sinal, eu precisava te ver. Sem o Dionísio por perto." falou o garoto com firmeza.
" Tudo bem, esquece o Dionísio, tudo o que tinha entre a gente acabou. Eu não o amo." respondeu Laila confusa.
" Eu sei que não, nós dois sabemos quem balança o seu coração." mandou Carlinhos, convencido como sempre.
" Você precisa aprender que não é bem assim... " antes que Laila pudesse concluir a sua fala, Carlinhos a beijou com força, fazendo assim seu coração disparar com uma velocidade de muitos batimentos por minutos.
Que beijo perfeito.
"Oi, quanto tempo, não?" disse Laila com a voz trêmula, sem coragem de encará-lo diretamente.
" Senti saudades, sabia?" respondeu Dionísio, com seus olhos azuis, mais azuis do que nunca. Além de azuis, brilhantes, a impressão que Laila teve era que a cor dos olhos de Dionísio refletiam a cor do céu. Que estava extremamente lindo naquela manhã.
"O que está fazendo aqui?" perguntou Laila, mas como ela se sentiu boba naquela hora. O que estaria uma pessoa fazendo na faculdade em horário de aula? Era óbvio. Porém a resposta do príncipe de olhos azuis surpreendeu a garota:
" Na verdade só vim para cá agora por que eu sabia que você teria aula nesse horário. Não tenho aula agora." falou Dionísio mirando aquele par de olhos nos olhos castanhos de Laila.
" Como sabia?" perguntou Laila mais trêmula do que antes.
"Eu pesquisei teus horários no departamento de moda." respondeu com aqueles olhos lindos fixos nos olhos de Laila.
Era muito perfeito o que estava acontecendo ali. Dionísio, o prínicipe com o qual Laila tem sonhado desde o dia daquela festa inesquecível, estava dizendo que pesquisou os horários de aula dela, que queria vê-la, que não a esqueceu. Uma felicidade imensa tomou conta de Laila, seu coração parecia que saltaria do peito, e ela tremia como se estivesse de vestido no Pólo Norte.
"E o carnaval? Onde vai passar?" perguntou ela, tentando quebrar o clima que a deixou muito tímida.
" Vou viajar com meu irmão. E você?"
"Eu vou ficar aqui mesmo, Alícia passará os dias lá em casa. Lembra dela?"
"Lembro. Era a garota que estava com você na festa aquele dia, não é?"
Enquanto eles conversavam, o celular de Laila tocou mais uma vez. Dessa vez era seu pai, era aniversário dele, e ela combinou de almoçar com ele e sua mãe.
Ela se despediu de Dionísio que resolveu acompanhá-la até onde o pai de Laila esperaria por ela. Eles conversaram mais alguns assuntos, mas nada muito importante. Até que eles chegaram perto de onde o pai de Laila estava, se despediram e cada um seguiu seu destino.
Laila passou uma tarde agradável depois do almoço com seu pai. Como sempre, ela foi até a casa de Bella contar os acontecimentos recentes. Tanto com relação a Dionísio, como a Carlinhos. Elas fofocaram fazendo as unhas e hidratando o cabelo.
"Esse creme é ótimo," dizia Bella com os cabelos lambuzados, " uma amiga minha falou que o resultado melhora ainda mais quando combinamos a um creme corporal. É um truque que ela usa, e dá certo."
Com certeza, o que mais as agradava em fazer juntas era hidratar os cabelos. Já que Laila havia os tingido de loiro mais claro ainda do que de costume.
Durante toda essa sessão de beleza, Laila animada decidiu em deixar um recado na caixa de entrada de Dionísio. Ele estava on line.
"Que pena que não conversamos por mais tempo hoje."
Para a surpresa de Laila, ela percebeu que Dionísio viu o recado, mas ignorou-o e apagou. Foi desconcertante. Talvez ele não fosse o príncipe que ela sempre sonhou.
Quando terminaram a hidratação, elas resolveram dar uma volta pelo centro da cidade, ou melhor, pelo shopping, olhar mais roupas e bijuterias. Quando estavam saindo da lojinha de bijuterias, elas encontraram com Thomas e um amigo. Thomas, aquele garoto mais novo que Laila sempre via no parque. Ele estava muito lindo, com uma camiseta branca, aquele seu cabelo preto muito macio visivelmente, e seu olhar preto muito expressivo.
" Oi meninas!", disse Thomas, ao mesmo tempo que estava gentil, muito tímido.
"Olá, Tom!" responderam as meninas em coro. E ele foi embora.
" Você viu como ele te olhou?" perguntou Bella sorridente
" Vi. Ai como ele tá gatinho, não vou aguentar sem me 'divertir' com ele. Como Dionísio resolveu 'se achar' no direito de me ignorar. Se ele não quer tem quem queira."
"Aham." respondeu Bella com desdém, sabendo que Laila jamais o esqueceria fácil. Isso só seria possível se ela e Carlinhos reatassem.
Elas continuaram caminhando pelo shopping até a hora de ir embora. Elas se despediram e Laila seguiu para sua casa. Naquela mesma noite, ela recebeu uma ligação de Ramona, sua colega de faculdade, a convidando para uma festa que seria na casa de alguns amigos. Em seguida, ela recebeu outra ligação, desas vez era Nikolas, um garoto da mesma classe de Dionísio e Carlinhos, a convidou para a mesma festa, e assim ela descobriu que a festa seria na casa de Nikolas.
Ela se animou com a idéia e resolveu ir. Nikolas disse que a buscaria em casa, e em seguida passaria na casa de Ramona para pegá-la também. Quando chegaram lá, a festa estava muito animada, mas ela sentiu a ausência de Dionísio, o qual Laila alimentava esperanças de encontrar por lá. Mas não importava, ele a ignorou. Não é tão importante assim. E Carlinhos? De repente ela sentiu um enorme vontade de vê-lo. Talvez até mesmo beijá-lo. Ai Carlinhos, como ela pensa nele ainda. Era muita indecisão naquela hora.
" Bem no fim, você veio..." a voz de Carlinhos surpreendeu Laila.
" Oi." começou a garota com suas bochechas vermelhas. " Resolvi vir assim que Nikolas me ligou."
"Ligou a meu pedido por sinal, eu precisava te ver. Sem o Dionísio por perto." falou o garoto com firmeza.
" Tudo bem, esquece o Dionísio, tudo o que tinha entre a gente acabou. Eu não o amo." respondeu Laila confusa.
" Eu sei que não, nós dois sabemos quem balança o seu coração." mandou Carlinhos, convencido como sempre.
" Você precisa aprender que não é bem assim... " antes que Laila pudesse concluir a sua fala, Carlinhos a beijou com força, fazendo assim seu coração disparar com uma velocidade de muitos batimentos por minutos.
Que beijo perfeito.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Reencontros
Já manhã de sábado, as garotas acordaram, não tinham muitos planos para o fim de semana. Elas resolveram ir ao parque logo pela manhã, conversar um pouco e quebrar o tédio. O fim de semana para Laila era sagrado estar com Bella. Realmente, pareciam irmãs.
O sábado inteiro foi ótimo, elas andaram no parque, e depois foram às compras. Um detalhe importantíssimo a respeita da personalidade tanto de Laila quanto de Bella. Compras, era sagrado que fizessem juntas no shopping da cidade. Era o passatempo preferido delas.
Como era verão, elas abusaram de mini shorts e saias, além de blusinhas, batas e sandálias perfeitas. Além de acessórios como lenços, óculos escuros e bolsas grandes porque Bella estava precisando de uma urgente. Mas a melhor compra que Laila poderia ter feito em toda a sua vida ela fez naquele sábado. Um vestido roxo-açaí, na altura das coxas e rodado. Aberto nas costas, estilo frente-única, com detalhes nos seios, bordado com strass. Combinava com a sandália roxa e rosa que ela tinha guardada em casa.
Dentro de uma semana, seria o carnaval. Teria uma super festa, Alícia estaria lá também. É claro que ela precisava de uma roupa nova, e lá estava ela, seu novo vestido roxo-açaí. Bella estava totalmente sem vontade de ir à festa de carnaval, lamentando muito Laila entendeu. Não era uma fase boa para a sua amiga. E ela precisava de um tempo pra ela mesma. Claro que um tempo depois, as coisas melhorariam muito para ela.
Já era segunda-feira e Laila estava na faculdade, não tinha muita aula, mas ela estava lá. Ela encontrou com Nina e elas estavam conversando sobre tudo o que havia acontecido na vida delas até agora:
"E Pedro me liga quase todos os dias, ele só vai esperar passar o carnaval, e irá para Tóquio . Vou sentir tanta saudade!" suspirava Nina
"Nossa, mas quando ele voltar, ele te procura, não é?" quiz saber Laila
" É o que ele prometeu, tomara que cumpra. Sabe como é, primo do Carlinhos... " falou Nina em tom de decepção.
" Você não pode esperar que ele seja igual a Carlinhos, amiga." disparou Laila, com o coração apertado. " Eles, apesar de serem primos, são totalmente de personalidades diferentes. Ele vai te ligar."
Enquanto elas conversavam, Carlinhos ia passando com seus amigos. Como de costume, se exibindo como um pavão. Mais ainda quando viu Laila, ele estava profundamente irritado com ela, e o pior, sem motivo algum, pelo menos aparentemente.
Para a surpresa das meninas, Carlinhos chegou para perto de Laila e falou:
" Você está brava?"
Quando ele terminou sua pergunta Nina se dirigiu para a sua sala, pois suaz aula já ia começar, deixando assim, o casal sozinho.
"Brava, eu? Imagina, o único bravo aqui é você." mandou Laila confusa. Muito confusa. Carlinhos só poderia ter problema mental.
" Não estou bravo, apenas enciumado por conta de Dionísio. Eu sei que vocês andam se encontrando com frequência. Estão juntos." Carlinhos estava levantando o tom da voz, mas logo abaixou novamente. Ele não queria brigar e sim fazer as pazes.
"É claro que não, não o vi mais." Laila gostaria de estar mentindo, como ela queria que Carlinhos estivesse certo. Ela queria estar com Dionísio. Mas não estava. O que era uma lástima.
"Tudo bem, amigos agora? Quero dizer, estamos em paz, não estamos? " Carlinhos perguntou em um tom ansioso.
" Claro que estamos em paz, seu bobo. Agora por favor preciso ir embora." respondeu Laila sem paciência alguma e seguiu em direção à saída da faculdade. Como Carlinhos era patético e infantil. Era de dar raiva.
Enquanto ela estva indo embora, a pé, uma mensagem fez seu celular apitar. Era Dionísio:
" Eu sei que você está saindo agora da aula. Posso te ver?"
Laila sentiu seu coração disparar, e automaticamente respondeu:
"É claro, mas onde?"
"Olhe para trás."
Imediatamente, ela olhou. Meu Deus, era ele, seu príncipe cowboy dos olhos azuis. Chamando por ela, querendo vê-la.
O sábado inteiro foi ótimo, elas andaram no parque, e depois foram às compras. Um detalhe importantíssimo a respeita da personalidade tanto de Laila quanto de Bella. Compras, era sagrado que fizessem juntas no shopping da cidade. Era o passatempo preferido delas.
Como era verão, elas abusaram de mini shorts e saias, além de blusinhas, batas e sandálias perfeitas. Além de acessórios como lenços, óculos escuros e bolsas grandes porque Bella estava precisando de uma urgente. Mas a melhor compra que Laila poderia ter feito em toda a sua vida ela fez naquele sábado. Um vestido roxo-açaí, na altura das coxas e rodado. Aberto nas costas, estilo frente-única, com detalhes nos seios, bordado com strass. Combinava com a sandália roxa e rosa que ela tinha guardada em casa.
Dentro de uma semana, seria o carnaval. Teria uma super festa, Alícia estaria lá também. É claro que ela precisava de uma roupa nova, e lá estava ela, seu novo vestido roxo-açaí. Bella estava totalmente sem vontade de ir à festa de carnaval, lamentando muito Laila entendeu. Não era uma fase boa para a sua amiga. E ela precisava de um tempo pra ela mesma. Claro que um tempo depois, as coisas melhorariam muito para ela.
Já era segunda-feira e Laila estava na faculdade, não tinha muita aula, mas ela estava lá. Ela encontrou com Nina e elas estavam conversando sobre tudo o que havia acontecido na vida delas até agora:
"E Pedro me liga quase todos os dias, ele só vai esperar passar o carnaval, e irá para Tóquio . Vou sentir tanta saudade!" suspirava Nina
"Nossa, mas quando ele voltar, ele te procura, não é?" quiz saber Laila
" É o que ele prometeu, tomara que cumpra. Sabe como é, primo do Carlinhos... " falou Nina em tom de decepção.
" Você não pode esperar que ele seja igual a Carlinhos, amiga." disparou Laila, com o coração apertado. " Eles, apesar de serem primos, são totalmente de personalidades diferentes. Ele vai te ligar."
Enquanto elas conversavam, Carlinhos ia passando com seus amigos. Como de costume, se exibindo como um pavão. Mais ainda quando viu Laila, ele estava profundamente irritado com ela, e o pior, sem motivo algum, pelo menos aparentemente.
Para a surpresa das meninas, Carlinhos chegou para perto de Laila e falou:
" Você está brava?"
Quando ele terminou sua pergunta Nina se dirigiu para a sua sala, pois suaz aula já ia começar, deixando assim, o casal sozinho.
"Brava, eu? Imagina, o único bravo aqui é você." mandou Laila confusa. Muito confusa. Carlinhos só poderia ter problema mental.
" Não estou bravo, apenas enciumado por conta de Dionísio. Eu sei que vocês andam se encontrando com frequência. Estão juntos." Carlinhos estava levantando o tom da voz, mas logo abaixou novamente. Ele não queria brigar e sim fazer as pazes.
"É claro que não, não o vi mais." Laila gostaria de estar mentindo, como ela queria que Carlinhos estivesse certo. Ela queria estar com Dionísio. Mas não estava. O que era uma lástima.
"Tudo bem, amigos agora? Quero dizer, estamos em paz, não estamos? " Carlinhos perguntou em um tom ansioso.
" Claro que estamos em paz, seu bobo. Agora por favor preciso ir embora." respondeu Laila sem paciência alguma e seguiu em direção à saída da faculdade. Como Carlinhos era patético e infantil. Era de dar raiva.
Enquanto ela estva indo embora, a pé, uma mensagem fez seu celular apitar. Era Dionísio:
" Eu sei que você está saindo agora da aula. Posso te ver?"
Laila sentiu seu coração disparar, e automaticamente respondeu:
"É claro, mas onde?"
"Olhe para trás."
Imediatamente, ela olhou. Meu Deus, era ele, seu príncipe cowboy dos olhos azuis. Chamando por ela, querendo vê-la.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Noite de fofocas na casa de Bella
A noite na casa de Bella não poderia ter sido mais divertida, elas assistiram à melhor sequência de comédias românticas, comeram muita macarronada, e a mlhor parte: fofocaram, deram muitas risadas.
"Como Carlinhos pode ser tão burro?" Bella se divertia com a revolta de Laila ao ver Carlinhos se exibindo.
" Ele sempre foi assim, não pode ficar sem se exibir. Um pavão, no meio de peruas. E ainda acha que está arrazando, coitado." dizia Laila com um tom de deboche.
Enquanto conversavam, Bella ligou o seu computador e entrou na internet, Laila foi checar seus e-mails. Um novo e-mail em sua caixa de entrada apareceu. Era de um garoto que Laila admirava, achava bonito, porém um tanto inalcansável. E o pior, muito mais novo que ela. Seu nome era Thomas. Ele era moreno, alto, um corpo muito bem definido, olhos e cabelos negros. Seus cabelos era perfeitos, muito lisos e visivelmente macios. Laila o via sempre no parque da cidade em que ela e Nina costumavam caminhar. Mas ela nunca imaginou que ele a conhecia também.
Enfim, o que dizia o e-mail era o seguinte:
"Oi linda menina que sempre me vê no parque e nunca me cumprimenta. Não sei se você me conhece, mas eu morro de vontade de te conhecer melhor. Topa? Que tal um encontro?.
Beijos, Thomas."
Laila não respondeu. Na verdade, ela não estava muito interessada, apesar de Thomas ser um garoto atraente. O que desencantava era que ele não tinha o que Laila gostava. "Chucreza", e além disso, era mais novo. Isso não dá certo. Homem tem que ser mais velho. E outra, ela estava com os pensamentos em Dionísio. E é claro, tudo iria dar certo.
"Ah Laila, dá uma chance ao garoto, ele é bonito, e uma boa pessoa. Eu o conheço há tanto tempo." disse Bella, se divertindo com a história.
