Ela foi ao encontro dele:
"Oi, quanto tempo, não?" disse Laila com a voz trêmula, sem coragem de encará-lo diretamente.
" Senti saudades, sabia?" respondeu Dionísio, com seus olhos azuis, mais azuis do que nunca. Além de azuis, brilhantes, a impressão que Laila teve era que a cor dos olhos de Dionísio refletiam a cor do céu. Que estava extremamente lindo naquela manhã.
"O que está fazendo aqui?" perguntou Laila, mas como ela se sentiu boba naquela hora. O que estaria uma pessoa fazendo na faculdade em horário de aula? Era óbvio. Porém a resposta do príncipe de olhos azuis surpreendeu a garota:
" Na verdade só vim para cá agora por que eu sabia que você teria aula nesse horário. Não tenho aula agora." falou Dionísio mirando aquele par de olhos nos olhos castanhos de Laila.
" Como sabia?" perguntou Laila mais trêmula do que antes.
"Eu pesquisei teus horários no departamento de moda." respondeu com aqueles olhos lindos fixos nos olhos de Laila.
Era muito perfeito o que estava acontecendo ali. Dionísio, o prínicipe com o qual Laila tem sonhado desde o dia daquela festa inesquecível, estava dizendo que pesquisou os horários de aula dela, que queria vê-la, que não a esqueceu. Uma felicidade imensa tomou conta de Laila, seu coração parecia que saltaria do peito, e ela tremia como se estivesse de vestido no Pólo Norte.
"E o carnaval? Onde vai passar?" perguntou ela, tentando quebrar o clima que a deixou muito tímida.
" Vou viajar com meu irmão. E você?"
"Eu vou ficar aqui mesmo, Alícia passará os dias lá em casa. Lembra dela?"
"Lembro. Era a garota que estava com você na festa aquele dia, não é?"
Enquanto eles conversavam, o celular de Laila tocou mais uma vez. Dessa vez era seu pai, era aniversário dele, e ela combinou de almoçar com ele e sua mãe.
Ela se despediu de Dionísio que resolveu acompanhá-la até onde o pai de Laila esperaria por ela. Eles conversaram mais alguns assuntos, mas nada muito importante. Até que eles chegaram perto de onde o pai de Laila estava, se despediram e cada um seguiu seu destino.
Laila passou uma tarde agradável depois do almoço com seu pai. Como sempre, ela foi até a casa de Bella contar os acontecimentos recentes. Tanto com relação a Dionísio, como a Carlinhos. Elas fofocaram fazendo as unhas e hidratando o cabelo.
"Esse creme é ótimo," dizia Bella com os cabelos lambuzados, " uma amiga minha falou que o resultado melhora ainda mais quando combinamos a um creme corporal. É um truque que ela usa, e dá certo."
Com certeza, o que mais as agradava em fazer juntas era hidratar os cabelos. Já que Laila havia os tingido de loiro mais claro ainda do que de costume.
Durante toda essa sessão de beleza, Laila animada decidiu em deixar um recado na caixa de entrada de Dionísio. Ele estava on line.
"Que pena que não conversamos por mais tempo hoje."
Para a surpresa de Laila, ela percebeu que Dionísio viu o recado, mas ignorou-o e apagou. Foi desconcertante. Talvez ele não fosse o príncipe que ela sempre sonhou.
Quando terminaram a hidratação, elas resolveram dar uma volta pelo centro da cidade, ou melhor, pelo shopping, olhar mais roupas e bijuterias. Quando estavam saindo da lojinha de bijuterias, elas encontraram com Thomas e um amigo. Thomas, aquele garoto mais novo que Laila sempre via no parque. Ele estava muito lindo, com uma camiseta branca, aquele seu cabelo preto muito macio visivelmente, e seu olhar preto muito expressivo.
" Oi meninas!", disse Thomas, ao mesmo tempo que estava gentil, muito tímido.
"Olá, Tom!" responderam as meninas em coro. E ele foi embora.
" Você viu como ele te olhou?" perguntou Bella sorridente
" Vi. Ai como ele tá gatinho, não vou aguentar sem me 'divertir' com ele. Como Dionísio resolveu 'se achar' no direito de me ignorar. Se ele não quer tem quem queira."
"Aham." respondeu Bella com desdém, sabendo que Laila jamais o esqueceria fácil. Isso só seria possível se ela e Carlinhos reatassem.
Elas continuaram caminhando pelo shopping até a hora de ir embora. Elas se despediram e Laila seguiu para sua casa. Naquela mesma noite, ela recebeu uma ligação de Ramona, sua colega de faculdade, a convidando para uma festa que seria na casa de alguns amigos. Em seguida, ela recebeu outra ligação, desas vez era Nikolas, um garoto da mesma classe de Dionísio e Carlinhos, a convidou para a mesma festa, e assim ela descobriu que a festa seria na casa de Nikolas.
Ela se animou com a idéia e resolveu ir. Nikolas disse que a buscaria em casa, e em seguida passaria na casa de Ramona para pegá-la também. Quando chegaram lá, a festa estava muito animada, mas ela sentiu a ausência de Dionísio, o qual Laila alimentava esperanças de encontrar por lá. Mas não importava, ele a ignorou. Não é tão importante assim. E Carlinhos? De repente ela sentiu um enorme vontade de vê-lo. Talvez até mesmo beijá-lo. Ai Carlinhos, como ela pensa nele ainda. Era muita indecisão naquela hora.
" Bem no fim, você veio..." a voz de Carlinhos surpreendeu Laila.
" Oi." começou a garota com suas bochechas vermelhas. " Resolvi vir assim que Nikolas me ligou."
"Ligou a meu pedido por sinal, eu precisava te ver. Sem o Dionísio por perto." falou o garoto com firmeza.
" Tudo bem, esquece o Dionísio, tudo o que tinha entre a gente acabou. Eu não o amo." respondeu Laila confusa.
" Eu sei que não, nós dois sabemos quem balança o seu coração." mandou Carlinhos, convencido como sempre.
" Você precisa aprender que não é bem assim... " antes que Laila pudesse concluir a sua fala, Carlinhos a beijou com força, fazendo assim seu coração disparar com uma velocidade de muitos batimentos por minutos.
Que beijo perfeito.
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Reencontros
Já manhã de sábado, as garotas acordaram, não tinham muitos planos para o fim de semana. Elas resolveram ir ao parque logo pela manhã, conversar um pouco e quebrar o tédio. O fim de semana para Laila era sagrado estar com Bella. Realmente, pareciam irmãs.
O sábado inteiro foi ótimo, elas andaram no parque, e depois foram às compras. Um detalhe importantíssimo a respeita da personalidade tanto de Laila quanto de Bella. Compras, era sagrado que fizessem juntas no shopping da cidade. Era o passatempo preferido delas.
Como era verão, elas abusaram de mini shorts e saias, além de blusinhas, batas e sandálias perfeitas. Além de acessórios como lenços, óculos escuros e bolsas grandes porque Bella estava precisando de uma urgente. Mas a melhor compra que Laila poderia ter feito em toda a sua vida ela fez naquele sábado. Um vestido roxo-açaí, na altura das coxas e rodado. Aberto nas costas, estilo frente-única, com detalhes nos seios, bordado com strass. Combinava com a sandália roxa e rosa que ela tinha guardada em casa.
Dentro de uma semana, seria o carnaval. Teria uma super festa, Alícia estaria lá também. É claro que ela precisava de uma roupa nova, e lá estava ela, seu novo vestido roxo-açaí. Bella estava totalmente sem vontade de ir à festa de carnaval, lamentando muito Laila entendeu. Não era uma fase boa para a sua amiga. E ela precisava de um tempo pra ela mesma. Claro que um tempo depois, as coisas melhorariam muito para ela.
Já era segunda-feira e Laila estava na faculdade, não tinha muita aula, mas ela estava lá. Ela encontrou com Nina e elas estavam conversando sobre tudo o que havia acontecido na vida delas até agora:
"E Pedro me liga quase todos os dias, ele só vai esperar passar o carnaval, e irá para Tóquio . Vou sentir tanta saudade!" suspirava Nina
"Nossa, mas quando ele voltar, ele te procura, não é?" quiz saber Laila
" É o que ele prometeu, tomara que cumpra. Sabe como é, primo do Carlinhos... " falou Nina em tom de decepção.
" Você não pode esperar que ele seja igual a Carlinhos, amiga." disparou Laila, com o coração apertado. " Eles, apesar de serem primos, são totalmente de personalidades diferentes. Ele vai te ligar."
Enquanto elas conversavam, Carlinhos ia passando com seus amigos. Como de costume, se exibindo como um pavão. Mais ainda quando viu Laila, ele estava profundamente irritado com ela, e o pior, sem motivo algum, pelo menos aparentemente.
Para a surpresa das meninas, Carlinhos chegou para perto de Laila e falou:
" Você está brava?"
Quando ele terminou sua pergunta Nina se dirigiu para a sua sala, pois suaz aula já ia começar, deixando assim, o casal sozinho.
"Brava, eu? Imagina, o único bravo aqui é você." mandou Laila confusa. Muito confusa. Carlinhos só poderia ter problema mental.
" Não estou bravo, apenas enciumado por conta de Dionísio. Eu sei que vocês andam se encontrando com frequência. Estão juntos." Carlinhos estava levantando o tom da voz, mas logo abaixou novamente. Ele não queria brigar e sim fazer as pazes.
"É claro que não, não o vi mais." Laila gostaria de estar mentindo, como ela queria que Carlinhos estivesse certo. Ela queria estar com Dionísio. Mas não estava. O que era uma lástima.
"Tudo bem, amigos agora? Quero dizer, estamos em paz, não estamos? " Carlinhos perguntou em um tom ansioso.
" Claro que estamos em paz, seu bobo. Agora por favor preciso ir embora." respondeu Laila sem paciência alguma e seguiu em direção à saída da faculdade. Como Carlinhos era patético e infantil. Era de dar raiva.
Enquanto ela estva indo embora, a pé, uma mensagem fez seu celular apitar. Era Dionísio:
" Eu sei que você está saindo agora da aula. Posso te ver?"
Laila sentiu seu coração disparar, e automaticamente respondeu:
"É claro, mas onde?"
"Olhe para trás."
Imediatamente, ela olhou. Meu Deus, era ele, seu príncipe cowboy dos olhos azuis. Chamando por ela, querendo vê-la.
O sábado inteiro foi ótimo, elas andaram no parque, e depois foram às compras. Um detalhe importantíssimo a respeita da personalidade tanto de Laila quanto de Bella. Compras, era sagrado que fizessem juntas no shopping da cidade. Era o passatempo preferido delas.
Como era verão, elas abusaram de mini shorts e saias, além de blusinhas, batas e sandálias perfeitas. Além de acessórios como lenços, óculos escuros e bolsas grandes porque Bella estava precisando de uma urgente. Mas a melhor compra que Laila poderia ter feito em toda a sua vida ela fez naquele sábado. Um vestido roxo-açaí, na altura das coxas e rodado. Aberto nas costas, estilo frente-única, com detalhes nos seios, bordado com strass. Combinava com a sandália roxa e rosa que ela tinha guardada em casa.
Dentro de uma semana, seria o carnaval. Teria uma super festa, Alícia estaria lá também. É claro que ela precisava de uma roupa nova, e lá estava ela, seu novo vestido roxo-açaí. Bella estava totalmente sem vontade de ir à festa de carnaval, lamentando muito Laila entendeu. Não era uma fase boa para a sua amiga. E ela precisava de um tempo pra ela mesma. Claro que um tempo depois, as coisas melhorariam muito para ela.
Já era segunda-feira e Laila estava na faculdade, não tinha muita aula, mas ela estava lá. Ela encontrou com Nina e elas estavam conversando sobre tudo o que havia acontecido na vida delas até agora:
"E Pedro me liga quase todos os dias, ele só vai esperar passar o carnaval, e irá para Tóquio . Vou sentir tanta saudade!" suspirava Nina
"Nossa, mas quando ele voltar, ele te procura, não é?" quiz saber Laila
" É o que ele prometeu, tomara que cumpra. Sabe como é, primo do Carlinhos... " falou Nina em tom de decepção.
" Você não pode esperar que ele seja igual a Carlinhos, amiga." disparou Laila, com o coração apertado. " Eles, apesar de serem primos, são totalmente de personalidades diferentes. Ele vai te ligar."
Enquanto elas conversavam, Carlinhos ia passando com seus amigos. Como de costume, se exibindo como um pavão. Mais ainda quando viu Laila, ele estava profundamente irritado com ela, e o pior, sem motivo algum, pelo menos aparentemente.
Para a surpresa das meninas, Carlinhos chegou para perto de Laila e falou:
" Você está brava?"
Quando ele terminou sua pergunta Nina se dirigiu para a sua sala, pois suaz aula já ia começar, deixando assim, o casal sozinho.
"Brava, eu? Imagina, o único bravo aqui é você." mandou Laila confusa. Muito confusa. Carlinhos só poderia ter problema mental.
" Não estou bravo, apenas enciumado por conta de Dionísio. Eu sei que vocês andam se encontrando com frequência. Estão juntos." Carlinhos estava levantando o tom da voz, mas logo abaixou novamente. Ele não queria brigar e sim fazer as pazes.
"É claro que não, não o vi mais." Laila gostaria de estar mentindo, como ela queria que Carlinhos estivesse certo. Ela queria estar com Dionísio. Mas não estava. O que era uma lástima.
"Tudo bem, amigos agora? Quero dizer, estamos em paz, não estamos? " Carlinhos perguntou em um tom ansioso.
" Claro que estamos em paz, seu bobo. Agora por favor preciso ir embora." respondeu Laila sem paciência alguma e seguiu em direção à saída da faculdade. Como Carlinhos era patético e infantil. Era de dar raiva.
Enquanto ela estva indo embora, a pé, uma mensagem fez seu celular apitar. Era Dionísio:
" Eu sei que você está saindo agora da aula. Posso te ver?"
Laila sentiu seu coração disparar, e automaticamente respondeu:
"É claro, mas onde?"
"Olhe para trás."
Imediatamente, ela olhou. Meu Deus, era ele, seu príncipe cowboy dos olhos azuis. Chamando por ela, querendo vê-la.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Noite de fofocas na casa de Bella
A noite na casa de Bella não poderia ter sido mais divertida, elas assistiram à melhor sequência de comédias românticas, comeram muita macarronada, e a mlhor parte: fofocaram, deram muitas risadas.
"Como Carlinhos pode ser tão burro?" Bella se divertia com a revolta de Laila ao ver Carlinhos se exibindo.
" Ele sempre foi assim, não pode ficar sem se exibir. Um pavão, no meio de peruas. E ainda acha que está arrazando, coitado." dizia Laila com um tom de deboche.
Enquanto conversavam, Bella ligou o seu computador e entrou na internet, Laila foi checar seus e-mails. Um novo e-mail em sua caixa de entrada apareceu. Era de um garoto que Laila admirava, achava bonito, porém um tanto inalcansável. E o pior, muito mais novo que ela. Seu nome era Thomas. Ele era moreno, alto, um corpo muito bem definido, olhos e cabelos negros. Seus cabelos era perfeitos, muito lisos e visivelmente macios. Laila o via sempre no parque da cidade em que ela e Nina costumavam caminhar. Mas ela nunca imaginou que ele a conhecia também.
Enfim, o que dizia o e-mail era o seguinte:
"Oi linda menina que sempre me vê no parque e nunca me cumprimenta. Não sei se você me conhece, mas eu morro de vontade de te conhecer melhor. Topa? Que tal um encontro?.
Beijos, Thomas."
Laila não respondeu. Na verdade, ela não estava muito interessada, apesar de Thomas ser um garoto atraente. O que desencantava era que ele não tinha o que Laila gostava. "Chucreza", e além disso, era mais novo. Isso não dá certo. Homem tem que ser mais velho. E outra, ela estava com os pensamentos em Dionísio. E é claro, tudo iria dar certo.
"Ah Laila, dá uma chance ao garoto, ele é bonito, e uma boa pessoa. Eu o conheço há tanto tempo." disse Bella, se divertindo com a história.
"Não. Ele é muito garoto pra mim, nunca daria certo. Só se fosse para me 'divertir', e isso está fora de questão agora." respondeu Laila convicta.
" Mas eu não descarto a possibilidade de que vocês dois ainda terão algo um dia."
"Quem sabe, não é Bella. Afinal ele é bonito." Laila respondeu, fazendo mençao de que queria terminar o assunto. Logo começou outro.
" E Dionísio, que me ligou essa semana!!!!!!" contou Laila entusiasmada
"MENTIRA?!" admirou-se Bella
" Sim, eu também não acreditei, mas era ele, o meu príncipe dos olhos azuis." Laila suspirava, provocando a mesma reação em Bella.
" Queria eu que algum príncipe me ligasse também."
"Calma amiga, ele vem. Quando você menos espera, ele vem."
Elas encerraram o assunto e dormiram. Amanhã seria um dia longo.
"Como Carlinhos pode ser tão burro?" Bella se divertia com a revolta de Laila ao ver Carlinhos se exibindo.
" Ele sempre foi assim, não pode ficar sem se exibir. Um pavão, no meio de peruas. E ainda acha que está arrazando, coitado." dizia Laila com um tom de deboche.
Enquanto conversavam, Bella ligou o seu computador e entrou na internet, Laila foi checar seus e-mails. Um novo e-mail em sua caixa de entrada apareceu. Era de um garoto que Laila admirava, achava bonito, porém um tanto inalcansável. E o pior, muito mais novo que ela. Seu nome era Thomas. Ele era moreno, alto, um corpo muito bem definido, olhos e cabelos negros. Seus cabelos era perfeitos, muito lisos e visivelmente macios. Laila o via sempre no parque da cidade em que ela e Nina costumavam caminhar. Mas ela nunca imaginou que ele a conhecia também.
Enfim, o que dizia o e-mail era o seguinte:
"Oi linda menina que sempre me vê no parque e nunca me cumprimenta. Não sei se você me conhece, mas eu morro de vontade de te conhecer melhor. Topa? Que tal um encontro?.
Beijos, Thomas."
