domingo, 3 de maio de 2009

O "príncipe Alemão", a festa de sábado.

O clima em Londonlândia estava frio e chuvoso, apesar de ser verão. Início de ano, recém passado do reveillon, uma virada razoavelmente boa para Laila, pois nada havia dado errado em sua vida, ela estava em paz consigo mesma. Apesar de toda essa paz, algo faltava para a garota, pois ela estava entediada e sem muito o que fazer, nada interessante acontecendo a sua vida, mas tava bom...

Laila era loira, cabelo liso, pele e olhos claros. Sua estatura era baixa para a idade, mas isso nunca a incomodou muito. sua personalidade era concomitantemente marcante e meiga. Via em suas amigas o seu maior tesouro, às vezes, ela dava mais importância a elas do que a sua própria família, com a qual ela vivia constantes divergências.

Dia 17 de janeiro, ela recebe a visita de Alícia, fazia quase um ano que não se viam, e é claro, Laila já tratou de preparar o terreno para recebê-la. Era sábado, quando o relógio marcou 10 horas da manhã, Laila recebeu uma mensagem em seu celular, era Alícia. Então, foi buscá-la para que ela fosse em sua casa. Para a alegria das garotas, teria uma festa no sábado e outra na segunda feira. Para Laila isso era ótimo, porque até então ela não havia saído naquele ano.

Helga, a prima de Laila, fazia aniversário naquele mesmo sábado e ligou para que ela e Alícia fossem ao Liddy Essi, onde seriam as festas, comemorar. Depois de muito preparo, cabelo, maquiagem Laila e Alícia foram à festa.

Era por volta de uma e meia da manhã e o Liddy Essi estava praticamente deserto, apenas Alícia e Laila sentadas em uma mesa conversando, colocando as fofocas em dia. Quando um homem solitário chama a anteção de Laila:
" Amiiga, olha aquele rapaz ali, não parece o meu ex namorado, o Carlinhos?", disse a menina com um brilho diferente nos olhos.
" Nossaa, realmente, ele de costas, pode-se dizer que é o próprio" , impressionou-se Alícia.

Laila nutria uma esperança inútil de voltar com Carlinhos, sem dúvida o amor de sua vida, e o que mais chamava a atenção pra ela era o jeito rústico que o rapaz levava a vida.
"Alícia, não é ele, mas é bonito igual né?"
" Lailinha, ele está olhando pra cá, pode apostar que ele vai chegar junto. Ah garota!"
" Ai não sabemos se ele está olhando pra mim ou pra você né?"
" Aah vai ser pra mim mesmo, é nitidamente seu esse aí"
Elas ficaram algumas horas encarando o homem misterioso. Não se podia negar que era um sujeito estranho, mas Laila se sentiu atraída por ele como um ímã, e o mesmo magnetismo era no olhar do homem.

Passado mais algumas horas, enjoada daquela situação de troca de olhares sem nada além, Laila se entediou e puxou Alícia para a pista de dança. A música estava muito animada, Laila se soltou muito e dançou como fazia tempo que ela não dançava, estava se sentindo leve e descontraída. De repente, o misterioso aparece ao lado das meninas, e sem dizer nada ficava apenas olhando fixamente Laila dançar. Isso seguiu por um tempo que parecia interminável, um sujeito mais esquisito do que elas poderiam imaginar, mesmo assim Laila o queria. Após muito tempo sem reação o rapaz se aproximou de Laila:
" Nossa, preciso saber o seu nome."
" Laila, e o seu?"
" Klaus, a seu dispor"

Klaus era alemão, tinha um belo sotaque, era moreno e olho verde. Olhando de perto, não parecia muito com Carlinhos que também era moreno, mas de olhos escuros. A semelhança entre os dois era no jeito de ser mesmo. Ambos com estilos rústicos, pode-se dizer brutos, rudes. E isso fascinava Laila, ela amava homem rude.

Naquela hora, Klaus foi buscar bebida e logo Alícia puxou Laila:
" Eu falei que ele era pra você"
" Ai, não tem muito a ver com o Carlinhos"
" Que cara estranho, você viu o jeito que ele olhava pra você? Como é o nome dele?"
" Klaus"
" Nossa, você e os nomes diferentes"

Alícia tinha razão, Laila atraía homens com nomes diferentes, seus namorados e envolvimentos em sua maioria tinha rapazes com os mais diversos nomes.

Quando Klaus voltou com a bebida, Alícia se afastou dos pombinhos e logo um garoto a puxa para dançar,
" Oi ", chegou ele todo esperançoso para Alícia.
Alícia era muito bonita, morena, cabelos longos e olhos escuros.
" Oi ", responde ela sem muito entusiasmo.
" Eu vi que sua amiga está ali com o alemãozão, e você aí, fiquei com vontade de te conhecer."
" Sei. ", Alícia continuava com a mesma empolgação do inicio.
O rapaz era bonito também, nem loiro, nem moreno, não era muito servido na altura, mas seu rosto de bebê compensava isso. Por isso e pela conversa agradável, Alícia resolveu dar uma chance a ele naquela noite.

Enquanto isso, Laila não sabia se se encantava, ou se se decepcionava com o jeito de Klaus. Ela tão somente tinha gostado dele porque viu Carlinhos no corpo do alemão. Ele não tinha uma conversa tão agradável quanto a do bebezinho da Alícia, mas em compensação ele era muito atencioso com ela, um cavalheiro.

Depois de horas de conversas e trocas de telefones, as meninas resolveram ir embora. E depois de despedidas, Klaus resolve seguir Laila a pé e com uma jaqueta jeans, o que era o "fim da rosca" para Alícia.

A festa foi boa, Laila adorou conhecer Klaus, mas todos sabiam que não era por ele que ela era apaixonada.