"Não. Ele é muito garoto pra mim, nunca daria certo. Só se fosse para me 'divertir', e isso está fora de questão agora." respondeu Laila convicta.
" Mas eu não descarto a possibilidade de que vocês dois ainda terão algo um dia."
"Quem sabe, não é Bella. Afinal ele é bonito." Laila respondeu, fazendo mençao de que queria terminar o assunto. Logo começou outro.
" E Dionísio, que me ligou essa semana!!!!!!" contou Laila entusiasmada
"MENTIRA?!" admirou-se Bella
" Sim, eu também não acreditei, mas era ele, o meu príncipe dos olhos azuis." Laila suspirava, provocando a mesma reação em Bella.
" Queria eu que algum príncipe me ligasse também."
"Calma amiga, ele vem. Quando você menos espera, ele vem."
Elas encerraram o assunto e dormiram. Amanhã seria um dia longo.
"Como Carlinhos pode ser tão burro?" Bella se divertia com a revolta de Laila ao ver Carlinhos se exibindo.
" Ele sempre foi assim, não pode ficar sem se exibir. Um pavão, no meio de peruas. E ainda acha que está arrazando, coitado." dizia Laila com um tom de deboche.
Enquanto conversavam, Bella ligou o seu computador e entrou na internet, Laila foi checar seus e-mails. Um novo e-mail em sua caixa de entrada apareceu. Era de um garoto que Laila admirava, achava bonito, porém um tanto inalcansável. E o pior, muito mais novo que ela. Seu nome era Thomas. Ele era moreno, alto, um corpo muito bem definido, olhos e cabelos negros. Seus cabelos era perfeitos, muito lisos e visivelmente macios. Laila o via sempre no parque da cidade em que ela e Nina costumavam caminhar. Mas ela nunca imaginou que ele a conhecia também.
Enfim, o que dizia o e-mail era o seguinte:
"Oi linda menina que sempre me vê no parque e nunca me cumprimenta. Não sei se você me conhece, mas eu morro de vontade de te conhecer melhor. Topa? Que tal um encontro?.
Beijos, Thomas."
Laila não respondeu. Na verdade, ela não estava muito interessada, apesar de Thomas ser um garoto atraente. O que desencantava era que ele não tinha o que Laila gostava. "Chucreza", e além disso, era mais novo. Isso não dá certo. Homem tem que ser mais velho. E outra, ela estava com os pensamentos em Dionísio. E é claro, tudo iria dar certo.
"Ah Laila, dá uma chance ao garoto, ele é bonito, e uma boa pessoa. Eu o conheço há tanto tempo." disse Bella, se divertindo com a história.
"Não. Ele é muito garoto pra mim, nunca daria certo. Só se fosse para me 'divertir', e isso está fora de questão agora." respondeu Laila convicta.
" Mas eu não descarto a possibilidade de que vocês dois ainda terão algo um dia."
"Quem sabe, não é Bella. Afinal ele é bonito." Laila respondeu, fazendo mençao de que queria terminar o assunto. Logo começou outro.
" E Dionísio, que me ligou essa semana!!!!!!" contou Laila entusiasmada
"MENTIRA?!" admirou-se Bella
" Sim, eu também não acreditei, mas era ele, o meu príncipe dos olhos azuis." Laila suspirava, provocando a mesma reação em Bella.
" Queria eu que algum príncipe me ligasse também."
"Calma amiga, ele vem. Quando você menos espera, ele vem."
Elas encerraram o assunto e dormiram. Amanhã seria um dia longo.
Exibido como um pavão
Sem entender muito, Laila respondeu ao telefone, e sem acreditar no que estava ouvindo. Parecia mentira. Ele perguntou:
" Então, foi pra aula já?"
"Fui, nem bem começou o ano e já tenho milhares de compromissos na faculdade. E você?" , sua voz estava trêmula, de ansiedade
" Na verdade nem estou fazendo muita coisa. Apenas atormentando a vida dos meus calouros. Isso é divertido."
" Hum, legal. "
Houve um pequeno silêncio.
" Mas estou ligando para que você saiba que quando quizer sair, se distrair, ou estiver entediada, pode me procurar. Tá?"
" Tudo bem", Laila respondeu timidamente.
A conversa se encerrou ali. Laila estava radiante. Pelo menos ele se lembrou dela, e o melhor de tudo, ele estava interessado. Esse ano prometia.
No dia seguinte, ela teve aula novamente, por enquanto a faculdade não estava tão massante quanto Laila tinha dito para Dionísio. Aquilo foi apenas para fazer charme. Aliás, ela sempre gostou de se fazer de ocupada, prestativa e afins. A verdade é que por enquanto, o clima na faculdade era muito descontraído, pois assim como Dionísio, Laila e suas colegas estavam dando boas-vindas aos seus calouros, que na grande maioria eram calouras.
Havia um barzinho perto da universidade, e enquanto era primeira semana de aula e não tinham provas ou trabalhos, Laila e suas colegas de classe ficavam lá depois das aulas, fofocando, "torturando" as calouras e bebendo cerveja.
Numa dessas idas ao barzinho, Laila enxergou Carlinhos na mesa ao lado, se exibindo para algumas garotas que estavam com ele. Típico daquele cérebro minúsculo dele. Se fazer de "tiranossauro-rex" ou "rei da selva" sempre foi o seu forte. Era de dar dó olhar para ele. Ele estava "se sentindo" no meio daquele bando de "mocréias exibidas".
Laila nunca teve amigas verdadeiras em sua classe, mas ela sempre conversava mais com algumas meninas. Eram elas: Pietra, Raissa e Ramona. Elas eram muito queridas, mas não poderiam ser consideradas amigas. Apenas colegas de classe. Que davam apoio quando ela precisava. Ora ela as chamava de amigas, ora ele via que não eram tão amigas quanto Bella, Nina ou Alícia eram para ela.
Enfim. Carlinhos estava no bar, na mesa ao lado de Laila e suas colegas, se exibindo como um pavão com uma nova penagem. Até a hora que ele avistou Laila. Aí sim, ele "abriu o leque de penas em seu rabo de pavão". Só faltou subir na mesa e tirar a roupa. Pegou um calouro pela mão e o fez se apresentar para todos que estavam naquele local. Carlinhos cursva engenharia civil, e estava na mesma classe que Dionísio.
" Laila, não se assuste, mas olha o jeito do Carlinhos" disse Pietra assustada com a cena. Pietra era uma garota muito querida por Laila. Beleza não era o seu forte, sinceramente. Ela era muito baixinha, gordinha, cabelo enrolado que não se ajeitava de forma alguma, não importasse o que ela fizesse, loira e com luzes naqueles cabelos estranhos. Pele bronzeada desproporcionalmente, e olhos bem pretos. Tinha uma personalidade forte, mas com um ar de falsidade em tudo o que ela falava. Até para Ramona e Raíssa, que conviviam mais com ela. A impressão que Laila sempre teve de Pietra até conhecê-la bem no segundo ano de faculdade, era que ela era uma pessoa amável, que se importa com todos a sua volta. Ao longo do ano, os leitores perceberão o "poço de inveja e falsidade" que Pietra representava. Uma verdadeira "loba em pele de carneiro". Entretanto, essa história, o leitor terá conhecimento mais adiante.
Mas ainda naquele dia, no bar, voltemos ao "pavão Carlinhos", que não sabia mais o que fazer para chamar a atenção. Quando o alvoroço todo do vexame do calouro de engenharia civil acabou. Carlinhos veio em direção à Laila, fez menção de saudá-la. Mas passou reto, e saiu do bar. Havia muitos garotos da classe de Carlinhos que Laila conversava (inclusive Dionísio), e alguns deles (sem Dionísio) estavam chegando ao bar, cumprimentaram Laila e sentaram-se à mesa em que estava Carlinhos anteriormente. Para a tristeza de Laila, nenhum sinal do prínicipe Dionísio. Ele sumiu.
Quando Laila, Ramona, Pietra e Raíssa foram embora, já era quase noite. Elas conversaram mais um pouquinho e cada uma seguiu seu rumo. Laila foi dormir na casa de Bella, pois ainda não tinha se desacostumado do clima de férias, e precisava contar à amiga todas as novidades.
Bella já a estava esperando com uma macarronada eu um filme estilo comédia romântica, o qual era o preferido de ambas.
" Então, foi pra aula já?"
"Fui, nem bem começou o ano e já tenho milhares de compromissos na faculdade. E você?" , sua voz estava trêmula, de ansiedade
" Na verdade nem estou fazendo muita coisa. Apenas atormentando a vida dos meus calouros. Isso é divertido."
" Hum, legal. "
Houve um pequeno silêncio.
" Mas estou ligando para que você saiba que quando quizer sair, se distrair, ou estiver entediada, pode me procurar. Tá?"
" Tudo bem", Laila respondeu timidamente.
A conversa se encerrou ali. Laila estava radiante. Pelo menos ele se lembrou dela, e o melhor de tudo, ele estava interessado. Esse ano prometia.
No dia seguinte, ela teve aula novamente, por enquanto a faculdade não estava tão massante quanto Laila tinha dito para Dionísio. Aquilo foi apenas para fazer charme. Aliás, ela sempre gostou de se fazer de ocupada, prestativa e afins. A verdade é que por enquanto, o clima na faculdade era muito descontraído, pois assim como Dionísio, Laila e suas colegas estavam dando boas-vindas aos seus calouros, que na grande maioria eram calouras.
Havia um barzinho perto da universidade, e enquanto era primeira semana de aula e não tinham provas ou trabalhos, Laila e suas colegas de classe ficavam lá depois das aulas, fofocando, "torturando" as calouras e bebendo cerveja.
Numa dessas idas ao barzinho, Laila enxergou Carlinhos na mesa ao lado, se exibindo para algumas garotas que estavam com ele. Típico daquele cérebro minúsculo dele. Se fazer de "tiranossauro-rex" ou "rei da selva" sempre foi o seu forte. Era de dar dó olhar para ele. Ele estava "se sentindo" no meio daquele bando de "mocréias exibidas".
Laila nunca teve amigas verdadeiras em sua classe, mas ela sempre conversava mais com algumas meninas. Eram elas: Pietra, Raissa e Ramona. Elas eram muito queridas, mas não poderiam ser consideradas amigas. Apenas colegas de classe. Que davam apoio quando ela precisava. Ora ela as chamava de amigas, ora ele via que não eram tão amigas quanto Bella, Nina ou Alícia eram para ela.
Enfim. Carlinhos estava no bar, na mesa ao lado de Laila e suas colegas, se exibindo como um pavão com uma nova penagem. Até a hora que ele avistou Laila. Aí sim, ele "abriu o leque de penas em seu rabo de pavão". Só faltou subir na mesa e tirar a roupa. Pegou um calouro pela mão e o fez se apresentar para todos que estavam naquele local. Carlinhos cursva engenharia civil, e estava na mesma classe que Dionísio.
" Laila, não se assuste, mas olha o jeito do Carlinhos" disse Pietra assustada com a cena. Pietra era uma garota muito querida por Laila. Beleza não era o seu forte, sinceramente. Ela era muito baixinha, gordinha, cabelo enrolado que não se ajeitava de forma alguma, não importasse o que ela fizesse, loira e com luzes naqueles cabelos estranhos. Pele bronzeada desproporcionalmente, e olhos bem pretos. Tinha uma personalidade forte, mas com um ar de falsidade em tudo o que ela falava. Até para Ramona e Raíssa, que conviviam mais com ela. A impressão que Laila sempre teve de Pietra até conhecê-la bem no segundo ano de faculdade, era que ela era uma pessoa amável, que se importa com todos a sua volta. Ao longo do ano, os leitores perceberão o "poço de inveja e falsidade" que Pietra representava. Uma verdadeira "loba em pele de carneiro". Entretanto, essa história, o leitor terá conhecimento mais adiante.
Mas ainda naquele dia, no bar, voltemos ao "pavão Carlinhos", que não sabia mais o que fazer para chamar a atenção. Quando o alvoroço todo do vexame do calouro de engenharia civil acabou. Carlinhos veio em direção à Laila, fez menção de saudá-la. Mas passou reto, e saiu do bar. Havia muitos garotos da classe de Carlinhos que Laila conversava (inclusive Dionísio), e alguns deles (sem Dionísio) estavam chegando ao bar, cumprimentaram Laila e sentaram-se à mesa em que estava Carlinhos anteriormente. Para a tristeza de Laila, nenhum sinal do prínicipe Dionísio. Ele sumiu.
Quando Laila, Ramona, Pietra e Raíssa foram embora, já era quase noite. Elas conversaram mais um pouquinho e cada uma seguiu seu rumo. Laila foi dormir na casa de Bella, pois ainda não tinha se desacostumado do clima de férias, e precisava contar à amiga todas as novidades.
Bella já a estava esperando com uma macarronada eu um filme estilo comédia romântica, o qual era o preferido de ambas.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A viagem de Bella e Laila e a volta às aulas
Bella e Laila passaram o resto da madrugada conversando sobre a noitada. Dormiram logo que o dia terminou de amanhecer, como anjos, pois estavam muito cansadas.
O dia seguinte foi normal, elas não fizeram nada muito diferente. Era por volta de quatro horas da tarde quando Zé Roberto ligou novammente para Laila para saber como foi o seu aniversário. Eles conversaram bastante, mesmo Laila sabendo que precisava dispensá-lo, pois sua paião, pelo menos naquele momento, era por Dionísio e seu belo par de olhos azuis.
Quando Laila foi embora da casa de Bella, também não vivenciou nada diferente ou extraordinário. Salvo o fato de que sua avó da cidade vizinha, uma semana após, estava ligando e querendo que ela fosse passar alguns dias lá, antes que ela retornasse às aulas.
Laila achou uma ótima idéia, já que ela iria ter que enfrentar sua velha cidade por um bom tempo, e resolveu confirmar presença com a sua avó e pedir permisão para que Bella fosse junto com ela. Com toda certeza a resposta foi afirmativa e Laila convidou sua amiga para que fossem lá.
A ida para a cidade vizinha foi muito agradável. Lá, Bella pode conhecer as primas de Laila, que não eram poucas. Todas muito divertidas e hospitaleiras, elas saíram, se distraíram e deram risadas, como fazia tempo que elas não riam. Foi um tempo de refúgio para ambas as garotas, que precisavam mesmo respirar outos ares.
Nada muito especial aconteceu a elas nessa viagem, realmente, elas apenas descansaram a cabeça e ficaram em paz. Sem ninguém encomodando, ou estressando-as.
Fim da viagem, as meninas se despedem da avó de Laila, e seguiram de volta para Londonlândia. Era véspera do início das aulas de Laila, que estava animadíssima para recomeçar, mas dessa vez no segundo ano da faculdade de moda. Seria um desafio maior ainda que o ano passado, ela sabia que iria ter que se preparar.
Quando as meninas chegaram em Londonlândia, os pais de Laila já estavam esperando-as n rodoviária da cidade. Elas estavam carregadas de bagagem, e muito cansadas. Tudo o que elas queriam era chegar em casa e dormir. Os pais de Laila deixaram Bella em sua casa, elas se despediram e assim, Laila seguiu para casa, muito cansada e com muita expectativa em relação ao dia seguinte, ao ano que realmente estava começando.
Era menhã de segunda feira, dia dezesseis de fevereiro. Por enquanto, na faculdade, o clima era tranquilo, início de ano, os colegas todos com saudades, com ovidades das férias.
A melhor parte com certeza era que Laila reencontrou Nina, que estava mais "lascada" que ela, pois ela era sua veterana e estava indo para o terceiro ano e esse sim prometia ser difícil.
O dia passou tranquilamente sem maiores surpresas. Quando caiu a noite, e o celular de Laila tocou. Ela já esperava uma ligação à noite, mas dessa vez o número era diferente. E o que??? A voz também era diferente, com toda certeza, não era Zé Roberto que ligava.
"Alô, Laila? Lembra de mim? O Dionísio?"
Laila não conseguiu responder. Ela estava contente demais para isso. Seu príncipe cowboy ligando pra ela, ela não acreditava. Tudo isso era mais que um sonho só dela. Ele também não esqueceu.
Aah, príncipe Dionísio dos olhos azuis...
O dia seguinte foi normal, elas não fizeram nada muito diferente. Era por volta de quatro horas da tarde quando Zé Roberto ligou novammente para Laila para saber como foi o seu aniversário. Eles conversaram bastante, mesmo Laila sabendo que precisava dispensá-lo, pois sua paião, pelo menos naquele momento, era por Dionísio e seu belo par de olhos azuis.