Laila não respondeu. Na verdade, ela não estava muito interessada, apesar de Thomas ser um garoto atraente. O que desencantava era que ele não tinha o que Laila gostava. "Chucreza", e além disso, era mais novo. Isso não dá certo. Homem tem que ser mais velho. E outra, ela estava com os pensamentos em Dionísio. E é claro, tudo iria dar certo.
"Ah Laila, dá uma chance ao garoto, ele é bonito, e uma boa pessoa. Eu o conheço há tanto tempo." disse Bella, se divertindo com a história.
"Não. Ele é muito garoto pra mim, nunca daria certo. Só se fosse para me 'divertir', e isso está fora de questão agora." respondeu Laila convicta.
" Mas eu não descarto a possibilidade de que vocês dois ainda terão algo um dia."
"Quem sabe, não é Bella. Afinal ele é bonito." Laila respondeu, fazendo mençao de que queria terminar o assunto. Logo começou outro.
" E Dionísio, que me ligou essa semana!!!!!!" contou Laila entusiasmada
"MENTIRA?!" admirou-se Bella
" Sim, eu também não acreditei, mas era ele, o meu príncipe dos olhos azuis." Laila suspirava, provocando a mesma reação em Bella.
" Queria eu que algum príncipe me ligasse também."
"Calma amiga, ele vem. Quando você menos espera, ele vem."
Elas encerraram o assunto e dormiram. Amanhã seria um dia longo.
Exibido como um pavão
Sem entender muito, Laila respondeu ao telefone, e sem acreditar no que estava ouvindo. Parecia mentira. Ele perguntou:
" Então, foi pra aula já?"
"Fui, nem bem começou o ano e já tenho milhares de compromissos na faculdade. E você?" , sua voz estava trêmula, de ansiedade
" Na verdade nem estou fazendo muita coisa. Apenas atormentando a vida dos meus calouros. Isso é divertido."
" Hum, legal. "
Houve um pequeno silêncio.
" Mas estou ligando para que você saiba que quando quizer sair, se distrair, ou estiver entediada, pode me procurar. Tá?"
" Tudo bem", Laila respondeu timidamente.
A conversa se encerrou ali. Laila estava radiante. Pelo menos ele se lembrou dela, e o melhor de tudo, ele estava interessado. Esse ano prometia.
No dia seguinte, ela teve aula novamente, por enquanto a faculdade não estava tão massante quanto Laila tinha dito para Dionísio. Aquilo foi apenas para fazer charme. Aliás, ela sempre gostou de se fazer de ocupada, prestativa e afins. A verdade é que por enquanto, o clima na faculdade era muito descontraído, pois assim como Dionísio, Laila e suas colegas estavam dando boas-vindas aos seus calouros, que na grande maioria eram calouras.
Havia um barzinho perto da universidade, e enquanto era primeira semana de aula e não tinham provas ou trabalhos, Laila e suas colegas de classe ficavam lá depois das aulas, fofocando, "torturando" as calouras e bebendo cerveja.
Numa dessas idas ao barzinho, Laila enxergou Carlinhos na mesa ao lado, se exibindo para algumas garotas que estavam com ele. Típico daquele cérebro minúsculo dele. Se fazer de "tiranossauro-rex" ou "rei da selva" sempre foi o seu forte. Era de dar dó olhar para ele. Ele estava "se sentindo" no meio daquele bando de "mocréias exibidas".
Laila nunca teve amigas verdadeiras em sua classe, mas ela sempre conversava mais com algumas meninas. Eram elas: Pietra, Raissa e Ramona. Elas eram muito queridas, mas não poderiam ser consideradas amigas. Apenas colegas de classe. Que davam apoio quando ela precisava. Ora ela as chamava de amigas, ora ele via que não eram tão amigas quanto Bella, Nina ou Alícia eram para ela.
Enfim. Carlinhos estava no bar, na mesa ao lado de Laila e suas colegas, se exibindo como um pavão com uma nova penagem. Até a hora que ele avistou Laila. Aí sim, ele "abriu o leque de penas em seu rabo de pavão". Só faltou subir na mesa e tirar a roupa. Pegou um calouro pela mão e o fez se apresentar para todos que estavam naquele local. Carlinhos cursva engenharia civil, e estava na mesma classe que Dionísio.
" Laila, não se assuste, mas olha o jeito do Carlinhos" disse Pietra assustada com a cena. Pietra era uma garota muito querida por Laila. Beleza não era o seu forte, sinceramente. Ela era muito baixinha, gordinha, cabelo enrolado que não se ajeitava de forma alguma, não importasse o que ela fizesse, loira e com luzes naqueles cabelos estranhos. Pele bronzeada desproporcionalmente, e olhos bem pretos. Tinha uma personalidade forte, mas com um ar de falsidade em tudo o que ela falava. Até para Ramona e Raíssa, que conviviam mais com ela. A impressão que Laila sempre teve de Pietra até conhecê-la bem no segundo ano de faculdade, era que ela era uma pessoa amável, que se importa com todos a sua volta. Ao longo do ano, os leitores perceberão o "poço de inveja e falsidade" que Pietra representava. Uma verdadeira "loba em pele de carneiro". Entretanto, essa história, o leitor terá conhecimento mais adiante.
Mas ainda naquele dia, no bar, voltemos ao "pavão Carlinhos", que não sabia mais o que fazer para chamar a atenção. Quando o alvoroço todo do vexame do calouro de engenharia civil acabou. Carlinhos veio em direção à Laila, fez menção de saudá-la. Mas passou reto, e saiu do bar. Havia muitos garotos da classe de Carlinhos que Laila conversava (inclusive Dionísio), e alguns deles (sem Dionísio) estavam chegando ao bar, cumprimentaram Laila e sentaram-se à mesa em que estava Carlinhos anteriormente. Para a tristeza de Laila, nenhum sinal do prínicipe Dionísio. Ele sumiu.
Quando Laila, Ramona, Pietra e Raíssa foram embora, já era quase noite. Elas conversaram mais um pouquinho e cada uma seguiu seu rumo. Laila foi dormir na casa de Bella, pois ainda não tinha se desacostumado do clima de férias, e precisava contar à amiga todas as novidades.
Bella já a estava esperando com uma macarronada eu um filme estilo comédia romântica, o qual era o preferido de ambas.
" Então, foi pra aula já?"
"Fui, nem bem começou o ano e já tenho milhares de compromissos na faculdade. E você?" , sua voz estava trêmula, de ansiedade
" Na verdade nem estou fazendo muita coisa. Apenas atormentando a vida dos meus calouros. Isso é divertido."
" Hum, legal. "
Houve um pequeno silêncio.
" Mas estou ligando para que você saiba que quando quizer sair, se distrair, ou estiver entediada, pode me procurar. Tá?"
" Tudo bem", Laila respondeu timidamente.
A conversa se encerrou ali. Laila estava radiante. Pelo menos ele se lembrou dela, e o melhor de tudo, ele estava interessado. Esse ano prometia.
No dia seguinte, ela teve aula novamente, por enquanto a faculdade não estava tão massante quanto Laila tinha dito para Dionísio. Aquilo foi apenas para fazer charme. Aliás, ela sempre gostou de se fazer de ocupada, prestativa e afins. A verdade é que por enquanto, o clima na faculdade era muito descontraído, pois assim como Dionísio, Laila e suas colegas estavam dando boas-vindas aos seus calouros, que na grande maioria eram calouras.
Havia um barzinho perto da universidade, e enquanto era primeira semana de aula e não tinham provas ou trabalhos, Laila e suas colegas de classe ficavam lá depois das aulas, fofocando, "torturando" as calouras e bebendo cerveja.
Numa dessas idas ao barzinho, Laila enxergou Carlinhos na mesa ao lado, se exibindo para algumas garotas que estavam com ele. Típico daquele cérebro minúsculo dele. Se fazer de "tiranossauro-rex" ou "rei da selva" sempre foi o seu forte. Era de dar dó olhar para ele. Ele estava "se sentindo" no meio daquele bando de "mocréias exibidas".
Laila nunca teve amigas verdadeiras em sua classe, mas ela sempre conversava mais com algumas meninas. Eram elas: Pietra, Raissa e Ramona. Elas eram muito queridas, mas não poderiam ser consideradas amigas. Apenas colegas de classe. Que davam apoio quando ela precisava. Ora ela as chamava de amigas, ora ele via que não eram tão amigas quanto Bella, Nina ou Alícia eram para ela.
Enfim. Carlinhos estava no bar, na mesa ao lado de Laila e suas colegas, se exibindo como um pavão com uma nova penagem. Até a hora que ele avistou Laila. Aí sim, ele "abriu o leque de penas em seu rabo de pavão". Só faltou subir na mesa e tirar a roupa. Pegou um calouro pela mão e o fez se apresentar para todos que estavam naquele local. Carlinhos cursva engenharia civil, e estava na mesma classe que Dionísio.
" Laila, não se assuste, mas olha o jeito do Carlinhos" disse Pietra assustada com a cena. Pietra era uma garota muito querida por Laila. Beleza não era o seu forte, sinceramente. Ela era muito baixinha, gordinha, cabelo enrolado que não se ajeitava de forma alguma, não importasse o que ela fizesse, loira e com luzes naqueles cabelos estranhos. Pele bronzeada desproporcionalmente, e olhos bem pretos. Tinha uma personalidade forte, mas com um ar de falsidade em tudo o que ela falava. Até para Ramona e Raíssa, que conviviam mais com ela. A impressão que Laila sempre teve de Pietra até conhecê-la bem no segundo ano de faculdade, era que ela era uma pessoa amável, que se importa com todos a sua volta. Ao longo do ano, os leitores perceberão o "poço de inveja e falsidade" que Pietra representava. Uma verdadeira "loba em pele de carneiro". Entretanto, essa história, o leitor terá conhecimento mais adiante.
Mas ainda naquele dia, no bar, voltemos ao "pavão Carlinhos", que não sabia mais o que fazer para chamar a atenção. Quando o alvoroço todo do vexame do calouro de engenharia civil acabou. Carlinhos veio em direção à Laila, fez menção de saudá-la. Mas passou reto, e saiu do bar. Havia muitos garotos da classe de Carlinhos que Laila conversava (inclusive Dionísio), e alguns deles (sem Dionísio) estavam chegando ao bar, cumprimentaram Laila e sentaram-se à mesa em que estava Carlinhos anteriormente. Para a tristeza de Laila, nenhum sinal do prínicipe Dionísio. Ele sumiu.
Quando Laila, Ramona, Pietra e Raíssa foram embora, já era quase noite. Elas conversaram mais um pouquinho e cada uma seguiu seu rumo. Laila foi dormir na casa de Bella, pois ainda não tinha se desacostumado do clima de férias, e precisava contar à amiga todas as novidades.
Bella já a estava esperando com uma macarronada eu um filme estilo comédia romântica, o qual era o preferido de ambas.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A viagem de Bella e Laila e a volta às aulas
Bella e Laila passaram o resto da madrugada conversando sobre a noitada. Dormiram logo que o dia terminou de amanhecer, como anjos, pois estavam muito cansadas.
O dia seguinte foi normal, elas não fizeram nada muito diferente. Era por volta de quatro horas da tarde quando Zé Roberto ligou novammente para Laila para saber como foi o seu aniversário. Eles conversaram bastante, mesmo Laila sabendo que precisava dispensá-lo, pois sua paião, pelo menos naquele momento, era por Dionísio e seu belo par de olhos azuis.
Quando Laila foi embora da casa de Bella, também não vivenciou nada diferente ou extraordinário. Salvo o fato de que sua avó da cidade vizinha, uma semana após, estava ligando e querendo que ela fosse passar alguns dias lá, antes que ela retornasse às aulas.
Laila achou uma ótima idéia, já que ela iria ter que enfrentar sua velha cidade por um bom tempo, e resolveu confirmar presença com a sua avó e pedir permisão para que Bella fosse junto com ela. Com toda certeza a resposta foi afirmativa e Laila convidou sua amiga para que fossem lá.
A ida para a cidade vizinha foi muito agradável. Lá, Bella pode conhecer as primas de Laila, que não eram poucas. Todas muito divertidas e hospitaleiras, elas saíram, se distraíram e deram risadas, como fazia tempo que elas não riam. Foi um tempo de refúgio para ambas as garotas, que precisavam mesmo respirar outos ares.
Nada muito especial aconteceu a elas nessa viagem, realmente, elas apenas descansaram a cabeça e ficaram em paz. Sem ninguém encomodando, ou estressando-as.
Fim da viagem, as meninas se despedem da avó de Laila, e seguiram de volta para Londonlândia. Era véspera do início das aulas de Laila, que estava animadíssima para recomeçar, mas dessa vez no segundo ano da faculdade de moda. Seria um desafio maior ainda que o ano passado, ela sabia que iria ter que se preparar.
Quando as meninas chegaram em Londonlândia, os pais de Laila já estavam esperando-as n rodoviária da cidade. Elas estavam carregadas de bagagem, e muito cansadas. Tudo o que elas queriam era chegar em casa e dormir. Os pais de Laila deixaram Bella em sua casa, elas se despediram e assim, Laila seguiu para casa, muito cansada e com muita expectativa em relação ao dia seguinte, ao ano que realmente estava começando.
Era menhã de segunda feira, dia dezesseis de fevereiro. Por enquanto, na faculdade, o clima era tranquilo, início de ano, os colegas todos com saudades, com ovidades das férias.
A melhor parte com certeza era que Laila reencontrou Nina, que estava mais "lascada" que ela, pois ela era sua veterana e estava indo para o terceiro ano e esse sim prometia ser difícil.
O dia passou tranquilamente sem maiores surpresas. Quando caiu a noite, e o celular de Laila tocou. Ela já esperava uma ligação à noite, mas dessa vez o número era diferente. E o que??? A voz também era diferente, com toda certeza, não era Zé Roberto que ligava.
"Alô, Laila? Lembra de mim? O Dionísio?"
Laila não conseguiu responder. Ela estava contente demais para isso. Seu príncipe cowboy ligando pra ela, ela não acreditava. Tudo isso era mais que um sonho só dela. Ele também não esqueceu.
Aah, príncipe Dionísio dos olhos azuis...
O dia seguinte foi normal, elas não fizeram nada muito diferente. Era por volta de quatro horas da tarde quando Zé Roberto ligou novammente para Laila para saber como foi o seu aniversário. Eles conversaram bastante, mesmo Laila sabendo que precisava dispensá-lo, pois sua paião, pelo menos naquele momento, era por Dionísio e seu belo par de olhos azuis.
Quando Laila foi embora da casa de Bella, também não vivenciou nada diferente ou extraordinário. Salvo o fato de que sua avó da cidade vizinha, uma semana após, estava ligando e querendo que ela fosse passar alguns dias lá, antes que ela retornasse às aulas.
Laila achou uma ótima idéia, já que ela iria ter que enfrentar sua velha cidade por um bom tempo, e resolveu confirmar presença com a sua avó e pedir permisão para que Bella fosse junto com ela. Com toda certeza a resposta foi afirmativa e Laila convidou sua amiga para que fossem lá.
A ida para a cidade vizinha foi muito agradável. Lá, Bella pode conhecer as primas de Laila, que não eram poucas. Todas muito divertidas e hospitaleiras, elas saíram, se distraíram e deram risadas, como fazia tempo que elas não riam. Foi um tempo de refúgio para ambas as garotas, que precisavam mesmo respirar outos ares.
Nada muito especial aconteceu a elas nessa viagem, realmente, elas apenas descansaram a cabeça e ficaram em paz. Sem ninguém encomodando, ou estressando-as.
Fim da viagem, as meninas se despedem da avó de Laila, e seguiram de volta para Londonlândia. Era véspera do início das aulas de Laila, que estava animadíssima para recomeçar, mas dessa vez no segundo ano da faculdade de moda. Seria um desafio maior ainda que o ano passado, ela sabia que iria ter que se preparar.
Quando as meninas chegaram em Londonlândia, os pais de Laila já estavam esperando-as n rodoviária da cidade. Elas estavam carregadas de bagagem, e muito cansadas. Tudo o que elas queriam era chegar em casa e dormir. Os pais de Laila deixaram Bella em sua casa, elas se despediram e assim, Laila seguiu para casa, muito cansada e com muita expectativa em relação ao dia seguinte, ao ano que realmente estava começando.
Era menhã de segunda feira, dia dezesseis de fevereiro. Por enquanto, na faculdade, o clima era tranquilo, início de ano, os colegas todos com saudades, com ovidades das férias.
A melhor parte com certeza era que Laila reencontrou Nina, que estava mais "lascada" que ela, pois ela era sua veterana e estava indo para o terceiro ano e esse sim prometia ser difícil.
O dia passou tranquilamente sem maiores surpresas. Quando caiu a noite, e o celular de Laila tocou. Ela já esperava uma ligação à noite, mas dessa vez o número era diferente. E o que??? A voz também era diferente, com toda certeza, não era Zé Roberto que ligava.
"Alô, Laila? Lembra de mim? O Dionísio?"
Laila não conseguiu responder. Ela estava contente demais para isso. Seu príncipe cowboy ligando pra ela, ela não acreditava. Tudo isso era mais que um sonho só dela. Ele também não esqueceu.
Aah, príncipe Dionísio dos olhos azuis...
sábado, 9 de maio de 2009
O aniversário de Laila
Já era quinta-feira de manhã. Laila foi acordada pelo seu celular tocando. Quando ela atendeu, a voz de Fabrício, um velho amigo de longa data respondeu:
"Vou falar rápido, estou com pouco crédito, você está convocada a vir aqui em casa hoje à tarde, minha mãe te fez um bolo de aniversário. Beijos tchau."
Ele não esperou respostas e encerrou a ligação. Laila ficou feliz. Quanta saudade ela sentia de Fabrício, que como todos os seus amigos, estava morando em outra cidade, a qual ele estudava medicina. Seria um aniversário perfeito, à tarde ela iria ganhar um bolo de Fabrício, e à noite, festa com Bella no melhor barzinho da cidade.
Laila tinha terminado de se arrumar e estava indo a pé na casa de Fabrício, pois estava com peso na consciência do absurdo que tinha comido no dia anterior, e ainda iria comer ao longo do dia.
Mas como ela era uma garota muito azarada, no meio do caminho começou a chover. Quando, como de costume, Zé Roberto ligou em seu celular. Por muita sorte, ela estava na frente da loja em que Zé Roberto trabalhava. Na verdade, ele era dono do estabelecimento, micro-empresário em início de carreira. Em todo caso, ele salvou Laila de chegar ensopada na casa de Fabrício, pois deu carona até lá.
"Obrigada, você é um amor." agradeceu Laila. Zé Roberto era muito tímido e não conversou muito, mas Laila podia ver em seu olhos que ele estava amando dar carona a ela. Laila desceu, e chamou por Fabrício que logo a antendeu.
"Parabééééns, minha amiga!!! Que saudade. Venha aqui para comermos o bolo que minha mãe preparou!" chamou Fabrício logo que eles entraram na casa.
Foi uma recepção maravilhosa, eles conversaram, deram muitas risadas até o fim da tarde.
Já era hora de Laila ir embora e se arrumar para ir a casa do pai de Bella e de lá, elas irem ao barzinho combinado. Quando Laila chegou, Bella estava pronta para sair e com uma novidade:
"Eu vou voltar a morar aqui, meus pais voltaram a se entender!", disse Bella cheia de alegria.
Laila teve o melhor presente de aniversário que poderia, uma de suas melhores amigas morando perto...
Era por volta de onze e meia da noite quando elas estavam saindo. Laila estava sem o seu carro, pois teve que deixá-lo em casa porque estava totalmente sem combustível. A solução foi pedirem carona para uma menina, que sequer foi convidada, porém tinha carro. Era uma menina muito chata, que por conveniência, as meninas aguentavam, visto que muitas vezes precisvam dela.
Foi terrível, pois Laila e Bella ficaram esperando das onze e meia até uma da madrugada até que essa garota chegasse. O pior de tudo era que elas não podiam reclamar, pois estavam recebendo um favor. Essa pessoa chata, não é necessário revelar o nome aos leitores, pois ela não faz parte da vida de Laila, se for preciso, a autora revelará, mas isso mais adiante.
Depois da demorada carona, elas chegaram ao barzinho. Como previsto, tinha mais gente do que o local poderia sustentar, entretanto, um ambiente muito agradável. Laila não esperava encontrar ninguém específico ali dentro, pois esse lugar não era frequentado por ninguém conhecido.
Não fazia nem meia hora que elas estavam lá, um antigo amor de Bella surgiu na frente das meninas. Beto, um rapaz muito estiloso. Loiro, olhos castanhos e cabelo médio e liso. Para o gosto de Laila, ele era muito baixinho, apesar de ela ser extremamente baixa. Mas Bella o achava bonitinho assim. Ele chegou direto falar com ela:
"Nossa, que surpresa te ver por aqui"
Bella sentiu seu rosto corar:
"É, voltei pra ficar", disse com a voz tão baxa que apenas Beto foi capaz de ouvir.
"Querem uma bebida? Hoje eu estou generoso." disse ele, querendo impressionar.
"Claaaro que queremos!!!" Laila pulou na frente de Bella, antes que Bella recusasse, de vergonha. Beto foi buscar as bebidas.
"Nossa, como ele está lindinho!!!!" disse Bella pulando para abraçar Laila.
"Perfeito." respondeu Laila alegremente, "Está um "tchutchuco" nos pagando bebidas".
"Aaai, que saudade dele. Será que ele estava com saudade de mim também?" Bella estava ansiosa
" Pela cara dele? Claro que estava..." nem bem Laila terminou de falar, Beto chegou com as "bebidas generosas".
Enquanto Bella e Beto conversavam, Laila se dispersou um pouco para o lado. Nisso um maravilhoso rapaz de olhos claros cruzou o seu caminho. Ele era lindo, assim como Dionísio, mas era mais encorpado que ele. Era loiro, como Dionísio, mas um loiro mais escuro. Seus olhos eram claros, como Dionísio, mas eram esverdeados. Que olhos lindos! Laila era fascinada por olhos claros.
Ele passou por Laila e a olhou fundo nos olhos, o ponto fraco. Como os olhos são expressivos, como eles nunca mentem, como bem disse o poeta: "os olhos são a janela da alma" , uma pessoa relativamente bonita precisa obrigatoriamente ter os olhos bonitos. E isso aquele homem tinha de sobra. Fascinante!
"Laila, ele me beijou!!!", chegou Bella animada.
"Isso era óbvio que iria acontecer, Bella. Cadê ele?"
"Foi buscar mais bebida." respondeu Bella avoada.
" Ahh sim, mas e aí? O que conversaram?" Laila adorava saber cada detalhe.
" Ele me contou sobre o trabalho dele, queria saber do que eu iria me ocupar aqui, agora que voltei. Se eu estava namorando..."
"Namorando?? Que interesse o dele, hein?" disse Laila.
"É, mas eu não sei, ele é muito bonito, muito popular. Eu sofreria demais."
Novamente, elas não terminaram a conversa e Beto voltou ao local e puxou Bella para dançar, pois havia música ao vivo, que tinha recém começado a tocar.
Laila novamente se dispersou, ela estava com o garoto dos olhos claros na cabeça. Olhos claros, como isso é perfeito. Ele passava olhando por ela com frequência, porém, não passava de olhares. Ele a rodeava o tempo todo, mas não se aproximava demais.
Em seguida ela percebeu que uma conhecida sua (que também nada acrescenta ao conteúdo dessa história), era amiga do menino de olhos claros e conversava muito com ele ali. Pelo menos, Laila poderia saber o nome dele, mesmo que apenas isso.
Enquanto Laila estava vivendo o pequeno dilema do belo-dos-olhos-claros, Bella estava com Beto, relativamente feliz, mas confusa. Não tinha tanta certeza de seus sentimentos, não se sabe ao certo se por medo de sofrer, ou se não gostava verdadeiramente. Mas por ora, estava bom para ela. Desfilar com um garoto bonito nunca é sacrifício para garota alguma.
Já era tarde, por volta de cinco e meia da manhã, e hora das meninas irem embora. Beto, como estava generoso, iria levá-las embora. Bella chamou Laila que em seguida foi pagar a consumação do barzinho, enquanto Bella e Beto a esperavam no lado de fora.
No instante em que Laila estava na fila do caixa, o garoto de olhos azuis a cercou:
"Não diga que você, vai embora!" ele tinha uma voz perfeita.
"É, vou ter que ir." disse Laila com uma expressão triste.
Ele não disse mais nada, apenas tomou Laila em seus braços e a beijou. QUE BEIJO!
Laila o largou e foi em direção ao carro de Beto, suspirando. Que aniversário perfeito.
Laila iria dormir na casa de Bella, então elas teriam o restinho da madrugada para conversarem sobre a noite, e uma contar a novidade para a outra. O que Laila podia com certeza afirmar? QUE ANIVERSÁRIO MARAVILHOSO. Obrigada Meu Deus.
"Vou falar rápido, estou com pouco crédito, você está convocada a vir aqui em casa hoje à tarde, minha mãe te fez um bolo de aniversário. Beijos tchau."
Ele não esperou respostas e encerrou a ligação. Laila ficou feliz. Quanta saudade ela sentia de Fabrício, que como todos os seus amigos, estava morando em outra cidade, a qual ele estudava medicina. Seria um aniversário perfeito, à tarde ela iria ganhar um bolo de Fabrício, e à noite, festa com Bella no melhor barzinho da cidade.
Laila tinha terminado de se arrumar e estava indo a pé na casa de Fabrício, pois estava com peso na consciência do absurdo que tinha comido no dia anterior, e ainda iria comer ao longo do dia.
Mas como ela era uma garota muito azarada, no meio do caminho começou a chover. Quando, como de costume, Zé Roberto ligou em seu celular. Por muita sorte, ela estava na frente da loja em que Zé Roberto trabalhava. Na verdade, ele era dono do estabelecimento, micro-empresário em início de carreira. Em todo caso, ele salvou Laila de chegar ensopada na casa de Fabrício, pois deu carona até lá.
"Obrigada, você é um amor." agradeceu Laila. Zé Roberto era muito tímido e não conversou muito, mas Laila podia ver em seu olhos que ele estava amando dar carona a ela. Laila desceu, e chamou por Fabrício que logo a antendeu.
"Parabééééns, minha amiga!!! Que saudade. Venha aqui para comermos o bolo que minha mãe preparou!" chamou Fabrício logo que eles entraram na casa.
Foi uma recepção maravilhosa, eles conversaram, deram muitas risadas até o fim da tarde.
Já era hora de Laila ir embora e se arrumar para ir a casa do pai de Bella e de lá, elas irem ao barzinho combinado. Quando Laila chegou, Bella estava pronta para sair e com uma novidade:
"Eu vou voltar a morar aqui, meus pais voltaram a se entender!", disse Bella cheia de alegria.
Laila teve o melhor presente de aniversário que poderia, uma de suas melhores amigas morando perto...
Era por volta de onze e meia da noite quando elas estavam saindo. Laila estava sem o seu carro, pois teve que deixá-lo em casa porque estava totalmente sem combustível. A solução foi pedirem carona para uma menina, que sequer foi convidada, porém tinha carro. Era uma menina muito chata, que por conveniência, as meninas aguentavam, visto que muitas vezes precisvam dela.
Foi terrível, pois Laila e Bella ficaram esperando das onze e meia até uma da madrugada até que essa garota chegasse. O pior de tudo era que elas não podiam reclamar, pois estavam recebendo um favor. Essa pessoa chata, não é necessário revelar o nome aos leitores, pois ela não faz parte da vida de Laila, se for preciso, a autora revelará, mas isso mais adiante.
Depois da demorada carona, elas chegaram ao barzinho. Como previsto, tinha mais gente do que o local poderia sustentar, entretanto, um ambiente muito agradável. Laila não esperava encontrar ninguém específico ali dentro, pois esse lugar não era frequentado por ninguém conhecido.
Não fazia nem meia hora que elas estavam lá, um antigo amor de Bella surgiu na frente das meninas. Beto, um rapaz muito estiloso. Loiro, olhos castanhos e cabelo médio e liso. Para o gosto de Laila, ele era muito baixinho, apesar de ela ser extremamente baixa. Mas Bella o achava bonitinho assim. Ele chegou direto falar com ela:
"Nossa, que surpresa te ver por aqui"
Bella sentiu seu rosto corar:
"É, voltei pra ficar", disse com a voz tão baxa que apenas Beto foi capaz de ouvir.
"Querem uma bebida? Hoje eu estou generoso." disse ele, querendo impressionar.
"Claaaro que queremos!!!" Laila pulou na frente de Bella, antes que Bella recusasse, de vergonha. Beto foi buscar as bebidas.
"Nossa, como ele está lindinho!!!!" disse Bella pulando para abraçar Laila.
"Perfeito." respondeu Laila alegremente, "Está um "tchutchuco" nos pagando bebidas".
"Aaai, que saudade dele. Será que ele estava com saudade de mim também?" Bella estava ansiosa
" Pela cara dele? Claro que estava..." nem bem Laila terminou de falar, Beto chegou com as "bebidas generosas".
Enquanto Bella e Beto conversavam, Laila se dispersou um pouco para o lado. Nisso um maravilhoso rapaz de olhos claros cruzou o seu caminho. Ele era lindo, assim como Dionísio, mas era mais encorpado que ele. Era loiro, como Dionísio, mas um loiro mais escuro. Seus olhos eram claros, como Dionísio, mas eram esverdeados. Que olhos lindos! Laila era fascinada por olhos claros.
Ele passou por Laila e a olhou fundo nos olhos, o ponto fraco. Como os olhos são expressivos, como eles nunca mentem, como bem disse o poeta: "os olhos são a janela da alma" , uma pessoa relativamente bonita precisa obrigatoriamente ter os olhos bonitos. E isso aquele homem tinha de sobra. Fascinante!
"Laila, ele me beijou!!!", chegou Bella animada.
"Isso era óbvio que iria acontecer, Bella. Cadê ele?"
"Foi buscar mais bebida." respondeu Bella avoada.
" Ahh sim, mas e aí? O que conversaram?" Laila adorava saber cada detalhe.
" Ele me contou sobre o trabalho dele, queria saber do que eu iria me ocupar aqui, agora que voltei. Se eu estava namorando..."
"Namorando?? Que interesse o dele, hein?" disse Laila.
"É, mas eu não sei, ele é muito bonito, muito popular. Eu sofreria demais."
Novamente, elas não terminaram a conversa e Beto voltou ao local e puxou Bella para dançar, pois havia música ao vivo, que tinha recém começado a tocar.
Laila novamente se dispersou, ela estava com o garoto dos olhos claros na cabeça. Olhos claros, como isso é perfeito. Ele passava olhando por ela com frequência, porém, não passava de olhares. Ele a rodeava o tempo todo, mas não se aproximava demais.
Em seguida ela percebeu que uma conhecida sua (que também nada acrescenta ao conteúdo dessa história), era amiga do menino de olhos claros e conversava muito com ele ali. Pelo menos, Laila poderia saber o nome dele, mesmo que apenas isso.
Enquanto Laila estava vivendo o pequeno dilema do belo-dos-olhos-claros, Bella estava com Beto, relativamente feliz, mas confusa. Não tinha tanta certeza de seus sentimentos, não se sabe ao certo se por medo de sofrer, ou se não gostava verdadeiramente. Mas por ora, estava bom para ela. Desfilar com um garoto bonito nunca é sacrifício para garota alguma.
Já era tarde, por volta de cinco e meia da manhã, e hora das meninas irem embora. Beto, como estava generoso, iria levá-las embora. Bella chamou Laila que em seguida foi pagar a consumação do barzinho, enquanto Bella e Beto a esperavam no lado de fora.
No instante em que Laila estava na fila do caixa, o garoto de olhos azuis a cercou:
"Não diga que você, vai embora!" ele tinha uma voz perfeita.
"É, vou ter que ir." disse Laila com uma expressão triste.
Ele não disse mais nada, apenas tomou Laila em seus braços e a beijou. QUE BEIJO!
Laila o largou e foi em direção ao carro de Beto, suspirando. Que aniversário perfeito.
Laila iria dormir na casa de Bella, então elas teriam o restinho da madrugada para conversarem sobre a noite, e uma contar a novidade para a outra. O que Laila podia com certeza afirmar? QUE ANIVERSÁRIO MARAVILHOSO. Obrigada Meu Deus.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A inesperada visita de Bella e a despedida de Nina.
Nina mais uma vez demorou a adormecer até que organizasse toda a sua bagagem. Assim como Laila, mas ela estava na internet tentando se comunicar com seus amigos e se distrair. Da mesma maneira que ela recebia ligações de Zé Roberto, na internet sempre havia mensagens dele também. Era uma situação bem complicada, apesar de Laila não gostar de Zé Roberto o bastante para suspirar de amores, ele lhe era útil. Ao menos ela não estava sozinha, e ele era carinhoso, e quem sabe ele não seria alguém especial depois? Isso só o tempo diria.
Enquanto Laila estava ligada à internet, uma mensagem inesperada chegou. Era de Bella, sua outra amiga que morava longe, que dizia que estava chegando a Londonlândia na semana seguinte para resolver alguns problemas, e que queria ver Laila de qualquer maneira, pois ela ficaria pouco tempo na cidade. Laila não acreditava que conseguira ver todas as suas amigas durante suas férias de verão. Ela bem achou estranho que Bella estivesse para chegar, pois o previsto era apenas para o meio do ano e não o início. Contudo estava muito feliz de poder encontrar sua amiga antes do que imaginou.
Antes que Laila terminasse de conferir suas mensagens na rede, Nina concluiu sua bagagem e se juntou à amiga antes que ela desligasse a internet. Quando Laila tornou a última conferida em sua caixa de mensagem, teve uma bela surpresa: Dionísio a havia encontrado e adicionado em sua rede de contatos. A alegria tomou conta da alma de Laila. Ela estava certa em ter esperanças com o belo cowboy loiro.
Já era manhã de sábado, e Nina iria passar o dia todo em Londonlândia para à noite ir embora. As meninas aproveitaram dentro de casa, pois estava chovendo e fazia muito frio. Elas assistiram a filmes e comeram brigadeiro a tarde toda e quando chegou a noite, era a hora de Nina se despedir e seguir seu destino. Laila sentiu uma dor no coração, mas daqui a alguns dias elas já se veriam novamente.
A semana após a despedida de Nina foi normal, Laila continuava recebendo as ligações de Zé Roberto e o interessante era que ela gostava de conversar com ele. Mas a melhor parte foi na terçã feira quando Laila estava na internet e vê uma mensagem de Dionísio:
" Oi, espero que se lembre de mim. Beijos, Dionísio. "
Como ela iria esquecer aqueles olhos azuis? Aquele beijo que a fez perder o chão? Ah, ela não acreditava que o cowboy que a fazia sonhar estava mandando mensagens via internet pra ela. Tudo bem que ele não ligou, mas não esqueceu dela também. Isso já bastava para que ela tivesse esperanças de uma história com ele, quem sabe assim ela esqueceria Carlinhos de vez?
Junto com a mensagem de Dionísio, havia outra mensagem, mas dessa vez era de Bella:
" Laila, amanhã estarei na cidade. Me encontre na casa de meu pai amanhã à tarde, pode ser qualquer horário e eu estarei lá. Abraços, Bella."
A alegria tomou conta de Laila, duas mensagens maravilhosas no mesmo dia. Por isso, ela dormiu como um anjo à noite. Sem maiores procupações, pois tudo estava se encaixando, como ela mesma imaginou que poderia ser.
Já era de manhã de quarta - feira, 28 de janeiro. No dia 29, Laila estaria fazendo aniversário, eu maior presente era encontrar Bella, antes do previsto. Quando caiu a tarde, Laila saiu para ir à casa do pai de Bella, conforme o combinado. A recepção da amiga não poderia ter sido mais calorosa, que saudade sentiam uma da outra, e como era bom revê-la: " Lailaaaaaa!!"
Gritava Bella ao avistar.
Bella, era dona de uma beleza digna de boneca de porcelana. Seus cabelos eram lisos e loiríssimos, era alta e sua pele era impecável e perfeita. Sem dúvida, ela chamava a atenção por onde passava com tanto charme e delicadeza. Bella, assim como Nina e Alícia, era uma das amigas que Laila mais valorizava, apesar do pouco tempo que as duas se conheciam. Por conta de contratempos familiares, precisou mudar de cidade, para Groentuva, mas voltou com sua mãe à Londonlândia para que pudesse pegar mais alguns pertences e daqui a três dias voltar à sua nova cidade.