Quando Laila foi embora da casa de Bella, também não vivenciou nada diferente ou extraordinário. Salvo o fato de que sua avó da cidade vizinha, uma semana após, estava ligando e querendo que ela fosse passar alguns dias lá, antes que ela retornasse às aulas.
Laila achou uma ótima idéia, já que ela iria ter que enfrentar sua velha cidade por um bom tempo, e resolveu confirmar presença com a sua avó e pedir permisão para que Bella fosse junto com ela. Com toda certeza a resposta foi afirmativa e Laila convidou sua amiga para que fossem lá.
A ida para a cidade vizinha foi muito agradável. Lá, Bella pode conhecer as primas de Laila, que não eram poucas. Todas muito divertidas e hospitaleiras, elas saíram, se distraíram e deram risadas, como fazia tempo que elas não riam. Foi um tempo de refúgio para ambas as garotas, que precisavam mesmo respirar outos ares.
Nada muito especial aconteceu a elas nessa viagem, realmente, elas apenas descansaram a cabeça e ficaram em paz. Sem ninguém encomodando, ou estressando-as.
Fim da viagem, as meninas se despedem da avó de Laila, e seguiram de volta para Londonlândia. Era véspera do início das aulas de Laila, que estava animadíssima para recomeçar, mas dessa vez no segundo ano da faculdade de moda. Seria um desafio maior ainda que o ano passado, ela sabia que iria ter que se preparar.
Quando as meninas chegaram em Londonlândia, os pais de Laila já estavam esperando-as n rodoviária da cidade. Elas estavam carregadas de bagagem, e muito cansadas. Tudo o que elas queriam era chegar em casa e dormir. Os pais de Laila deixaram Bella em sua casa, elas se despediram e assim, Laila seguiu para casa, muito cansada e com muita expectativa em relação ao dia seguinte, ao ano que realmente estava começando.
Era menhã de segunda feira, dia dezesseis de fevereiro. Por enquanto, na faculdade, o clima era tranquilo, início de ano, os colegas todos com saudades, com ovidades das férias.
A melhor parte com certeza era que Laila reencontrou Nina, que estava mais "lascada" que ela, pois ela era sua veterana e estava indo para o terceiro ano e esse sim prometia ser difícil.
O dia passou tranquilamente sem maiores surpresas. Quando caiu a noite, e o celular de Laila tocou. Ela já esperava uma ligação à noite, mas dessa vez o número era diferente. E o que??? A voz também era diferente, com toda certeza, não era Zé Roberto que ligava.
"Alô, Laila? Lembra de mim? O Dionísio?"
Laila não conseguiu responder. Ela estava contente demais para isso. Seu príncipe cowboy ligando pra ela, ela não acreditava. Tudo isso era mais que um sonho só dela. Ele também não esqueceu.
Aah, príncipe Dionísio dos olhos azuis...
sábado, 9 de maio de 2009
O aniversário de Laila
Já era quinta-feira de manhã. Laila foi acordada pelo seu celular tocando. Quando ela atendeu, a voz de Fabrício, um velho amigo de longa data respondeu:
"Vou falar rápido, estou com pouco crédito, você está convocada a vir aqui em casa hoje à tarde, minha mãe te fez um bolo de aniversário. Beijos tchau."
Ele não esperou respostas e encerrou a ligação. Laila ficou feliz. Quanta saudade ela sentia de Fabrício, que como todos os seus amigos, estava morando em outra cidade, a qual ele estudava medicina. Seria um aniversário perfeito, à tarde ela iria ganhar um bolo de Fabrício, e à noite, festa com Bella no melhor barzinho da cidade.
Laila tinha terminado de se arrumar e estava indo a pé na casa de Fabrício, pois estava com peso na consciência do absurdo que tinha comido no dia anterior, e ainda iria comer ao longo do dia.
Mas como ela era uma garota muito azarada, no meio do caminho começou a chover. Quando, como de costume, Zé Roberto ligou em seu celular. Por muita sorte, ela estava na frente da loja em que Zé Roberto trabalhava. Na verdade, ele era dono do estabelecimento, micro-empresário em início de carreira. Em todo caso, ele salvou Laila de chegar ensopada na casa de Fabrício, pois deu carona até lá.
"Obrigada, você é um amor." agradeceu Laila. Zé Roberto era muito tímido e não conversou muito, mas Laila podia ver em seu olhos que ele estava amando dar carona a ela. Laila desceu, e chamou por Fabrício que logo a antendeu.
"Parabééééns, minha amiga!!! Que saudade. Venha aqui para comermos o bolo que minha mãe preparou!" chamou Fabrício logo que eles entraram na casa.
Foi uma recepção maravilhosa, eles conversaram, deram muitas risadas até o fim da tarde.
Já era hora de Laila ir embora e se arrumar para ir a casa do pai de Bella e de lá, elas irem ao barzinho combinado. Quando Laila chegou, Bella estava pronta para sair e com uma novidade:
"Eu vou voltar a morar aqui, meus pais voltaram a se entender!", disse Bella cheia de alegria.
Laila teve o melhor presente de aniversário que poderia, uma de suas melhores amigas morando perto...
Era por volta de onze e meia da noite quando elas estavam saindo. Laila estava sem o seu carro, pois teve que deixá-lo em casa porque estava totalmente sem combustível. A solução foi pedirem carona para uma menina, que sequer foi convidada, porém tinha carro. Era uma menina muito chata, que por conveniência, as meninas aguentavam, visto que muitas vezes precisvam dela.
Foi terrível, pois Laila e Bella ficaram esperando das onze e meia até uma da madrugada até que essa garota chegasse. O pior de tudo era que elas não podiam reclamar, pois estavam recebendo um favor. Essa pessoa chata, não é necessário revelar o nome aos leitores, pois ela não faz parte da vida de Laila, se for preciso, a autora revelará, mas isso mais adiante.
Depois da demorada carona, elas chegaram ao barzinho. Como previsto, tinha mais gente do que o local poderia sustentar, entretanto, um ambiente muito agradável. Laila não esperava encontrar ninguém específico ali dentro, pois esse lugar não era frequentado por ninguém conhecido.
Não fazia nem meia hora que elas estavam lá, um antigo amor de Bella surgiu na frente das meninas. Beto, um rapaz muito estiloso. Loiro, olhos castanhos e cabelo médio e liso. Para o gosto de Laila, ele era muito baixinho, apesar de ela ser extremamente baixa. Mas Bella o achava bonitinho assim. Ele chegou direto falar com ela:
"Nossa, que surpresa te ver por aqui"
Bella sentiu seu rosto corar:
"É, voltei pra ficar", disse com a voz tão baxa que apenas Beto foi capaz de ouvir.
"Querem uma bebida? Hoje eu estou generoso." disse ele, querendo impressionar.
"Claaaro que queremos!!!" Laila pulou na frente de Bella, antes que Bella recusasse, de vergonha. Beto foi buscar as bebidas.
"Nossa, como ele está lindinho!!!!" disse Bella pulando para abraçar Laila.
"Perfeito." respondeu Laila alegremente, "Está um "tchutchuco" nos pagando bebidas".
"Aaai, que saudade dele. Será que ele estava com saudade de mim também?" Bella estava ansiosa
" Pela cara dele? Claro que estava..." nem bem Laila terminou de falar, Beto chegou com as "bebidas generosas".
Enquanto Bella e Beto conversavam, Laila se dispersou um pouco para o lado. Nisso um maravilhoso rapaz de olhos claros cruzou o seu caminho. Ele era lindo, assim como Dionísio, mas era mais encorpado que ele. Era loiro, como Dionísio, mas um loiro mais escuro. Seus olhos eram claros, como Dionísio, mas eram esverdeados. Que olhos lindos! Laila era fascinada por olhos claros.
Ele passou por Laila e a olhou fundo nos olhos, o ponto fraco. Como os olhos são expressivos, como eles nunca mentem, como bem disse o poeta: "os olhos são a janela da alma" , uma pessoa relativamente bonita precisa obrigatoriamente ter os olhos bonitos. E isso aquele homem tinha de sobra. Fascinante!
"Laila, ele me beijou!!!", chegou Bella animada.
"Isso era óbvio que iria acontecer, Bella. Cadê ele?"
"Foi buscar mais bebida." respondeu Bella avoada.
" Ahh sim, mas e aí? O que conversaram?" Laila adorava saber cada detalhe.
" Ele me contou sobre o trabalho dele, queria saber do que eu iria me ocupar aqui, agora que voltei. Se eu estava namorando..."
"Namorando?? Que interesse o dele, hein?" disse Laila.
"É, mas eu não sei, ele é muito bonito, muito popular. Eu sofreria demais."
Novamente, elas não terminaram a conversa e Beto voltou ao local e puxou Bella para dançar, pois havia música ao vivo, que tinha recém começado a tocar.
Laila novamente se dispersou, ela estava com o garoto dos olhos claros na cabeça. Olhos claros, como isso é perfeito. Ele passava olhando por ela com frequência, porém, não passava de olhares. Ele a rodeava o tempo todo, mas não se aproximava demais.
Em seguida ela percebeu que uma conhecida sua (que também nada acrescenta ao conteúdo dessa história), era amiga do menino de olhos claros e conversava muito com ele ali. Pelo menos, Laila poderia saber o nome dele, mesmo que apenas isso.
Enquanto Laila estava vivendo o pequeno dilema do belo-dos-olhos-claros, Bella estava com Beto, relativamente feliz, mas confusa. Não tinha tanta certeza de seus sentimentos, não se sabe ao certo se por medo de sofrer, ou se não gostava verdadeiramente. Mas por ora, estava bom para ela. Desfilar com um garoto bonito nunca é sacrifício para garota alguma.
Já era tarde, por volta de cinco e meia da manhã, e hora das meninas irem embora. Beto, como estava generoso, iria levá-las embora. Bella chamou Laila que em seguida foi pagar a consumação do barzinho, enquanto Bella e Beto a esperavam no lado de fora.
No instante em que Laila estava na fila do caixa, o garoto de olhos azuis a cercou:
"Não diga que você, vai embora!" ele tinha uma voz perfeita.
"É, vou ter que ir." disse Laila com uma expressão triste.
Ele não disse mais nada, apenas tomou Laila em seus braços e a beijou. QUE BEIJO!
Laila o largou e foi em direção ao carro de Beto, suspirando. Que aniversário perfeito.
Laila iria dormir na casa de Bella, então elas teriam o restinho da madrugada para conversarem sobre a noite, e uma contar a novidade para a outra. O que Laila podia com certeza afirmar? QUE ANIVERSÁRIO MARAVILHOSO. Obrigada Meu Deus.
"Vou falar rápido, estou com pouco crédito, você está convocada a vir aqui em casa hoje à tarde, minha mãe te fez um bolo de aniversário. Beijos tchau."
Ele não esperou respostas e encerrou a ligação. Laila ficou feliz. Quanta saudade ela sentia de Fabrício, que como todos os seus amigos, estava morando em outra cidade, a qual ele estudava medicina. Seria um aniversário perfeito, à tarde ela iria ganhar um bolo de Fabrício, e à noite, festa com Bella no melhor barzinho da cidade.
Laila tinha terminado de se arrumar e estava indo a pé na casa de Fabrício, pois estava com peso na consciência do absurdo que tinha comido no dia anterior, e ainda iria comer ao longo do dia.
Mas como ela era uma garota muito azarada, no meio do caminho começou a chover. Quando, como de costume, Zé Roberto ligou em seu celular. Por muita sorte, ela estava na frente da loja em que Zé Roberto trabalhava. Na verdade, ele era dono do estabelecimento, micro-empresário em início de carreira. Em todo caso, ele salvou Laila de chegar ensopada na casa de Fabrício, pois deu carona até lá.
"Obrigada, você é um amor." agradeceu Laila. Zé Roberto era muito tímido e não conversou muito, mas Laila podia ver em seu olhos que ele estava amando dar carona a ela. Laila desceu, e chamou por Fabrício que logo a antendeu.
"Parabééééns, minha amiga!!! Que saudade. Venha aqui para comermos o bolo que minha mãe preparou!" chamou Fabrício logo que eles entraram na casa.
Foi uma recepção maravilhosa, eles conversaram, deram muitas risadas até o fim da tarde.
Já era hora de Laila ir embora e se arrumar para ir a casa do pai de Bella e de lá, elas irem ao barzinho combinado. Quando Laila chegou, Bella estava pronta para sair e com uma novidade:
"Eu vou voltar a morar aqui, meus pais voltaram a se entender!", disse Bella cheia de alegria.
Laila teve o melhor presente de aniversário que poderia, uma de suas melhores amigas morando perto...
Era por volta de onze e meia da noite quando elas estavam saindo. Laila estava sem o seu carro, pois teve que deixá-lo em casa porque estava totalmente sem combustível. A solução foi pedirem carona para uma menina, que sequer foi convidada, porém tinha carro. Era uma menina muito chata, que por conveniência, as meninas aguentavam, visto que muitas vezes precisvam dela.
Foi terrível, pois Laila e Bella ficaram esperando das onze e meia até uma da madrugada até que essa garota chegasse. O pior de tudo era que elas não podiam reclamar, pois estavam recebendo um favor. Essa pessoa chata, não é necessário revelar o nome aos leitores, pois ela não faz parte da vida de Laila, se for preciso, a autora revelará, mas isso mais adiante.
Depois da demorada carona, elas chegaram ao barzinho. Como previsto, tinha mais gente do que o local poderia sustentar, entretanto, um ambiente muito agradável. Laila não esperava encontrar ninguém específico ali dentro, pois esse lugar não era frequentado por ninguém conhecido.
Não fazia nem meia hora que elas estavam lá, um antigo amor de Bella surgiu na frente das meninas. Beto, um rapaz muito estiloso. Loiro, olhos castanhos e cabelo médio e liso. Para o gosto de Laila, ele era muito baixinho, apesar de ela ser extremamente baixa. Mas Bella o achava bonitinho assim. Ele chegou direto falar com ela:
"Nossa, que surpresa te ver por aqui"
Bella sentiu seu rosto corar:
"É, voltei pra ficar", disse com a voz tão baxa que apenas Beto foi capaz de ouvir.
"Querem uma bebida? Hoje eu estou generoso." disse ele, querendo impressionar.
"Claaaro que queremos!!!" Laila pulou na frente de Bella, antes que Bella recusasse, de vergonha. Beto foi buscar as bebidas.
"Nossa, como ele está lindinho!!!!" disse Bella pulando para abraçar Laila.
"Perfeito." respondeu Laila alegremente, "Está um "tchutchuco" nos pagando bebidas".
"Aaai, que saudade dele. Será que ele estava com saudade de mim também?" Bella estava ansiosa
" Pela cara dele? Claro que estava..." nem bem Laila terminou de falar, Beto chegou com as "bebidas generosas".
Enquanto Bella e Beto conversavam, Laila se dispersou um pouco para o lado. Nisso um maravilhoso rapaz de olhos claros cruzou o seu caminho. Ele era lindo, assim como Dionísio, mas era mais encorpado que ele. Era loiro, como Dionísio, mas um loiro mais escuro. Seus olhos eram claros, como Dionísio, mas eram esverdeados. Que olhos lindos! Laila era fascinada por olhos claros.
Ele passou por Laila e a olhou fundo nos olhos, o ponto fraco. Como os olhos são expressivos, como eles nunca mentem, como bem disse o poeta: "os olhos são a janela da alma" , uma pessoa relativamente bonita precisa obrigatoriamente ter os olhos bonitos. E isso aquele homem tinha de sobra. Fascinante!
"Laila, ele me beijou!!!", chegou Bella animada.
"Isso era óbvio que iria acontecer, Bella. Cadê ele?"
"Foi buscar mais bebida." respondeu Bella avoada.
" Ahh sim, mas e aí? O que conversaram?" Laila adorava saber cada detalhe.
" Ele me contou sobre o trabalho dele, queria saber do que eu iria me ocupar aqui, agora que voltei. Se eu estava namorando..."
"Namorando?? Que interesse o dele, hein?" disse Laila.
"É, mas eu não sei, ele é muito bonito, muito popular. Eu sofreria demais."
Novamente, elas não terminaram a conversa e Beto voltou ao local e puxou Bella para dançar, pois havia música ao vivo, que tinha recém começado a tocar.
Laila novamente se dispersou, ela estava com o garoto dos olhos claros na cabeça. Olhos claros, como isso é perfeito. Ele passava olhando por ela com frequência, porém, não passava de olhares. Ele a rodeava o tempo todo, mas não se aproximava demais.