Como elas tinham pouco tempo juntas, elas precisavam aproveitar ao máximo:
" Amanhã quero comemorar meu aniversário em um barzinho, e é claro que sua presença e ajuda são triviais." , anunciou Laila em um tom descontraído. Elas estavam cheias de planos, para que nem um único minuto fosse desperdiçado.
Ainda eram por volta de duas horas da tarde, e elas deciram ir a uma lanchonete para comer muito e colocar os assuntos em pauta.
" Não acrediiiito que o Carlinhos fez aquele escândalo todo na lanchonete, Laila, ele não aprende mesmo... Mas não é preciso ser muito inteligente para saber que vocês foram feitos um para o outro." Dizia Bella, ao saber de todo o episódio da semana anterior.
" Sim, eu sei disso. Sempre amei Carlinhos, mas depois que o Dionísio apareceu, estou em dúvida. Foi só aquela noite, mas ele não me sai da cabeça"
" Aaai... Esses caras perfeitos demais nos deixam flutuando né, amiga?" suspirava Bella. Laila percebeu alguma suspeita nisso:
" Aaaaaaaaaaaaaaaahhh, me conta, quem é ele?"
Bella sentiu seu rosto esquentar e sussurou:
" É o F. Junqueira, ele faz reportagens das mais badaladas festas de Groentuva. Tem um site de todas as matérias dele, e são o máximo. Além do mais ele é muito charmoso."
" Aaai! E aí? Já falou com ele?" quiz saber Laila
" Não, na verdade ele não sabe da minha existência. Apenas olho de longe ele em todas as festas.", murchou Bella, desanimada.
Elas permaneceram ali por horas. Todas as novidades de ambas foram expostas naquela tarde. Muitas risadas, e até mesmo choros. Como uma fazia falta para uma. A maior reclamação de Laila era que todas as suas amigas moravam longe, fora da cidade. Isso era terrível.
Já era noite quando elas saíram da lanchonete. Laila foi embora e Bella voltou a casa de seu pai. Tudo estava encaminhado para o aniversário de Laila. Elas escolheram o melhor barzinho da cidade, e o que mais lotava nas quintas-feiras.
Laila estava tão cansada que quando chegou em casa foi direto dormir. O dia seguinte seria um dia cheio para ela e precisava estar disposta e descansada. Ahh, amanhã promete.
Enquanto Laila estava ligada à internet, uma mensagem inesperada chegou. Era de Bella, sua outra amiga que morava longe, que dizia que estava chegando a Londonlândia na semana seguinte para resolver alguns problemas, e que queria ver Laila de qualquer maneira, pois ela ficaria pouco tempo na cidade. Laila não acreditava que conseguira ver todas as suas amigas durante suas férias de verão. Ela bem achou estranho que Bella estivesse para chegar, pois o previsto era apenas para o meio do ano e não o início. Contudo estava muito feliz de poder encontrar sua amiga antes do que imaginou.
Antes que Laila terminasse de conferir suas mensagens na rede, Nina concluiu sua bagagem e se juntou à amiga antes que ela desligasse a internet. Quando Laila tornou a última conferida em sua caixa de mensagem, teve uma bela surpresa: Dionísio a havia encontrado e adicionado em sua rede de contatos. A alegria tomou conta da alma de Laila. Ela estava certa em ter esperanças com o belo cowboy loiro.
Já era manhã de sábado, e Nina iria passar o dia todo em Londonlândia para à noite ir embora. As meninas aproveitaram dentro de casa, pois estava chovendo e fazia muito frio. Elas assistiram a filmes e comeram brigadeiro a tarde toda e quando chegou a noite, era a hora de Nina se despedir e seguir seu destino. Laila sentiu uma dor no coração, mas daqui a alguns dias elas já se veriam novamente.
A semana após a despedida de Nina foi normal, Laila continuava recebendo as ligações de Zé Roberto e o interessante era que ela gostava de conversar com ele. Mas a melhor parte foi na terçã feira quando Laila estava na internet e vê uma mensagem de Dionísio:
" Oi, espero que se lembre de mim. Beijos, Dionísio. "
Como ela iria esquecer aqueles olhos azuis? Aquele beijo que a fez perder o chão? Ah, ela não acreditava que o cowboy que a fazia sonhar estava mandando mensagens via internet pra ela. Tudo bem que ele não ligou, mas não esqueceu dela também. Isso já bastava para que ela tivesse esperanças de uma história com ele, quem sabe assim ela esqueceria Carlinhos de vez?
Junto com a mensagem de Dionísio, havia outra mensagem, mas dessa vez era de Bella:
" Laila, amanhã estarei na cidade. Me encontre na casa de meu pai amanhã à tarde, pode ser qualquer horário e eu estarei lá. Abraços, Bella."
A alegria tomou conta de Laila, duas mensagens maravilhosas no mesmo dia. Por isso, ela dormiu como um anjo à noite. Sem maiores procupações, pois tudo estava se encaixando, como ela mesma imaginou que poderia ser.
Já era de manhã de quarta - feira, 28 de janeiro. No dia 29, Laila estaria fazendo aniversário, eu maior presente era encontrar Bella, antes do previsto. Quando caiu a tarde, Laila saiu para ir à casa do pai de Bella, conforme o combinado. A recepção da amiga não poderia ter sido mais calorosa, que saudade sentiam uma da outra, e como era bom revê-la: " Lailaaaaaa!!"
Gritava Bella ao avistar.
Bella, era dona de uma beleza digna de boneca de porcelana. Seus cabelos eram lisos e loiríssimos, era alta e sua pele era impecável e perfeita. Sem dúvida, ela chamava a atenção por onde passava com tanto charme e delicadeza. Bella, assim como Nina e Alícia, era uma das amigas que Laila mais valorizava, apesar do pouco tempo que as duas se conheciam. Por conta de contratempos familiares, precisou mudar de cidade, para Groentuva, mas voltou com sua mãe à Londonlândia para que pudesse pegar mais alguns pertences e daqui a três dias voltar à sua nova cidade.
Como elas tinham pouco tempo juntas, elas precisavam aproveitar ao máximo:
" Amanhã quero comemorar meu aniversário em um barzinho, e é claro que sua presença e ajuda são triviais." , anunciou Laila em um tom descontraído. Elas estavam cheias de planos, para que nem um único minuto fosse desperdiçado.
Ainda eram por volta de duas horas da tarde, e elas deciram ir a uma lanchonete para comer muito e colocar os assuntos em pauta.
" Não acrediiiito que o Carlinhos fez aquele escândalo todo na lanchonete, Laila, ele não aprende mesmo... Mas não é preciso ser muito inteligente para saber que vocês foram feitos um para o outro." Dizia Bella, ao saber de todo o episódio da semana anterior.
" Sim, eu sei disso. Sempre amei Carlinhos, mas depois que o Dionísio apareceu, estou em dúvida. Foi só aquela noite, mas ele não me sai da cabeça"
" Aaai... Esses caras perfeitos demais nos deixam flutuando né, amiga?" suspirava Bella. Laila percebeu alguma suspeita nisso:
" Aaaaaaaaaaaaaaaahhh, me conta, quem é ele?"
Bella sentiu seu rosto esquentar e sussurou:
" É o F. Junqueira, ele faz reportagens das mais badaladas festas de Groentuva. Tem um site de todas as matérias dele, e são o máximo. Além do mais ele é muito charmoso."
" Aaai! E aí? Já falou com ele?" quiz saber Laila
" Não, na verdade ele não sabe da minha existência. Apenas olho de longe ele em todas as festas.", murchou Bella, desanimada.
Elas permaneceram ali por horas. Todas as novidades de ambas foram expostas naquela tarde. Muitas risadas, e até mesmo choros. Como uma fazia falta para uma. A maior reclamação de Laila era que todas as suas amigas moravam longe, fora da cidade. Isso era terrível.
Já era noite quando elas saíram da lanchonete. Laila foi embora e Bella voltou a casa de seu pai. Tudo estava encaminhado para o aniversário de Laila. Elas escolheram o melhor barzinho da cidade, e o que mais lotava nas quintas-feiras.
Laila estava tão cansada que quando chegou em casa foi direto dormir. O dia seguinte seria um dia cheio para ela e precisava estar disposta e descansada. Ahh, amanhã promete.
terça-feira, 5 de maio de 2009
A procura da casa de Pedro
Nina ficou remoendo maneiras de encontrar Pedro, sem que precisasse da intervenção de Carlinhos, antes de adormecer. Como ela faria? Será que havia alguma recíproca por parte dele? Como os dois puderam dar tanta bobeira de não manter contato.
Laila estava tão cansada que já estava dormindo há horas. Sonhou a noite toda com Dionísio, que como uma verdadeira "praga", não saía de seu consciente. Ele a chamava pelo nome, e seus olhos azuis cresciam a medida que seu rosto diminuía. Até que chegou um momento em que apenas apareciam os olhos e o rosto sumia. Quando Carlinhos gritava: "toooooma seus olhos azuis!". Foi de longe, o sonho mais estranho que se poderia sonhar.
Já era quinta-feira, uma hora da tarde, quando Laila e Nina acordaram. Não parecia que elas tinham dormido tanto. Laila contou seu sonho à Nina, que riu muito e aconselhou que Laila se distraísse desses assuntos, pelo menos até tranquilizar e normalizar tudo novamente.
Nina disse à Laila que não parou de pensar em Pedro antes de dormirem:
" Eu precisava de algum contato com ele, fazer ele por acaso me ver em algum lugar. Precisávamos dar continuidade a nossas conversas." Nina estava afoita, a procura de idéias, quando Laila lembrou de algo relevante.
" Calma, Nina... Ele falou o sobrenome? O nome de seus pais?"
" Sim, ele me mostrou seu passaporte, pois está de viagem marcada para Tóquio no mês que vem que isoo me ajudaria?" Nina não estava entendendo nada. Acompanhar a criatividade excessiva de Laila era uma árdua tarefa.
" Realiza Nina, eu sei que a família dele é daqui da cidade, vamos atrás de uma lista telefônica. Se você lembrar o nome do pai dele, fica mais fácil. Pegamos o número de telefone, ligamos para confirmar se é ele mesmo. Se for, pegamos o endereço. Na contracapa da lista, temos o mapa da cidade e assim descobrimos a rua que Pedro mora, e vamos passar por lá. Assim, bem por acaso. O que acha?" Sugeriu Laila.
Nina estava pasma, descobrir onde Pedro mora, antes que ele viajasse, era uma ótima idéia. E o único plano cabível que tinham em mãos. Ela analisou os prós e contras, e depois de muito discutirem, Nina achou melhor arriscar. Era questão de vida ou morte, além de que seria divertido garimpar pela cidade atrás do príncipe Pedro.
Nina, por sorte, lembrava o nome do pai de Pedro e o sobrenome da família. É que ela tinha visto no passaporte, e por intuição, decorou a parte que estava indicando a filiação. De alguma maneira isso lhe seria útil. E ela sempre acertava quando confiava em sua intuição.
" Procura lá, Laila, o sobrenome é Alves e o nome é Marcelo!" guiou Nina enquanto Laila estava folhando a lista telefônica.
"Nina, tem no mínimo uns sete Marcelos Alves, vamos ligar para todos e chamar pelo Pedro."
"Nãããão, e se o próprio atender??" desesperou-se Nina
" Aí ele poupa o trabalho de alguém chamá-lo. Confia em mim, quando ele atender, desligamos o telefone na cara. Qual o problema?" Laila estava confiante.
" Mas e se tiver identificador de chamadas?" Nina pensou realmente em tudo. Como fariam? E se retornassem? Iriam descobrir a armação?
" Eu vou configurar o aparelho para que não identifique o número. Vamos Nina, você quer ver o Pedro outra vez ou não?" , perguntou Laila em tom de incentivo. Nina se animou e confiou na amiga, ditando assim o primeiro número da lista.
" Alô?" atendeu uma voz feminina.
" Bom dia, da onde fala?" Laila respondeu.
" É da residência de Marcelo Alves, com quem gostaria de falar?"
" Pedro. Ele se encontra?" , ela arriscou esperançosa.
" Pedro? Não mora ninguém aqui com esse nome." respondeu humildemente a mulher.
Laila, desligou o telefone e gritou:
"Niina, dita o próximo", Nina ditou e dessa vez era um homem que atendeu.
"Pedro? Claro, vou chamar. Mas pode adiantar o assunto?"
" É que eu tenho dúvidas com traduções em alemão, será que ele pode me ajudar?" quando Laila terminou a frase Nina fazia sinais negativos, e estava muito vermelha, rindo sem parar.
Laila precisava de pistas para saber se o Pedro do telefone era o mesmo Pedro que elas procuravam.
Outra voz falava na linha:
" Oi, quem fala?" , como o telefone estava no viva voz, Nina reconheceu a voz de Pedro e rapidamente desligou o telefone, muito nervosa.
" A gente conseguiiiiu!!!" comemoravam elas. Logo Laila anotou o endereço para que depois do almoço as duas saíssem à procura, com o mapa em mãos.
A mãe de Laila chamou as meninas para almoçarem. Depois, Laila pegou o carro e elas saíram à procura do endereço anotado e guiadas pelo mapa.
Quando chegaram na rua indicada, elas andavam vagarosamente procurando o número correspondente. O plano era, quando achasse a casa, elas parariam o carro em um lugar estratégico, escondido e apenas Nina desceria e andaria a pé na quadra da casa de Pedro. Ao menos ela veria onde ele mora, se não desse a sorte de ele estar por perto e a avistar. Assim, ela teria que exercitar sua criatividade novamente, e inventar uma desculpa para estar passando por lá naquela hora.
O plano foi colocado em prática. Nina saiu em direção à rua e quadra encontrada. Ela fingiu que estava procurando algo no chão. Quando Pedro a encherga da sacada de sua casa e a chama de longe.
Era perfeito demais pra ser verdade. Nina mal conseguia responder. Quando ela pensou em uma desculpa para falar, Pedro se adiantou:
"Achei que não fosse mais ver você, agora não vou mais deixar você fugir sem antes me passar seu telefone"
Nina passou seu número, sem acreditar no que estava acontecendo. Ela tremia muito e as palavras escorregavam de sua boca.
" E-eu estava ca-minhando por aqui, acho que Laila está vindo me b-buscar agora, ela está me ligando. Adorei passar o número de meu telefone pra você, beijos e tchau."
Ela correu em direção ao carro de Laila que assistiu a cena de longe, rindo incontrolavelmente. Nina chegou ofegante.
" Vai Laila, dirige, eu estraguei tudo, acredita que eu simplismente falei: 'adorei passar meu telefone pra você'!? Que criatura em juízo perfeito falaria uma barbaridade assim?"
Laila ria mais do que seu corpo poderia aguentar, e dirigiu em direção a sua casa. Nesse ponto elas eram muito parecidas, falavam muitas abobrinhas quando estavam nervosas, principalmente quando o assunto era garotos.
Quando retornaram à casa de Laila, o celular de Nina apita, indicando mensagem. Era Pedro:
" Adorei que você me passou seu número, vou guardar com todo o carinho. Beijos"
Nina se tranquilizou quando leu. Ela ao menos agora estava mantendo contato com ele. Agora precisva se preparar para voltar a sua cidade, ainda eram férias. Mas ela precisava se organizar para o início das aulas e voltar a Londonlândia para estudar.
Enquanto Laila recebia ligações diárias de Zé Roberto, esperando que um dia Dionísio se lembre que ela anotou o seu número no celular dele também e resolva ligar como o outro rapaz fazia. Não restava dúvidas, era Dionísio que Laila queria, já era hora de dispensar Zé Roberto. Mas como parar de atender as ligações de um rapaz tão querido? Bem, esse é um assunto para um outro capítulo.
Laila estava tão cansada que já estava dormindo há horas. Sonhou a noite toda com Dionísio, que como uma verdadeira "praga", não saía de seu consciente. Ele a chamava pelo nome, e seus olhos azuis cresciam a medida que seu rosto diminuía. Até que chegou um momento em que apenas apareciam os olhos e o rosto sumia. Quando Carlinhos gritava: "toooooma seus olhos azuis!". Foi de longe, o sonho mais estranho que se poderia sonhar.
Já era quinta-feira, uma hora da tarde, quando Laila e Nina acordaram. Não parecia que elas tinham dormido tanto. Laila contou seu sonho à Nina, que riu muito e aconselhou que Laila se distraísse desses assuntos, pelo menos até tranquilizar e normalizar tudo novamente.
Nina disse à Laila que não parou de pensar em Pedro antes de dormirem:
" Eu precisava de algum contato com ele, fazer ele por acaso me ver em algum lugar. Precisávamos dar continuidade a nossas conversas." Nina estava afoita, a procura de idéias, quando Laila lembrou de algo relevante.
" Calma, Nina... Ele falou o sobrenome? O nome de seus pais?"
" Sim, ele me mostrou seu passaporte, pois está de viagem marcada para Tóquio no mês que vem que isoo me ajudaria?" Nina não estava entendendo nada. Acompanhar a criatividade excessiva de Laila era uma árdua tarefa.
" Realiza Nina, eu sei que a família dele é daqui da cidade, vamos atrás de uma lista telefônica. Se você lembrar o nome do pai dele, fica mais fácil. Pegamos o número de telefone, ligamos para confirmar se é ele mesmo. Se for, pegamos o endereço. Na contracapa da lista, temos o mapa da cidade e assim descobrimos a rua que Pedro mora, e vamos passar por lá. Assim, bem por acaso. O que acha?" Sugeriu Laila.
Nina estava pasma, descobrir onde Pedro mora, antes que ele viajasse, era uma ótima idéia. E o único plano cabível que tinham em mãos. Ela analisou os prós e contras, e depois de muito discutirem, Nina achou melhor arriscar. Era questão de vida ou morte, além de que seria divertido garimpar pela cidade atrás do príncipe Pedro.
Nina, por sorte, lembrava o nome do pai de Pedro e o sobrenome da família. É que ela tinha visto no passaporte, e por intuição, decorou a parte que estava indicando a filiação. De alguma maneira isso lhe seria útil. E ela sempre acertava quando confiava em sua intuição.
" Procura lá, Laila, o sobrenome é Alves e o nome é Marcelo!" guiou Nina enquanto Laila estava folhando a lista telefônica.
"Nina, tem no mínimo uns sete Marcelos Alves, vamos ligar para todos e chamar pelo Pedro."
"Nãããão, e se o próprio atender??" desesperou-se Nina
" Aí ele poupa o trabalho de alguém chamá-lo. Confia em mim, quando ele atender, desligamos o telefone na cara. Qual o problema?" Laila estava confiante.
" Mas e se tiver identificador de chamadas?" Nina pensou realmente em tudo. Como fariam? E se retornassem? Iriam descobrir a armação?
" Eu vou configurar o aparelho para que não identifique o número. Vamos Nina, você quer ver o Pedro outra vez ou não?" , perguntou Laila em tom de incentivo. Nina se animou e confiou na amiga, ditando assim o primeiro número da lista.
" Alô?" atendeu uma voz feminina.
" Bom dia, da onde fala?" Laila respondeu.
" É da residência de Marcelo Alves, com quem gostaria de falar?"
" Pedro. Ele se encontra?" , ela arriscou esperançosa.
" Pedro? Não mora ninguém aqui com esse nome." respondeu humildemente a mulher.
Laila, desligou o telefone e gritou:
"Niina, dita o próximo", Nina ditou e dessa vez era um homem que atendeu.
"Pedro? Claro, vou chamar. Mas pode adiantar o assunto?"
" É que eu tenho dúvidas com traduções em alemão, será que ele pode me ajudar?" quando Laila terminou a frase Nina fazia sinais negativos, e estava muito vermelha, rindo sem parar.
Laila precisava de pistas para saber se o Pedro do telefone era o mesmo Pedro que elas procuravam.
Outra voz falava na linha:
" Oi, quem fala?" , como o telefone estava no viva voz, Nina reconheceu a voz de Pedro e rapidamente desligou o telefone, muito nervosa.
" A gente conseguiiiiu!!!" comemoravam elas. Logo Laila anotou o endereço para que depois do almoço as duas saíssem à procura, com o mapa em mãos.
A mãe de Laila chamou as meninas para almoçarem. Depois, Laila pegou o carro e elas saíram à procura do endereço anotado e guiadas pelo mapa.
Quando chegaram na rua indicada, elas andavam vagarosamente procurando o número correspondente. O plano era, quando achasse a casa, elas parariam o carro em um lugar estratégico, escondido e apenas Nina desceria e andaria a pé na quadra da casa de Pedro. Ao menos ela veria onde ele mora, se não desse a sorte de ele estar por perto e a avistar. Assim, ela teria que exercitar sua criatividade novamente, e inventar uma desculpa para estar passando por lá naquela hora.
O plano foi colocado em prática. Nina saiu em direção à rua e quadra encontrada. Ela fingiu que estava procurando algo no chão. Quando Pedro a encherga da sacada de sua casa e a chama de longe.
Era perfeito demais pra ser verdade. Nina mal conseguia responder. Quando ela pensou em uma desculpa para falar, Pedro se adiantou:
"Achei que não fosse mais ver você, agora não vou mais deixar você fugir sem antes me passar seu telefone"
Nina passou seu número, sem acreditar no que estava acontecendo. Ela tremia muito e as palavras escorregavam de sua boca.
" E-eu estava ca-minhando por aqui, acho que Laila está vindo me b-buscar agora, ela está me ligando. Adorei passar o número de meu telefone pra você, beijos e tchau."
Ela correu em direção ao carro de Laila que assistiu a cena de longe, rindo incontrolavelmente. Nina chegou ofegante.
" Vai Laila, dirige, eu estraguei tudo, acredita que eu simplismente falei: 'adorei passar meu telefone pra você'!? Que criatura em juízo perfeito falaria uma barbaridade assim?"
Laila ria mais do que seu corpo poderia aguentar, e dirigiu em direção a sua casa. Nesse ponto elas eram muito parecidas, falavam muitas abobrinhas quando estavam nervosas, principalmente quando o assunto era garotos.
Quando retornaram à casa de Laila, o celular de Nina apita, indicando mensagem. Era Pedro:
" Adorei que você me passou seu número, vou guardar com todo o carinho. Beijos"
Nina se tranquilizou quando leu. Ela ao menos agora estava mantendo contato com ele. Agora precisva se preparar para voltar a sua cidade, ainda eram férias. Mas ela precisava se organizar para o início das aulas e voltar a Londonlândia para estudar.
Enquanto Laila recebia ligações diárias de Zé Roberto, esperando que um dia Dionísio se lembre que ela anotou o seu número no celular dele também e resolva ligar como o outro rapaz fazia. Não restava dúvidas, era Dionísio que Laila queria, já era hora de dispensar Zé Roberto. Mas como parar de atender as ligações de um rapaz tão querido? Bem, esse é um assunto para um outro capítulo.
O sapo Carlinhos e o príncipe Pedro
Carlinhos, enquanto dirigia, dizia poucas palavras, apenas peguntou à Laila onde elas estavam indo. Laila respondeu que ela e Nina estavam indo embora, mas foram surpreendidas por aquelas loucas do parque. Carlinhos simplismente disse:
"Vamos passar em uma lanchonete para vocês se acalmarem e tomarem algo. Lá você me conta o que aconteceu."
" Tá bem", Laila acatou-o, eram visíveis seus olhos cheios de saudades quando ouviu seu amado falar em tom autoritário.
Enquanto havia silêncio do outro lado, Pedro e Nina conversavam animados. Apesar de terem se conhecido naquele exato momento, parecia que eram amigos de infância.
" Você, com dezesseis anos, está estudando Relações Internacionais? " ,perguntou Nina admirada com a história que acabara de ouvir.
" É que no colégio em que eu estudava, a professora decidiu que eu me adiantasse em um ano, pois estava com o raciocínio muito avançado para com meus colegas. Por isso terminei o colegial com quinze anos." Pedro falava as palavras tão corretamente que parecia que ele tinha engolido um dicionário com todas as novas regras ortográficas, erres e efes.
Depois de muitas voltas de moto, os quatro chegaram em uma lanchonete que estava sem muito movimento. Era ótimo para que Carlinhos, Laila, Pedro e Nina pudessem conversar sem interrupções ou bisbilhoteiros.
Carlinhos pediu ao garçon uma garrafa grande de champanhe e quatro taças, e o pedido não demorou a chegar.
" Então Laila, conte-me o ocorrido", pediu Carlinhos. Laila contou exatamente o que aconteceu quando elas estavam voltando do parque, sem aumentar e nem diminuir os fatos.
Carlinhos se divertia com o desespero dela e estava se sentindo um herói. Ele sabia o quanto era amado por ela.
Fazia quase um ano que Laila e Carlinhos estavam separados. Eles nunca tiveram um namoro concreto, mas constantemente se encontravam e desencontravam. Na verdade, eles brigavam demais e Laila sabia que nenhum dos dois era maduro suficiente para assumir um compromisso sério. Um não confiava muito no outro, qualquer vírgula que fosse, era motivo para briga.
Laila estava curiosa. Como estava Carlinhos? Será que ele estava namorando? Será que ele ainda gostava dela, mesmo que só um pouquinho?
Nem bem Laila terminou de alinhar suas indagações, Carlinhos fez questão de contar que estava namorando, apaixonadíssimo e que o nome dela era Georgete.
Laila conhecia Georgete, elas estudaram juntas na infância. Ao mesmo tempo que ficou triste em saber do namoro, ela sentia uma enorme vontade de dar risada. Georgete era muito feia, pelo menos mais feia que Laila. Ela era alta demais para uma mulher, tinha um cabelo castanho sem hidratar, olhos mortos sem expressão alguma e excessivamente gorda, precisava fazer o triplo de regimes que Laila fazia.
Mas como pode Carlinhos gostar tanto daquela "beldade"? Será que Laila era tão feia que ele preferiu à Georgete? Por que com ela? Por que ele assumiu um namoro sério? Será que ela o amava tanto quanto Laila? Impossível.
" Você a ama mesmo?" perguntou a garota, com esperança de que a resposta fosse negativa.
" Sim. " Carlinhos respondia sem encará-la diretamente. " Mas você também está feliz, não?", continuou o rapaz, sem graça.
" Estou sim, estou mais livre..." Laila começo a falar quando foi interrompida por ele, muito rudemente
" Tão livre que saiu com um garoto da minha sala, você faz isso para provocar, não faz?"
Ao ouvir tantos absurdos, Laila sentiu seu sangue subir, seus olhos claros se encheram de lágrimas e ela aumentou o tom de voz:
" Você está falando do Dionísio?? Eu não sabia que vocês estudavam juntos, e outra, me admira o quanto você está informado a meu respeito!!"
" Era pra você pra ser minha, mas você não consegue ser só minha, e eu não sei dividir você com ninguém. Ainda mais com o Dionísio." o tom de voz dele subiu de tal forma, que chamou a atenção de Nina e Pedro que estavam na mesa ao lado. Eles se aproximaram para tentar apartar. Inutilmente, pois Laila rebatia em voz exageradamente alta:
" O QUE? NÃO FALE DO DIONÍSIO, ELE É LINDO E TEM OLHOS AZUIS... E A SUA NAMORADINHA TAMBÉM NÃO É NENHUMA 'MISS' ." Ela tentou não criticar Georgete, mas ele também não tinha o direito de falar de Dionísio.
" OLHOS AZUIS??? PODE ATÉ SER, MAS O CARA DE QUEM VOCÊ GOSTA ESTÁ AQUI NA SUA FRENTE E TEM OLHOS BEM PRETOS, PORQUE EU DUVIDO QUE VOCÊ TENHA ME ESQUECIDO." Agora quem enchia os olhos de lágrimas era ele, tremendo de raiva, Carlinhos chamou Pedro:
" Vamos Pedro, vou comprar uma lente contato azul. A minha 'namoradinha' pode não ser tão linda quanto a Laila, mas ela ao menos me ama como ou sou", falou em tom de ironia, pagou a conta e saiu.
Pedro se despediu de Nina e seguiu o primo antes que ele sumisse de vista. Laila estava pasma, Nina queria rir da última frase dita por Carlinhos, mas se segurava com medo de apanhar de Laila, que estava furiosa.
As meninas pegaram o ônibus e foram embora. Já era noite, Laila continuava indignada com o jeito que Carlinhos a tratou na lanchonete, ela não entendia porque seu ex namorado estava tão incomodado com o fato de ela ter saído com Dionísio. E como ele era seguro de que Laila o amava, ela precisava mudar isso na mente dele.
Quando Nina parou de aconselhar Laila, ela contou sobre Pedro e o quanto tinha gostado dele. Assim, Laila se acalmou e se divertiu ouvindo as histórias que Nina tinha ouvido de Pedro e também ao ver a empolgação nos olhos verdes da amiga. Laila a conhecia muito bem, sabia que ela tinha se encantado com o rapaz. E com razão, Pedro além de inteligente, cavalheiro e educado era lindo. Tinha um cabelo liso que caiá sobre seu rosto, alto, magro (magro demais para o gosto de Laila) e olhos verdes.
Será que Nina o veria novamente? Com toda a confusão eles não tiveram tempo de trocar telefones nem e-mails. O único contato era com Carlinhos e Laila. Mas agora iria demorar, até a "novela" dos dois acabar, Nina teria que dar um jeito. Para ela, acabara de conhecer um príncipe chamado Pedro.
"Vamos passar em uma lanchonete para vocês se acalmarem e tomarem algo. Lá você me conta o que aconteceu."
" Tá bem", Laila acatou-o, eram visíveis seus olhos cheios de saudades quando ouviu seu amado falar em tom autoritário.
Enquanto havia silêncio do outro lado, Pedro e Nina conversavam animados. Apesar de terem se conhecido naquele exato momento, parecia que eram amigos de infância.
" Você, com dezesseis anos, está estudando Relações Internacionais? " ,perguntou Nina admirada com a história que acabara de ouvir.
" É que no colégio em que eu estudava, a professora decidiu que eu me adiantasse em um ano, pois estava com o raciocínio muito avançado para com meus colegas. Por isso terminei o colegial com quinze anos." Pedro falava as palavras tão corretamente que parecia que ele tinha engolido um dicionário com todas as novas regras ortográficas, erres e efes.
Depois de muitas voltas de moto, os quatro chegaram em uma lanchonete que estava sem muito movimento. Era ótimo para que Carlinhos, Laila, Pedro e Nina pudessem conversar sem interrupções ou bisbilhoteiros.
Carlinhos pediu ao garçon uma garrafa grande de champanhe e quatro taças, e o pedido não demorou a chegar.
" Então Laila, conte-me o ocorrido", pediu Carlinhos. Laila contou exatamente o que aconteceu quando elas estavam voltando do parque, sem aumentar e nem diminuir os fatos.
Carlinhos se divertia com o desespero dela e estava se sentindo um herói. Ele sabia o quanto era amado por ela.
Fazia quase um ano que Laila e Carlinhos estavam separados. Eles nunca tiveram um namoro concreto, mas constantemente se encontravam e desencontravam. Na verdade, eles brigavam demais e Laila sabia que nenhum dos dois era maduro suficiente para assumir um compromisso sério. Um não confiava muito no outro, qualquer vírgula que fosse, era motivo para briga.
Laila estava curiosa. Como estava Carlinhos? Será que ele estava namorando? Será que ele ainda gostava dela, mesmo que só um pouquinho?
Nem bem Laila terminou de alinhar suas indagações, Carlinhos fez questão de contar que estava namorando, apaixonadíssimo e que o nome dela era Georgete.
Laila conhecia Georgete, elas estudaram juntas na infância. Ao mesmo tempo que ficou triste em saber do namoro, ela sentia uma enorme vontade de dar risada. Georgete era muito feia, pelo menos mais feia que Laila. Ela era alta demais para uma mulher, tinha um cabelo castanho sem hidratar, olhos mortos sem expressão alguma e excessivamente gorda, precisava fazer o triplo de regimes que Laila fazia.
Mas como pode Carlinhos gostar tanto daquela "beldade"? Será que Laila era tão feia que ele preferiu à Georgete? Por que com ela? Por que ele assumiu um namoro sério? Será que ela o amava tanto quanto Laila? Impossível.
" Você a ama mesmo?" perguntou a garota, com esperança de que a resposta fosse negativa.
" Sim. " Carlinhos respondia sem encará-la diretamente. " Mas você também está feliz, não?", continuou o rapaz, sem graça.
" Estou sim, estou mais livre..." Laila começo a falar quando foi interrompida por ele, muito rudemente
" Tão livre que saiu com um garoto da minha sala, você faz isso para provocar, não faz?"
Ao ouvir tantos absurdos, Laila sentiu seu sangue subir, seus olhos claros se encheram de lágrimas e ela aumentou o tom de voz:
" Você está falando do Dionísio?? Eu não sabia que vocês estudavam juntos, e outra, me admira o quanto você está informado a meu respeito!!"
" Era pra você pra ser minha, mas você não consegue ser só minha, e eu não sei dividir você com ninguém. Ainda mais com o Dionísio." o tom de voz dele subiu de tal forma, que chamou a atenção de Nina e Pedro que estavam na mesa ao lado. Eles se aproximaram para tentar apartar. Inutilmente, pois Laila rebatia em voz exageradamente alta:
" O QUE? NÃO FALE DO DIONÍSIO, ELE É LINDO E TEM OLHOS AZUIS... E A SUA NAMORADINHA TAMBÉM NÃO É NENHUMA 'MISS' ." Ela tentou não criticar Georgete, mas ele também não tinha o direito de falar de Dionísio.
" OLHOS AZUIS??? PODE ATÉ SER, MAS O CARA DE QUEM VOCÊ GOSTA ESTÁ AQUI NA SUA FRENTE E TEM OLHOS BEM PRETOS, PORQUE EU DUVIDO QUE VOCÊ TENHA ME ESQUECIDO." Agora quem enchia os olhos de lágrimas era ele, tremendo de raiva, Carlinhos chamou Pedro:
" Vamos Pedro, vou comprar uma lente contato azul. A minha 'namoradinha' pode não ser tão linda quanto a Laila, mas ela ao menos me ama como ou sou", falou em tom de ironia, pagou a conta e saiu.
Pedro se despediu de Nina e seguiu o primo antes que ele sumisse de vista. Laila estava pasma, Nina queria rir da última frase dita por Carlinhos, mas se segurava com medo de apanhar de Laila, que estava furiosa.
As meninas pegaram o ônibus e foram embora. Já era noite, Laila continuava indignada com o jeito que Carlinhos a tratou na lanchonete, ela não entendia porque seu ex namorado estava tão incomodado com o fato de ela ter saído com Dionísio. E como ele era seguro de que Laila o amava, ela precisava mudar isso na mente dele.
Quando Nina parou de aconselhar Laila, ela contou sobre Pedro e o quanto tinha gostado dele. Assim, Laila se acalmou e se divertiu ouvindo as histórias que Nina tinha ouvido de Pedro e também ao ver a empolgação nos olhos verdes da amiga. Laila a conhecia muito bem, sabia que ela tinha se encantado com o rapaz. E com razão, Pedro além de inteligente, cavalheiro e educado era lindo. Tinha um cabelo liso que caiá sobre seu rosto, alto, magro (magro demais para o gosto de Laila) e olhos verdes.
Será que Nina o veria novamente? Com toda a confusão eles não tiveram tempo de trocar telefones nem e-mails. O único contato era com Carlinhos e Laila. Mas agora iria demorar, até a "novela" dos dois acabar, Nina teria que dar um jeito. Para ela, acabara de conhecer um príncipe chamado Pedro.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
As valentonas
Quarta - feira, nove e meia da manhã, Laila resolveu levantar para ajudar sua mãe nos afazeres domésticos e pedir conselhos. Elas eram muito amigas e Laila não tinha segredos para com sua mãe, que a apoiava muito em todos os aspectos. Apesar de todo esse apoio, as duas tinham muitas divergências, porque ambas tinham a personalidade parecida, e sem papas na língua. Agora, elas estavam se entendendo mais. Antes, a casa era um verdadeiro campo de guerra entre elas. Mas era passado, o fato é que elas conversam muito e que não há o que Laila esconder.