Em seguida ela percebeu que uma conhecida sua (que também nada acrescenta ao conteúdo dessa história), era amiga do menino de olhos claros e conversava muito com ele ali. Pelo menos, Laila poderia saber o nome dele, mesmo que apenas isso.
Enquanto Laila estava vivendo o pequeno dilema do belo-dos-olhos-claros, Bella estava com Beto, relativamente feliz, mas confusa. Não tinha tanta certeza de seus sentimentos, não se sabe ao certo se por medo de sofrer, ou se não gostava verdadeiramente. Mas por ora, estava bom para ela. Desfilar com um garoto bonito nunca é sacrifício para garota alguma.
Já era tarde, por volta de cinco e meia da manhã, e hora das meninas irem embora. Beto, como estava generoso, iria levá-las embora. Bella chamou Laila que em seguida foi pagar a consumação do barzinho, enquanto Bella e Beto a esperavam no lado de fora.
No instante em que Laila estava na fila do caixa, o garoto de olhos azuis a cercou:
"Não diga que você, vai embora!" ele tinha uma voz perfeita.
"É, vou ter que ir." disse Laila com uma expressão triste.
Ele não disse mais nada, apenas tomou Laila em seus braços e a beijou. QUE BEIJO!
Laila o largou e foi em direção ao carro de Beto, suspirando. Que aniversário perfeito.
Laila iria dormir na casa de Bella, então elas teriam o restinho da madrugada para conversarem sobre a noite, e uma contar a novidade para a outra. O que Laila podia com certeza afirmar? QUE ANIVERSÁRIO MARAVILHOSO. Obrigada Meu Deus.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A inesperada visita de Bella e a despedida de Nina.
Nina mais uma vez demorou a adormecer até que organizasse toda a sua bagagem. Assim como Laila, mas ela estava na internet tentando se comunicar com seus amigos e se distrair. Da mesma maneira que ela recebia ligações de Zé Roberto, na internet sempre havia mensagens dele também. Era uma situação bem complicada, apesar de Laila não gostar de Zé Roberto o bastante para suspirar de amores, ele lhe era útil. Ao menos ela não estava sozinha, e ele era carinhoso, e quem sabe ele não seria alguém especial depois? Isso só o tempo diria.
Enquanto Laila estava ligada à internet, uma mensagem inesperada chegou. Era de Bella, sua outra amiga que morava longe, que dizia que estava chegando a Londonlândia na semana seguinte para resolver alguns problemas, e que queria ver Laila de qualquer maneira, pois ela ficaria pouco tempo na cidade. Laila não acreditava que conseguira ver todas as suas amigas durante suas férias de verão. Ela bem achou estranho que Bella estivesse para chegar, pois o previsto era apenas para o meio do ano e não o início. Contudo estava muito feliz de poder encontrar sua amiga antes do que imaginou.
Antes que Laila terminasse de conferir suas mensagens na rede, Nina concluiu sua bagagem e se juntou à amiga antes que ela desligasse a internet. Quando Laila tornou a última conferida em sua caixa de mensagem, teve uma bela surpresa: Dionísio a havia encontrado e adicionado em sua rede de contatos. A alegria tomou conta da alma de Laila. Ela estava certa em ter esperanças com o belo cowboy loiro.
Já era manhã de sábado, e Nina iria passar o dia todo em Londonlândia para à noite ir embora. As meninas aproveitaram dentro de casa, pois estava chovendo e fazia muito frio. Elas assistiram a filmes e comeram brigadeiro a tarde toda e quando chegou a noite, era a hora de Nina se despedir e seguir seu destino. Laila sentiu uma dor no coração, mas daqui a alguns dias elas já se veriam novamente.
A semana após a despedida de Nina foi normal, Laila continuava recebendo as ligações de Zé Roberto e o interessante era que ela gostava de conversar com ele. Mas a melhor parte foi na terçã feira quando Laila estava na internet e vê uma mensagem de Dionísio:
" Oi, espero que se lembre de mim. Beijos, Dionísio. "
Como ela iria esquecer aqueles olhos azuis? Aquele beijo que a fez perder o chão? Ah, ela não acreditava que o cowboy que a fazia sonhar estava mandando mensagens via internet pra ela. Tudo bem que ele não ligou, mas não esqueceu dela também. Isso já bastava para que ela tivesse esperanças de uma história com ele, quem sabe assim ela esqueceria Carlinhos de vez?
Junto com a mensagem de Dionísio, havia outra mensagem, mas dessa vez era de Bella:
" Laila, amanhã estarei na cidade. Me encontre na casa de meu pai amanhã à tarde, pode ser qualquer horário e eu estarei lá. Abraços, Bella."
A alegria tomou conta de Laila, duas mensagens maravilhosas no mesmo dia. Por isso, ela dormiu como um anjo à noite. Sem maiores procupações, pois tudo estava se encaixando, como ela mesma imaginou que poderia ser.
Já era de manhã de quarta - feira, 28 de janeiro. No dia 29, Laila estaria fazendo aniversário, eu maior presente era encontrar Bella, antes do previsto. Quando caiu a tarde, Laila saiu para ir à casa do pai de Bella, conforme o combinado. A recepção da amiga não poderia ter sido mais calorosa, que saudade sentiam uma da outra, e como era bom revê-la: " Lailaaaaaa!!"
Gritava Bella ao avistar.
Bella, era dona de uma beleza digna de boneca de porcelana. Seus cabelos eram lisos e loiríssimos, era alta e sua pele era impecável e perfeita. Sem dúvida, ela chamava a atenção por onde passava com tanto charme e delicadeza. Bella, assim como Nina e Alícia, era uma das amigas que Laila mais valorizava, apesar do pouco tempo que as duas se conheciam. Por conta de contratempos familiares, precisou mudar de cidade, para Groentuva, mas voltou com sua mãe à Londonlândia para que pudesse pegar mais alguns pertences e daqui a três dias voltar à sua nova cidade.
Como elas tinham pouco tempo juntas, elas precisavam aproveitar ao máximo:
" Amanhã quero comemorar meu aniversário em um barzinho, e é claro que sua presença e ajuda são triviais." , anunciou Laila em um tom descontraído. Elas estavam cheias de planos, para que nem um único minuto fosse desperdiçado.
Ainda eram por volta de duas horas da tarde, e elas deciram ir a uma lanchonete para comer muito e colocar os assuntos em pauta.
" Não acrediiiito que o Carlinhos fez aquele escândalo todo na lanchonete, Laila, ele não aprende mesmo... Mas não é preciso ser muito inteligente para saber que vocês foram feitos um para o outro." Dizia Bella, ao saber de todo o episódio da semana anterior.
" Sim, eu sei disso. Sempre amei Carlinhos, mas depois que o Dionísio apareceu, estou em dúvida. Foi só aquela noite, mas ele não me sai da cabeça"
" Aaai... Esses caras perfeitos demais nos deixam flutuando né, amiga?" suspirava Bella. Laila percebeu alguma suspeita nisso:
" Aaaaaaaaaaaaaaaahhh, me conta, quem é ele?"
Bella sentiu seu rosto esquentar e sussurou:
" É o F. Junqueira, ele faz reportagens das mais badaladas festas de Groentuva. Tem um site de todas as matérias dele, e são o máximo. Além do mais ele é muito charmoso."
" Aaai! E aí? Já falou com ele?" quiz saber Laila
" Não, na verdade ele não sabe da minha existência. Apenas olho de longe ele em todas as festas.", murchou Bella, desanimada.
Elas permaneceram ali por horas. Todas as novidades de ambas foram expostas naquela tarde. Muitas risadas, e até mesmo choros. Como uma fazia falta para uma. A maior reclamação de Laila era que todas as suas amigas moravam longe, fora da cidade. Isso era terrível.
Já era noite quando elas saíram da lanchonete. Laila foi embora e Bella voltou a casa de seu pai. Tudo estava encaminhado para o aniversário de Laila. Elas escolheram o melhor barzinho da cidade, e o que mais lotava nas quintas-feiras.
Laila estava tão cansada que quando chegou em casa foi direto dormir. O dia seguinte seria um dia cheio para ela e precisava estar disposta e descansada. Ahh, amanhã promete.
Enquanto Laila estava ligada à internet, uma mensagem inesperada chegou. Era de Bella, sua outra amiga que morava longe, que dizia que estava chegando a Londonlândia na semana seguinte para resolver alguns problemas, e que queria ver Laila de qualquer maneira, pois ela ficaria pouco tempo na cidade. Laila não acreditava que conseguira ver todas as suas amigas durante suas férias de verão. Ela bem achou estranho que Bella estivesse para chegar, pois o previsto era apenas para o meio do ano e não o início. Contudo estava muito feliz de poder encontrar sua amiga antes do que imaginou.
Antes que Laila terminasse de conferir suas mensagens na rede, Nina concluiu sua bagagem e se juntou à amiga antes que ela desligasse a internet. Quando Laila tornou a última conferida em sua caixa de mensagem, teve uma bela surpresa: Dionísio a havia encontrado e adicionado em sua rede de contatos. A alegria tomou conta da alma de Laila. Ela estava certa em ter esperanças com o belo cowboy loiro.
Já era manhã de sábado, e Nina iria passar o dia todo em Londonlândia para à noite ir embora. As meninas aproveitaram dentro de casa, pois estava chovendo e fazia muito frio. Elas assistiram a filmes e comeram brigadeiro a tarde toda e quando chegou a noite, era a hora de Nina se despedir e seguir seu destino. Laila sentiu uma dor no coração, mas daqui a alguns dias elas já se veriam novamente.
A semana após a despedida de Nina foi normal, Laila continuava recebendo as ligações de Zé Roberto e o interessante era que ela gostava de conversar com ele. Mas a melhor parte foi na terçã feira quando Laila estava na internet e vê uma mensagem de Dionísio:
" Oi, espero que se lembre de mim. Beijos, Dionísio. "
Como ela iria esquecer aqueles olhos azuis? Aquele beijo que a fez perder o chão? Ah, ela não acreditava que o cowboy que a fazia sonhar estava mandando mensagens via internet pra ela. Tudo bem que ele não ligou, mas não esqueceu dela também. Isso já bastava para que ela tivesse esperanças de uma história com ele, quem sabe assim ela esqueceria Carlinhos de vez?
Junto com a mensagem de Dionísio, havia outra mensagem, mas dessa vez era de Bella:
" Laila, amanhã estarei na cidade. Me encontre na casa de meu pai amanhã à tarde, pode ser qualquer horário e eu estarei lá. Abraços, Bella."
A alegria tomou conta de Laila, duas mensagens maravilhosas no mesmo dia. Por isso, ela dormiu como um anjo à noite. Sem maiores procupações, pois tudo estava se encaixando, como ela mesma imaginou que poderia ser.
Já era de manhã de quarta - feira, 28 de janeiro. No dia 29, Laila estaria fazendo aniversário, eu maior presente era encontrar Bella, antes do previsto. Quando caiu a tarde, Laila saiu para ir à casa do pai de Bella, conforme o combinado. A recepção da amiga não poderia ter sido mais calorosa, que saudade sentiam uma da outra, e como era bom revê-la: " Lailaaaaaa!!"
Gritava Bella ao avistar.
Bella, era dona de uma beleza digna de boneca de porcelana. Seus cabelos eram lisos e loiríssimos, era alta e sua pele era impecável e perfeita. Sem dúvida, ela chamava a atenção por onde passava com tanto charme e delicadeza. Bella, assim como Nina e Alícia, era uma das amigas que Laila mais valorizava, apesar do pouco tempo que as duas se conheciam. Por conta de contratempos familiares, precisou mudar de cidade, para Groentuva, mas voltou com sua mãe à Londonlândia para que pudesse pegar mais alguns pertences e daqui a três dias voltar à sua nova cidade.
Como elas tinham pouco tempo juntas, elas precisavam aproveitar ao máximo:
" Amanhã quero comemorar meu aniversário em um barzinho, e é claro que sua presença e ajuda são triviais." , anunciou Laila em um tom descontraído. Elas estavam cheias de planos, para que nem um único minuto fosse desperdiçado.
Ainda eram por volta de duas horas da tarde, e elas deciram ir a uma lanchonete para comer muito e colocar os assuntos em pauta.
" Não acrediiiito que o Carlinhos fez aquele escândalo todo na lanchonete, Laila, ele não aprende mesmo... Mas não é preciso ser muito inteligente para saber que vocês foram feitos um para o outro." Dizia Bella, ao saber de todo o episódio da semana anterior.
" Sim, eu sei disso. Sempre amei Carlinhos, mas depois que o Dionísio apareceu, estou em dúvida. Foi só aquela noite, mas ele não me sai da cabeça"
" Aaai... Esses caras perfeitos demais nos deixam flutuando né, amiga?" suspirava Bella. Laila percebeu alguma suspeita nisso:
" Aaaaaaaaaaaaaaaahhh, me conta, quem é ele?"
Bella sentiu seu rosto esquentar e sussurou:
" É o F. Junqueira, ele faz reportagens das mais badaladas festas de Groentuva. Tem um site de todas as matérias dele, e são o máximo. Além do mais ele é muito charmoso."
" Aaai! E aí? Já falou com ele?" quiz saber Laila
" Não, na verdade ele não sabe da minha existência. Apenas olho de longe ele em todas as festas.", murchou Bella, desanimada.
Elas permaneceram ali por horas. Todas as novidades de ambas foram expostas naquela tarde. Muitas risadas, e até mesmo choros. Como uma fazia falta para uma. A maior reclamação de Laila era que todas as suas amigas moravam longe, fora da cidade. Isso era terrível.
Já era noite quando elas saíram da lanchonete. Laila foi embora e Bella voltou a casa de seu pai. Tudo estava encaminhado para o aniversário de Laila. Elas escolheram o melhor barzinho da cidade, e o que mais lotava nas quintas-feiras.
Laila estava tão cansada que quando chegou em casa foi direto dormir. O dia seguinte seria um dia cheio para ela e precisava estar disposta e descansada. Ahh, amanhã promete.
terça-feira, 5 de maio de 2009
A procura da casa de Pedro
Nina ficou remoendo maneiras de encontrar Pedro, sem que precisasse da intervenção de Carlinhos, antes de adormecer. Como ela faria? Será que havia alguma recíproca por parte dele? Como os dois puderam dar tanta bobeira de não manter contato.
Laila estava tão cansada que já estava dormindo há horas. Sonhou a noite toda com Dionísio, que como uma verdadeira "praga", não saía de seu consciente. Ele a chamava pelo nome, e seus olhos azuis cresciam a medida que seu rosto diminuía. Até que chegou um momento em que apenas apareciam os olhos e o rosto sumia. Quando Carlinhos gritava: "toooooma seus olhos azuis!". Foi de longe, o sonho mais estranho que se poderia sonhar.
Já era quinta-feira, uma hora da tarde, quando Laila e Nina acordaram. Não parecia que elas tinham dormido tanto. Laila contou seu sonho à Nina, que riu muito e aconselhou que Laila se distraísse desses assuntos, pelo menos até tranquilizar e normalizar tudo novamente.
Nina disse à Laila que não parou de pensar em Pedro antes de dormirem:
" Eu precisava de algum contato com ele, fazer ele por acaso me ver em algum lugar. Precisávamos dar continuidade a nossas conversas." Nina estava afoita, a procura de idéias, quando Laila lembrou de algo relevante.
" Calma, Nina... Ele falou o sobrenome? O nome de seus pais?"
" Sim, ele me mostrou seu passaporte, pois está de viagem marcada para Tóquio no mês que vem que isoo me ajudaria?" Nina não estava entendendo nada. Acompanhar a criatividade excessiva de Laila era uma árdua tarefa.
" Realiza Nina, eu sei que a família dele é daqui da cidade, vamos atrás de uma lista telefônica. Se você lembrar o nome do pai dele, fica mais fácil. Pegamos o número de telefone, ligamos para confirmar se é ele mesmo. Se for, pegamos o endereço. Na contracapa da lista, temos o mapa da cidade e assim descobrimos a rua que Pedro mora, e vamos passar por lá. Assim, bem por acaso. O que acha?" Sugeriu Laila.
Nina estava pasma, descobrir onde Pedro mora, antes que ele viajasse, era uma ótima idéia. E o único plano cabível que tinham em mãos. Ela analisou os prós e contras, e depois de muito discutirem, Nina achou melhor arriscar. Era questão de vida ou morte, além de que seria divertido garimpar pela cidade atrás do príncipe Pedro.