" Mãe, eu conheci um rapaz lindo na festa de segunda."
" Que bom filha. Como ele era?", a mãe de Laila sempre incentivava a filha a viver romances, mesmo que passageiros, pois achava que as oportunidades surgiam dali.
" Ele era perfeito, loiro, um jeito de cowboy, e olhos azuis. Estuda com o Carlinhos!" Laila não conseguia ficar sem falar em seu ex namorado.
" Eu sabia que tinha algo a ver com o teu amado, ele também tem jeito de cowboy de vez em quando. Tenho certeza que vai querer voltar pra você quando souber."
Nina logo acordou e estava se arrumando, quando Laila terminou de ajudar sua mãe e entrou no quarto.
" Bom dia? O que vamos fazer hoje a tarde?" perguntou Nina com sua típica disposição.
" Não sei, estava pensando se poderíamos ir ao parque da cidade hoje à tarde. É um lindo lugar." Laila sabia que Nina gostava de contato com a natureza, e realmente, o parque da cidade era um lugar perfeito. Ela acertou em cheio na escolha e Nina automaticamente aceitou o convite.
Imediatamente após almoçarem, as garotas seguiram para o parque da cidade a pé, a intenção era mesmo de caminhar bastante, ambas gostavam disso. Quando chegaram lá, procuraram por algum lugar para que ela pudessem ficar sentadas e conversar tranquilamente.
" Amiga, não via a hora de voltar pra cá e ver você. Tenho muito o que contar ainda." Nina começou. As duas sempre inventavam muitas palhaçadas quando se reuniam. Era muito divertido caminhar no parque, era um programa que sempre rendia muitas risadas.
Elas permaneceram ali por horas, durante o dia todo. Elas resolveram voltar antes que caísse a noite, já que estavam a pé. Na hora em que estavam saindo do parque, uma voz ecoou no ouvido de Nina:
" Quero acabar com essas metidas", dizia uma valentona
" Não vou nem perguntar o que aconteceu, vou partir pra cima dessas patricinhas" outra completou o que a valentona anterior falou.
Um silêncio agonizante se fez. Nina e Laila estavam se perguntando se era para elas que as valentonas estavam gritando.
" É bem pra você, loira aguada!!!" berrou novamente a primeira valentona.
" E se olhar pra cá, é uma menina morta, você e essa tua amiguinha de óculos!!" continuava a capanga que gostava de completar as frases.
As duas ficaram o mais quietas possivel, era claro que elas não queriam confusão, sem contar que apanhariam fácil, fácil. As outras meninas eram muito maior, poderiam até pisar nelas como se pisa em um inseto. A indiferença das meninas irritava a valentona-chefe:
" Metidas, vocês querem briga? Hein loirinha sem graça? Reponda se não quizer apanhar!"
Laila esqueceu o medo e se virou para a valentona:
" Quem quer brigar é você!"
A valentona ironizou a atitude de Laila:
" Você fala?? Quero brigar sim, não gostei da tua cara!!!"
"Então estamos quites" urrou Nina em defesa da amiga.
" Cooooooooorre" Laila gritava desesperada. Elas correram como se estivessem em uma competição, e as valentonas as seguiram velozes.
O desespero tomava conta, as garotas estavam perdidas, e se as valentonas as alcançassem? O que seria? Laila queria correr, mas não fugindo de malucas que não tinham o que fazer e arrumaram briga. Covardes, só porque sabiam que eram mais fortes. Elas correram quilômetros. As valentonas não estavam dispostas a desistir de alcançá-las. Quando, de repente, uma motocicleta parou ao lado de Laila e outra ao lado de Nina.
A moto que parou para Laila estava sendo pilotada por Carlinhos, que gritou:
" Sobe rápido."
Laila obedeceu e Nina fez o mesmo na outra moto que estava sendo pilotada pelo primo de Carlinhos, Pedro.
Salvas pelos meninos, elas estavam livres das valentonas e Laila ouvia urros de raiva da "chefona" :
"Vocês me paaaaagam".
Ela respirou aliviada, enquanto se deliciava com o vento em seu rosto, e o melhor, na companhia de Carlinhos, só podia ser, seu príncipe e herói. Como ela o amava.
" Mãe, eu conheci um rapaz lindo na festa de segunda."
" Que bom filha. Como ele era?", a mãe de Laila sempre incentivava a filha a viver romances, mesmo que passageiros, pois achava que as oportunidades surgiam dali.
" Ele era perfeito, loiro, um jeito de cowboy, e olhos azuis. Estuda com o Carlinhos!" Laila não conseguia ficar sem falar em seu ex namorado.
" Eu sabia que tinha algo a ver com o teu amado, ele também tem jeito de cowboy de vez em quando. Tenho certeza que vai querer voltar pra você quando souber."
Nina logo acordou e estava se arrumando, quando Laila terminou de ajudar sua mãe e entrou no quarto.
" Bom dia? O que vamos fazer hoje a tarde?" perguntou Nina com sua típica disposição.
" Não sei, estava pensando se poderíamos ir ao parque da cidade hoje à tarde. É um lindo lugar." Laila sabia que Nina gostava de contato com a natureza, e realmente, o parque da cidade era um lugar perfeito. Ela acertou em cheio na escolha e Nina automaticamente aceitou o convite.
Imediatamente após almoçarem, as garotas seguiram para o parque da cidade a pé, a intenção era mesmo de caminhar bastante, ambas gostavam disso. Quando chegaram lá, procuraram por algum lugar para que ela pudessem ficar sentadas e conversar tranquilamente.
" Amiga, não via a hora de voltar pra cá e ver você. Tenho muito o que contar ainda." Nina começou. As duas sempre inventavam muitas palhaçadas quando se reuniam. Era muito divertido caminhar no parque, era um programa que sempre rendia muitas risadas.
Elas permaneceram ali por horas, durante o dia todo. Elas resolveram voltar antes que caísse a noite, já que estavam a pé. Na hora em que estavam saindo do parque, uma voz ecoou no ouvido de Nina:
" Quero acabar com essas metidas", dizia uma valentona
" Não vou nem perguntar o que aconteceu, vou partir pra cima dessas patricinhas" outra completou o que a valentona anterior falou.
Um silêncio agonizante se fez. Nina e Laila estavam se perguntando se era para elas que as valentonas estavam gritando.
" É bem pra você, loira aguada!!!" berrou novamente a primeira valentona.
" E se olhar pra cá, é uma menina morta, você e essa tua amiguinha de óculos!!" continuava a capanga que gostava de completar as frases.
As duas ficaram o mais quietas possivel, era claro que elas não queriam confusão, sem contar que apanhariam fácil, fácil. As outras meninas eram muito maior, poderiam até pisar nelas como se pisa em um inseto. A indiferença das meninas irritava a valentona-chefe:
" Metidas, vocês querem briga? Hein loirinha sem graça? Reponda se não quizer apanhar!"
Laila esqueceu o medo e se virou para a valentona:
" Quem quer brigar é você!"
A valentona ironizou a atitude de Laila:
" Você fala?? Quero brigar sim, não gostei da tua cara!!!"
"Então estamos quites" urrou Nina em defesa da amiga.
" Cooooooooorre" Laila gritava desesperada. Elas correram como se estivessem em uma competição, e as valentonas as seguiram velozes.
O desespero tomava conta, as garotas estavam perdidas, e se as valentonas as alcançassem? O que seria? Laila queria correr, mas não fugindo de malucas que não tinham o que fazer e arrumaram briga. Covardes, só porque sabiam que eram mais fortes. Elas correram quilômetros. As valentonas não estavam dispostas a desistir de alcançá-las. Quando, de repente, uma motocicleta parou ao lado de Laila e outra ao lado de Nina.
A moto que parou para Laila estava sendo pilotada por Carlinhos, que gritou:
" Sobe rápido."
Laila obedeceu e Nina fez o mesmo na outra moto que estava sendo pilotada pelo primo de Carlinhos, Pedro.
Salvas pelos meninos, elas estavam livres das valentonas e Laila ouvia urros de raiva da "chefona" :
"Vocês me paaaaagam".
Ela respirou aliviada, enquanto se deliciava com o vento em seu rosto, e o melhor, na companhia de Carlinhos, só podia ser, seu príncipe e herói. Como ela o amava.
A despedida de Alícia e a visita de Nina
Domingo pela manhã, Alícia acorda antes de Laila para arrumar a sua bagagem. Afinal, era o dia de voltar para sua cidade. Ela morava em São Josué, mas fazia faculdade de moda em Frenetólopis. Sua rotina de viagens era pesada, porém ela não poderia reclamar, pois estava fazendo a faculdade de seus sonhos.
Nesse instante Laila acorda:
"Bom dia. Nossa já em pé?" ela ainda estava com muito sono
" Sim, você me leva até a rodoviária? Já estou pronta, o ônibus vai passar meio dia." Alícia parecia apressada e com medo de perder a hora.
" Claro que levo, podemos ir então. Já são onze horas. Vamos tomar café primeiro."
Elas tomaram café e logo saíram em direção a rodoviária. No caminho, elas lembravam o tempo louco que pasaram juntas, que foi muito pouco, mas elas puderam matar a saudade que sentiam uma da outra.
Laila convidou Alícia para voltar em Londonlândia no carnaval, pois a festa lá costuma ser animada. Alícia gostou da idéia, mas precisava resolver inúmeros problemas para que pudesse aceitar o convite.
Já era a hora da partida, Laila ajudou Alícia com as bagagens até que o ônibus partiu a Alícia seguiu sua viagem.
Laila sentia um vazio de sua amiga ter ido embora, o fim de semana passou que elas nem sentiram, foi um tempo tão agradável, como sempre, na companhia de Alícia e fazia tempo que não se divertiam tanto juntas.
Minutos após a saída de Alícia, o celular de Laila tocou:
"Alô?"
"Laila? Lembra de mim?" respondeu uma voz masculina
" Não sei, seu nome?" ela estava esperançosa, seria Dionísio? Nossa, isso seria perfeito demais!
" Ontem, no Liddy Essi, lembra?"
" Oi, lembro sim. Tudo bem?" Ela sabia que não era Dionísio, era Zé Roberto. Laila preferia que fosse o cowboy loiro, mas Zé Roberto também tinha agradado. Então, ela pensou que era melhor não desprezá-lo.
" Então, o que conta? Queria sair com você outra vez..." Zé Roberto estava com a voz animada
" Sim, podemos marcar algum dia, mas agora eu tenho que desligar, estou muito ocupada. Beijo, tchau!"
Ela não queria rejeitar o rapaz, mas também estava sem vontade de conversar com ele no telefone. Novamente, o toque de seu celular a fez atender. Dessa vez era Nina:
"Laila? Estou na cidade, vamos nos encontrar agora?" uma voz meiga e entuziasmada gritava na linha.
"Claro, que saudade!!! Onde busco você?"
" Naquele petshop na frente do mercado, pode ser?"
" Sim. Logo estarei lá." Laila se animou. Era muito bom pra ser verdade. Alícia sai e logo Nina chega para animá-la.
Nina era tão amiga de Laila quanto Alícia, elas se conheceram na faculdade Laila era sua caloura no curso de moda.
Nina era alta, magra, tinha cabelos castanhos e olhos verdes, usava óculos e tinha cabelos longos. Uma menina que além de linda, era espetacularmente bem humorada e era isso que mais cativava Laila, nas piores situações possíveis, Nina conseguia arrancar um sorriso de todos que estavam a sua volta. Na opinião de Laila, nina deveria trabalhar em um programa de humor, certamente seria um sucesso.
Já era hora da chegada de Nina, Laila estava a esperando no local combinado. Não demorou mais que dois minutos até sua amiga chegar animada, e gritando entre abraços:
"Laaaila, que saudade."
" Ninaaaa, me dá um abraço irmã!!"
Elas permaneceram abraçadas durante alguns minutos até que elas foram a casa de Laila para que Nina pudesse descarregar sua bagagem.
Ambas estavam cansadas demais para sair à noite, Laila pela noite anterior e Nina porque tinha viajado muitos quilômetros de onde ela morava até Londonlândia.
Ao entardecer, elas conversaram muito, Laila contou a Nina todos os seus acontecimentos anteriores. Nina ria muito do cowboy loiro, dizia que era típico de Laila gostar dele e também concordou que era muita coinidêcia que ele estivesse na sala de Carlinhos.
Nesse instante Laila acorda:
"Bom dia. Nossa já em pé?" ela ainda estava com muito sono
" Sim, você me leva até a rodoviária? Já estou pronta, o ônibus vai passar meio dia." Alícia parecia apressada e com medo de perder a hora.
" Claro que levo, podemos ir então. Já são onze horas. Vamos tomar café primeiro."
Elas tomaram café e logo saíram em direção a rodoviária. No caminho, elas lembravam o tempo louco que pasaram juntas, que foi muito pouco, mas elas puderam matar a saudade que sentiam uma da outra.
Laila convidou Alícia para voltar em Londonlândia no carnaval, pois a festa lá costuma ser animada. Alícia gostou da idéia, mas precisava resolver inúmeros problemas para que pudesse aceitar o convite.
Já era a hora da partida, Laila ajudou Alícia com as bagagens até que o ônibus partiu a Alícia seguiu sua viagem.
Laila sentia um vazio de sua amiga ter ido embora, o fim de semana passou que elas nem sentiram, foi um tempo tão agradável, como sempre, na companhia de Alícia e fazia tempo que não se divertiam tanto juntas.
Minutos após a saída de Alícia, o celular de Laila tocou:
"Alô?"
"Laila? Lembra de mim?" respondeu uma voz masculina
" Não sei, seu nome?" ela estava esperançosa, seria Dionísio? Nossa, isso seria perfeito demais!
" Ontem, no Liddy Essi, lembra?"
" Oi, lembro sim. Tudo bem?" Ela sabia que não era Dionísio, era Zé Roberto. Laila preferia que fosse o cowboy loiro, mas Zé Roberto também tinha agradado. Então, ela pensou que era melhor não desprezá-lo.
" Então, o que conta? Queria sair com você outra vez..." Zé Roberto estava com a voz animada
" Sim, podemos marcar algum dia, mas agora eu tenho que desligar, estou muito ocupada. Beijo, tchau!"
Ela não queria rejeitar o rapaz, mas também estava sem vontade de conversar com ele no telefone. Novamente, o toque de seu celular a fez atender. Dessa vez era Nina:
"Laila? Estou na cidade, vamos nos encontrar agora?" uma voz meiga e entuziasmada gritava na linha.
"Claro, que saudade!!! Onde busco você?"
" Naquele petshop na frente do mercado, pode ser?"
" Sim. Logo estarei lá." Laila se animou. Era muito bom pra ser verdade. Alícia sai e logo Nina chega para animá-la.
Nina era tão amiga de Laila quanto Alícia, elas se conheceram na faculdade Laila era sua caloura no curso de moda.
Nina era alta, magra, tinha cabelos castanhos e olhos verdes, usava óculos e tinha cabelos longos. Uma menina que além de linda, era espetacularmente bem humorada e era isso que mais cativava Laila, nas piores situações possíveis, Nina conseguia arrancar um sorriso de todos que estavam a sua volta. Na opinião de Laila, nina deveria trabalhar em um programa de humor, certamente seria um sucesso.
Já era hora da chegada de Nina, Laila estava a esperando no local combinado. Não demorou mais que dois minutos até sua amiga chegar animada, e gritando entre abraços:
"Laaaila, que saudade."
" Ninaaaa, me dá um abraço irmã!!"
Elas permaneceram abraçadas durante alguns minutos até que elas foram a casa de Laila para que Nina pudesse descarregar sua bagagem.
Ambas estavam cansadas demais para sair à noite, Laila pela noite anterior e Nina porque tinha viajado muitos quilômetros de onde ela morava até Londonlândia.
Ao entardecer, elas conversaram muito, Laila contou a Nina todos os seus acontecimentos anteriores. Nina ria muito do cowboy loiro, dizia que era típico de Laila gostar dele e também concordou que era muita coinidêcia que ele estivesse na sala de Carlinhos.
domingo, 3 de maio de 2009
Parte 2 - A festa de segunda - feira
As duas se dirigiram para o lugar em que o bonitinho de Alícia estava dançando. Não demorou muito tempo e ele a puxou pra dançar.
"Linda você hein?" falou o garoto
"Obrigada!" entimidou-se Alícia. Eles dançaram muito, era uma química perfeita e visível para quem assistia.
"Meu nome é Ricardo, e o seu?"
"Alícia"
"Tão linda quanto o nome."
" Obrigada". Nem bem ela terminou de falar, Ricardo a tomou em seus braços e a beijou apaixonadamente.
Alícia tinha preferência por garotos com rostos de bebê, cara de criança, mas que tivessem uma mentalidade de homem. Era exatamente como Ricardo era. Moreno claro, um rosto simétrico, nada desproporcional. Olhos escuros e pele clara, estatura pouco maior que de sua dama. Qualquer uma no lugar de Alícia estaria agradecendo aos céus por encontrar um homem daquele estilo.
Enquanto Laila procurava Dionísio com os olhos, o amigo do par de Alícia puxou repentinamente a garota para dançar também. Laila adorava dançar, e o rapaz dançava muito bem. Mas Laila, azarada como de costume, foi premiada com o Zé Roberto. Um cara feio, mas querido, tinha uma conversa boa, mas e o cowboy? Aah, ele não estva por perto. Laila o beijou sem culpa.
Alícia, voltou pra contar a Laila sobre o prícipe Ricardo. E nisso Laila disse que preferia Dionísio, mas Zé Roberto dava pro gasto naquela hora. Ao contrário, Alícia estava amando estar perto de Ricardo ele era tão lindo, tão inteligente, tão atencioso. tão...
"Oi" direcionou um "broto" para Alícia
Nesse instante passa por elas Luís Felipe, o "fruto" que Laila e Alícia apelidaram na época de colégio. Que garoto perfeito. Moreno, estatura média, lábios excessivamente carnudos, olhos escuros, cílios grandes e cara de inocente.