Nina, por sorte, lembrava o nome do pai de Pedro e o sobrenome da família. É que ela tinha visto no passaporte, e por intuição, decorou a parte que estava indicando a filiação. De alguma maneira isso lhe seria útil. E ela sempre acertava quando confiava em sua intuição.
" Procura lá, Laila, o sobrenome é Alves e o nome é Marcelo!" guiou Nina enquanto Laila estava folhando a lista telefônica.
"Nina, tem no mínimo uns sete Marcelos Alves, vamos ligar para todos e chamar pelo Pedro."
"Nãããão, e se o próprio atender??" desesperou-se Nina
" Aí ele poupa o trabalho de alguém chamá-lo. Confia em mim, quando ele atender, desligamos o telefone na cara. Qual o problema?" Laila estava confiante.
" Mas e se tiver identificador de chamadas?" Nina pensou realmente em tudo. Como fariam? E se retornassem? Iriam descobrir a armação?
" Eu vou configurar o aparelho para que não identifique o número. Vamos Nina, você quer ver o Pedro outra vez ou não?" , perguntou Laila em tom de incentivo. Nina se animou e confiou na amiga, ditando assim o primeiro número da lista.
" Alô?" atendeu uma voz feminina.
" Bom dia, da onde fala?" Laila respondeu.
" É da residência de Marcelo Alves, com quem gostaria de falar?"
" Pedro. Ele se encontra?" , ela arriscou esperançosa.
" Pedro? Não mora ninguém aqui com esse nome." respondeu humildemente a mulher.
Laila, desligou o telefone e gritou:
"Niina, dita o próximo", Nina ditou e dessa vez era um homem que atendeu.
"Pedro? Claro, vou chamar. Mas pode adiantar o assunto?"
" É que eu tenho dúvidas com traduções em alemão, será que ele pode me ajudar?" quando Laila terminou a frase Nina fazia sinais negativos, e estava muito vermelha, rindo sem parar.
Laila precisava de pistas para saber se o Pedro do telefone era o mesmo Pedro que elas procuravam.
Outra voz falava na linha:
" Oi, quem fala?" , como o telefone estava no viva voz, Nina reconheceu a voz de Pedro e rapidamente desligou o telefone, muito nervosa.
" A gente conseguiiiiu!!!" comemoravam elas. Logo Laila anotou o endereço para que depois do almoço as duas saíssem à procura, com o mapa em mãos.
A mãe de Laila chamou as meninas para almoçarem. Depois, Laila pegou o carro e elas saíram à procura do endereço anotado e guiadas pelo mapa.
Quando chegaram na rua indicada, elas andavam vagarosamente procurando o número correspondente. O plano era, quando achasse a casa, elas parariam o carro em um lugar estratégico, escondido e apenas Nina desceria e andaria a pé na quadra da casa de Pedro. Ao menos ela veria onde ele mora, se não desse a sorte de ele estar por perto e a avistar. Assim, ela teria que exercitar sua criatividade novamente, e inventar uma desculpa para estar passando por lá naquela hora.
O plano foi colocado em prática. Nina saiu em direção à rua e quadra encontrada. Ela fingiu que estava procurando algo no chão. Quando Pedro a encherga da sacada de sua casa e a chama de longe.
Era perfeito demais pra ser verdade. Nina mal conseguia responder. Quando ela pensou em uma desculpa para falar, Pedro se adiantou:
"Achei que não fosse mais ver você, agora não vou mais deixar você fugir sem antes me passar seu telefone"
Nina passou seu número, sem acreditar no que estava acontecendo. Ela tremia muito e as palavras escorregavam de sua boca.
" E-eu estava ca-minhando por aqui, acho que Laila está vindo me b-buscar agora, ela está me ligando. Adorei passar o número de meu telefone pra você, beijos e tchau."
Ela correu em direção ao carro de Laila que assistiu a cena de longe, rindo incontrolavelmente. Nina chegou ofegante.
" Vai Laila, dirige, eu estraguei tudo, acredita que eu simplismente falei: 'adorei passar meu telefone pra você'!? Que criatura em juízo perfeito falaria uma barbaridade assim?"
Laila ria mais do que seu corpo poderia aguentar, e dirigiu em direção a sua casa. Nesse ponto elas eram muito parecidas, falavam muitas abobrinhas quando estavam nervosas, principalmente quando o assunto era garotos.
Quando retornaram à casa de Laila, o celular de Nina apita, indicando mensagem. Era Pedro:
" Adorei que você me passou seu número, vou guardar com todo o carinho. Beijos"
Nina se tranquilizou quando leu. Ela ao menos agora estava mantendo contato com ele. Agora precisva se preparar para voltar a sua cidade, ainda eram férias. Mas ela precisava se organizar para o início das aulas e voltar a Londonlândia para estudar.
Enquanto Laila recebia ligações diárias de Zé Roberto, esperando que um dia Dionísio se lembre que ela anotou o seu número no celular dele também e resolva ligar como o outro rapaz fazia. Não restava dúvidas, era Dionísio que Laila queria, já era hora de dispensar Zé Roberto. Mas como parar de atender as ligações de um rapaz tão querido? Bem, esse é um assunto para um outro capítulo.
Laila estava tão cansada que já estava dormindo há horas. Sonhou a noite toda com Dionísio, que como uma verdadeira "praga", não saía de seu consciente. Ele a chamava pelo nome, e seus olhos azuis cresciam a medida que seu rosto diminuía. Até que chegou um momento em que apenas apareciam os olhos e o rosto sumia. Quando Carlinhos gritava: "toooooma seus olhos azuis!". Foi de longe, o sonho mais estranho que se poderia sonhar.
Já era quinta-feira, uma hora da tarde, quando Laila e Nina acordaram. Não parecia que elas tinham dormido tanto. Laila contou seu sonho à Nina, que riu muito e aconselhou que Laila se distraísse desses assuntos, pelo menos até tranquilizar e normalizar tudo novamente.
Nina disse à Laila que não parou de pensar em Pedro antes de dormirem:
" Eu precisava de algum contato com ele, fazer ele por acaso me ver em algum lugar. Precisávamos dar continuidade a nossas conversas." Nina estava afoita, a procura de idéias, quando Laila lembrou de algo relevante.
" Calma, Nina... Ele falou o sobrenome? O nome de seus pais?"
" Sim, ele me mostrou seu passaporte, pois está de viagem marcada para Tóquio no mês que vem que isoo me ajudaria?" Nina não estava entendendo nada. Acompanhar a criatividade excessiva de Laila era uma árdua tarefa.
" Realiza Nina, eu sei que a família dele é daqui da cidade, vamos atrás de uma lista telefônica. Se você lembrar o nome do pai dele, fica mais fácil. Pegamos o número de telefone, ligamos para confirmar se é ele mesmo. Se for, pegamos o endereço. Na contracapa da lista, temos o mapa da cidade e assim descobrimos a rua que Pedro mora, e vamos passar por lá. Assim, bem por acaso. O que acha?" Sugeriu Laila.
Nina estava pasma, descobrir onde Pedro mora, antes que ele viajasse, era uma ótima idéia. E o único plano cabível que tinham em mãos. Ela analisou os prós e contras, e depois de muito discutirem, Nina achou melhor arriscar. Era questão de vida ou morte, além de que seria divertido garimpar pela cidade atrás do príncipe Pedro.
Nina, por sorte, lembrava o nome do pai de Pedro e o sobrenome da família. É que ela tinha visto no passaporte, e por intuição, decorou a parte que estava indicando a filiação. De alguma maneira isso lhe seria útil. E ela sempre acertava quando confiava em sua intuição.
" Procura lá, Laila, o sobrenome é Alves e o nome é Marcelo!" guiou Nina enquanto Laila estava folhando a lista telefônica.
"Nina, tem no mínimo uns sete Marcelos Alves, vamos ligar para todos e chamar pelo Pedro."
"Nãããão, e se o próprio atender??" desesperou-se Nina
" Aí ele poupa o trabalho de alguém chamá-lo. Confia em mim, quando ele atender, desligamos o telefone na cara. Qual o problema?" Laila estava confiante.
" Mas e se tiver identificador de chamadas?" Nina pensou realmente em tudo. Como fariam? E se retornassem? Iriam descobrir a armação?
" Eu vou configurar o aparelho para que não identifique o número. Vamos Nina, você quer ver o Pedro outra vez ou não?" , perguntou Laila em tom de incentivo. Nina se animou e confiou na amiga, ditando assim o primeiro número da lista.
" Alô?" atendeu uma voz feminina.
" Bom dia, da onde fala?" Laila respondeu.
" É da residência de Marcelo Alves, com quem gostaria de falar?"
" Pedro. Ele se encontra?" , ela arriscou esperançosa.
" Pedro? Não mora ninguém aqui com esse nome." respondeu humildemente a mulher.
Laila, desligou o telefone e gritou:
"Niina, dita o próximo", Nina ditou e dessa vez era um homem que atendeu.
"Pedro? Claro, vou chamar. Mas pode adiantar o assunto?"
" É que eu tenho dúvidas com traduções em alemão, será que ele pode me ajudar?" quando Laila terminou a frase Nina fazia sinais negativos, e estava muito vermelha, rindo sem parar.
Laila precisava de pistas para saber se o Pedro do telefone era o mesmo Pedro que elas procuravam.
Outra voz falava na linha:
" Oi, quem fala?" , como o telefone estava no viva voz, Nina reconheceu a voz de Pedro e rapidamente desligou o telefone, muito nervosa.
" A gente conseguiiiiu!!!" comemoravam elas. Logo Laila anotou o endereço para que depois do almoço as duas saíssem à procura, com o mapa em mãos.
A mãe de Laila chamou as meninas para almoçarem. Depois, Laila pegou o carro e elas saíram à procura do endereço anotado e guiadas pelo mapa.
Quando chegaram na rua indicada, elas andavam vagarosamente procurando o número correspondente. O plano era, quando achasse a casa, elas parariam o carro em um lugar estratégico, escondido e apenas Nina desceria e andaria a pé na quadra da casa de Pedro. Ao menos ela veria onde ele mora, se não desse a sorte de ele estar por perto e a avistar. Assim, ela teria que exercitar sua criatividade novamente, e inventar uma desculpa para estar passando por lá naquela hora.
O plano foi colocado em prática. Nina saiu em direção à rua e quadra encontrada. Ela fingiu que estava procurando algo no chão. Quando Pedro a encherga da sacada de sua casa e a chama de longe.
Era perfeito demais pra ser verdade. Nina mal conseguia responder. Quando ela pensou em uma desculpa para falar, Pedro se adiantou:
"Achei que não fosse mais ver você, agora não vou mais deixar você fugir sem antes me passar seu telefone"
Nina passou seu número, sem acreditar no que estava acontecendo. Ela tremia muito e as palavras escorregavam de sua boca.
" E-eu estava ca-minhando por aqui, acho que Laila está vindo me b-buscar agora, ela está me ligando. Adorei passar o número de meu telefone pra você, beijos e tchau."
Ela correu em direção ao carro de Laila que assistiu a cena de longe, rindo incontrolavelmente. Nina chegou ofegante.
" Vai Laila, dirige, eu estraguei tudo, acredita que eu simplismente falei: 'adorei passar meu telefone pra você'!? Que criatura em juízo perfeito falaria uma barbaridade assim?"
Laila ria mais do que seu corpo poderia aguentar, e dirigiu em direção a sua casa. Nesse ponto elas eram muito parecidas, falavam muitas abobrinhas quando estavam nervosas, principalmente quando o assunto era garotos.
Quando retornaram à casa de Laila, o celular de Nina apita, indicando mensagem. Era Pedro:
" Adorei que você me passou seu número, vou guardar com todo o carinho. Beijos"
Nina se tranquilizou quando leu. Ela ao menos agora estava mantendo contato com ele. Agora precisva se preparar para voltar a sua cidade, ainda eram férias. Mas ela precisava se organizar para o início das aulas e voltar a Londonlândia para estudar.
Enquanto Laila recebia ligações diárias de Zé Roberto, esperando que um dia Dionísio se lembre que ela anotou o seu número no celular dele também e resolva ligar como o outro rapaz fazia. Não restava dúvidas, era Dionísio que Laila queria, já era hora de dispensar Zé Roberto. Mas como parar de atender as ligações de um rapaz tão querido? Bem, esse é um assunto para um outro capítulo.
O sapo Carlinhos e o príncipe Pedro
Carlinhos, enquanto dirigia, dizia poucas palavras, apenas peguntou à Laila onde elas estavam indo. Laila respondeu que ela e Nina estavam indo embora, mas foram surpreendidas por aquelas loucas do parque. Carlinhos simplismente disse:
"Vamos passar em uma lanchonete para vocês se acalmarem e tomarem algo. Lá você me conta o que aconteceu."
" Tá bem", Laila acatou-o, eram visíveis seus olhos cheios de saudades quando ouviu seu amado falar em tom autoritário.
Enquanto havia silêncio do outro lado, Pedro e Nina conversavam animados. Apesar de terem se conhecido naquele exato momento, parecia que eram amigos de infância.
" Você, com dezesseis anos, está estudando Relações Internacionais? " ,perguntou Nina admirada com a história que acabara de ouvir.
" É que no colégio em que eu estudava, a professora decidiu que eu me adiantasse em um ano, pois estava com o raciocínio muito avançado para com meus colegas. Por isso terminei o colegial com quinze anos." Pedro falava as palavras tão corretamente que parecia que ele tinha engolido um dicionário com todas as novas regras ortográficas, erres e efes.
Depois de muitas voltas de moto, os quatro chegaram em uma lanchonete que estava sem muito movimento. Era ótimo para que Carlinhos, Laila, Pedro e Nina pudessem conversar sem interrupções ou bisbilhoteiros.
Carlinhos pediu ao garçon uma garrafa grande de champanhe e quatro taças, e o pedido não demorou a chegar.
" Então Laila, conte-me o ocorrido", pediu Carlinhos. Laila contou exatamente o que aconteceu quando elas estavam voltando do parque, sem aumentar e nem diminuir os fatos.
Carlinhos se divertia com o desespero dela e estava se sentindo um herói. Ele sabia o quanto era amado por ela.
Fazia quase um ano que Laila e Carlinhos estavam separados. Eles nunca tiveram um namoro concreto, mas constantemente se encontravam e desencontravam. Na verdade, eles brigavam demais e Laila sabia que nenhum dos dois era maduro suficiente para assumir um compromisso sério. Um não confiava muito no outro, qualquer vírgula que fosse, era motivo para briga.
Laila estava curiosa. Como estava Carlinhos? Será que ele estava namorando? Será que ele ainda gostava dela, mesmo que só um pouquinho?
Nem bem Laila terminou de alinhar suas indagações, Carlinhos fez questão de contar que estava namorando, apaixonadíssimo e que o nome dela era Georgete.
Laila conhecia Georgete, elas estudaram juntas na infância. Ao mesmo tempo que ficou triste em saber do namoro, ela sentia uma enorme vontade de dar risada. Georgete era muito feia, pelo menos mais feia que Laila. Ela era alta demais para uma mulher, tinha um cabelo castanho sem hidratar, olhos mortos sem expressão alguma e excessivamente gorda, precisava fazer o triplo de regimes que Laila fazia.
Mas como pode Carlinhos gostar tanto daquela "beldade"? Será que Laila era tão feia que ele preferiu à Georgete? Por que com ela? Por que ele assumiu um namoro sério? Será que ela o amava tanto quanto Laila? Impossível.
" Você a ama mesmo?" perguntou a garota, com esperança de que a resposta fosse negativa.
" Sim. " Carlinhos respondia sem encará-la diretamente. " Mas você também está feliz, não?", continuou o rapaz, sem graça.
" Estou sim, estou mais livre..." Laila começo a falar quando foi interrompida por ele, muito rudemente
" Tão livre que saiu com um garoto da minha sala, você faz isso para provocar, não faz?"
Ao ouvir tantos absurdos, Laila sentiu seu sangue subir, seus olhos claros se encheram de lágrimas e ela aumentou o tom de voz:
" Você está falando do Dionísio?? Eu não sabia que vocês estudavam juntos, e outra, me admira o quanto você está informado a meu respeito!!"
" Era pra você pra ser minha, mas você não consegue ser só minha, e eu não sei dividir você com ninguém. Ainda mais com o Dionísio." o tom de voz dele subiu de tal forma, que chamou a atenção de Nina e Pedro que estavam na mesa ao lado. Eles se aproximaram para tentar apartar. Inutilmente, pois Laila rebatia em voz exageradamente alta:
" O QUE? NÃO FALE DO DIONÍSIO, ELE É LINDO E TEM OLHOS AZUIS... E A SUA NAMORADINHA TAMBÉM NÃO É NENHUMA 'MISS' ." Ela tentou não criticar Georgete, mas ele também não tinha o direito de falar de Dionísio.
" OLHOS AZUIS??? PODE ATÉ SER, MAS O CARA DE QUEM VOCÊ GOSTA ESTÁ AQUI NA SUA FRENTE E TEM OLHOS BEM PRETOS, PORQUE EU DUVIDO QUE VOCÊ TENHA ME ESQUECIDO." Agora quem enchia os olhos de lágrimas era ele, tremendo de raiva, Carlinhos chamou Pedro:
" Vamos Pedro, vou comprar uma lente contato azul. A minha 'namoradinha' pode não ser tão linda quanto a Laila, mas ela ao menos me ama como ou sou", falou em tom de ironia, pagou a conta e saiu.
Pedro se despediu de Nina e seguiu o primo antes que ele sumisse de vista. Laila estava pasma, Nina queria rir da última frase dita por Carlinhos, mas se segurava com medo de apanhar de Laila, que estava furiosa.
As meninas pegaram o ônibus e foram embora. Já era noite, Laila continuava indignada com o jeito que Carlinhos a tratou na lanchonete, ela não entendia porque seu ex namorado estava tão incomodado com o fato de ela ter saído com Dionísio. E como ele era seguro de que Laila o amava, ela precisava mudar isso na mente dele.
Quando Nina parou de aconselhar Laila, ela contou sobre Pedro e o quanto tinha gostado dele. Assim, Laila se acalmou e se divertiu ouvindo as histórias que Nina tinha ouvido de Pedro e também ao ver a empolgação nos olhos verdes da amiga. Laila a conhecia muito bem, sabia que ela tinha se encantado com o rapaz. E com razão, Pedro além de inteligente, cavalheiro e educado era lindo. Tinha um cabelo liso que caiá sobre seu rosto, alto, magro (magro demais para o gosto de Laila) e olhos verdes.
Será que Nina o veria novamente? Com toda a confusão eles não tiveram tempo de trocar telefones nem e-mails. O único contato era com Carlinhos e Laila. Mas agora iria demorar, até a "novela" dos dois acabar, Nina teria que dar um jeito. Para ela, acabara de conhecer um príncipe chamado Pedro.
"Vamos passar em uma lanchonete para vocês se acalmarem e tomarem algo. Lá você me conta o que aconteceu."
" Tá bem", Laila acatou-o, eram visíveis seus olhos cheios de saudades quando ouviu seu amado falar em tom autoritário.
Enquanto havia silêncio do outro lado, Pedro e Nina conversavam animados. Apesar de terem se conhecido naquele exato momento, parecia que eram amigos de infância.
" Você, com dezesseis anos, está estudando Relações Internacionais? " ,perguntou Nina admirada com a história que acabara de ouvir.
" É que no colégio em que eu estudava, a professora decidiu que eu me adiantasse em um ano, pois estava com o raciocínio muito avançado para com meus colegas. Por isso terminei o colegial com quinze anos." Pedro falava as palavras tão corretamente que parecia que ele tinha engolido um dicionário com todas as novas regras ortográficas, erres e efes.
Depois de muitas voltas de moto, os quatro chegaram em uma lanchonete que estava sem muito movimento. Era ótimo para que Carlinhos, Laila, Pedro e Nina pudessem conversar sem interrupções ou bisbilhoteiros.
Carlinhos pediu ao garçon uma garrafa grande de champanhe e quatro taças, e o pedido não demorou a chegar.
" Então Laila, conte-me o ocorrido", pediu Carlinhos. Laila contou exatamente o que aconteceu quando elas estavam voltando do parque, sem aumentar e nem diminuir os fatos.
Carlinhos se divertia com o desespero dela e estava se sentindo um herói. Ele sabia o quanto era amado por ela.
Fazia quase um ano que Laila e Carlinhos estavam separados. Eles nunca tiveram um namoro concreto, mas constantemente se encontravam e desencontravam. Na verdade, eles brigavam demais e Laila sabia que nenhum dos dois era maduro suficiente para assumir um compromisso sério. Um não confiava muito no outro, qualquer vírgula que fosse, era motivo para briga.
Laila estava curiosa. Como estava Carlinhos? Será que ele estava namorando? Será que ele ainda gostava dela, mesmo que só um pouquinho?
Nem bem Laila terminou de alinhar suas indagações, Carlinhos fez questão de contar que estava namorando, apaixonadíssimo e que o nome dela era Georgete.
Laila conhecia Georgete, elas estudaram juntas na infância. Ao mesmo tempo que ficou triste em saber do namoro, ela sentia uma enorme vontade de dar risada. Georgete era muito feia, pelo menos mais feia que Laila. Ela era alta demais para uma mulher, tinha um cabelo castanho sem hidratar, olhos mortos sem expressão alguma e excessivamente gorda, precisava fazer o triplo de regimes que Laila fazia.
Mas como pode Carlinhos gostar tanto daquela "beldade"? Será que Laila era tão feia que ele preferiu à Georgete? Por que com ela? Por que ele assumiu um namoro sério? Será que ela o amava tanto quanto Laila? Impossível.
" Você a ama mesmo?" perguntou a garota, com esperança de que a resposta fosse negativa.
" Sim. " Carlinhos respondia sem encará-la diretamente. " Mas você também está feliz, não?", continuou o rapaz, sem graça.
" Estou sim, estou mais livre..." Laila começo a falar quando foi interrompida por ele, muito rudemente
" Tão livre que saiu com um garoto da minha sala, você faz isso para provocar, não faz?"
Ao ouvir tantos absurdos, Laila sentiu seu sangue subir, seus olhos claros se encheram de lágrimas e ela aumentou o tom de voz:
" Você está falando do Dionísio?? Eu não sabia que vocês estudavam juntos, e outra, me admira o quanto você está informado a meu respeito!!"
" Era pra você pra ser minha, mas você não consegue ser só minha, e eu não sei dividir você com ninguém. Ainda mais com o Dionísio." o tom de voz dele subiu de tal forma, que chamou a atenção de Nina e Pedro que estavam na mesa ao lado. Eles se aproximaram para tentar apartar. Inutilmente, pois Laila rebatia em voz exageradamente alta:
" O QUE? NÃO FALE DO DIONÍSIO, ELE É LINDO E TEM OLHOS AZUIS... E A SUA NAMORADINHA TAMBÉM NÃO É NENHUMA 'MISS' ." Ela tentou não criticar Georgete, mas ele também não tinha o direito de falar de Dionísio.
" OLHOS AZUIS??? PODE ATÉ SER, MAS O CARA DE QUEM VOCÊ GOSTA ESTÁ AQUI NA SUA FRENTE E TEM OLHOS BEM PRETOS, PORQUE EU DUVIDO QUE VOCÊ TENHA ME ESQUECIDO." Agora quem enchia os olhos de lágrimas era ele, tremendo de raiva, Carlinhos chamou Pedro:
" Vamos Pedro, vou comprar uma lente contato azul. A minha 'namoradinha' pode não ser tão linda quanto a Laila, mas ela ao menos me ama como ou sou", falou em tom de ironia, pagou a conta e saiu.
Pedro se despediu de Nina e seguiu o primo antes que ele sumisse de vista. Laila estava pasma, Nina queria rir da última frase dita por Carlinhos, mas se segurava com medo de apanhar de Laila, que estava furiosa.
As meninas pegaram o ônibus e foram embora. Já era noite, Laila continuava indignada com o jeito que Carlinhos a tratou na lanchonete, ela não entendia porque seu ex namorado estava tão incomodado com o fato de ela ter saído com Dionísio. E como ele era seguro de que Laila o amava, ela precisava mudar isso na mente dele.
Quando Nina parou de aconselhar Laila, ela contou sobre Pedro e o quanto tinha gostado dele. Assim, Laila se acalmou e se divertiu ouvindo as histórias que Nina tinha ouvido de Pedro e também ao ver a empolgação nos olhos verdes da amiga. Laila a conhecia muito bem, sabia que ela tinha se encantado com o rapaz. E com razão, Pedro além de inteligente, cavalheiro e educado era lindo. Tinha um cabelo liso que caiá sobre seu rosto, alto, magro (magro demais para o gosto de Laila) e olhos verdes.
Será que Nina o veria novamente? Com toda a confusão eles não tiveram tempo de trocar telefones nem e-mails. O único contato era com Carlinhos e Laila. Mas agora iria demorar, até a "novela" dos dois acabar, Nina teria que dar um jeito. Para ela, acabara de conhecer um príncipe chamado Pedro.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
As valentonas
Quarta - feira, nove e meia da manhã, Laila resolveu levantar para ajudar sua mãe nos afazeres domésticos e pedir conselhos. Elas eram muito amigas e Laila não tinha segredos para com sua mãe, que a apoiava muito em todos os aspectos. Apesar de todo esse apoio, as duas tinham muitas divergências, porque ambas tinham a personalidade parecida, e sem papas na língua. Agora, elas estavam se entendendo mais. Antes, a casa era um verdadeiro campo de guerra entre elas. Mas era passado, o fato é que elas conversam muito e que não há o que Laila esconder.
" Mãe, eu conheci um rapaz lindo na festa de segunda."
" Que bom filha. Como ele era?", a mãe de Laila sempre incentivava a filha a viver romances, mesmo que passageiros, pois achava que as oportunidades surgiam dali.
" Ele era perfeito, loiro, um jeito de cowboy, e olhos azuis. Estuda com o Carlinhos!" Laila não conseguia ficar sem falar em seu ex namorado.
" Eu sabia que tinha algo a ver com o teu amado, ele também tem jeito de cowboy de vez em quando. Tenho certeza que vai querer voltar pra você quando souber."
Nina logo acordou e estava se arrumando, quando Laila terminou de ajudar sua mãe e entrou no quarto.
" Bom dia? O que vamos fazer hoje a tarde?" perguntou Nina com sua típica disposição.
" Não sei, estava pensando se poderíamos ir ao parque da cidade hoje à tarde. É um lindo lugar." Laila sabia que Nina gostava de contato com a natureza, e realmente, o parque da cidade era um lugar perfeito. Ela acertou em cheio na escolha e Nina automaticamente aceitou o convite.
Imediatamente após almoçarem, as garotas seguiram para o parque da cidade a pé, a intenção era mesmo de caminhar bastante, ambas gostavam disso. Quando chegaram lá, procuraram por algum lugar para que ela pudessem ficar sentadas e conversar tranquilamente.
" Amiga, não via a hora de voltar pra cá e ver você. Tenho muito o que contar ainda." Nina começou. As duas sempre inventavam muitas palhaçadas quando se reuniam. Era muito divertido caminhar no parque, era um programa que sempre rendia muitas risadas.
Elas permaneceram ali por horas, durante o dia todo. Elas resolveram voltar antes que caísse a noite, já que estavam a pé. Na hora em que estavam saindo do parque, uma voz ecoou no ouvido de Nina:
" Quero acabar com essas metidas", dizia uma valentona
" Não vou nem perguntar o que aconteceu, vou partir pra cima dessas patricinhas" outra completou o que a valentona anterior falou.
Um silêncio agonizante se fez. Nina e Laila estavam se perguntando se era para elas que as valentonas estavam gritando.
" É bem pra você, loira aguada!!!" berrou novamente a primeira valentona.
" E se olhar pra cá, é uma menina morta, você e essa tua amiguinha de óculos!!" continuava a capanga que gostava de completar as frases.
As duas ficaram o mais quietas possivel, era claro que elas não queriam confusão, sem contar que apanhariam fácil, fácil. As outras meninas eram muito maior, poderiam até pisar nelas como se pisa em um inseto. A indiferença das meninas irritava a valentona-chefe:
" Metidas, vocês querem briga? Hein loirinha sem graça? Reponda se não quizer apanhar!"
Laila esqueceu o medo e se virou para a valentona:
" Quem quer brigar é você!"
A valentona ironizou a atitude de Laila:
" Você fala?? Quero brigar sim, não gostei da tua cara!!!"
"Então estamos quites" urrou Nina em defesa da amiga.
" Cooooooooorre" Laila gritava desesperada. Elas correram como se estivessem em uma competição, e as valentonas as seguiram velozes.
O desespero tomava conta, as garotas estavam perdidas, e se as valentonas as alcançassem? O que seria? Laila queria correr, mas não fugindo de malucas que não tinham o que fazer e arrumaram briga. Covardes, só porque sabiam que eram mais fortes. Elas correram quilômetros. As valentonas não estavam dispostas a desistir de alcançá-las. Quando, de repente, uma motocicleta parou ao lado de Laila e outra ao lado de Nina.
A moto que parou para Laila estava sendo pilotada por Carlinhos, que gritou:
" Sobe rápido."
Laila obedeceu e Nina fez o mesmo na outra moto que estava sendo pilotada pelo primo de Carlinhos, Pedro.
Salvas pelos meninos, elas estavam livres das valentonas e Laila ouvia urros de raiva da "chefona" :
"Vocês me paaaaagam".
Ela respirou aliviada, enquanto se deliciava com o vento em seu rosto, e o melhor, na companhia de Carlinhos, só podia ser, seu príncipe e herói. Como ela o amava.
" Mãe, eu conheci um rapaz lindo na festa de segunda."
" Que bom filha. Como ele era?", a mãe de Laila sempre incentivava a filha a viver romances, mesmo que passageiros, pois achava que as oportunidades surgiam dali.
" Ele era perfeito, loiro, um jeito de cowboy, e olhos azuis. Estuda com o Carlinhos!" Laila não conseguia ficar sem falar em seu ex namorado.
" Eu sabia que tinha algo a ver com o teu amado, ele também tem jeito de cowboy de vez em quando. Tenho certeza que vai querer voltar pra você quando souber."
Nina logo acordou e estava se arrumando, quando Laila terminou de ajudar sua mãe e entrou no quarto.
" Bom dia? O que vamos fazer hoje a tarde?" perguntou Nina com sua típica disposição.
" Não sei, estava pensando se poderíamos ir ao parque da cidade hoje à tarde. É um lindo lugar." Laila sabia que Nina gostava de contato com a natureza, e realmente, o parque da cidade era um lugar perfeito. Ela acertou em cheio na escolha e Nina automaticamente aceitou o convite.
Imediatamente após almoçarem, as garotas seguiram para o parque da cidade a pé, a intenção era mesmo de caminhar bastante, ambas gostavam disso. Quando chegaram lá, procuraram por algum lugar para que ela pudessem ficar sentadas e conversar tranquilamente.
" Amiga, não via a hora de voltar pra cá e ver você. Tenho muito o que contar ainda." Nina começou. As duas sempre inventavam muitas palhaçadas quando se reuniam. Era muito divertido caminhar no parque, era um programa que sempre rendia muitas risadas.
Elas permaneceram ali por horas, durante o dia todo. Elas resolveram voltar antes que caísse a noite, já que estavam a pé. Na hora em que estavam saindo do parque, uma voz ecoou no ouvido de Nina:
" Quero acabar com essas metidas", dizia uma valentona
" Não vou nem perguntar o que aconteceu, vou partir pra cima dessas patricinhas" outra completou o que a valentona anterior falou.
Um silêncio agonizante se fez. Nina e Laila estavam se perguntando se era para elas que as valentonas estavam gritando.
" É bem pra você, loira aguada!!!" berrou novamente a primeira valentona.
" E se olhar pra cá, é uma menina morta, você e essa tua amiguinha de óculos!!" continuava a capanga que gostava de completar as frases.
As duas ficaram o mais quietas possivel, era claro que elas não queriam confusão, sem contar que apanhariam fácil, fácil. As outras meninas eram muito maior, poderiam até pisar nelas como se pisa em um inseto. A indiferença das meninas irritava a valentona-chefe:
" Metidas, vocês querem briga? Hein loirinha sem graça? Reponda se não quizer apanhar!"
Laila esqueceu o medo e se virou para a valentona:
" Quem quer brigar é você!"
A valentona ironizou a atitude de Laila:
" Você fala?? Quero brigar sim, não gostei da tua cara!!!"
"Então estamos quites" urrou Nina em defesa da amiga.
" Cooooooooorre" Laila gritava desesperada. Elas correram como se estivessem em uma competição, e as valentonas as seguiram velozes.
O desespero tomava conta, as garotas estavam perdidas, e se as valentonas as alcançassem? O que seria? Laila queria correr, mas não fugindo de malucas que não tinham o que fazer e arrumaram briga. Covardes, só porque sabiam que eram mais fortes. Elas correram quilômetros. As valentonas não estavam dispostas a desistir de alcançá-las. Quando, de repente, uma motocicleta parou ao lado de Laila e outra ao lado de Nina.