" Laaila do céu, é o fruto! ele me disse "oi", vou desmaiar" Alícia sentiu sua frequência cardíaca aumentar de repente.
"Quer que eu fale com ele?"
" Não maluca, o Ricardo né?" Alícia se lembrou dele.
Ricardo e Zé Roberto estavam de saída, pois Zé Roberto precisaria trabalhar no dia seguinte e por isso(depois de trocas de telefone, é claro), foram embora cedo.
"Graças a Deus" falaram as duas em coro depois que os garotos saíram. Laila precisava achar duas pessoas, Dionísio e o "fruto".
Alícia avistou o fruto, e quando a amiga a puxou para chegar perto dele, um louco aborda Alícia.
"Oi, seu nome?" falou o louco
"Alícia" dizia ela cuidando para não perder o "fruto" de vista.
" Prazer, Arnold." Ele era um belo rapaz, não tanto quanto o "fruto", mas como as meninas já tinham o perdido de vista, Alícia resolveu dar uma chance ao Arnold.
"Alícia? Você estava com o Arnold Schwazzenegger?" caçoou Laila.
"Mas é engraçadinha né? Ele é bonito, mas beija mal. Não gostei e ponto. Cadê o "fruto"."
"Perdemos ele, por culpa do Arnold Schwazzenegger." murmurou Laila, " Quero o "fruto" e meu Dionísio."
E recomeçaram a jornada. Caminhando por todas as pistas possíveis, elas procuravam quem podiam e quem não podiam. Nisso, ressussita do túmulo aquela "oferenda" do início, Donatelo. Dessa vez ele estava com Tito, seu amigo. Tito chamou Laila em um canto e falou que Donatelo queria muito falar com ela. E o pior, tinha escrito um bilhete em um guardanapo.
Apavorada e curiosa, Laila puxou sua amiga e foram no banheiro ler o que dizia lá:
"Laila, adorei ficar com você aquela noite no churrasco. Não consegui te esquecer, você é maravilhosa. Por favor me dá uma chance de provar que te mereço. Me liga.
Estarei esperando.
Beijos. Donatelo."
"Socoooooorro", gritava Laila apavorada. "Ele é louco, nunca fiquei com ele, tenho certeza que ele mentiu para o Tito que ficamos juntos"
A garota voltou para a pista acompanhada de Alícia, agindo como se nada tivesse ocorrido lá. Tito a abordou:
" E aí? Leu o bilhete?"
"Li sim", repondeu Laila seca.
" E então?" insistiu o rapaz.
" To sem cabeça agora, depois falo com o Donatelo." novamente curta e grossa.
Quando ela tentou fugir de Tito, deu de cara com Dionísio.
"Oi Laila, eu estava te procurando. Estou indo embora agora. Queria me despedir."
"Siim." foi a palavra que Laila conseguiu dizer.
"Anota seu número aqui?" Ele entregou seu celular pra ela, que tremendo, anotou eu número, com cuidado para não errar.
Eles se despediram com um longo beijo de tremer a Terra e ele foi. Laila não tinha muita esperança de que Dionísio fosse ligar, mas seria perfeito se ele ligasse. Adoraria que eles continuassem com algo mais. Aí sim, o Carlinhos ia ver o que era bom, e se arrepender de ter deixado-a.
Alícia chamou Laila para irem embora, pois já tinha passado das cinco horas da manhã. Elas foram. Laila estava com um brilho diferente nos olhos. Pensando em como valeu a pena conhecer Dionísio, que ao contrário de Klaus, não a decepcionou de nenhuma maneira.
Alícia pensava em Ricardo, será que ele ligaria pra ela? E o "fruto", que fim levou?
Aaah que festa inesquecível, que dia pra ficar marcado.
"Linda você hein?" falou o garoto
"Obrigada!" entimidou-se Alícia. Eles dançaram muito, era uma química perfeita e visível para quem assistia.
"Meu nome é Ricardo, e o seu?"
"Alícia"
"Tão linda quanto o nome."
" Obrigada". Nem bem ela terminou de falar, Ricardo a tomou em seus braços e a beijou apaixonadamente.
Alícia tinha preferência por garotos com rostos de bebê, cara de criança, mas que tivessem uma mentalidade de homem. Era exatamente como Ricardo era. Moreno claro, um rosto simétrico, nada desproporcional. Olhos escuros e pele clara, estatura pouco maior que de sua dama. Qualquer uma no lugar de Alícia estaria agradecendo aos céus por encontrar um homem daquele estilo.
Enquanto Laila procurava Dionísio com os olhos, o amigo do par de Alícia puxou repentinamente a garota para dançar também. Laila adorava dançar, e o rapaz dançava muito bem. Mas Laila, azarada como de costume, foi premiada com o Zé Roberto. Um cara feio, mas querido, tinha uma conversa boa, mas e o cowboy? Aah, ele não estva por perto. Laila o beijou sem culpa.
Alícia, voltou pra contar a Laila sobre o prícipe Ricardo. E nisso Laila disse que preferia Dionísio, mas Zé Roberto dava pro gasto naquela hora. Ao contrário, Alícia estava amando estar perto de Ricardo ele era tão lindo, tão inteligente, tão atencioso. tão...
"Oi" direcionou um "broto" para Alícia
Nesse instante passa por elas Luís Felipe, o "fruto" que Laila e Alícia apelidaram na época de colégio. Que garoto perfeito. Moreno, estatura média, lábios excessivamente carnudos, olhos escuros, cílios grandes e cara de inocente.
" Laaila do céu, é o fruto! ele me disse "oi", vou desmaiar" Alícia sentiu sua frequência cardíaca aumentar de repente.
"Quer que eu fale com ele?"
" Não maluca, o Ricardo né?" Alícia se lembrou dele.
Ricardo e Zé Roberto estavam de saída, pois Zé Roberto precisaria trabalhar no dia seguinte e por isso(depois de trocas de telefone, é claro), foram embora cedo.
"Graças a Deus" falaram as duas em coro depois que os garotos saíram. Laila precisava achar duas pessoas, Dionísio e o "fruto".
Alícia avistou o fruto, e quando a amiga a puxou para chegar perto dele, um louco aborda Alícia.
"Oi, seu nome?" falou o louco
"Alícia" dizia ela cuidando para não perder o "fruto" de vista.
" Prazer, Arnold." Ele era um belo rapaz, não tanto quanto o "fruto", mas como as meninas já tinham o perdido de vista, Alícia resolveu dar uma chance ao Arnold.
"Alícia? Você estava com o Arnold Schwazzenegger?" caçoou Laila.
"Mas é engraçadinha né? Ele é bonito, mas beija mal. Não gostei e ponto. Cadê o "fruto"."
"Perdemos ele, por culpa do Arnold Schwazzenegger." murmurou Laila, " Quero o "fruto" e meu Dionísio."
E recomeçaram a jornada. Caminhando por todas as pistas possíveis, elas procuravam quem podiam e quem não podiam. Nisso, ressussita do túmulo aquela "oferenda" do início, Donatelo. Dessa vez ele estava com Tito, seu amigo. Tito chamou Laila em um canto e falou que Donatelo queria muito falar com ela. E o pior, tinha escrito um bilhete em um guardanapo.
Apavorada e curiosa, Laila puxou sua amiga e foram no banheiro ler o que dizia lá:
"Laila, adorei ficar com você aquela noite no churrasco. Não consegui te esquecer, você é maravilhosa. Por favor me dá uma chance de provar que te mereço. Me liga.
Estarei esperando.
Beijos. Donatelo."
"Socoooooorro", gritava Laila apavorada. "Ele é louco, nunca fiquei com ele, tenho certeza que ele mentiu para o Tito que ficamos juntos"
A garota voltou para a pista acompanhada de Alícia, agindo como se nada tivesse ocorrido lá. Tito a abordou:
" E aí? Leu o bilhete?"
"Li sim", repondeu Laila seca.
" E então?" insistiu o rapaz.
" To sem cabeça agora, depois falo com o Donatelo." novamente curta e grossa.
Quando ela tentou fugir de Tito, deu de cara com Dionísio.
"Oi Laila, eu estava te procurando. Estou indo embora agora. Queria me despedir."
"Siim." foi a palavra que Laila conseguiu dizer.
"Anota seu número aqui?" Ele entregou seu celular pra ela, que tremendo, anotou eu número, com cuidado para não errar.
Eles se despediram com um longo beijo de tremer a Terra e ele foi. Laila não tinha muita esperança de que Dionísio fosse ligar, mas seria perfeito se ele ligasse. Adoraria que eles continuassem com algo mais. Aí sim, o Carlinhos ia ver o que era bom, e se arrepender de ter deixado-a.
Alícia chamou Laila para irem embora, pois já tinha passado das cinco horas da manhã. Elas foram. Laila estava com um brilho diferente nos olhos. Pensando em como valeu a pena conhecer Dionísio, que ao contrário de Klaus, não a decepcionou de nenhuma maneira.
Alícia pensava em Ricardo, será que ele ligaria pra ela? E o "fruto", que fim levou?
Aaah que festa inesquecível, que dia pra ficar marcado.
Parte um - a festa de segunda feira
O domingo das meninas foi um dia normal. Elas acordaram, almoçaram, degustaram da sobremesa divina da mãe de Laila, quando a noite, o telefone toca. Era Helga.
"Lailinha, te vi na festa ontem, você estava com um cara muito parecido com o Carlinhos, mas de longe, fui ver de perto, ele era horrível"
"É, eu sei, momentos de alucinação acontecem, mas faz de conta que nunca aconteceu a noite de ontem" , Laila envergonhada tentava se explicar para sua prima.
Fora essa ligação, o mais terrível eram as mensagens que ela recebia dele em seu celular:
"Conhecer você foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano" .
Ela se prometeu que na próxima festa, que seria na segunda, ela selecionaria melhor quem "conhecer".
Alícia também, recebeu ligações indesejáveis naquela noite, de meninas que a confundiram com outra pessoa e a ameaçavam. Para sorte de todos, tudo não passou de ameaça. Na verdade, aquelas meninas eram umas covardes, e com toda certeza renderam boas risadas a noite antes de dormir. Risadas essas, que foram regadas a muito brigadeiro.
Segunda-feira, 19 de janeiro. Alícia tinha compromissos a tarde no centro da cidade, Laila aproveitou para acompanhá-la e fazer caminhadas, pois tinha comido demais e precisava mandar aquelas calorias pro espaço.
" Bobagem a tua, você já emagreceu demais da última vez que eu te vi", dizia Alícia, impressionada com a paranóia da amiga.
" Se eu não me cuido eu engordo novamente, e fico parecendo uma baleia como antes, e ainda tenho cinco quilos pra eliminar."
Laila era convicta em suas dietas. Uma mais maluca que a outra, ela tinha consciência que dieta radical demais fazia mal para a saúde, mas era o único jeito de ela se manter magra. E o trauma de engordar demais sempre a assombrou, desde a sua infância, ela não podia engordar um único kilograma que sua família cobrava muito. Neurótica? Pode se dizer que sim, mas ela considerava isso fundamental para a manutenção do seu peso.
Logo que elas voltaram a casa de Laila, já era noite e elas começaram a se arrumar. Alícia escolheu uma blusinha roxa, uma calça jeans escura, escarpin preto e prancha no cabelo. Uma maquiagem poderosa que combinava com sua blusa e seu tom de pele. Seus longos cabelos prachados sem um fio fora do lugar. Impecável.
Laila sempre se atrapalhou muito antes de se arrumar para uma festa, não poderia falhar, pois essa festa estaria lotada, e com um fundo de esperança de encotrar Carlinhos lá, ela se inspirou. Colocou um vestido preto (o qual não servia pra ela há alguns meses), escarpin preto, e uma faixa prata em volta da cintura. Sua maquiagem combinava toda com a roupa, e o que mais destacava era a sombra prata. O cabelo também pranchado e brincos grandes.
Após muita produção elas chegaram novamente ao Liddy Essi , que dessa vez estava lotado de pessoas, o quádruplo de sábado e com uma fila enorme na entrada. Enquanto Laila e Alícia esperavam na fila, outro rapaz chamou a atenção da primeira, novamente. Só que dessa vez ele estava com uma turma e não sozinho como o alemão da festa anterior. Esse era, com certeza lindo. Era loiro, olho bem azul e alto, ele usava um chapéu de cowboy. Um olho que Laila se apaixonou na hora, e ele a encarava na fila da festa já.
" Alíícia!", Laila cutucou a amiga animada.
" Aham, eu vi o loirinho chapeludo te encarando e que você gostou dele."
Laila se impressionou com a capacidade de Alícia de pegar as coisas no ar. Quando elas íam analisar o loiro cowboy. Um estranho ser se aproxima das garotas.
"Lailaaa", gritou o bizarro
" Oi." Laila disfarçava como podia, inutilmente.
" Lembra de mim? Donatelo, daquele churrasco"
"Claro que lembro, tudo bem?"
"Tudo, que bom sair festar e encontrar a produtora de moda mais linda que eu conheço" Donatelo a olhava com uma expressão que assustava todo mundo que presenciava a cena.
Donatelo foi um garoto que Laila conheceu em um churrasco, que ela conversou bastante. Até aconteceria algo mais, ele era boa pessoa, o problema era seus dotes físicos que não ajudavam muito. Baixinho, um nariz exageradamente grande e desproporcional para o resto do seu rosto, moreno e olhos escuros. Não era lá muito bonito.
Para o alívio das meninas, ele as deixou e voltou com seus amigos. Elas entraram na festa.
Na entrada, uma bebida vinha de cortesia. Alícia e Laila pegaram a bebida e foram pra pista de dança, que por sinal estava animada e eclética, com músicas realmente boas. Enquanto, elas dançavam, adivinha quem passa perto de Laila a encarando? O cowboy loiro.
Era de um charme impagável, olhando pra ele, Laila se lembrava de Carlinhos, que também usava aquele estilo de chapéu. E o loiro encarava, estava de frente para Laila. Estabanada, ela deixou cair toda a sua bebida no chão enquanto olhava pra ele. Envergonhada, ela mudou de lugar, mas quando se vira novamente. Adivinha? O cowboy loiro ali, a seu lado, poucos passos de distância, a olhava fixamente. Quando:
" Oi ?" chegou o cowboy loiro.
" Oi..." respondeu Laila timidamente.
" Sempre te vejo na faculdade, você é amiga do Carlinhos né?"
Laila não acreditava, ele conhecia o Carlinhos, ela estava perdida. Só faltava essa.
" Sim, amissíssima. Faz que curso lá?"
" Estudo com ele, faço engenharia civil. Mas você? Faz moda, não?"
Novamente impressionada, ele sabia até o curso que ela fazia. Como o mundo é pequeno. Ele continuou.
" Sempre vejo você na faculdade, eu sei que você conversa com alguns meninos da minha sala, você sempre cumprimenta todos, menos eu."
"Desculpa, mas a primeira vez que estou te vendo é hoje" Laila estava confusa.
" Você é famosa", dizia o cowboy.
Ele veio em direção a Laila e a beijou, os pés dela tremiam, foi o beijo mais adorável do ano, pelo menos naquele momento, ela sentia que estava flutuando, que homem!!!
" A propósito, seu nome?" arriscou Laila
" Dionísio e o seu?"
" Ué? pensei que ia saber também... É Laila"
" Laila eu vou voltar com meus amigos, daqui a pouco conversamos mais. Tchau!"
Ela chegou para Alícia:
"Amiga, ele faz engenharia e está na sala do Carlinhos"
"O QUE?" Alícia se impressionou o quanto Carlinhos perseguia Laila, mesmo que indiretamente.
" Mas e você? Não achou ninguém?" Laila mudou de assunto.
" Aah sim, vamos indo pra lá porque tem um moço lindo olhando pra mim e que dança bem"
" Vamos, deixa eu te contar o nome dele, Dionísio."
Alícia sorriu, " Não vou comentar, gostou dele, né sua safada?"
" Adorei".
"Lailinha, te vi na festa ontem, você estava com um cara muito parecido com o Carlinhos, mas de longe, fui ver de perto, ele era horrível"
"É, eu sei, momentos de alucinação acontecem, mas faz de conta que nunca aconteceu a noite de ontem" , Laila envergonhada tentava se explicar para sua prima.
Fora essa ligação, o mais terrível eram as mensagens que ela recebia dele em seu celular:
"Conhecer você foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano" .
Ela se prometeu que na próxima festa, que seria na segunda, ela selecionaria melhor quem "conhecer".
Alícia também, recebeu ligações indesejáveis naquela noite, de meninas que a confundiram com outra pessoa e a ameaçavam. Para sorte de todos, tudo não passou de ameaça. Na verdade, aquelas meninas eram umas covardes, e com toda certeza renderam boas risadas a noite antes de dormir. Risadas essas, que foram regadas a muito brigadeiro.
Segunda-feira, 19 de janeiro. Alícia tinha compromissos a tarde no centro da cidade, Laila aproveitou para acompanhá-la e fazer caminhadas, pois tinha comido demais e precisava mandar aquelas calorias pro espaço.
" Bobagem a tua, você já emagreceu demais da última vez que eu te vi", dizia Alícia, impressionada com a paranóia da amiga.
" Se eu não me cuido eu engordo novamente, e fico parecendo uma baleia como antes, e ainda tenho cinco quilos pra eliminar."
Laila era convicta em suas dietas. Uma mais maluca que a outra, ela tinha consciência que dieta radical demais fazia mal para a saúde, mas era o único jeito de ela se manter magra. E o trauma de engordar demais sempre a assombrou, desde a sua infância, ela não podia engordar um único kilograma que sua família cobrava muito. Neurótica? Pode se dizer que sim, mas ela considerava isso fundamental para a manutenção do seu peso.
Logo que elas voltaram a casa de Laila, já era noite e elas começaram a se arrumar. Alícia escolheu uma blusinha roxa, uma calça jeans escura, escarpin preto e prancha no cabelo. Uma maquiagem poderosa que combinava com sua blusa e seu tom de pele. Seus longos cabelos prachados sem um fio fora do lugar. Impecável.