A moto que parou para Laila estava sendo pilotada por Carlinhos, que gritou:
" Sobe rápido."
Laila obedeceu e Nina fez o mesmo na outra moto que estava sendo pilotada pelo primo de Carlinhos, Pedro.
Salvas pelos meninos, elas estavam livres das valentonas e Laila ouvia urros de raiva da "chefona" :
"Vocês me paaaaagam".
Ela respirou aliviada, enquanto se deliciava com o vento em seu rosto, e o melhor, na companhia de Carlinhos, só podia ser, seu príncipe e herói. Como ela o amava.
A despedida de Alícia e a visita de Nina
Domingo pela manhã, Alícia acorda antes de Laila para arrumar a sua bagagem. Afinal, era o dia de voltar para sua cidade. Ela morava em São Josué, mas fazia faculdade de moda em Frenetólopis. Sua rotina de viagens era pesada, porém ela não poderia reclamar, pois estava fazendo a faculdade de seus sonhos.
Nesse instante Laila acorda:
"Bom dia. Nossa já em pé?" ela ainda estava com muito sono
" Sim, você me leva até a rodoviária? Já estou pronta, o ônibus vai passar meio dia." Alícia parecia apressada e com medo de perder a hora.
" Claro que levo, podemos ir então. Já são onze horas. Vamos tomar café primeiro."
Elas tomaram café e logo saíram em direção a rodoviária. No caminho, elas lembravam o tempo louco que pasaram juntas, que foi muito pouco, mas elas puderam matar a saudade que sentiam uma da outra.
Laila convidou Alícia para voltar em Londonlândia no carnaval, pois a festa lá costuma ser animada. Alícia gostou da idéia, mas precisava resolver inúmeros problemas para que pudesse aceitar o convite.
Já era a hora da partida, Laila ajudou Alícia com as bagagens até que o ônibus partiu a Alícia seguiu sua viagem.
Laila sentia um vazio de sua amiga ter ido embora, o fim de semana passou que elas nem sentiram, foi um tempo tão agradável, como sempre, na companhia de Alícia e fazia tempo que não se divertiam tanto juntas.
Minutos após a saída de Alícia, o celular de Laila tocou:
"Alô?"
"Laila? Lembra de mim?" respondeu uma voz masculina
" Não sei, seu nome?" ela estava esperançosa, seria Dionísio? Nossa, isso seria perfeito demais!
" Ontem, no Liddy Essi, lembra?"
" Oi, lembro sim. Tudo bem?" Ela sabia que não era Dionísio, era Zé Roberto. Laila preferia que fosse o cowboy loiro, mas Zé Roberto também tinha agradado. Então, ela pensou que era melhor não desprezá-lo.
" Então, o que conta? Queria sair com você outra vez..." Zé Roberto estava com a voz animada
" Sim, podemos marcar algum dia, mas agora eu tenho que desligar, estou muito ocupada. Beijo, tchau!"
Ela não queria rejeitar o rapaz, mas também estava sem vontade de conversar com ele no telefone. Novamente, o toque de seu celular a fez atender. Dessa vez era Nina:
"Laila? Estou na cidade, vamos nos encontrar agora?" uma voz meiga e entuziasmada gritava na linha.
"Claro, que saudade!!! Onde busco você?"
" Naquele petshop na frente do mercado, pode ser?"
" Sim. Logo estarei lá." Laila se animou. Era muito bom pra ser verdade. Alícia sai e logo Nina chega para animá-la.
Nina era tão amiga de Laila quanto Alícia, elas se conheceram na faculdade Laila era sua caloura no curso de moda.
Nina era alta, magra, tinha cabelos castanhos e olhos verdes, usava óculos e tinha cabelos longos. Uma menina que além de linda, era espetacularmente bem humorada e era isso que mais cativava Laila, nas piores situações possíveis, Nina conseguia arrancar um sorriso de todos que estavam a sua volta. Na opinião de Laila, nina deveria trabalhar em um programa de humor, certamente seria um sucesso.
Já era hora da chegada de Nina, Laila estava a esperando no local combinado. Não demorou mais que dois minutos até sua amiga chegar animada, e gritando entre abraços:
"Laaaila, que saudade."
" Ninaaaa, me dá um abraço irmã!!"
Elas permaneceram abraçadas durante alguns minutos até que elas foram a casa de Laila para que Nina pudesse descarregar sua bagagem.
Ambas estavam cansadas demais para sair à noite, Laila pela noite anterior e Nina porque tinha viajado muitos quilômetros de onde ela morava até Londonlândia.
Ao entardecer, elas conversaram muito, Laila contou a Nina todos os seus acontecimentos anteriores. Nina ria muito do cowboy loiro, dizia que era típico de Laila gostar dele e também concordou que era muita coinidêcia que ele estivesse na sala de Carlinhos.
Nesse instante Laila acorda:
"Bom dia. Nossa já em pé?" ela ainda estava com muito sono
" Sim, você me leva até a rodoviária? Já estou pronta, o ônibus vai passar meio dia." Alícia parecia apressada e com medo de perder a hora.
" Claro que levo, podemos ir então. Já são onze horas. Vamos tomar café primeiro."
Elas tomaram café e logo saíram em direção a rodoviária. No caminho, elas lembravam o tempo louco que pasaram juntas, que foi muito pouco, mas elas puderam matar a saudade que sentiam uma da outra.
Laila convidou Alícia para voltar em Londonlândia no carnaval, pois a festa lá costuma ser animada. Alícia gostou da idéia, mas precisava resolver inúmeros problemas para que pudesse aceitar o convite.
Já era a hora da partida, Laila ajudou Alícia com as bagagens até que o ônibus partiu a Alícia seguiu sua viagem.
Laila sentia um vazio de sua amiga ter ido embora, o fim de semana passou que elas nem sentiram, foi um tempo tão agradável, como sempre, na companhia de Alícia e fazia tempo que não se divertiam tanto juntas.
Minutos após a saída de Alícia, o celular de Laila tocou:
"Alô?"
"Laila? Lembra de mim?" respondeu uma voz masculina
" Não sei, seu nome?" ela estava esperançosa, seria Dionísio? Nossa, isso seria perfeito demais!
" Ontem, no Liddy Essi, lembra?"
" Oi, lembro sim. Tudo bem?" Ela sabia que não era Dionísio, era Zé Roberto. Laila preferia que fosse o cowboy loiro, mas Zé Roberto também tinha agradado. Então, ela pensou que era melhor não desprezá-lo.
" Então, o que conta? Queria sair com você outra vez..." Zé Roberto estava com a voz animada
" Sim, podemos marcar algum dia, mas agora eu tenho que desligar, estou muito ocupada. Beijo, tchau!"
Ela não queria rejeitar o rapaz, mas também estava sem vontade de conversar com ele no telefone. Novamente, o toque de seu celular a fez atender. Dessa vez era Nina:
"Laila? Estou na cidade, vamos nos encontrar agora?" uma voz meiga e entuziasmada gritava na linha.
"Claro, que saudade!!! Onde busco você?"
" Naquele petshop na frente do mercado, pode ser?"
" Sim. Logo estarei lá." Laila se animou. Era muito bom pra ser verdade. Alícia sai e logo Nina chega para animá-la.
Nina era tão amiga de Laila quanto Alícia, elas se conheceram na faculdade Laila era sua caloura no curso de moda.
Nina era alta, magra, tinha cabelos castanhos e olhos verdes, usava óculos e tinha cabelos longos. Uma menina que além de linda, era espetacularmente bem humorada e era isso que mais cativava Laila, nas piores situações possíveis, Nina conseguia arrancar um sorriso de todos que estavam a sua volta. Na opinião de Laila, nina deveria trabalhar em um programa de humor, certamente seria um sucesso.
Já era hora da chegada de Nina, Laila estava a esperando no local combinado. Não demorou mais que dois minutos até sua amiga chegar animada, e gritando entre abraços:
"Laaaila, que saudade."
" Ninaaaa, me dá um abraço irmã!!"
Elas permaneceram abraçadas durante alguns minutos até que elas foram a casa de Laila para que Nina pudesse descarregar sua bagagem.
Ambas estavam cansadas demais para sair à noite, Laila pela noite anterior e Nina porque tinha viajado muitos quilômetros de onde ela morava até Londonlândia.
Ao entardecer, elas conversaram muito, Laila contou a Nina todos os seus acontecimentos anteriores. Nina ria muito do cowboy loiro, dizia que era típico de Laila gostar dele e também concordou que era muita coinidêcia que ele estivesse na sala de Carlinhos.
domingo, 3 de maio de 2009
Parte 2 - A festa de segunda - feira
As duas se dirigiram para o lugar em que o bonitinho de Alícia estava dançando. Não demorou muito tempo e ele a puxou pra dançar.
"Linda você hein?" falou o garoto
"Obrigada!" entimidou-se Alícia. Eles dançaram muito, era uma química perfeita e visível para quem assistia.
"Meu nome é Ricardo, e o seu?"
"Alícia"
"Tão linda quanto o nome."
" Obrigada". Nem bem ela terminou de falar, Ricardo a tomou em seus braços e a beijou apaixonadamente.
Alícia tinha preferência por garotos com rostos de bebê, cara de criança, mas que tivessem uma mentalidade de homem. Era exatamente como Ricardo era. Moreno claro, um rosto simétrico, nada desproporcional. Olhos escuros e pele clara, estatura pouco maior que de sua dama. Qualquer uma no lugar de Alícia estaria agradecendo aos céus por encontrar um homem daquele estilo.
Enquanto Laila procurava Dionísio com os olhos, o amigo do par de Alícia puxou repentinamente a garota para dançar também. Laila adorava dançar, e o rapaz dançava muito bem. Mas Laila, azarada como de costume, foi premiada com o Zé Roberto. Um cara feio, mas querido, tinha uma conversa boa, mas e o cowboy? Aah, ele não estva por perto. Laila o beijou sem culpa.
Alícia, voltou pra contar a Laila sobre o prícipe Ricardo. E nisso Laila disse que preferia Dionísio, mas Zé Roberto dava pro gasto naquela hora. Ao contrário, Alícia estava amando estar perto de Ricardo ele era tão lindo, tão inteligente, tão atencioso. tão...
"Oi" direcionou um "broto" para Alícia
Nesse instante passa por elas Luís Felipe, o "fruto" que Laila e Alícia apelidaram na época de colégio. Que garoto perfeito. Moreno, estatura média, lábios excessivamente carnudos, olhos escuros, cílios grandes e cara de inocente.
" Laaila do céu, é o fruto! ele me disse "oi", vou desmaiar" Alícia sentiu sua frequência cardíaca aumentar de repente.
"Quer que eu fale com ele?"
" Não maluca, o Ricardo né?" Alícia se lembrou dele.
Ricardo e Zé Roberto estavam de saída, pois Zé Roberto precisaria trabalhar no dia seguinte e por isso(depois de trocas de telefone, é claro), foram embora cedo.
"Graças a Deus" falaram as duas em coro depois que os garotos saíram. Laila precisava achar duas pessoas, Dionísio e o "fruto".
Alícia avistou o fruto, e quando a amiga a puxou para chegar perto dele, um louco aborda Alícia.
"Oi, seu nome?" falou o louco
"Alícia" dizia ela cuidando para não perder o "fruto" de vista.
" Prazer, Arnold." Ele era um belo rapaz, não tanto quanto o "fruto", mas como as meninas já tinham o perdido de vista, Alícia resolveu dar uma chance ao Arnold.
"Alícia? Você estava com o Arnold Schwazzenegger?" caçoou Laila.
"Mas é engraçadinha né? Ele é bonito, mas beija mal. Não gostei e ponto. Cadê o "fruto"."
"Perdemos ele, por culpa do Arnold Schwazzenegger." murmurou Laila, " Quero o "fruto" e meu Dionísio."
E recomeçaram a jornada. Caminhando por todas as pistas possíveis, elas procuravam quem podiam e quem não podiam. Nisso, ressussita do túmulo aquela "oferenda" do início, Donatelo. Dessa vez ele estava com Tito, seu amigo. Tito chamou Laila em um canto e falou que Donatelo queria muito falar com ela. E o pior, tinha escrito um bilhete em um guardanapo.
Apavorada e curiosa, Laila puxou sua amiga e foram no banheiro ler o que dizia lá:
"Laila, adorei ficar com você aquela noite no churrasco. Não consegui te esquecer, você é maravilhosa. Por favor me dá uma chance de provar que te mereço. Me liga.
Estarei esperando.
Beijos. Donatelo."
"Socoooooorro", gritava Laila apavorada. "Ele é louco, nunca fiquei com ele, tenho certeza que ele mentiu para o Tito que ficamos juntos"
A garota voltou para a pista acompanhada de Alícia, agindo como se nada tivesse ocorrido lá. Tito a abordou:
" E aí? Leu o bilhete?"
"Li sim", repondeu Laila seca.
" E então?" insistiu o rapaz.
" To sem cabeça agora, depois falo com o Donatelo." novamente curta e grossa.
Quando ela tentou fugir de Tito, deu de cara com Dionísio.
"Oi Laila, eu estava te procurando. Estou indo embora agora. Queria me despedir."
"Siim." foi a palavra que Laila conseguiu dizer.
"Anota seu número aqui?" Ele entregou seu celular pra ela, que tremendo, anotou eu número, com cuidado para não errar.
Eles se despediram com um longo beijo de tremer a Terra e ele foi. Laila não tinha muita esperança de que Dionísio fosse ligar, mas seria perfeito se ele ligasse. Adoraria que eles continuassem com algo mais. Aí sim, o Carlinhos ia ver o que era bom, e se arrepender de ter deixado-a.
Alícia chamou Laila para irem embora, pois já tinha passado das cinco horas da manhã. Elas foram. Laila estava com um brilho diferente nos olhos. Pensando em como valeu a pena conhecer Dionísio, que ao contrário de Klaus, não a decepcionou de nenhuma maneira.
Alícia pensava em Ricardo, será que ele ligaria pra ela? E o "fruto", que fim levou?
Aaah que festa inesquecível, que dia pra ficar marcado.
"Linda você hein?" falou o garoto
"Obrigada!" entimidou-se Alícia. Eles dançaram muito, era uma química perfeita e visível para quem assistia.
"Meu nome é Ricardo, e o seu?"
"Alícia"
"Tão linda quanto o nome."
" Obrigada". Nem bem ela terminou de falar, Ricardo a tomou em seus braços e a beijou apaixonadamente.
Alícia tinha preferência por garotos com rostos de bebê, cara de criança, mas que tivessem uma mentalidade de homem. Era exatamente como Ricardo era. Moreno claro, um rosto simétrico, nada desproporcional. Olhos escuros e pele clara, estatura pouco maior que de sua dama. Qualquer uma no lugar de Alícia estaria agradecendo aos céus por encontrar um homem daquele estilo.
Enquanto Laila procurava Dionísio com os olhos, o amigo do par de Alícia puxou repentinamente a garota para dançar também. Laila adorava dançar, e o rapaz dançava muito bem. Mas Laila, azarada como de costume, foi premiada com o Zé Roberto. Um cara feio, mas querido, tinha uma conversa boa, mas e o cowboy? Aah, ele não estva por perto. Laila o beijou sem culpa.
Alícia, voltou pra contar a Laila sobre o prícipe Ricardo. E nisso Laila disse que preferia Dionísio, mas Zé Roberto dava pro gasto naquela hora. Ao contrário, Alícia estava amando estar perto de Ricardo ele era tão lindo, tão inteligente, tão atencioso. tão...
"Oi" direcionou um "broto" para Alícia
Nesse instante passa por elas Luís Felipe, o "fruto" que Laila e Alícia apelidaram na época de colégio. Que garoto perfeito. Moreno, estatura média, lábios excessivamente carnudos, olhos escuros, cílios grandes e cara de inocente.
" Laaila do céu, é o fruto! ele me disse "oi", vou desmaiar" Alícia sentiu sua frequência cardíaca aumentar de repente.
"Quer que eu fale com ele?"
" Não maluca, o Ricardo né?" Alícia se lembrou dele.
Ricardo e Zé Roberto estavam de saída, pois Zé Roberto precisaria trabalhar no dia seguinte e por isso(depois de trocas de telefone, é claro), foram embora cedo.
"Graças a Deus" falaram as duas em coro depois que os garotos saíram. Laila precisava achar duas pessoas, Dionísio e o "fruto".
Alícia avistou o fruto, e quando a amiga a puxou para chegar perto dele, um louco aborda Alícia.