Laila sempre se atrapalhou muito antes de se arrumar para uma festa, não poderia falhar, pois essa festa estaria lotada, e com um fundo de esperança de encotrar Carlinhos lá, ela se inspirou. Colocou um vestido preto (o qual não servia pra ela há alguns meses), escarpin preto, e uma faixa prata em volta da cintura. Sua maquiagem combinava toda com a roupa, e o que mais destacava era a sombra prata. O cabelo também pranchado e brincos grandes.
Após muita produção elas chegaram novamente ao Liddy Essi , que dessa vez estava lotado de pessoas, o quádruplo de sábado e com uma fila enorme na entrada. Enquanto Laila e Alícia esperavam na fila, outro rapaz chamou a atenção da primeira, novamente. Só que dessa vez ele estava com uma turma e não sozinho como o alemão da festa anterior. Esse era, com certeza lindo. Era loiro, olho bem azul e alto, ele usava um chapéu de cowboy. Um olho que Laila se apaixonou na hora, e ele a encarava na fila da festa já.
" Alíícia!", Laila cutucou a amiga animada.
" Aham, eu vi o loirinho chapeludo te encarando e que você gostou dele."
Laila se impressionou com a capacidade de Alícia de pegar as coisas no ar. Quando elas íam analisar o loiro cowboy. Um estranho ser se aproxima das garotas.
"Lailaaa", gritou o bizarro
" Oi." Laila disfarçava como podia, inutilmente.
" Lembra de mim? Donatelo, daquele churrasco"
"Claro que lembro, tudo bem?"
"Tudo, que bom sair festar e encontrar a produtora de moda mais linda que eu conheço" Donatelo a olhava com uma expressão que assustava todo mundo que presenciava a cena.
Donatelo foi um garoto que Laila conheceu em um churrasco, que ela conversou bastante. Até aconteceria algo mais, ele era boa pessoa, o problema era seus dotes físicos que não ajudavam muito. Baixinho, um nariz exageradamente grande e desproporcional para o resto do seu rosto, moreno e olhos escuros. Não era lá muito bonito.
Para o alívio das meninas, ele as deixou e voltou com seus amigos. Elas entraram na festa.
Na entrada, uma bebida vinha de cortesia. Alícia e Laila pegaram a bebida e foram pra pista de dança, que por sinal estava animada e eclética, com músicas realmente boas. Enquanto, elas dançavam, adivinha quem passa perto de Laila a encarando? O cowboy loiro.
Era de um charme impagável, olhando pra ele, Laila se lembrava de Carlinhos, que também usava aquele estilo de chapéu. E o loiro encarava, estava de frente para Laila. Estabanada, ela deixou cair toda a sua bebida no chão enquanto olhava pra ele. Envergonhada, ela mudou de lugar, mas quando se vira novamente. Adivinha? O cowboy loiro ali, a seu lado, poucos passos de distância, a olhava fixamente. Quando:
" Oi ?" chegou o cowboy loiro.
" Oi..." respondeu Laila timidamente.
" Sempre te vejo na faculdade, você é amiga do Carlinhos né?"
Laila não acreditava, ele conhecia o Carlinhos, ela estava perdida. Só faltava essa.
" Sim, amissíssima. Faz que curso lá?"
" Estudo com ele, faço engenharia civil. Mas você? Faz moda, não?"
Novamente impressionada, ele sabia até o curso que ela fazia. Como o mundo é pequeno. Ele continuou.
" Sempre vejo você na faculdade, eu sei que você conversa com alguns meninos da minha sala, você sempre cumprimenta todos, menos eu."
"Desculpa, mas a primeira vez que estou te vendo é hoje" Laila estava confusa.
" Você é famosa", dizia o cowboy.
Ele veio em direção a Laila e a beijou, os pés dela tremiam, foi o beijo mais adorável do ano, pelo menos naquele momento, ela sentia que estava flutuando, que homem!!!
" A propósito, seu nome?" arriscou Laila
" Dionísio e o seu?"
" Ué? pensei que ia saber também... É Laila"
" Laila eu vou voltar com meus amigos, daqui a pouco conversamos mais. Tchau!"
Ela chegou para Alícia:
"Amiga, ele faz engenharia e está na sala do Carlinhos"
"O QUE?" Alícia se impressionou o quanto Carlinhos perseguia Laila, mesmo que indiretamente.
" Mas e você? Não achou ninguém?" Laila mudou de assunto.
" Aah sim, vamos indo pra lá porque tem um moço lindo olhando pra mim e que dança bem"
" Vamos, deixa eu te contar o nome dele, Dionísio."
Alícia sorriu, " Não vou comentar, gostou dele, né sua safada?"
" Adorei".
O "príncipe Alemão", a festa de sábado.
O clima em Londonlândia estava frio e chuvoso, apesar de ser verão. Início de ano, recém passado do reveillon, uma virada razoavelmente boa para Laila, pois nada havia dado errado em sua vida, ela estava em paz consigo mesma. Apesar de toda essa paz, algo faltava para a garota, pois ela estava entediada e sem muito o que fazer, nada interessante acontecendo a sua vida, mas tava bom...
Laila era loira, cabelo liso, pele e olhos claros. Sua estatura era baixa para a idade, mas isso nunca a incomodou muito. sua personalidade era concomitantemente marcante e meiga. Via em suas amigas o seu maior tesouro, às vezes, ela dava mais importância a elas do que a sua própria família, com a qual ela vivia constantes divergências.
Dia 17 de janeiro, ela recebe a visita de Alícia, fazia quase um ano que não se viam, e é claro, Laila já tratou de preparar o terreno para recebê-la. Era sábado, quando o relógio marcou 10 horas da manhã, Laila recebeu uma mensagem em seu celular, era Alícia. Então, foi buscá-la para que ela fosse em sua casa. Para a alegria das garotas, teria uma festa no sábado e outra na segunda feira. Para Laila isso era ótimo, porque até então ela não havia saído naquele ano.
Helga, a prima de Laila, fazia aniversário naquele mesmo sábado e ligou para que ela e Alícia fossem ao Liddy Essi, onde seriam as festas, comemorar. Depois de muito preparo, cabelo, maquiagem Laila e Alícia foram à festa.
Era por volta de uma e meia da manhã e o Liddy Essi estava praticamente deserto, apenas Alícia e Laila sentadas em uma mesa conversando, colocando as fofocas em dia. Quando um homem solitário chama a anteção de Laila:
" Amiiga, olha aquele rapaz ali, não parece o meu ex namorado, o Carlinhos?", disse a menina com um brilho diferente nos olhos.
" Nossaa, realmente, ele de costas, pode-se dizer que é o próprio" , impressionou-se Alícia.
Laila nutria uma esperança inútil de voltar com Carlinhos, sem dúvida o amor de sua vida, e o que mais chamava a atenção pra ela era o jeito rústico que o rapaz levava a vida.
"Alícia, não é ele, mas é bonito igual né?"
" Lailinha, ele está olhando pra cá, pode apostar que ele vai chegar junto. Ah garota!"
" Ai não sabemos se ele está olhando pra mim ou pra você né?"
" Aah vai ser pra mim mesmo, é nitidamente seu esse aí"
Elas ficaram algumas horas encarando o homem misterioso. Não se podia negar que era um sujeito estranho, mas Laila se sentiu atraída por ele como um ímã, e o mesmo magnetismo era no olhar do homem.
Passado mais algumas horas, enjoada daquela situação de troca de olhares sem nada além, Laila se entediou e puxou Alícia para a pista de dança. A música estava muito animada, Laila se soltou muito e dançou como fazia tempo que ela não dançava, estava se sentindo leve e descontraída. De repente, o misterioso aparece ao lado das meninas, e sem dizer nada ficava apenas olhando fixamente Laila dançar. Isso seguiu por um tempo que parecia interminável, um sujeito mais esquisito do que elas poderiam imaginar, mesmo assim Laila o queria. Após muito tempo sem reação o rapaz se aproximou de Laila:
" Nossa, preciso saber o seu nome."
" Laila, e o seu?"
" Klaus, a seu dispor"
Klaus era alemão, tinha um belo sotaque, era moreno e olho verde. Olhando de perto, não parecia muito com Carlinhos que também era moreno, mas de olhos escuros. A semelhança entre os dois era no jeito de ser mesmo. Ambos com estilos rústicos, pode-se dizer brutos, rudes. E isso fascinava Laila, ela amava homem rude.
Naquela hora, Klaus foi buscar bebida e logo Alícia puxou Laila:
" Eu falei que ele era pra você"
" Ai, não tem muito a ver com o Carlinhos"
" Que cara estranho, você viu o jeito que ele olhava pra você? Como é o nome dele?"
" Klaus"
" Nossa, você e os nomes diferentes"
Alícia tinha razão, Laila atraía homens com nomes diferentes, seus namorados e envolvimentos em sua maioria tinha rapazes com os mais diversos nomes.
Quando Klaus voltou com a bebida, Alícia se afastou dos pombinhos e logo um garoto a puxa para dançar,
" Oi ", chegou ele todo esperançoso para Alícia.
Alícia era muito bonita, morena, cabelos longos e olhos escuros.
" Oi ", responde ela sem muito entusiasmo.
" Eu vi que sua amiga está ali com o alemãozão, e você aí, fiquei com vontade de te conhecer."
" Sei. ", Alícia continuava com a mesma empolgação do inicio.
O rapaz era bonito também, nem loiro, nem moreno, não era muito servido na altura, mas seu rosto de bebê compensava isso. Por isso e pela conversa agradável, Alícia resolveu dar uma chance a ele naquela noite.
Enquanto isso, Laila não sabia se se encantava, ou se se decepcionava com o jeito de Klaus. Ela tão somente tinha gostado dele porque viu Carlinhos no corpo do alemão. Ele não tinha uma conversa tão agradável quanto a do bebezinho da Alícia, mas em compensação ele era muito atencioso com ela, um cavalheiro.
Depois de horas de conversas e trocas de telefones, as meninas resolveram ir embora. E depois de despedidas, Klaus resolve seguir Laila a pé e com uma jaqueta jeans, o que era o "fim da rosca" para Alícia.
A festa foi boa, Laila adorou conhecer Klaus, mas todos sabiam que não era por ele que ela era apaixonada.
Laila era loira, cabelo liso, pele e olhos claros. Sua estatura era baixa para a idade, mas isso nunca a incomodou muito. sua personalidade era concomitantemente marcante e meiga. Via em suas amigas o seu maior tesouro, às vezes, ela dava mais importância a elas do que a sua própria família, com a qual ela vivia constantes divergências.
Dia 17 de janeiro, ela recebe a visita de Alícia, fazia quase um ano que não se viam, e é claro, Laila já tratou de preparar o terreno para recebê-la. Era sábado, quando o relógio marcou 10 horas da manhã, Laila recebeu uma mensagem em seu celular, era Alícia. Então, foi buscá-la para que ela fosse em sua casa. Para a alegria das garotas, teria uma festa no sábado e outra na segunda feira. Para Laila isso era ótimo, porque até então ela não havia saído naquele ano.
Helga, a prima de Laila, fazia aniversário naquele mesmo sábado e ligou para que ela e Alícia fossem ao Liddy Essi, onde seriam as festas, comemorar. Depois de muito preparo, cabelo, maquiagem Laila e Alícia foram à festa.
Era por volta de uma e meia da manhã e o Liddy Essi estava praticamente deserto, apenas Alícia e Laila sentadas em uma mesa conversando, colocando as fofocas em dia. Quando um homem solitário chama a anteção de Laila:
" Amiiga, olha aquele rapaz ali, não parece o meu ex namorado, o Carlinhos?", disse a menina com um brilho diferente nos olhos.
" Nossaa, realmente, ele de costas, pode-se dizer que é o próprio" , impressionou-se Alícia.
Laila nutria uma esperança inútil de voltar com Carlinhos, sem dúvida o amor de sua vida, e o que mais chamava a atenção pra ela era o jeito rústico que o rapaz levava a vida.
"Alícia, não é ele, mas é bonito igual né?"
" Lailinha, ele está olhando pra cá, pode apostar que ele vai chegar junto. Ah garota!"
" Ai não sabemos se ele está olhando pra mim ou pra você né?"
" Aah vai ser pra mim mesmo, é nitidamente seu esse aí"
Elas ficaram algumas horas encarando o homem misterioso. Não se podia negar que era um sujeito estranho, mas Laila se sentiu atraída por ele como um ímã, e o mesmo magnetismo era no olhar do homem.
Passado mais algumas horas, enjoada daquela situação de troca de olhares sem nada além, Laila se entediou e puxou Alícia para a pista de dança. A música estava muito animada, Laila se soltou muito e dançou como fazia tempo que ela não dançava, estava se sentindo leve e descontraída. De repente, o misterioso aparece ao lado das meninas, e sem dizer nada ficava apenas olhando fixamente Laila dançar. Isso seguiu por um tempo que parecia interminável, um sujeito mais esquisito do que elas poderiam imaginar, mesmo assim Laila o queria. Após muito tempo sem reação o rapaz se aproximou de Laila:
" Nossa, preciso saber o seu nome."
" Laila, e o seu?"
" Klaus, a seu dispor"
Klaus era alemão, tinha um belo sotaque, era moreno e olho verde. Olhando de perto, não parecia muito com Carlinhos que também era moreno, mas de olhos escuros. A semelhança entre os dois era no jeito de ser mesmo. Ambos com estilos rústicos, pode-se dizer brutos, rudes. E isso fascinava Laila, ela amava homem rude.
Naquela hora, Klaus foi buscar bebida e logo Alícia puxou Laila:
" Eu falei que ele era pra você"
" Ai, não tem muito a ver com o Carlinhos"
" Que cara estranho, você viu o jeito que ele olhava pra você? Como é o nome dele?"
" Klaus"
" Nossa, você e os nomes diferentes"
Alícia tinha razão, Laila atraía homens com nomes diferentes, seus namorados e envolvimentos em sua maioria tinha rapazes com os mais diversos nomes.
Quando Klaus voltou com a bebida, Alícia se afastou dos pombinhos e logo um garoto a puxa para dançar,
" Oi ", chegou ele todo esperançoso para Alícia.
Alícia era muito bonita, morena, cabelos longos e olhos escuros.
" Oi ", responde ela sem muito entusiasmo.
" Eu vi que sua amiga está ali com o alemãozão, e você aí, fiquei com vontade de te conhecer."
" Sei. ", Alícia continuava com a mesma empolgação do inicio.
O rapaz era bonito também, nem loiro, nem moreno, não era muito servido na altura, mas seu rosto de bebê compensava isso. Por isso e pela conversa agradável, Alícia resolveu dar uma chance a ele naquela noite.
Enquanto isso, Laila não sabia se se encantava, ou se se decepcionava com o jeito de Klaus. Ela tão somente tinha gostado dele porque viu Carlinhos no corpo do alemão. Ele não tinha uma conversa tão agradável quanto a do bebezinho da Alícia, mas em compensação ele era muito atencioso com ela, um cavalheiro.
Depois de horas de conversas e trocas de telefones, as meninas resolveram ir embora. E depois de despedidas, Klaus resolve seguir Laila a pé e com uma jaqueta jeans, o que era o "fim da rosca" para Alícia.
A festa foi boa, Laila adorou conhecer Klaus, mas todos sabiam que não era por ele que ela era apaixonada.
sábado, 2 de maio de 2009
Apresentação
Laila - Uma garota de 19 anos que sonha se tornar alguém na vida. Veio de família pobre, porém de uma criação invejável, com uma educação impecável. Faz faculdade integral, apesar de sua família ser humilde, ela consegue se manter sem trabalhar sendo sustentada pelos salários de sua mãe e de seu pai. Ela vive uma crise existencial, apesar de ter uma aparêcia boa, ela tem a auto-estima muito baixa e vive tentando perder uns 5 quilos que ela está acima de seu peso. Mas apesar de tudo, ela é uma bela menina.
Nina - Uma das melhores amigas e colega de faculdade da Laila, inteligente, esperta, engraçada. Sempre ajuda Laila a sair de suas enrascadas e vice versa. Mora sozinha e também sonha em se formar e ser alguém na vida. Aprendeu e ensinou muito em sua amizade com Laila, pode se dizer que as duas se consideram irmãs.
Bella - No começo quando conheceu Laila, ela não gostou muito da primeira impressão por achá-la metida, mas com o tempo ficou também uma das amigas-irmãs de Laila. As duas tem histórias de vida muito parecidas. Uma socorre a outra em tudo.
Alícia - Bastou estudar um ano com Laila para virarem amigas. Em época de faculdade, ela acabou mudando de cidade. Mas isso não impediu que a amizade continuasse firme e forte. Uma bela menina que encanta todos a sua volta, totalmente querida por Laila porque entende perfeitamente a cabeça dela. Geralmente o que acontece com uma, acontece com outra.
Essas são três amigas da Laila (personagem principal da trama). Nenhuma delas são amigas entre elas, mas Laila as considera suas três amigas-anjo. A história completa virá por meio de capítulos nesse blog e ao longo dos dias, a autora vai pensando no que fazer com elas. Vale a pena ler, é uma leitura leve e divertida com situações típicas do cotidiano.
Nina - Uma das melhores amigas e colega de faculdade da Laila, inteligente, esperta, engraçada. Sempre ajuda Laila a sair de suas enrascadas e vice versa. Mora sozinha e também sonha em se formar e ser alguém na vida. Aprendeu e ensinou muito em sua amizade com Laila, pode se dizer que as duas se consideram irmãs.
Bella - No começo quando conheceu Laila, ela não gostou muito da primeira impressão por achá-la metida, mas com o tempo ficou também uma das amigas-irmãs de Laila. As duas tem histórias de vida muito parecidas. Uma socorre a outra em tudo.
Alícia - Bastou estudar um ano com Laila para virarem amigas. Em época de faculdade, ela acabou mudando de cidade. Mas isso não impediu que a amizade continuasse firme e forte. Uma bela menina que encanta todos a sua volta, totalmente querida por Laila porque entende perfeitamente a cabeça dela. Geralmente o que acontece com uma, acontece com outra.
Essas são três amigas da Laila (personagem principal da trama). Nenhuma delas são amigas entre elas, mas Laila as considera suas três amigas-anjo. A história completa virá por meio de capítulos nesse blog e ao longo dos dias, a autora vai pensando no que fazer com elas. Vale a pena ler, é uma leitura leve e divertida com situações típicas do cotidiano.
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