"Oi, seu nome?" falou o louco
"Alícia" dizia ela cuidando para não perder o "fruto" de vista.
" Prazer, Arnold." Ele era um belo rapaz, não tanto quanto o "fruto", mas como as meninas já tinham o perdido de vista, Alícia resolveu dar uma chance ao Arnold.
"Alícia? Você estava com o Arnold Schwazzenegger?" caçoou Laila.
"Mas é engraçadinha né? Ele é bonito, mas beija mal. Não gostei e ponto. Cadê o "fruto"."
"Perdemos ele, por culpa do Arnold Schwazzenegger." murmurou Laila, " Quero o "fruto" e meu Dionísio."
E recomeçaram a jornada. Caminhando por todas as pistas possíveis, elas procuravam quem podiam e quem não podiam. Nisso, ressussita do túmulo aquela "oferenda" do início, Donatelo. Dessa vez ele estava com Tito, seu amigo. Tito chamou Laila em um canto e falou que Donatelo queria muito falar com ela. E o pior, tinha escrito um bilhete em um guardanapo.
Apavorada e curiosa, Laila puxou sua amiga e foram no banheiro ler o que dizia lá:
"Laila, adorei ficar com você aquela noite no churrasco. Não consegui te esquecer, você é maravilhosa. Por favor me dá uma chance de provar que te mereço. Me liga.
Estarei esperando.
Beijos. Donatelo."
"Socoooooorro", gritava Laila apavorada. "Ele é louco, nunca fiquei com ele, tenho certeza que ele mentiu para o Tito que ficamos juntos"
A garota voltou para a pista acompanhada de Alícia, agindo como se nada tivesse ocorrido lá. Tito a abordou:
" E aí? Leu o bilhete?"
"Li sim", repondeu Laila seca.
" E então?" insistiu o rapaz.
" To sem cabeça agora, depois falo com o Donatelo." novamente curta e grossa.
Quando ela tentou fugir de Tito, deu de cara com Dionísio.
"Oi Laila, eu estava te procurando. Estou indo embora agora. Queria me despedir."
"Siim." foi a palavra que Laila conseguiu dizer.
"Anota seu número aqui?" Ele entregou seu celular pra ela, que tremendo, anotou eu número, com cuidado para não errar.
Eles se despediram com um longo beijo de tremer a Terra e ele foi. Laila não tinha muita esperança de que Dionísio fosse ligar, mas seria perfeito se ele ligasse. Adoraria que eles continuassem com algo mais. Aí sim, o Carlinhos ia ver o que era bom, e se arrepender de ter deixado-a.
Alícia chamou Laila para irem embora, pois já tinha passado das cinco horas da manhã. Elas foram. Laila estava com um brilho diferente nos olhos. Pensando em como valeu a pena conhecer Dionísio, que ao contrário de Klaus, não a decepcionou de nenhuma maneira.
Alícia pensava em Ricardo, será que ele ligaria pra ela? E o "fruto", que fim levou?
Aaah que festa inesquecível, que dia pra ficar marcado.
Parte um - a festa de segunda feira
O domingo das meninas foi um dia normal. Elas acordaram, almoçaram, degustaram da sobremesa divina da mãe de Laila, quando a noite, o telefone toca. Era Helga.
"Lailinha, te vi na festa ontem, você estava com um cara muito parecido com o Carlinhos, mas de longe, fui ver de perto, ele era horrível"
"É, eu sei, momentos de alucinação acontecem, mas faz de conta que nunca aconteceu a noite de ontem" , Laila envergonhada tentava se explicar para sua prima.
Fora essa ligação, o mais terrível eram as mensagens que ela recebia dele em seu celular:
"Conhecer você foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano" .
Ela se prometeu que na próxima festa, que seria na segunda, ela selecionaria melhor quem "conhecer".
Alícia também, recebeu ligações indesejáveis naquela noite, de meninas que a confundiram com outra pessoa e a ameaçavam. Para sorte de todos, tudo não passou de ameaça. Na verdade, aquelas meninas eram umas covardes, e com toda certeza renderam boas risadas a noite antes de dormir. Risadas essas, que foram regadas a muito brigadeiro.
Segunda-feira, 19 de janeiro. Alícia tinha compromissos a tarde no centro da cidade, Laila aproveitou para acompanhá-la e fazer caminhadas, pois tinha comido demais e precisava mandar aquelas calorias pro espaço.
" Bobagem a tua, você já emagreceu demais da última vez que eu te vi", dizia Alícia, impressionada com a paranóia da amiga.
" Se eu não me cuido eu engordo novamente, e fico parecendo uma baleia como antes, e ainda tenho cinco quilos pra eliminar."
Laila era convicta em suas dietas. Uma mais maluca que a outra, ela tinha consciência que dieta radical demais fazia mal para a saúde, mas era o único jeito de ela se manter magra. E o trauma de engordar demais sempre a assombrou, desde a sua infância, ela não podia engordar um único kilograma que sua família cobrava muito. Neurótica? Pode se dizer que sim, mas ela considerava isso fundamental para a manutenção do seu peso.
Logo que elas voltaram a casa de Laila, já era noite e elas começaram a se arrumar. Alícia escolheu uma blusinha roxa, uma calça jeans escura, escarpin preto e prancha no cabelo. Uma maquiagem poderosa que combinava com sua blusa e seu tom de pele. Seus longos cabelos prachados sem um fio fora do lugar. Impecável.
Laila sempre se atrapalhou muito antes de se arrumar para uma festa, não poderia falhar, pois essa festa estaria lotada, e com um fundo de esperança de encotrar Carlinhos lá, ela se inspirou. Colocou um vestido preto (o qual não servia pra ela há alguns meses), escarpin preto, e uma faixa prata em volta da cintura. Sua maquiagem combinava toda com a roupa, e o que mais destacava era a sombra prata. O cabelo também pranchado e brincos grandes.
Após muita produção elas chegaram novamente ao Liddy Essi , que dessa vez estava lotado de pessoas, o quádruplo de sábado e com uma fila enorme na entrada. Enquanto Laila e Alícia esperavam na fila, outro rapaz chamou a atenção da primeira, novamente. Só que dessa vez ele estava com uma turma e não sozinho como o alemão da festa anterior. Esse era, com certeza lindo. Era loiro, olho bem azul e alto, ele usava um chapéu de cowboy. Um olho que Laila se apaixonou na hora, e ele a encarava na fila da festa já.
" Alíícia!", Laila cutucou a amiga animada.
" Aham, eu vi o loirinho chapeludo te encarando e que você gostou dele."
Laila se impressionou com a capacidade de Alícia de pegar as coisas no ar. Quando elas íam analisar o loiro cowboy. Um estranho ser se aproxima das garotas.
"Lailaaa", gritou o bizarro
" Oi." Laila disfarçava como podia, inutilmente.
" Lembra de mim? Donatelo, daquele churrasco"
"Claro que lembro, tudo bem?"
"Tudo, que bom sair festar e encontrar a produtora de moda mais linda que eu conheço" Donatelo a olhava com uma expressão que assustava todo mundo que presenciava a cena.
Donatelo foi um garoto que Laila conheceu em um churrasco, que ela conversou bastante. Até aconteceria algo mais, ele era boa pessoa, o problema era seus dotes físicos que não ajudavam muito. Baixinho, um nariz exageradamente grande e desproporcional para o resto do seu rosto, moreno e olhos escuros. Não era lá muito bonito.
Para o alívio das meninas, ele as deixou e voltou com seus amigos. Elas entraram na festa.
Na entrada, uma bebida vinha de cortesia. Alícia e Laila pegaram a bebida e foram pra pista de dança, que por sinal estava animada e eclética, com músicas realmente boas. Enquanto, elas dançavam, adivinha quem passa perto de Laila a encarando? O cowboy loiro.
Era de um charme impagável, olhando pra ele, Laila se lembrava de Carlinhos, que também usava aquele estilo de chapéu. E o loiro encarava, estava de frente para Laila. Estabanada, ela deixou cair toda a sua bebida no chão enquanto olhava pra ele. Envergonhada, ela mudou de lugar, mas quando se vira novamente. Adivinha? O cowboy loiro ali, a seu lado, poucos passos de distância, a olhava fixamente. Quando:
" Oi ?" chegou o cowboy loiro.
" Oi..." respondeu Laila timidamente.
" Sempre te vejo na faculdade, você é amiga do Carlinhos né?"
Laila não acreditava, ele conhecia o Carlinhos, ela estava perdida. Só faltava essa.
" Sim, amissíssima. Faz que curso lá?"
" Estudo com ele, faço engenharia civil. Mas você? Faz moda, não?"
Novamente impressionada, ele sabia até o curso que ela fazia. Como o mundo é pequeno. Ele continuou.
" Sempre vejo você na faculdade, eu sei que você conversa com alguns meninos da minha sala, você sempre cumprimenta todos, menos eu."
"Desculpa, mas a primeira vez que estou te vendo é hoje" Laila estava confusa.
" Você é famosa", dizia o cowboy.
Ele veio em direção a Laila e a beijou, os pés dela tremiam, foi o beijo mais adorável do ano, pelo menos naquele momento, ela sentia que estava flutuando, que homem!!!
" A propósito, seu nome?" arriscou Laila
" Dionísio e o seu?"
" Ué? pensei que ia saber também... É Laila"
" Laila eu vou voltar com meus amigos, daqui a pouco conversamos mais. Tchau!"
Ela chegou para Alícia:
"Amiga, ele faz engenharia e está na sala do Carlinhos"
"O QUE?" Alícia se impressionou o quanto Carlinhos perseguia Laila, mesmo que indiretamente.
" Mas e você? Não achou ninguém?" Laila mudou de assunto.
" Aah sim, vamos indo pra lá porque tem um moço lindo olhando pra mim e que dança bem"
" Vamos, deixa eu te contar o nome dele, Dionísio."
Alícia sorriu, " Não vou comentar, gostou dele, né sua safada?"
" Adorei".
"Lailinha, te vi na festa ontem, você estava com um cara muito parecido com o Carlinhos, mas de longe, fui ver de perto, ele era horrível"
"É, eu sei, momentos de alucinação acontecem, mas faz de conta que nunca aconteceu a noite de ontem" , Laila envergonhada tentava se explicar para sua prima.
Fora essa ligação, o mais terrível eram as mensagens que ela recebia dele em seu celular:
"Conhecer você foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano" .
Ela se prometeu que na próxima festa, que seria na segunda, ela selecionaria melhor quem "conhecer".
Alícia também, recebeu ligações indesejáveis naquela noite, de meninas que a confundiram com outra pessoa e a ameaçavam. Para sorte de todos, tudo não passou de ameaça. Na verdade, aquelas meninas eram umas covardes, e com toda certeza renderam boas risadas a noite antes de dormir. Risadas essas, que foram regadas a muito brigadeiro.
Segunda-feira, 19 de janeiro. Alícia tinha compromissos a tarde no centro da cidade, Laila aproveitou para acompanhá-la e fazer caminhadas, pois tinha comido demais e precisava mandar aquelas calorias pro espaço.
" Bobagem a tua, você já emagreceu demais da última vez que eu te vi", dizia Alícia, impressionada com a paranóia da amiga.
" Se eu não me cuido eu engordo novamente, e fico parecendo uma baleia como antes, e ainda tenho cinco quilos pra eliminar."
Laila era convicta em suas dietas. Uma mais maluca que a outra, ela tinha consciência que dieta radical demais fazia mal para a saúde, mas era o único jeito de ela se manter magra. E o trauma de engordar demais sempre a assombrou, desde a sua infância, ela não podia engordar um único kilograma que sua família cobrava muito. Neurótica? Pode se dizer que sim, mas ela considerava isso fundamental para a manutenção do seu peso.
Logo que elas voltaram a casa de Laila, já era noite e elas começaram a se arrumar. Alícia escolheu uma blusinha roxa, uma calça jeans escura, escarpin preto e prancha no cabelo. Uma maquiagem poderosa que combinava com sua blusa e seu tom de pele. Seus longos cabelos prachados sem um fio fora do lugar. Impecável.
Laila sempre se atrapalhou muito antes de se arrumar para uma festa, não poderia falhar, pois essa festa estaria lotada, e com um fundo de esperança de encotrar Carlinhos lá, ela se inspirou. Colocou um vestido preto (o qual não servia pra ela há alguns meses), escarpin preto, e uma faixa prata em volta da cintura. Sua maquiagem combinava toda com a roupa, e o que mais destacava era a sombra prata. O cabelo também pranchado e brincos grandes.
Após muita produção elas chegaram novamente ao Liddy Essi , que dessa vez estava lotado de pessoas, o quádruplo de sábado e com uma fila enorme na entrada. Enquanto Laila e Alícia esperavam na fila, outro rapaz chamou a atenção da primeira, novamente. Só que dessa vez ele estava com uma turma e não sozinho como o alemão da festa anterior. Esse era, com certeza lindo. Era loiro, olho bem azul e alto, ele usava um chapéu de cowboy. Um olho que Laila se apaixonou na hora, e ele a encarava na fila da festa já.
" Alíícia!", Laila cutucou a amiga animada.
" Aham, eu vi o loirinho chapeludo te encarando e que você gostou dele."
Laila se impressionou com a capacidade de Alícia de pegar as coisas no ar. Quando elas íam analisar o loiro cowboy. Um estranho ser se aproxima das garotas.
"Lailaaa", gritou o bizarro
" Oi." Laila disfarçava como podia, inutilmente.
" Lembra de mim? Donatelo, daquele churrasco"
"Claro que lembro, tudo bem?"
"Tudo, que bom sair festar e encontrar a produtora de moda mais linda que eu conheço" Donatelo a olhava com uma expressão que assustava todo mundo que presenciava a cena.
Donatelo foi um garoto que Laila conheceu em um churrasco, que ela conversou bastante. Até aconteceria algo mais, ele era boa pessoa, o problema era seus dotes físicos que não ajudavam muito. Baixinho, um nariz exageradamente grande e desproporcional para o resto do seu rosto, moreno e olhos escuros. Não era lá muito bonito.
Para o alívio das meninas, ele as deixou e voltou com seus amigos. Elas entraram na festa.
Na entrada, uma bebida vinha de cortesia. Alícia e Laila pegaram a bebida e foram pra pista de dança, que por sinal estava animada e eclética, com músicas realmente boas. Enquanto, elas dançavam, adivinha quem passa perto de Laila a encarando? O cowboy loiro.
Era de um charme impagável, olhando pra ele, Laila se lembrava de Carlinhos, que também usava aquele estilo de chapéu. E o loiro encarava, estava de frente para Laila. Estabanada, ela deixou cair toda a sua bebida no chão enquanto olhava pra ele. Envergonhada, ela mudou de lugar, mas quando se vira novamente. Adivinha? O cowboy loiro ali, a seu lado, poucos passos de distância, a olhava fixamente. Quando:
" Oi ?" chegou o cowboy loiro.
" Oi..." respondeu Laila timidamente.
" Sempre te vejo na faculdade, você é amiga do Carlinhos né?"
Laila não acreditava, ele conhecia o Carlinhos, ela estava perdida. Só faltava essa.
" Sim, amissíssima. Faz que curso lá?"
" Estudo com ele, faço engenharia civil. Mas você? Faz moda, não?"
Novamente impressionada, ele sabia até o curso que ela fazia. Como o mundo é pequeno. Ele continuou.
" Sempre vejo você na faculdade, eu sei que você conversa com alguns meninos da minha sala, você sempre cumprimenta todos, menos eu."
"Desculpa, mas a primeira vez que estou te vendo é hoje" Laila estava confusa.
" Você é famosa", dizia o cowboy.
Ele veio em direção a Laila e a beijou, os pés dela tremiam, foi o beijo mais adorável do ano, pelo menos naquele momento, ela sentia que estava flutuando, que homem!!!
" A propósito, seu nome?" arriscou Laila
" Dionísio e o seu?"
" Ué? pensei que ia saber também... É Laila"
" Laila eu vou voltar com meus amigos, daqui a pouco conversamos mais. Tchau!"
Ela chegou para Alícia:
"Amiga, ele faz engenharia e está na sala do Carlinhos"
"O QUE?" Alícia se impressionou o quanto Carlinhos perseguia Laila, mesmo que indiretamente.
" Mas e você? Não achou ninguém?" Laila mudou de assunto.
" Aah sim, vamos indo pra lá porque tem um moço lindo olhando pra mim e que dança bem"
" Vamos, deixa eu te contar o nome dele, Dionísio."
Alícia sorriu, " Não vou comentar, gostou dele, né sua safada?"
" Adorei".
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